March 20, 2006
O Homem é um ser bio-psico-social?
Diz-se muito, nos cursos de ciências humanas, e mais notadamente nos de psicologia, que o homem é um ser "bio-psico-social". Seu lado biológico seria explicado por uma perspectiva mais naturalista, evolucionista, experimental e quantitativa; já o lado social seria explicado por questões culturais, históricas, relativas ao significado, e a análises qualitativas. Mas quanto à especificidade psicológica, como se explicaria?
O problema todo remete, inicialmente, a Comte (para não citar outros). A psicologia como projeto de ciência tem numa de suas principais inspirações o positivismo. Mas Comte, em seu Curso de Ciência Positiva, negava categoricamente a possibilidade de uma psicologia científica. Enquanto indivíduo - dizia Comte -, o ser humano poderia ser explicado pela biologia e por observações externas; enquanto ser cultural, o homem poderia ser explicado pela sociologia. Nada que pudesse garantir a autonomia de uma ciência dita "psicológica".
Um objeto que fosse digno da psicologia deveria ser criado. E, para isso, numa série de manobras que vão do século XIX ao XX, criou-se a noção de consciência como categoria especificamente psicológica. Vejamos o que está em jogo: de um lado, a consciência tal como é debatida na filosofia, como critério a partir do qual todo conhecimento é possível. De outro, a necessidade de um objeto mensurável, que legitime uma "ciência" do homem. A tradição mostra muito bem que dois momentos tornam a psicologia uma ciência, e a consciência, mensurável: a psicofísica de Fechner, e o introspeccionismo de Wundt. A lei de Weber-Fechner demonstra como se pode relacionar um quantum de estímulo com um grau de sensação; as aplicações introspeccionistas de Wundt (muitas vezes inspiradas a partir de Fechner) visavam analisar a consciência em seus elementos constituintes. Entretanto, o método experimental, na história da psicologia, encontrou sempre dificuldades para delimitar o homem naquilo que é em sua especificidade: ser eminentemente social, que produz significado, e vive numa cultura. De onde uma questão sempre repetida: se a psicologia torna-se ciência, deixa de ser psicologia; quando encontra a especificidade do homem como produtor de sentido, perde sua cientificidade.
Um panorama muito curioso advém disso: aquilo mesmo que confere a especificidade de uma ciência psicológica (a "consciência", para alguns;" processos mentais superiores", para outros; ou ainda, "comportamentos complexos", para aqueles que buscam destacar-se dessas questões, mas ainda tomando-as como ponto de referência) é um campo de questões cuja natureza provém de uma discussão essencialmente filosófica (a natureza da consciência, a origem do conhecimento, seu caráter determinado ou a priori, e assim por diante); campo de questões cuja inspiração de resolução (que constitui a própria origem da psicologia) provém de perspectivas naturalistas; e cujo sentido se direciona diretamente ao homem como ser social. Trocando em miúdos, a psicologia surge como disciplina que analisa o homem como ser "bio-psico-social", sendo cada um desses elementos provindos de naturezas e de projetos diversos.
Quando um psicólogo diz que o homem é um ser bio-psico-social, está enunciando aquilo mesmo que tornou a psicologia possível: a justaposição de três universos de questões díspares, reunidos para dar conta do homem como objeto de conhecimento de si mesmo. Mas precisamente por esse mesmo motivo, a expressão "bio-psico-social" deixa uma questão em aberto: como relacionar essas três ordens de modo que a passagem de uma á outra seja uma passagem de fato, e não apenas de projeto? Ou, em outras palavras, como agrupar as psicologias de inspiração biologicista com as mais "qualitativas" sob um mesmo conjunto de princípios? Mais do que uma explicação, essa despretensiosa expressão torna-se nada mais nada menos do que a enunciação de um problema que, ao projeto de uma psicologia científica, una e coerente, é de primeira ordem.
Pesquisa de livros sobre história e epistemologia da psicologia, e sobre o problema mente x corpo
tags: biologia psicologia sociologia historia epistemologia evolucionismo especificidade ciencia





15 Comments »
Leandro Says —
É isso mesmo.
Nada como um epistemólogo para fundamentar as bobagens que a gente fala! hehe Bio-psico-social virou um chavão tão comum que é até motivo de piada.
Mas relamente esta integração está longe.
Made on March 20, 2006 @ 4:12 pm
pen Says —
e dentro disso vejo o problema de se crer que essa ‘consciência’ pode ser medida, analisada, comparada… ‘descoberta’. não entendo nada de psicologia mas, recentemente, fiz algumas sessões com uma psicóloga. me senti bem em alguns momentos, confesso. no entanto, fiquei totalmente desentusiasmada qdo ela veio com alguns testes para eu fazer. aí está, a crença de que eu seria completamente analisável nesses dados. por favor, achei ridículo, ela estava gozando com a minha inteligência e bom senso. era óbvio demais o q ela esperava q eu respondesse para eu ser atestada como ‘normal’.
Made on March 21, 2006 @ 4:11 am
Administrator Says —
Oi Pen,
Muito obrigado por seu comentário, espero “vê-la” por aqui mais vezes. Fico muito feliz que os textos estejam espalhando suas ressonâncias. Mas note que eu estava discutindo um problema epistemológico e histórico da psicologia, nada estava sendo comentado a respeito do papel ou da legitimidade do psicólogo. São dois assuntos bem diferentes. E, mesmo em termos epistemológicos, a prática do psicólogo permanece até hoje muito bem resguardada em vários sentidos.
Quanto aos testes psicológicos, há um papel muito bem definidos para eles, sem que tenham por mera função uma análise ingênua do paciente. Desconheço a psicóloga que lhe atendeu. Mas geralmente os testes são instrumentos poderosos que, aliados ao atendimento, ajudam muito, caso bem contextualizados e empregados. Quando bem aplicados, são um instrumento a mais, muito eficiente.
um abraço,
Made on March 21, 2006 @ 5:29 am
pen Says —
oi
entendi o q vc quis expor, mas não pude resistir a jogar uma farpa sobre os psicólogos, pois vejo a indissociabilidade entre a epistemologia e a história da psicologia com as suas práticas, com os fazeres cotidianos dos psicólogos. desculpe, mas darei mais um exemplo, até grosseiro, por não dar conta do contexto em que esse caso se deu: um amigo meu passou num concurso. no teste psicotécnico (acho q é esse o nome) ele foi excluído com a justificativa de que por ele ter desenhado uma chaleira num dos momentos, ele não aguentaria a pressão do trabalho (para trabalhar na polícia). no entanto, ele desenhou uma chaleira lembrando da sua terra, do chimarrão q toma todos os dias, etc. então, expôs uma das marcas culturais q o constituíram. como pegar esse desenho, deslocá-lo do seu contexto, e construir uma argumentação sobre ‘como esse sujeito é’? ora, esse exemplo, que faz parte das práticas da psicologia, creio q está relacionado com aquilo que a psicologia vem se tornando ao longo da sua história. se somos, como foucault afirmou, ‘fundados e refundados na história’, será q o que a psicologia é, o que ela está sendo, não demonstra q as suas práticas não escapam à história? q ela é, tb, ‘fundada e refundada na história’? abs - e se eu não voltar aqui nos próximos 25 a 30 dias é porq estareiimpossibilitada de ver email, blogs, nesse período, devido ao local onde estarei.
Made on March 22, 2006 @ 5:29 pm
Administrator Says —
Oi Pen,
Acho muito interessantes suas interrogações, há várias questões envolvidas. Elas merecem ser colocadas em um novo post. Tentarei escrevê-las, ok? (e que inveja desses trabalhos - provavelmente de campo - em que ficamos o mês inteiro longe da net!)
um abraço,
Made on March 23, 2006 @ 3:23 pm
_Maga Says —
Olá Administrador, peço desculpas pela intromissão, mas é possivel que nós saibamos a sua formação e/ou identidade?
Um abraço
Made on March 24, 2006 @ 5:28 am
Filipe Says —
Talvez uma alternativa para a conjugação das três essências, bio-psico-social, estaria composta na teoria skinneriana.. quando esta afirma sendo o comportamento uma resultante da ontogênese, filogênese e cultura.. Ao verificar que a subjetiviadade deixa de possuir uma constituição mentalista, o noepositivismo abraçaria estas 3 entidades como uma sendo função da outra, enfim, apresentando suas relações.. afinal, a própria antropologia se rende a este aspecto, quando Marvin Harris trabalha cultura em termos comportamentais em um ambiente diversificado..
Made on March 26, 2006 @ 12:26 am
Administrator Says —
Oi Filipe,
Com certeza, há interessantíssimas questões relacionadas a se e como Skinner consegue superar uma série de problemas relativos a esses elementos. Mas note que a psicologia - ou, mais precisamente, as diferentes psicologias - são resultado da colocação desse problema, não resolvido apenas de um ponto de vista skinneriano. Vários outros autores tem boas respostas a respeito do problema da superação desses níveis, e poderíamos aí ver todos os grandes psicólogos do século XX como formuladores de respostas em níveis diferentes. Skinner dificilmente deixaria o behaviorismo de lado para concordar com um bom cognitivista (embora isso seja questionável) ou um psicanalista como Lacan. Mas rumos de pesquisa como algumas psicologias de tipo cognitivo, e a própria psicanálise, seguem seu desenvolvimento sem necessariamente (ressaltei esse termo) encontrar um fundo comum ao behaviorismo radical. Dar conta da especificidade do homem sempre foi a galinha dos ovos de ouro da psicologia, e o princípio de sua decorrente união; a resposta de Skinner é uma boa resposta (para não dizer das melhores); mas, ainda assim, tem um ponto de partida diverso de outras inspirações teóricas, e a psicologia, assim, continua tributária dos problemas que a ocasionaram.
Há uma fabulosa passagem do Vygosky, em seu texto “O Significado Histórico da Crise da Psicologia”, que cai aqui como uma luva, e diz mais ou menos assim: as psicologias seguem seu curso como gotas de uma mesma chuva; cada uma segue seu desenvolvimento próprio; mas, como não há comunicação, e cada uma permanece útil dentro de seus domínios, o valor de uma acaba anulando o da outra, pois não há um valor comum ou princípio geral que possa mensurar os diversos conceitos. É mais ou menos isso… O que você acha?
um abraço,
Made on March 27, 2006 @ 12:57 am
Filipe Says —
Oi administrador.. sua fala foi muito interessante.. o relato de Vigotsky igualmente. Para desfrutar de sua atenção, se me permite, conceberia um novo questionamento. A psicologia é uma disciplina filosófica. E sendo a filosofia um conhecimento, anterior a Nietzsche, nutrido por uma metafísica inabalável, o saber psicológico tem como raiz resquícios similarmente metafísicos, agora apelidados de mentalistas. Vê-se, contudo, que atualmente qualquer referenciação para a cosntrução de novos saberes é apoiado na biologia. Ou seja, o conhecimento científico(em relação à saúde), por ser cumulativo, há que ter uma continuidade ou um princípio biológico.
Não sei sua formação, e por sinal, não intento sabê-la pois vi seus comentários e percebo que não pertencem a quem sabe pouco. Mas, me diga pessoalmente, se a referência é biológica, não acha que “algumas psicologias” hão que ficar somente nos livros de história? Em sua opinião, uma referência biológica é reducionista, e ainda continuarão a existir essas “algumas psicologias” como uma alternativa de não reducionismo?
Made on March 28, 2006 @ 2:44 pm
Administrator Says —
Oi Filipe,
A pergunta que você fez é a grande e espinhosa pergunta: será que algumas psicologias ficarão nos livros de história? Caso fiquem, quais serão as psicologias reinantes? E, sobretudo: haverá uma psicologia com “P” maiúsculo, que permitirá o julgamento de todas as outras, e o juízo final sobre seus conceitos? Há algumas questões muito interessantes a ver nisso:
- de certo modo, com o decorrer dos modismos de época, uma ou outra psicologia pode tornar-se “a da vez”. Entretanto, como chamou a atenção o Luiz Cláudio Figueiredo (a meu ver acertadamente) no final de seu livro Matrizes Psicológicas, mesmo com as oscilações de moda, a “dispersão” da psicologia continua relativamente estável desde seu surgimento, sem grandes revoluções, num conjunto de inspirações teóricas ao mesmo tempo coexistentes, e divergentes.
- caso essa hipótese dos “modismos” não seja admitida, alguém poderia em algum momento dizer que há, sim, um movimento que tende a deixar algumas psicologias nos livros de história, e adotar outras como as verdadeiras psicologias. Mas é curioso chamar a atenção que, para que isso ocorra, deveria haver uma refutação radical das psicologias que ficariam nos livros, que demonstrasse radicalmente seu caráter ilusório, e que deveria tornar evidente o caráter veraz da (ou das) psicologia(s) que permanecesse(m). A consideração do Vygotsky, que vimos acima, deveria estar errada por algum princípio que permitisse julgar algumas psicologias em detrimento das outras. Mas, para que haja um princípio de julgamento, deve haver um princípio comum, que permita passar de uma psicologia à outra, sem reduzir a relação entre uma e outra a um valor nulo. Em outras palavras, a relação de uma psicologia com a outra não deveria ser a de mera negação (isso é o que já ocorre, quando um psicanalista julga um behaviorista, ou vice-versa, por exemplo), mas a da busca de um princípio que permita julgar ao mesmo tempo as duas. Grande desafio esse, não?
Agora, o problema do biológico.
- Esse é outro tremendo problema, pois, no mesmo movimento em que a psicologia se tornava uma ciência, inspirada pelo positivismo, o criador do positivismo dizia: não há necessidade de uma psicologia; como indivíduo, o homem pode ser analisado pela biologia, e como ser social, pela “física social” (sociologia). Daí o problema da especificidade: como fazer da psicologia um estudo necessário sem recair na biologia, ou na sociologia? Ou em outras palavras, como dar conta daquilo que é específico do homem, seja admitido que há continuidade entre os homens e os animais, ou mesmo admitindo que há descontinuidade? A psicologia, assim, não é ciência biológica do homem, mas ciência que busca dar conta do homem em sua própria especificidade, sendo essa especificidade de fundo biológico ou não. Daí a grande discussão sobre a dispersão da psicologia…
- Outra questão: pode-se dizer que a psicologia enveredou para o ‘misticismo’ das ‘metafísicas’ (tal como diziam alguns psicólogos do século XIX, de modo preconceituoso), e por isso mesmo pressupôs um nível “mental” para além de toda biologia. Mas, pelo menos de acordo com Michel Foucault (no início de Doença Mental e Psicologia), e talvez com um livro chamado Narratives and language of the brain, ou algo parecido (não li ainda, mas acho que é por aí…), tanto os projetos de uma patologia orgânica, quanto de uma patologia mental, buscam enveredar-se para um mesmo fundamento. Em outras palavras, pressupõe-se que só pode haver doença do mental, se o fundamento do “mental” é o mesmo do biológico. Mas o que é curioso chamar aí a atenção é que de saída, o problema do “mental” é dado com um mesmo estatuto do biológico, porém, dado como um problema separado (e Foucault ousa dizer que as duas espécies de patologia nem mesmo compartilham de um fundamento comum). É essa separação ou duplicidade que persiste até hoje, dando (em certo sentido) fruto às diversas psicologias, e - arrisco dizer, mas isso é um gigantesco ‘pano pra manga’ - a incompatibilidades das mais diversas espécies dentro das próprias psicologias. Mas isso é ainda outro assunto, continuemos nossa tertulia… O q vc acha?
Made on March 28, 2006 @ 3:37 pm
Filipe Says —
Oi Administrador, estas questões são inprescindíveis em qualquer debate psicológico. Você elaborou três pontos que a meu ver são cruciais..
O primeiro trata da afirmação do Luiz Cláudio Figueiredo.
Inicialmente, em concordância com você e o autor eu também sou adepto a esta noção, mas parece que atualmente as revoluções estão começando a dar as caras.. A Psicanálise, para não falecer, passa a recorrer a Neuropsicanálise. O behaviorismo recorre ao Biocomportamentalismo, enquanto a psicologia Cognitiva ao Modelo de Processamento de Informações. O problema parece estar no fato de que o “modismo” não é intrinseco à Psicologia, mas a um conhecimento exterior a ela (na biologia). Talvez seja um equívoco, mas penso que a revolução vem caminhando em pernas curtas ao ponto de permanecer imperceptível.
O segundo ponto, ao meu ver mais complexo ainda, é para uma adesão de um saber sem a exclusão de outro.
Bom, o comportamento ocorre independente da explicação. Isso é fato. Mas a questão é que não podemos ficar somente na explicação, afinal, por trás da psicologia há sempre aquele que sofre. Não se nega outra teoria somente por questões epstemológicas, mas também quanto sua ineficácia em prática. O problemático é definir o que é mais benéfico ou não para o sujeito. O que é apropriado ou não para seu tratamento.
E o que vemos, infelizmente, é o número extenso de discursos divergentes. Quem ousaria resolver esta questão..? De certo pessimismo, não vejo que isso venha ocorrer em breve.
O terceiro ponto é o trabalhado por Foucault, bilhantemente por sinal, que é o cerne do seu questionamento no post.
Não se faz uma separação entre mental e biológico, porém, se trabalha e estuda, de forma separada essas duas unidades. Chega a ser risível, um tanto quanto trágico. No mais, fazemos perguntas e mais perguntas só que por fim acabamos sendo vencidos pela interrogação.
Fazer o que né..?
Abração..
Made on March 30, 2006 @ 3:53 pm
Administrator Says —
Oi Filipe,
Acredito que a vitória da interrogação tem aqui dois pontos muito positivos: primeiramente, nos encaminha em excelentes conversações e debates; em segundo lugar, nos instiga a, para além da linguagem dos blogs, escrever algo bem mais rigoroso, em outras situações (artigos, e assim por diante). O blog, aqui, fica com essa função da interrogação, dos apontamentos, dos caminhos possíveis, e das boas conversações. Não se perde o rigor por aqui, mas uma linguagem mais rigorosa fica para outro momento, aquele em que buscamos reordenar todas essas interrogações para um texto mais “sério”. Nesse sentido, estou muito feliz com o blog, já que estamos desenvolvendo excelentes discussões, e angariando ótimos problemas. No decorrer, vamos desenvolvendo e discutindo tudo isso. Mas o que é digno de nota é, precisamente, a própria “pergunta”: é ela que nos abre a interlocuções tão legais quanto essas que estão começando.
Pretendo, para colocar lenha na fogueira, postar outros textos precisamente sobre essas questões. Gostaria muito que você acompanhasse, para que possamos levar os papos adiante.
Você chamou a atenção à questão do sofrimento, e por conseguinte, à prática do psicólogo. Estou traduzindo um texto do Foucault chamado “A pesquisa científica e a psicologia”, que trata precisamente desse assunto. Quando concluir, colocarei alguma coisa por aqui, e será outro bom pano pra manga. No mais, fiquei devendo para a Pen um post sobre os diversos níveis de relações entre a teoria e a prática, espero ver sua opinião também, ok?
Algo curioso sobre seus apontamentos: a primeira, é a recorrência das psicologias a outras perspectivas, notadamente de fonte biologicista; dentro disso, poderia-se ver também, de certo modo, o behaviorismo se aproximando do cognitivismo, não é mesmo? Mas é interessante encontrarmos - ou fazermos - estudos que avaliem tudo isso…
um abraço,
Made on March 30, 2006 @ 6:27 pm
Filipe Says —
Oi adminstrador.. pode contar comigo para os posts. Talvez eu não possa contribuir muito para as discussões… mas os palpites serão lançados.. Você fez um questionamento que não sei se entendi bem.. em ralação ao behaviorismo se aproximando do cognitivismo.
Ao que me parece a análise comportamental sempre caminhou de forma inversa ao cognitismo.. já que é uma abordagem externalista, destituindo o Eu como causa de comportamento. E isso de fato os behavioristas parecem não abrir mão.. Eu compartilho a noção de que se deve contextualizar o fenômeno, ao inves de ficarmos somente no tratamento invasivo.. não sou behaviorista.. ainda estou na graduação.. mas de cedo pode-se notar os enúmeros vetores que o saber psicológico se fragmenta..
Por fim.. eu estou por aqui sim, o blog é muito interessante e até estou o divulgando para alguns amigos.. aliás.. foi devido a seu post que assisti o filme Spring.. Summer.. etc.. muito legal mesmo..
Ah, concordo com vc quanto as interrogações.. afinal, a coisa mais gostosa de se fazer é duvidar, duvidar, duvidar.. como diz o filósofo..
Abração..
Made on March 31, 2006 @ 3:29 pm
Administrator Says —
Não sei, realmente não falei com conhecimento de causa, mas tenho a impressão de que certos autores tentam aproximar abordagens cognitivas e comportamentais, ou mesmo fazer uma ponte entre a questão do comportamento e a das funções mentais superiores, tipo algum pessoal da neuropsicologia… mas n é c conhecimento de causa.
um abraço,
Made on March 31, 2006 @ 3:49 pm
Anonymous Says —
Fdxxx Já ponhas o nome do autor
Re: O autor sou eu, por acaso…
Made on May 31, 2007 @ 3:13 pm
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