March 31, 2006
A biodiversidade está na gente
"A biodiversidade está na ‘gente’". Lendo um artigo enviado pelo desobediente, a primeira pergunta a respeito da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, que ocorre em Curitiba é: a biodiversidade está em qual gente?
O artigo está no CMI:
Subindo no ônibus reservado que leva ao Expotrade (local aonde ocorre a convenção), peguei de "orelhada" o finzinho de uma conversa entre dois voluntários, um rapaz e uma garota. Ouvi o rapaz dizendo: "… como você pode ver, o governo Collor foi importante pra implantar o neoliberalismo no Brasil, foi uma verdadeira revolução" e a garota que o ouvia respondeu: "realmente, ele foi muito importante. Aliás, nenhuma das acusações contra ele foi provada na justiça". Essa conversa me deixou intrigado, pois encontrar jovens defendendo o governo Collor em uma convenção da ONU sobre biodiversidade onde são voluntários, e com a cidade abarrotada de ONGs e movimentos sociais, era a última coisa que esperava ouvir. (continua lá…)





2 Comments »
_Maga Says —
Ando cada vez mais assustada com essa juventude sabe-tudo-revolucionaria. Tenho ouvido algumas barbaridades que fazem pensar a que ponto uma compreensão parcial dos fatos pode levar a uma sincera vontade de mudar, mas como mudar ser totalmente “alienado” (sim… a pessoa que usa essa palavra tem opiniões absolutamente tortas e “alienadas”. Mas lógico, se você argumentar o alienado e você, oras. rs) (tá isso foi só um desabafo… não leve esse comentario muito a serio…). bjo
Made on April 1, 2006 @ 5:19 am
Administrator Says —
Oi Marcela,
O incrível é que fico com a sensação de que o autor desse artigo estava certo: curitiba estava totalmente alheia ao encontro e - vejam só! - o mesmo com os próprios voluntários que lá participavam.
Um dia - e apenas um - consegui ver algo do encontro, e ainda por acaso. Apenas um discurso do governador Requião, na Educativa, e ainda passando os canais meio ao léu…
Agora, quanto aos detentores de discursos “transformadores”, realmente há hoje em dia uma grande confusão: ter um discurso realmente coerente não implica em meramente comprar uma roupa, desenvolver trejeitos, e ter um discurso de gente “transformadora”. É uma pena que esse tipo de postura hoje em dia é tão comprável quanto qualquer outro. Felix Guattari já chamou a atenção a modos de subjetividade massificados serem vendidos com a roupagem de “tranformadores”. Como roupas em cabides de lojas…
um abraço,
Made on April 2, 2006 @ 8:56 pm
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