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	<title>Comments on: O Homem é um ser bio-psico-social?</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 19:25:18 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Anonymous</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-1551</link>
		<pubDate>Thu, 31 May 2007 15:13:43 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-1551</guid>
					<description>Fdxxx Já ponhas o nome do autor

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Re:&lt;/strong&gt; O autor sou eu, por acaso...&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Fdxxx Já ponhas o nome do autor</p>
	<p><em><strong>Re:</strong> O autor sou eu, por acaso&#8230;</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Administrator</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-74</link>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2006 15:49:18 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-74</guid>
					<description>Não sei, realmente não falei com conhecimento de causa, mas tenho a impressão de que certos autores tentam aproximar abordagens cognitivas e comportamentais, ou mesmo fazer uma ponte entre a questão do comportamento e a das funções mentais superiores, tipo algum pessoal da neuropsicologia... mas n é c conhecimento de causa. 

um abraço,</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Não sei, realmente não falei com conhecimento de causa, mas tenho a impressão de que certos autores tentam aproximar abordagens cognitivas e comportamentais, ou mesmo fazer uma ponte entre a questão do comportamento e a das funções mentais superiores, tipo algum pessoal da neuropsicologia&#8230; mas n é c conhecimento de causa. </p>
	<p>um abraço,
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Filipe</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-73</link>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2006 15:29:03 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-73</guid>
					<description>Oi adminstrador.. pode contar comigo para os posts. Talvez eu não possa contribuir muito para as discussões... mas os palpites serão lançados.. Você fez um questionamento que não sei se entendi bem.. em ralação ao behaviorismo se aproximando do cognitivismo. 
Ao que me parece a análise comportamental sempre caminhou de forma inversa ao cognitismo.. já que é uma abordagem externalista, destituindo o Eu como causa de comportamento. E isso de fato os behavioristas parecem não abrir mão.. Eu compartilho a noção de que se deve contextualizar o fenômeno, ao inves de ficarmos somente no tratamento invasivo.. não sou behaviorista.. ainda estou na graduação.. mas de cedo pode-se notar os enúmeros vetores que o saber psicológico se fragmenta.. 
Por fim.. eu estou por aqui sim, o blog é muito interessante e até estou o divulgando para alguns amigos.. aliás.. foi devido a seu post que assisti o filme Spring.. Summer.. etc.. muito legal mesmo.. 
Ah, concordo com vc quanto as interrogações.. afinal, a coisa mais gostosa de se fazer é duvidar, duvidar, duvidar.. como diz o filósofo.. 
Abração..
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Oi adminstrador.. pode contar comigo para os posts. Talvez eu não possa contribuir muito para as discussões&#8230; mas os palpites serão lançados.. Você fez um questionamento que não sei se entendi bem.. em ralação ao behaviorismo se aproximando do cognitivismo.<br />
Ao que me parece a análise comportamental sempre caminhou de forma inversa ao cognitismo.. já que é uma abordagem externalista, destituindo o Eu como causa de comportamento. E isso de fato os behavioristas parecem não abrir mão.. Eu compartilho a noção de que se deve contextualizar o fenômeno, ao inves de ficarmos somente no tratamento invasivo.. não sou behaviorista.. ainda estou na graduação.. mas de cedo pode-se notar os enúmeros vetores que o saber psicológico se fragmenta..<br />
Por fim.. eu estou por aqui sim, o blog é muito interessante e até estou o divulgando para alguns amigos.. aliás.. foi devido a seu post que assisti o filme Spring.. Summer.. etc.. muito legal mesmo..<br />
Ah, concordo com vc quanto as interrogações.. afinal, a coisa mais gostosa de se fazer é duvidar, duvidar, duvidar.. como diz o filósofo..<br />
Abração..
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Administrator</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-60</link>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2006 18:27:15 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-60</guid>
					<description>Oi Filipe, 

Acredito que a vitória da interrogação tem aqui dois pontos muito positivos: primeiramente, nos encaminha em excelentes conversações e debates; em segundo lugar, nos instiga a, para além da linguagem dos blogs, escrever algo bem mais rigoroso, em outras situações (artigos, e assim por diante). O blog, aqui, fica com essa função da interrogação, dos apontamentos, dos caminhos possíveis, e das boas conversações. Não se perde o rigor por aqui, mas uma linguagem mais rigorosa fica para outro momento, aquele em que buscamos reordenar todas essas interrogações para um texto mais &quot;sério&quot;. Nesse sentido, estou muito feliz com o blog, já que estamos desenvolvendo excelentes discussões, e angariando ótimos problemas. No decorrer, vamos desenvolvendo e discutindo tudo isso. Mas o que é digno de nota é, precisamente, a própria &quot;pergunta&quot;: é ela que nos abre a interlocuções tão legais quanto essas que estão começando. 

Pretendo, para colocar lenha na fogueira, postar outros textos precisamente sobre essas questões. Gostaria muito que você acompanhasse, para que possamos levar os papos adiante.

Você chamou a atenção à questão do sofrimento, e por conseguinte, à prática do psicólogo. Estou traduzindo um texto do Foucault chamado &quot;A pesquisa científica e a psicologia&quot;, que trata precisamente desse assunto. Quando concluir, colocarei alguma coisa por aqui, e será outro bom pano pra manga.  No mais, fiquei devendo para a Pen um post sobre os diversos níveis de relações  entre a teoria e a prática, espero ver sua opinião também, ok? 

Algo curioso  sobre seus apontamentos: a primeira, é a recorrência das psicologias a outras perspectivas, notadamente de fonte biologicista; dentro disso, poderia-se ver também, de certo modo, o behaviorismo se aproximando do cognitivismo, não é mesmo? Mas é interessante encontrarmos - ou fazermos - estudos que avaliem tudo isso...

um abraço,</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Oi Filipe, </p>
	<p>Acredito que a vitória da interrogação tem aqui dois pontos muito positivos: primeiramente, nos encaminha em excelentes conversações e debates; em segundo lugar, nos instiga a, para além da linguagem dos blogs, escrever algo bem mais rigoroso, em outras situações (artigos, e assim por diante). O blog, aqui, fica com essa função da interrogação, dos apontamentos, dos caminhos possíveis, e das boas conversações. Não se perde o rigor por aqui, mas uma linguagem mais rigorosa fica para outro momento, aquele em que buscamos reordenar todas essas interrogações para um texto mais &#8220;sério&#8221;. Nesse sentido, estou muito feliz com o blog, já que estamos desenvolvendo excelentes discussões, e angariando ótimos problemas. No decorrer, vamos desenvolvendo e discutindo tudo isso. Mas o que é digno de nota é, precisamente, a própria &#8220;pergunta&#8221;: é ela que nos abre a interlocuções tão legais quanto essas que estão começando. </p>
	<p>Pretendo, para colocar lenha na fogueira, postar outros textos precisamente sobre essas questões. Gostaria muito que você acompanhasse, para que possamos levar os papos adiante.</p>
	<p>Você chamou a atenção à questão do sofrimento, e por conseguinte, à prática do psicólogo. Estou traduzindo um texto do Foucault chamado &#8220;A pesquisa científica e a psicologia&#8221;, que trata precisamente desse assunto. Quando concluir, colocarei alguma coisa por aqui, e será outro bom pano pra manga.  No mais, fiquei devendo para a Pen um post sobre os diversos níveis de relações  entre a teoria e a prática, espero ver sua opinião também, ok? </p>
	<p>Algo curioso  sobre seus apontamentos: a primeira, é a recorrência das psicologias a outras perspectivas, notadamente de fonte biologicista; dentro disso, poderia-se ver também, de certo modo, o behaviorismo se aproximando do cognitivismo, não é mesmo? Mas é interessante encontrarmos - ou fazermos - estudos que avaliem tudo isso&#8230;</p>
	<p>um abraço,
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Filipe</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-58</link>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2006 15:53:06 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-58</guid>
					<description>Oi Administrador, estas questões são inprescindíveis em qualquer debate psicológico. Você elaborou três pontos que a meu ver são cruciais..
O primeiro trata da afirmação do Luiz Cláudio Figueiredo. 
Inicialmente, em concordância com você e o autor eu também sou adepto a esta noção, mas parece que atualmente as revoluções estão começando a dar as caras.. A Psicanálise, para não falecer, passa a recorrer a Neuropsicanálise. O behaviorismo recorre ao Biocomportamentalismo, enquanto a psicologia Cognitiva ao Modelo de Processamento de Informações. O problema parece estar no fato de que o &quot;modismo&quot; não é intrinseco à Psicologia, mas a um conhecimento exterior a ela (na biologia). Talvez seja um equívoco, mas penso que a revolução vem caminhando em pernas curtas ao ponto de permanecer imperceptível.
O segundo ponto, ao meu ver mais complexo ainda, é para uma adesão de um saber sem a exclusão de outro.
Bom, o comportamento ocorre independente da explicação. Isso é fato. Mas a questão é que não podemos ficar somente na explicação, afinal, por trás da psicologia há sempre aquele que sofre. Não se nega outra teoria somente por questões epstemológicas, mas também quanto sua ineficácia em prática. O problemático é definir o que é mais benéfico ou não para o sujeito. O que é apropriado ou não para seu tratamento. 
E o que vemos, infelizmente, é o número extenso de discursos divergentes. Quem ousaria resolver esta questão..? De certo pessimismo, não vejo que isso venha ocorrer em breve.
O terceiro ponto é o trabalhado por Foucault, bilhantemente por sinal, que é o cerne do seu questionamento no post. 
Não se faz uma separação entre mental e biológico, porém, se trabalha e estuda, de forma separada essas duas unidades. Chega a ser risível, um tanto quanto trágico. No mais, fazemos perguntas e mais perguntas só que por fim acabamos sendo vencidos pela interrogação. 
Fazer o que né..?
Abração..</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Oi Administrador, estas questões são inprescindíveis em qualquer debate psicológico. Você elaborou três pontos que a meu ver são cruciais..<br />
O primeiro trata da afirmação do Luiz Cláudio Figueiredo.<br />
Inicialmente, em concordância com você e o autor eu também sou adepto a esta noção, mas parece que atualmente as revoluções estão começando a dar as caras.. A Psicanálise, para não falecer, passa a recorrer a Neuropsicanálise. O behaviorismo recorre ao Biocomportamentalismo, enquanto a psicologia Cognitiva ao Modelo de Processamento de Informações. O problema parece estar no fato de que o &#8220;modismo&#8221; não é intrinseco à Psicologia, mas a um conhecimento exterior a ela (na biologia). Talvez seja um equívoco, mas penso que a revolução vem caminhando em pernas curtas ao ponto de permanecer imperceptível.<br />
O segundo ponto, ao meu ver mais complexo ainda, é para uma adesão de um saber sem a exclusão de outro.<br />
Bom, o comportamento ocorre independente da explicação. Isso é fato. Mas a questão é que não podemos ficar somente na explicação, afinal, por trás da psicologia há sempre aquele que sofre. Não se nega outra teoria somente por questões epstemológicas, mas também quanto sua ineficácia em prática. O problemático é definir o que é mais benéfico ou não para o sujeito. O que é apropriado ou não para seu tratamento.<br />
E o que vemos, infelizmente, é o número extenso de discursos divergentes. Quem ousaria resolver esta questão..? De certo pessimismo, não vejo que isso venha ocorrer em breve.<br />
O terceiro ponto é o trabalhado por Foucault, bilhantemente por sinal, que é o cerne do seu questionamento no post.<br />
Não se faz uma separação entre mental e biológico, porém, se trabalha e estuda, de forma separada essas duas unidades. Chega a ser risível, um tanto quanto trágico. No mais, fazemos perguntas e mais perguntas só que por fim acabamos sendo vencidos pela interrogação.<br />
Fazer o que né..?<br />
Abração..
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Administrator</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-53</link>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2006 15:37:04 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-53</guid>
					<description>Oi Filipe, 

A pergunta que você fez é a grande e espinhosa pergunta: será que algumas psicologias ficarão nos livros de história? Caso fiquem, quais serão as psicologias reinantes? E, sobretudo: haverá uma psicologia com &quot;P&quot; maiúsculo, que permitirá o julgamento de todas as outras, e o juízo final sobre seus conceitos? Há algumas questões muito interessantes a ver nisso: 

- de certo modo, com o decorrer dos modismos de época, uma ou outra psicologia pode tornar-se &quot;a da vez&quot;. Entretanto, como chamou a atenção o Luiz Cláudio Figueiredo (a meu ver acertadamente) no final de seu livro &lt;i&gt;Matrizes Psicológicas&lt;/i&gt;, mesmo com as oscilações de moda, a &quot;dispersão&quot; da psicologia continua relativamente estável desde seu surgimento, sem grandes revoluções, num conjunto de inspirações teóricas ao mesmo tempo coexistentes, e divergentes. 

- caso essa hipótese dos &quot;modismos&quot; não seja admitida, alguém poderia em algum momento dizer que há, sim, um movimento que tende a deixar algumas psicologias nos livros de história, e adotar outras como as verdadeiras psicologias. Mas é curioso chamar a atenção que, para que isso ocorra, deveria haver uma refutação radical das psicologias que ficariam nos livros, que demonstrasse radicalmente seu caráter ilusório, e que deveria tornar evidente o caráter veraz da (ou das) psicologia(s) que permanecesse(m). A consideração do Vygotsky, que vimos acima, deveria estar errada por algum princípio que permitisse julgar algumas psicologias em detrimento das outras. Mas, para que haja um princípio de &lt;b&gt;julgamento&lt;/b&gt;, deve haver um princípio &lt;b&gt;comum&lt;/b&gt;, que permita passar de uma psicologia à outra, sem reduzir a relação entre uma e outra a um valor nulo. Em outras palavras, a relação de uma psicologia com a outra não deveria ser a de mera negação (isso é o que já ocorre, quando um psicanalista julga um behaviorista, ou vice-versa, por exemplo), mas a da busca de um princípio que permita julgar ao mesmo tempo as duas. Grande desafio esse, não? 

Agora, o problema do biológico. 

- Esse é outro tremendo problema, pois, no mesmo movimento em que a psicologia se tornava uma ciência, inspirada pelo positivismo, o criador do positivismo dizia: não há necessidade de uma psicologia; como indivíduo, o homem pode ser analisado pela biologia, e como ser social, pela &quot;física social&quot; (sociologia). Daí o problema da especificidade: como fazer da psicologia um estudo necessário sem recair na biologia, ou na sociologia? Ou em outras palavras, como dar conta daquilo que é específico do homem, seja admitido que há continuidade entre os homens e os animais, ou mesmo admitindo que há descontinuidade? A psicologia, assim, não é ciência biológica do homem, mas ciência que busca dar conta do homem em sua própria especificidade, sendo essa especificidade de fundo biológico ou não. Daí a grande discussão sobre a dispersão da psicologia...

- Outra questão: pode-se dizer que a psicologia enveredou para o 'misticismo' das 'metafísicas' (tal como diziam alguns psicólogos do século XIX, de modo preconceituoso), e por isso mesmo pressupôs um nível &quot;mental&quot; para além de toda biologia. Mas, pelo menos de acordo com Michel Foucault (no início de &lt;i&gt;Doença Mental e Psicologia&lt;/i&gt;), e talvez com um livro chamado &lt;em&gt;Narratives and language of the brain&lt;/em&gt;, ou algo parecido (não li ainda, mas acho que é por aí...), tanto os projetos de uma patologia orgânica, quanto de uma patologia mental, buscam enveredar-se para um mesmo fundamento. Em outras palavras, pressupõe-se que só pode haver doença do mental, se o fundamento do &quot;mental&quot; é o mesmo do biológico. Mas o que é curioso chamar aí a atenção é que de saída, o problema do &quot;mental&quot; é dado com um mesmo estatuto do biológico, porém, dado como um problema &lt;em&gt;separado&lt;/em&gt; (e Foucault ousa dizer que as duas espécies de patologia nem mesmo compartilham de um fundamento comum). É essa separação ou duplicidade que persiste até hoje, dando (em certo sentido) fruto às diversas psicologias, e - arrisco dizer, mas isso é um gigantesco 'pano pra manga' - a incompatibilidades das mais diversas espécies dentro das próprias psicologias. Mas isso é ainda outro assunto, continuemos nossa tertulia... O q vc acha? </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Oi Filipe, </p>
	<p>A pergunta que você fez é a grande e espinhosa pergunta: será que algumas psicologias ficarão nos livros de história? Caso fiquem, quais serão as psicologias reinantes? E, sobretudo: haverá uma psicologia com &#8220;P&#8221; maiúsculo, que permitirá o julgamento de todas as outras, e o juízo final sobre seus conceitos? Há algumas questões muito interessantes a ver nisso: </p>
	<p>- de certo modo, com o decorrer dos modismos de época, uma ou outra psicologia pode tornar-se &#8220;a da vez&#8221;. Entretanto, como chamou a atenção o Luiz Cláudio Figueiredo (a meu ver acertadamente) no final de seu livro <i>Matrizes Psicológicas</i>, mesmo com as oscilações de moda, a &#8220;dispersão&#8221; da psicologia continua relativamente estável desde seu surgimento, sem grandes revoluções, num conjunto de inspirações teóricas ao mesmo tempo coexistentes, e divergentes. </p>
	<p>- caso essa hipótese dos &#8220;modismos&#8221; não seja admitida, alguém poderia em algum momento dizer que há, sim, um movimento que tende a deixar algumas psicologias nos livros de história, e adotar outras como as verdadeiras psicologias. Mas é curioso chamar a atenção que, para que isso ocorra, deveria haver uma refutação radical das psicologias que ficariam nos livros, que demonstrasse radicalmente seu caráter ilusório, e que deveria tornar evidente o caráter veraz da (ou das) psicologia(s) que permanecesse(m). A consideração do Vygotsky, que vimos acima, deveria estar errada por algum princípio que permitisse julgar algumas psicologias em detrimento das outras. Mas, para que haja um princípio de <b>julgamento</b>, deve haver um princípio <b>comum</b>, que permita passar de uma psicologia à outra, sem reduzir a relação entre uma e outra a um valor nulo. Em outras palavras, a relação de uma psicologia com a outra não deveria ser a de mera negação (isso é o que já ocorre, quando um psicanalista julga um behaviorista, ou vice-versa, por exemplo), mas a da busca de um princípio que permita julgar ao mesmo tempo as duas. Grande desafio esse, não? </p>
	<p>Agora, o problema do biológico. </p>
	<p>- Esse é outro tremendo problema, pois, no mesmo movimento em que a psicologia se tornava uma ciência, inspirada pelo positivismo, o criador do positivismo dizia: não há necessidade de uma psicologia; como indivíduo, o homem pode ser analisado pela biologia, e como ser social, pela &#8220;física social&#8221; (sociologia). Daí o problema da especificidade: como fazer da psicologia um estudo necessário sem recair na biologia, ou na sociologia? Ou em outras palavras, como dar conta daquilo que é específico do homem, seja admitido que há continuidade entre os homens e os animais, ou mesmo admitindo que há descontinuidade? A psicologia, assim, não é ciência biológica do homem, mas ciência que busca dar conta do homem em sua própria especificidade, sendo essa especificidade de fundo biológico ou não. Daí a grande discussão sobre a dispersão da psicologia&#8230;</p>
	<p>- Outra questão: pode-se dizer que a psicologia enveredou para o &#8216;misticismo&#8217; das &#8216;metafísicas&#8217; (tal como diziam alguns psicólogos do século XIX, de modo preconceituoso), e por isso mesmo pressupôs um nível &#8220;mental&#8221; para além de toda biologia. Mas, pelo menos de acordo com Michel Foucault (no início de <i>Doença Mental e Psicologia</i>), e talvez com um livro chamado <em>Narratives and language of the brain</em>, ou algo parecido (não li ainda, mas acho que é por aí&#8230;), tanto os projetos de uma patologia orgânica, quanto de uma patologia mental, buscam enveredar-se para um mesmo fundamento. Em outras palavras, pressupõe-se que só pode haver doença do mental, se o fundamento do &#8220;mental&#8221; é o mesmo do biológico. Mas o que é curioso chamar aí a atenção é que de saída, o problema do &#8220;mental&#8221; é dado com um mesmo estatuto do biológico, porém, dado como um problema <em>separado</em> (e Foucault ousa dizer que as duas espécies de patologia nem mesmo compartilham de um fundamento comum). É essa separação ou duplicidade que persiste até hoje, dando (em certo sentido) fruto às diversas psicologias, e - arrisco dizer, mas isso é um gigantesco &#8216;pano pra manga&#8217; - a incompatibilidades das mais diversas espécies dentro das próprias psicologias. Mas isso é ainda outro assunto, continuemos nossa tertulia&#8230; O q vc acha?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Filipe</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-52</link>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2006 14:44:59 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-52</guid>
					<description>Oi administrador.. sua fala foi muito interessante.. o relato de Vigotsky igualmente. Para desfrutar de sua atenção, se me permite, conceberia um novo questionamento. A psicologia é uma disciplina filosófica. E sendo a filosofia um conhecimento, anterior a Nietzsche, nutrido por uma metafísica inabalável, o saber psicológico tem como raiz resquícios similarmente metafísicos, agora apelidados de mentalistas. Vê-se, contudo, que atualmente qualquer referenciação para a cosntrução de novos saberes é apoiado na biologia. Ou seja, o conhecimento científico(em relação à saúde), por ser cumulativo, há que ter uma continuidade ou um princípio biológico. 
Não sei sua formação, e por sinal, não intento sabê-la pois vi seus comentários e percebo que não pertencem a quem sabe pouco. Mas, me diga pessoalmente, se a referência é biológica, não acha que &quot;algumas psicologias&quot; hão que ficar somente nos livros de história? Em sua opinião, uma referência biológica é reducionista, e ainda continuarão a existir essas &quot;algumas psicologias&quot; como uma alternativa de não reducionismo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Oi administrador.. sua fala foi muito interessante.. o relato de Vigotsky igualmente. Para desfrutar de sua atenção, se me permite, conceberia um novo questionamento. A psicologia é uma disciplina filosófica. E sendo a filosofia um conhecimento, anterior a Nietzsche, nutrido por uma metafísica inabalável, o saber psicológico tem como raiz resquícios similarmente metafísicos, agora apelidados de mentalistas. Vê-se, contudo, que atualmente qualquer referenciação para a cosntrução de novos saberes é apoiado na biologia. Ou seja, o conhecimento científico(em relação à saúde), por ser cumulativo, há que ter uma continuidade ou um princípio biológico.<br />
Não sei sua formação, e por sinal, não intento sabê-la pois vi seus comentários e percebo que não pertencem a quem sabe pouco. Mas, me diga pessoalmente, se a referência é biológica, não acha que &#8220;algumas psicologias&#8221; hão que ficar somente nos livros de história? Em sua opinião, uma referência biológica é reducionista, e ainda continuarão a existir essas &#8220;algumas psicologias&#8221; como uma alternativa de não reducionismo?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Administrator</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-51</link>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2006 00:57:49 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-51</guid>
					<description>Oi Filipe, 

Com certeza, há interessantíssimas questões relacionadas a se e como Skinner consegue superar uma série de problemas relativos a esses elementos. Mas note que a psicologia - ou, mais precisamente, as diferentes psicologias - são resultado da colocação desse problema, não resolvido apenas de um ponto de vista skinneriano. Vários outros autores tem boas respostas a respeito do problema da superação desses níveis, e poderíamos aí ver todos os grandes psicólogos do século XX como formuladores de respostas em níveis diferentes. Skinner dificilmente deixaria o behaviorismo de lado para concordar com um bom cognitivista (embora isso seja questionável) ou um psicanalista como Lacan. Mas rumos de pesquisa como algumas psicologias de tipo cognitivo, e a própria psicanálise, seguem seu desenvolvimento sem &lt;i&gt;necessariamente&lt;/i&gt; (ressaltei esse termo) encontrar um &lt;i&gt;fundo&lt;/i&gt; comum ao behaviorismo radical. Dar conta da especificidade do homem sempre foi a galinha dos ovos de ouro da psicologia, e o princípio de sua decorrente união; a resposta de Skinner é uma boa resposta (para não dizer das melhores); mas, ainda assim, tem um ponto de partida diverso de outras inspirações teóricas, e a psicologia, assim, continua tributária dos problemas que a ocasionaram. 

Há uma fabulosa passagem do Vygosky, em seu texto &quot;O Significado Histórico da Crise da Psicologia&quot;, que cai aqui como uma luva, e diz mais ou menos assim: as psicologias seguem seu curso como gotas de uma mesma chuva; cada uma segue seu desenvolvimento próprio; mas, como não há comunicação, e cada uma permanece útil dentro de seus domínios, o valor de uma acaba anulando o da outra, pois não há um valor comum ou princípio geral que possa mensurar os diversos conceitos. É mais ou menos isso... O que você acha? 

um abraço,</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Oi Filipe, </p>
	<p>Com certeza, há interessantíssimas questões relacionadas a se e como Skinner consegue superar uma série de problemas relativos a esses elementos. Mas note que a psicologia - ou, mais precisamente, as diferentes psicologias - são resultado da colocação desse problema, não resolvido apenas de um ponto de vista skinneriano. Vários outros autores tem boas respostas a respeito do problema da superação desses níveis, e poderíamos aí ver todos os grandes psicólogos do século XX como formuladores de respostas em níveis diferentes. Skinner dificilmente deixaria o behaviorismo de lado para concordar com um bom cognitivista (embora isso seja questionável) ou um psicanalista como Lacan. Mas rumos de pesquisa como algumas psicologias de tipo cognitivo, e a própria psicanálise, seguem seu desenvolvimento sem <i>necessariamente</i> (ressaltei esse termo) encontrar um <i>fundo</i> comum ao behaviorismo radical. Dar conta da especificidade do homem sempre foi a galinha dos ovos de ouro da psicologia, e o princípio de sua decorrente união; a resposta de Skinner é uma boa resposta (para não dizer das melhores); mas, ainda assim, tem um ponto de partida diverso de outras inspirações teóricas, e a psicologia, assim, continua tributária dos problemas que a ocasionaram. </p>
	<p>Há uma fabulosa passagem do Vygosky, em seu texto &#8220;O Significado Histórico da Crise da Psicologia&#8221;, que cai aqui como uma luva, e diz mais ou menos assim: as psicologias seguem seu curso como gotas de uma mesma chuva; cada uma segue seu desenvolvimento próprio; mas, como não há comunicação, e cada uma permanece útil dentro de seus domínios, o valor de uma acaba anulando o da outra, pois não há um valor comum ou princípio geral que possa mensurar os diversos conceitos. É mais ou menos isso&#8230; O que você acha? </p>
	<p>um abraço,
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Filipe</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-44</link>
		<pubDate>Sun, 26 Mar 2006 00:26:00 +0000</pubDate>
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					<description>Talvez uma alternativa para a conjugação das três essências, bio-psico-social, estaria composta na teoria skinneriana.. quando esta afirma sendo o comportamento uma resultante da ontogênese, filogênese e cultura.. Ao verificar que a subjetiviadade deixa de possuir uma constituição mentalista, o noepositivismo abraçaria estas 3 entidades como uma sendo função da outra, enfim, apresentando suas relações.. afinal, a própria antropologia se rende a este aspecto, quando Marvin Harris trabalha cultura em termos comportamentais em um ambiente diversificado..</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Talvez uma alternativa para a conjugação das três essências, bio-psico-social, estaria composta na teoria skinneriana.. quando esta afirma sendo o comportamento uma resultante da ontogênese, filogênese e cultura.. Ao verificar que a subjetiviadade deixa de possuir uma constituição mentalista, o noepositivismo abraçaria estas 3 entidades como uma sendo função da outra, enfim, apresentando suas relações.. afinal, a própria antropologia se rende a este aspecto, quando Marvin Harris trabalha cultura em termos comportamentais em um ambiente diversificado..
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: _Maga</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-37</link>
		<pubDate>Fri, 24 Mar 2006 05:28:02 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2006/03/20/o-homem-e-um-ser-bio-psico-social/#comment-37</guid>
					<description>Olá Administrador, peço desculpas pela intromissão, mas é possivel que nós saibamos a sua formação e/ou identidade? 

Um abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Olá Administrador, peço desculpas pela intromissão, mas é possivel que nós saibamos a sua formação e/ou identidade? </p>
	<p>Um abraço
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
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