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April 18, 2006

“Movimento de Apoio”, religião, ciência, psicólogos pouco esclarecidos e “terapia reparativa”


Quem frequenta a comunidade de psicologia do orkut vê várias coisas inusitadas. Mas algumas, dentre todas, superam as expectativas. Uma psicóloga chamada Rosângela Justino (auto-declarada "psicóloga missionária"), teria participado de um desses programas populares da televisão brasileira e divulgado que conhece técnicas de "cura" da homossexualidade. Justino é coordenadora de uma certa ABRACEH ("Associação de Apoio ao Ser Humano e a Família"), entidade de cunho manifestamente evangélico que se preocupa com questões de infância e sexualidade. 

A questão da sexualidade na ABRACEH, entretanto, não é compatível com as abordagens que os psicólogos exercem cotidianamente. Como se pode ver numa comunidade do orkut chamada "Movimento de Apoio", coordenada por Justino. O "Movimento" serve para quem "gostaria de apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade", para pessoas que já a "deixaram", e para outros que desejariam "deixar" "transtornos" e "disfunções sexuais" como essas. Curiosamente, aparece ali um termo pretensamente científico, o de "homossexualidade ego-distônica". Em um dos tópicos da comunidade, Rosângela Justino ajuda a definir o que é, segundo ela, esse caráter ego-distônico: as pessoas não são, segundo ela, homossexuais; elas "estão", e o fato de "estarem" implica consequentemente a possibilidade de "cura". A deixa é a de que haveriam certas pessoas cuja condição sexual traria sofrimento, e consequentemente buscariam algum tipo de tratamento. Talvez, para ela, existam casos de homossexualidade "ego-sintônica", mas a declaração manifesta é de que tal condição é um "transtorno" ou "disfunção sexual", e que pode ser curado, por não ser parte constituinte da subjetividade.

Poderia-se aí cogitar sobre a velha discussão entre correntes psicológicas estruturalistas e funcionalistas. A identidade sexual é algo estrutural, constituinte, e portanto, não-destacável da formação da subjetividade, ou, pelo contrário, pode-se alterar os comportamentos ditos "sexuais" como é possível tratar um viciado em drogas? As experiências pregressas de qualquer indivíduo implicam-se de que forma em seu desenvolvimento posterior? São absolutamente marcantes, cuja experiência posterior torna-se uma recorrência indefinida ao passado, ou a idade adulta tem relativa autonomia e plasticidade frente aos determinantes das experiências infantis? Trocando em miúdos, e trazendo à presente discussão: um homossexual poderia deixar de ser homossexual (caso se suponha, como o faz Justino, que a homossexualidade é uma doença)? Vejamos que, aí, as questões se multiplicam. Primeiramente, a questão de um comportamento homossexual é diferente da questão da formação de uma identidade homossexual. E as discussões, aí, são tanto não resolvidas quanto diversas são as respostas sobre a formação da subjetividade humana.

Mas voltemos à posição da ABRACEH: mesmo que, em aparência, ela e seus fellow´s pretendam encarar a questão da homossexualidade sob os moldes de alguma discussão científica sobre a formação da subjetividade humana, em absoluto não é isso que ocorre. Enfatizemos essa expressão: em absoluto. Pois a posição de Justino é absolutamente alheia a qualquer debate que poderia ser encaixado numa discussão de psicologia que consideramos atualmente com o estatuto de científica. Ela passa longe de questões como as do parágrafo acima. Primeiramente porque, para ela, a homossexualidade é um transtorno, ou mesmo, uma disfunção. Trocando em miúdos: a discussão já parte de um pré-conceito, de um juízo prévio, a partir do qual tudo o que se segue deve simplesmente se amoldar. Um debate de psicologia evolutiva digno de ser chamado de "debate" não põe de saída em sua pauta de discussões a sexualidade sob os moldes de um caráter disfuncional ou doentio. Quando Freud, no início do século XX, caracterizava uma criança como "polimorfo-perversa", não estava enunciando um preconceito: estava dizendo que o modo pelo qual o enfant se relaciona com o mundo não perpassa uma relação eminentemente "genital", "secundária", "adulta". Daí o caráter "perverso", que nada tem a ver com algum problema de desenvolvimento infantil, mas sim, com o próprio curso do desenvolvimento da criança. Tanto que Freud não é conhecido por acentuar a divisão entre o normal e o anormal, mas sim por desfazer a própria noção de "normalidade". Sob outras inspirações, pode-se afirmar que a psicologia evolutiva contemporânea, do mesmo modo, não parte de um mero princípio patológico da sexualidade na constituição da subjetividade. A homossexualidade, segundo ela, não constitui um desvio que deve ser contido ou "curado", mas um aspecto tão contextualizado no desenvolvimento psicológico humano quanto qualquer outro. Não se trata, aqui, do desenvolvimento de uma disfunção ou de um transtorno, mas de uma análise lúcida que valoriza na constituição da sexualidade todos os aspectos do desenvolvimento (históricos, sociológicos, biológicos, psicológicos…). Portanto, as diferentes discussões epistemológicas contemporâneas em psicologia não partem do juízo inicial e diretor de que a homossexualidade é uma psicopatologia.

Em segundo lugar, as considerações da ABRACEH mencionam um estudo individual de Robert Spitzer sobre uma terapia de "reorientação" sexual. Spitzer havia feito um estudo em que entrevistava por telefone cerca de 200 "ex-gays", prioritariamente cristãos, e assiduamente participantes de suas igrejas. O mesmo estudo constata que quase não ocorreram mudanças efetivas no desejo sexual da absoluta maioria dos entrevistados, como declarou logo depois o próprio Spitzer. A pesquisa - datada de 2003 - foi muito contestada por questões de falta de rigor metodológico. Algo a ser notado: tal espécie de pesquisa, em si mesma, não diz respeito a que tipo de abordagem deve ser feita, ou se deve ser desenvolvida qualquer uma, de natureza "reorientativa"; não pressupõe em si mesma qualquer técnica específica ou intervenção religiosa, seja por terapia ou por grupos de apoio; diz respeito, apenas, à "pergunta cientificamente interessante [sobre] se pode haver alguma mudança na orientação", como afirmou o próprio Spitzer, reconhecendo como cientista que sua resposta foi ineficiente, e que a motivação de sua pesquisa não é nem pró, nem contra a homossexualidade. Algo mais: um estudo sério em relação a tal tipo de questão não deve requerer apenas sujeitos de pesquisa submetidos às mesmas condições ou tratamentos; deve pressupor que, se reversível, tal condição deve haver sem a interferência prévia de técnicas externas, pois caso contrário a pesquisa poderia ser tão tendenciosa quanto as que se faziam no século XIX com introspeccionistas treinados. 

Em terceiro lugar, o discurso da ABRACEH sobre a homossexualidade não pode se legitimar cientificamente pela simples posição que - novamente de princípio, de saída - adota. Poderia-se evocar aqui as relações entre psicologia e religião; mas o presente debate não se enquadra nesse contexto: não é a religião que é chamada a deslindar-se em seus determinantes psicológicos; pelo contrário, a própria psicologia é requerida para servir interesses religiosos, quando se sustenta aqui que a homossexualidade seja "deixada". Se, notadamente Freud e Jung interpretam caracteres religiosos para analisá-los diante de uma teoria psicológica já dada, no caso em questão ocorre o contrário: é a própria prática que se sustenta em princípios religiosos; não há teoria alguma que sirva de fundo. Importante chamar a atenção: uma prática, que pretende ter o estatuto de científica (pois alicerçada na atuação de um profissional de psicologia), enquadra-se não nas discussões correntes, e legitimadas cientificamente, sobre a sexualidade; ela encontra seu embasamento em princípios religiosos, provavelmente a partir da posição de um psicólogo que se coloca lado a lado com caracteres evangélicos. Nesse contexto, é em âmbito religioso, e não nos fundamentos de uma discussão epistemológica, que se pode encontrar o "fundo" das práticas que buscam fazer com que certas pessoas "deixem" a homossexualidade. Consequentemente, trata-se de práticas que podem eventualmente empregar técnicas ditas científicas, mas cujo fundo não é.

Isso tudo é absolutamente importante para se compreender o contexto desse tipo de "terapia" que busca fazer com que seus pacientes "deixem" a homossexualidade. Sigamos o que foi acima expresso: primeiramente, mesmo que não se fale em doença, mas de sofrimento psíquico, a valorização feita pela ABRACEH da homossexualidade é notadamente negativa. O fundo dessa negatividade não se dá em nenhuma teoria psicológica, nem nos manuais estatísticos de transtornos mentais, nem na aplicação de uma técnica; no caso da ABRACEH são as técnicas que, por sua vez, devem sua própria existência a esse caráter negativo (que, como vimos, trata de uma ligação muito provável entre práticas psicológicas e o intuito de realizar uma psicologia de motivações evangélicas - caso isso exista). Quando um psicólogo recebe em seu consultório um paciente que sofre por questões relativas à sua condição sexual, não julga de saída quais opções são ou não sadias, ou, em outras palavras, quais opções devem ser valorizadas negativamente ou não: a homossexualidade não é questão a ser deixada, mesmo que os preconceitos sociais decorrentes tragam sofrimento ao paciente. Como consequência, criar espécies de "grupos de apoio", especificamente aos que buscam "deixar" a homossexualidade, não é tarefa legítima de um psicólogo, sob pena de lançar mão de um preconceito manifesto. Seja qual for a linha de trabalho de um psicoterapeuta, de saída ele já sabe que não pode partir de valorizações negativas, sob pena de sacrificar todo o processo terapêutico. Mesmo que um paciente apresente comportamentos homossexuais, mas não corresponda a uma "estrutura", ou à constituição de uma "identidade" relacionada a tal condição, não cabe ao terapeuta ter oferecido, de saída e sem qualquer crítica prévia, a palavra "deixar". Torna-se não mais um psicólogo (nesse contexto, um profissional de ’saúde mental’ que oferece psicoterapia e orientação), mas talvez uma espécie de agente que apenas emprega técnicas psicológicas, para servir mascaradamente a propósitos, por exemplo, religiosos.

O que aqui foi dito torna necessário fazer duas últimas considerações: (1) mesmo que nos coloquemos em qualquer horizonte de um debate contemporâneo sobre a homossexualidade, seja tal condição mutável ou imutável, seja detentora de uma essência ou de um padrão comportamental, seja questão estrutural ou funcional, a questão do "comportamento" ou da "identidade" sexual deixa um ponto pacífico: independente da perspectiva teórica adotada, a questão da escolha sexual não implica nem em "disfunções", nem em "transtornos", nem na necessidade de uma "cura". (2) Uma discussão religiosa da sexualidade se dá em outro nível, isto é, dentro de um debate religioso. Quando vamos ao médico, não pedimos a ele que ignore a teoria da evolução - e, portanto, toda a medicina moderna - em nome do criacionismo; e, quando vamos à Igreja, não pedimos ao Padre uma explicação científica de nossa própria fé.

Em tempo:

Abaixo, constam algumas buscas temáticas de livros (pelo sistema Buscapé de comparação de preços), que podem tangenciar esse debate:

- Desenvolvimento psicológico
- Estudos sobre homossexualidade
- Desenvolvimento emocional
- Desenvolvimento sexual
- Psicologia e religião
- Religião e ciência

Alguns links:

Entrevista com Rosangela Justino - onde é mencionado um estudo de Robert Spitzer 

Sobre Robert Spitzer e seu estudo:

Cientista da ‘conversão de gays’ diz apoiar direitos de homossexuais

Para psicólogos, pesquisa sobre ‘coversão de gays’ é limitada

Estudo sobre ‘conversão de gays’ causa polêmica nos EUA

Therapeutically Incorrect - Atheist psychiatrist argues that gays can change

http://www.narth.com/docs/evidencefound.html

palavras-chave:livros livro psicologia terapia psicoterapia religiao ciencia

27 Comments »

  1. _Maga Says

    Parabéns pelo texto!

    É uma pena que quem precise ler isso, provavelmente não vai le-lo. Usa-se o “slogan” ‘ciência’ para vender uma ideia que fere em muitos sentidos os presupostos da ciência. Isso é pessimo para os ciêntistas que trabalham sério e é pior ainda para os individuos que compram uma visão enviesada de mundo, acreditando que eles precisam mudar porque são desviantes ou algo assim.

    Obrigada pela reflexão bem construida que trouxeste pra nós.

    Assino embaixo - posso? - de tudo que disseste.

    Um abraço Marcela Ortolan

    Made on April 18, 2006 @ 4:26 am

  2. Johnnie Says

    Brilhante texto. Pena que eu também concorde com a Marcela Ortolan, muitos dos “seguidores” de rozangela justino não possuem capacidade de discernimento e não apreenderão sequer 1% do seu texto. Vivem no mito da caverna!!!

    Também assino embaixo, Posso? Abçs. Johnnie

    Made on April 18, 2006 @ 1:26 pm

  3. Cleo Says

    Haja parabéns, hein !!!
    Mas o fato é q o texto está mesmo muito bem construído e como já disseram, infelizmente não vai ser lido por aqueles q precisam se informar melhorar sobre o preconceito q a dita “psicologa” propala. Obrigada pela oportunidade,
    Cleo

    Made on April 18, 2006 @ 2:45 pm

  4. Leandro Says

    Pelo jeito isto não é um texto, é um abaixo-assinado! hehehe

    Inclua meu nome aí.

    Falando em ciência e religião, Pilatos perguntou a Jesus:
    - O que é a verdade?
    Parece que Jesus não respondeu a ele essa pergunta.

    Bem, acho que a confusão acima explicitada tem relação sobre que verdade está sendo discutida.

    Made on April 18, 2006 @ 4:32 pm

  5. Johnnie Says

    Acho que no “Psicólogos pouco esclarecidos” você pegou leve!

    Abçs.

    Made on April 21, 2006 @ 10:16 pm

  6. Johnnie Says

    Olha, tenho dedicado um bom tempo das minhas horas (são valiosas viu) a estudar as posições das pessoas da comunidade de rozangela justino. O que tenho a concluir é até óbvio, “eles” sustentam a “reversão” da homossexualidade em heterossexualidade em função de suas leituras e interpretações da Bíblia! Tanto é que toda e qualquer discussão que tem por objetivo levantar os pressupostos científicos de tal abordagem (”terapia reparativa”) fica sem respostas. O interessante, indo para o lado que eles querem, é que a bíblia possibilita outras leituras, que não vou me estender por aqui, por fugir da sua proposta.

    Abçs. Johnnie!

    Made on April 24, 2006 @ 9:54 pm

  7. claudio Says

    O que acho uma pena é que vocês não pesam nos fatos, ou seja, a vida de quem, de fato, mudou a orientação sexual. Sou um caso desses (e nem conheço a Rozângela) e fico p…. com os extremos nesse debate. Vamos conversar, vamos ver o que que há… ninguém precisa “vencer” essa discussão, basta ouvir, analisar, interpretar e, se possível, concluir. Meu e-mail está à disposição: claudiomultifocal@yahoo.com.br

    Re: a posição do texto acima parte da própria preocupação com os fatos, Cláudio. Por isso o cuidado em traçar uma prática do psicólogo que respeite aos princípios da psicologia, e não recaia em pré-conceitos religiosos, não é mesmo?
    O espaço está aberto para discussão, com toda certeza!
    um abraço,

    Made on March 22, 2007 @ 5:50 pm

  8. claudio Says

    Estão inclusos nos princípios da psicologia a ajuda a quem sofre? Se for o caso, o que dizer do cara que procura um profissional em busca de uma “saída” da homossexualidade e ouve algo como “você precisa se aceitar”. Que é isso?! O cara quer ajudar para sair, parar, abandonar esses desejos e ouve que “isso é genético”!!! Sinceramente, acho que a psicologia se tornou a religião de muitos e, como tal, está cheia de pré-conceitos. É uma pena. Tem gente sofrendo horrores e não tem onde procurar ajuda, a não ser na religião, seja ela a psicologia ou outra qualquer.

    Re: Cláudio, talvez uma leitura atenta do texto acima possa auxiliar nessa tua questão. A princípio, a resposta perpassa a própria definição desse sofrimento: qual é o fundo dele? Em absoluto, trata-se do preconceito moral, e da discriminação social. Via de regra, o homossexualismo traz ’sofrimento’ não por ser uma doença, mas por ser objeto de preconceito. É nesse sentido que a ação do psicólogo não é preconceituosa, e o homossexualismo não pode ser considerado doença. A ação do psi não descarta (ou não deve descartar) o sofrimento psíquico vindo do paciente. Um bom psicólogo também não afirma - nem nega, e esse é o ponto - a condição homossexual. O que ocorre é que há uma grande confusão em relação a todas essas questões, vindas do público leigo, e até mesmo de alguns psicólogos. Abordagens como a de Justino são absolutamente equivocadas, nesse sentido, por partirem estas sim, e não as dos psicólogos, ou as de um bom psicólogo - de um preconceito.

    Made on April 3, 2007 @ 4:16 pm

  9. Yuri Says

    Se vc acha que considerar a homosexualidade como um transtorno é pré-conceito eu nem vou ler seu texto até o fim. Pesquise mais a respeito da homosexualidade pra ver se não é um transtorno. Me prove que não seja!! A psicologia é muito boa, mas é uma pena que ela esteja tão impregnada de pré-conceitos. Sorte que nos EUA por ser uma sociedade que tem como um de seus maiores direitos a liberdade de expressão estão surgindo muitas pessoas inclusive psicólogos e psiquiatras que admitem a homosexualidade como um transtorno e têm curado mtas pessoas que não tinha mais esperanças para suas vidas. Reveja os seus (pré)conceitos!

    Re: Caro Yuri, se você pede para que argumentemos sobre em que sentido a HS não é um transtorno, mas se recusa a ler o texto, não há muito o que fazer, não é mesmo? A argumentação está toda no texto…

    Made on April 22, 2007 @ 4:33 am

  10. JC Says

    Aparentemente, aqueles que se sentem ofendidos pelo texto não percebem algo que é básico, em ciência: alegações exigem provas. Onde estão as provas de que a homossexualidade é um estado patológico? Sofrimento por preconceito tem correlação com a homossexualidade assim como o preconceito racial tem correlação com afro-brasileiros, p.ex. Daí sugerir que esse sofrimento é inerente à sua condição, seria também uma (descabida) justificativa para um “terapia de conversão dos afro-brasileiros”.

    Então, onde se encontram provas de que a homossexualidade é uma condição patológica (falo de ciência e não religião)? Hmmm….acho que ninguém vai responder a isso…

    Made on May 19, 2007 @ 4:50 pm

  11. Arlete Says

    O interessante seria realmente cada individuo respeitar o outro. Em todos os sentidos. Tenho um filho que tem atração pelo mesmo sexo e vejo sua batalha diaria na tentativa de vencer esse obstáculo a uma vida saudavel. Sua tentativa não é pelos outros, mas porque ele mesmo sente que é um mundo vazio e que não lhe traz alegria. Entendemos que os são os homossexuais são extremamente preconceituosos , pois não admitem que alguem não queira ser assim e procure ajuda para deixar essa anomalia. Não é anomalia? Uma das respostas a este quesito vem numa pergunta: Voce homossexual, nasceu como? Como veio a esse mundo? De uma relação sexual com o mesmo sexo? Não se sinta ofendido com a relação que estabeleci, mas definitivamente é algo em que se pensar, quando se diz que a sexualidade é algo normal. O objetivo aqui realmente não é ofender, mas é simplesmente tentar transmitir a idéia que cada uma vive como quer , principalmente aqueles que não aceitam a homossexualidade como normal e querem sair disso. Devem ser respeitados em suas opinões e na escolha de vida e não tratados com preconceito. Àqueles indivíduos que não conseguem ter a força suficiente para lutar pos seus objetivos e verdadeiros anseios talvez seja mais fácil tentar lutar para mudar a cabeça da sociedade no sentido de aceitar esse fato como normal dentro de uma sociedade já tão decadente em todos os seus valores morais. Me desculpem, mas essa atitude é mais para os perdedores.
    Áqueles que deixaram a homossexualide, rendo minhas homenagens e muito respeito, pois mesmo sem qualquer ajuda da sociedade, conseguiram alcançar seu objetivo.
    Meus parabéns e aqueles que ainda caminham na homossexualidade, gostaria que ao menos olhassem para dentro de voces e refletissem se realmente essa é a vida que desejam, ou a vida que acham ser sua única via. Mas acreditem, não é.
    Um grande a afetuoso abraço a todos

    Made on October 17, 2008 @ 1:36 pm

  12. Arlete Says

    errata :
    onde se lê : “quando se diz que a sexualidade é algo normal”, leia-se “quando se diz que a homossexualidade é algo normal”
    Um forte abraço a todos

    Made on October 17, 2008 @ 1:45 pm

  13. leandro Says

    Tenho 22 anos e estou trabalhando contra minha conduta sexual porque não estou feliz. Não encontro apoio em lugar nenhum. Sofro preconceito de meus antigo amigos gays que não entendem e aceitam minha vontade.
    Não quero discutir religião ou psicologia. Quero simplesmente que respeitem minha opinião. Já deixei a prática da homossexualidade e me sinto bem mais aliviado. Sei que vou conseguir. O que quero dizer é que seria bem melhor se deixassem de discutir que todo gay tem que ser gay, porque isso não é verdade. Cada uma escolhe o que quer. Isso esta acontecendo comigo. Então parem de ser ridículos!
    um abraço a todos e cuidem de suas vidas. Parem de querer provar que o mundo gay é a melhor coisa do mundo porque voces sabem que não é. tanto é verdade que vivem querendo provar aos outros que é. Se fosse tão bom, não precisava de parada gay e propagando enganosa.

    RE: Leandro (ou devo dizer Arlete, ou quem sabe outro nome, mais interessado nesse texto?),

    Convido a você, e a Arlete (caso seja outra pessoa), a lerem o texto acima com mais atenção. Veja bem, o texto acima não toma partido pela decisão das pessoas. Ele tenta, pelo contrário, desfazer os preconceitos.

    Ora, como você disse todos devem cuidar de suas vidas, certo? O preconceito principal, nesse contexto, está precisamente em certas pessoas - ditas homossexuais - não poderem cuidar de suas vidas, precisamente pelo preconceito social e moral. Se cada um deve cuidar de sua vida conforme as próprias aspirações, é um erro constrangir outra pessoa a não cuidar da vida própria por preconceito diante das práticas que desenvolve em sua vida, certo?

    Quando alguém emite um preconceito, não deixa outra pessoa viver como deseja; e às vezes, se você mesmo é o alvo do seu preconceito, você deveria examinar o que diz respeito a você, e o que diz respeito ao preconceito. Via de regra, não é o auto-preconceito apenas expressão da condenação dos outros? Se você “sabe que vai conseguir”, não vê que você mesmo empreende duas forças dentro de si mesmo? Qual faz parte de você, e qual vem de fora?

    Diante disso, o texto acima demonstra, em todas as linhas, PORQUÊ as práticas de psicoterapia de “reparação”e a noção de “homossexualidade egodistônica” são ERROS, BASEADOS EM PRECONCEITOS. Não são ciência, são apenas erros.

    Vejamos que isso não tem nada a ver com escolhas pessoais: cada um pode conduzir sua vida como quiser. Agora, note que o “sofrimento” do “homossexual” não diz respeito à condição sexual, mas ao preconceito social que recebe. Isso nada tem a ver com norma biológica, mas com preconceito social. Criar práticas evangélicas, ou psicoterapias, que se apoiem nesse preconceito, é algo a princípio anti-ético, e de saída uma condenação moral.

    Condenam-se pessoas a não conduzir a vida como querem, e muita gente é confundida e coagida a adotar práticas preconceituosas.

    Escolha pessoal cada um tem a sua, e é compromisso de cada um saber, lá no fundo, o que esconde ou não de si. Agora, quando tratamos de práticas e de ciências, devemos sim discutir tudo isso seriamente.

    Por isso, convido-o a ler novamente o texto, com mais atenção.

    Made on October 17, 2008 @ 2:19 pm

  14. leandro Says

    Cara, realmente acho que consegui mexer com voce. Isso foi bom. Meus 22 anos me fizeram mais sabio pelas dificuldades que enfrento. Venho conseguindo deixar a homossexualidade, graças a um grande esforço proprio, porque se depender de comentarios como o seu, estaria fodido mesmo. Desculpa o palavrão, mas é força de expressão. So quero que entendam, que se querem ajudar, então fundem uma associação ou seja lá o que for para ajudar caras como eu. Temos raça e queremos uma vida melhor, onde realmente alcancemos uma vida plena. A vida de quem esta saindo da homossexualidade não tem apoio. Acho que voces gastam energia somente a favor de voces e não em prol da liberdade de ação ou escolha, conforme tanto apregoam. Use todo esse bom portuguem seu e ajude mesmo, sem preconceito cara. Ajude a todos, sem preconceito porque não queremos mais transar com pessoas do mesmo sexo.
    Um abraço

    RE: Caro Leandro, Arlete ou alguém muito mais interessado nesse texto (poderia assumir tua identidade verdadeira, não?) ;) ,
    Dizer que “mexeu” comigo (e você lá sabe quem sou?? e importaria alguma coisa saber??) apenas mostra que não compreendeu o que está em questão (já ouviu falar em argumento ad hominem? veja no google: não vale numa discussão). Sugiro novamente que leia o texto, e as considerações. Se é importante para você como parece, leia devagar, com cuidado. O que você quer de sua vida, como está bem claro, é problema seu, não compete aos demais. Aí está a “sabedoria”, se você quiser alcançar alguma.
    Agora, sustentar práticas de reorientação, baseadas em preconceitos evangélicos, esse é o verdadeiro problema. Não é ciência, não é ético, é ilegal, e não passa de um preconceito moral, que apenas traz desorientação, desinformação, e alienação a quem se submete a essas pessoas de má fé.
    Se a inspiração é bíblica, vejamos que nenhuma igreja pregaria a favor da alienação e desinformação de seus próprios fiéis. Se você reler o texto acima, verá que é precisamente isso que os grupos de reorientação fazem: não compreendem o que dizem, manipulam informações, e desinformam, quando deveriam informar.
    Repetimos: o texto acima não se pronuncia a favor de nenhum dos lados que você enxerga, cada pessoa faz o que quer com sua vida. O que o texto pretende, é denunciar esses maus profissionais, que misturam preconceitos morais com práticas científicas. É isso.
    Agora, se você faz tanta questão em enunciar a todos sua “sabedoria”, “mexendo” com outros que você nem imagina quem são (além do que você pensa), e manifestando publicamente sua própria determinação de aceitar como parte de você os preconceitos que você sofre, veja bem que isso não tem nada a ver com este blogue, nem com o texto acima. Cabe a você, e não a um blogue, resolver. Compreenda: é problema seu, não é isso que se discute neste texto, não nos interessa.

    Made on October 17, 2008 @ 11:57 pm

  15. leandro Says

    Puxa cara, vc perdeu a linha. Não era por ai. Mas tudo bem. Só que achei que vc era mais culto e o menos culto aqui era eu. Mas tudo bemn. Voce deve saber suas razões para tanta Brabeza. Foi mal. Não quis te ofender, mas so dizer para pararem de criar tanta polemica sobre um assunto e deixar que as pessoas se resolvam por si e com ajuda de especialistas e não com conversas sem razão e sem base profissional, como a sua, que acabam dando nessa baxaria que vc acabou de fazer.
    Boa sorte.

    RE: Baixaria? Onde? Releia o comentário, por favor :D

    Made on October 20, 2008 @ 2:15 pm

  16. leandro Says

    A proposito, não sou evangélico, mas não tenho nada contra os evangélicos, por sinal até são muito boa gente. Porque seu preconceito contra eles? ” Agora,…..de reorientação, baseadas em preconceitos evangélicos, esse é o verdadeiro problema”
    Cara, que carão!!

    RE: Epa, peraí. Não houve brabeza nenhuma, pelo contrário. Nem preconceito contra evangélicos (para ver isso você deveria ler o texto, coisa que não fez).
    Apenas o diálogo não vai a lugar nenhum, baseado no que você acha ou não sobre você mesmo e os outros. Achismo nunca levou a lugar algum :D
    Pelo visto, nem leu o texto, nem pesquisou o significado de ad hominem
    :o)

    Made on October 20, 2008 @ 2:19 pm

  17. leandro Says

    Mais um pequeno detalhe cara, eu não uso o google para me instruir, costumo ler livros mesmo!
    cara que decepção, voce é um cara metido a todo instruido e falar bonito, mas escorregou e perdeu alinha quando alguém foi contra seus argumentos e pensamentos. Eu realmente não sei quem voce é, e nem voce esta na pele de outras pessoas para contraargumentar e dizer o que eles sentem ou devem sentir ou fazer.
    Um forte abraço e agora tenho mais que fazer, eu trabalho cara!

    RE: Epa, peraí. Não houve brabeza nenhuma, pelo contrário. Apenas o diálogo não vai a lugar nenhum, baseado no que você acha ou não sobre você mesmo e os outros.
    Dizer o que alguém deve sentir ou fazer? Eu disse isso? :D
    Pelo visto, nem leu o texto, nem pesquisou o significado de ad hominem (nem no google, nem em livro, né?). Para o bom andamento da conversa (existem vários outros leitores interessados no texto, e em discutir sobre ele), deletarei novos comentários feitos em tom pessoal, ok?
    Compreenda: baixar o nível do diálogo ao tom pessoal não leva a nada. Se for assim, vá trabalhar mesmo, arranje o que fazer! Não entendi ao que essa declaração vem ao caso. O trabalho de fato é uma resposta, sem calar entretanto a pergunta :D ;)

    Veja, direi agora de outro modo:
    Leandro, existe uma série de equívocos quando se conversa sobre esse assunto. É claro que você deve decidir sobre sua vida, sem interferências dos outros (em nenhum momento interferimos na sua, pelo contrário! você encontrou algum texto onde escrevemos isso?); deve buscar saber onde termina o preconceito dos outros, e onde começa a tua própria identidade; enfim, quem você é, e a ordem dos teus sentimentos e desejos deve ser um assunto apenas seu, compreende? Muita gente pensa que tem o direito de prescrever sobre como uma pessoa deve ser ou não. Mas isso apenas compete a cada um decidir, é apenas isso.
    Quando você fala em decidir sobre sua vida, nem esse blogue, e nem ninguém, tem o direito de intervir. Um bom psicólogo - se for o caso - poderia esclarecer alguns pontos. Mas ele nunca decidiria, ou prescreveria alguma linha de conduta sua. Apenas esclareceria.
    Você poderia também consultar um bom professor de psicologia, e mostrar o texto acima. Existem diversos conceitos (como o de identidade, ou de comportamento) que poderiam auxiliar a esclarecer diversos mal entendidos, que a terapia de reorientação nem considerou estudar.
    Veja que, por questão de culpabilidade social, muita gente tende a negar sua condição, com medo do que os outros possam pensar, e de como podem reagir. Note que a discriminação e culpabilização envolve pessoas que acham ter direito de intervir na vida alheia, desvalorizando condutas ou identidades. Ninguém tem o direito de falar sobre você, dizendo que você deve ser tal ou qual, ou que deve se comportar de tal ou qual modo. Ninguém tem o direito de dizer quem você deve ser. Nem o texto acima (e ele nunca fez isso ;) ). Ele apenas tenta mostrar alguns vários mal entendidos, erros e inabilidades de práticas reorientativas. Isso apenas diz que você poderia ler bem o texto, e talvez buscar esclarecimentos, para tomar suas próprias decisões. É para isso que um texto, e uma discussão, servem. ;)

    Made on October 20, 2008 @ 2:24 pm

  18. leandro Says

    Cara, valeu pela chance!
    Caprichei o melhor que pude agora para ver se consigo passar o que penso. Fiz um escrito antes para depois “colar”. Tive ajuda de meu amigo, que não quer se identificar. Não vou ter outra chance de entrar nessa conversa, então acho que passei tudo e queria que lesse com atenção e não com raiva porque estou discordando de você e te coloquei o outro lado da história. Gostaria que divulgasse isso
    RE:Pode ficar tranquilo, Leandro (ou quem for: perceba, não importa quem você é). Ué, onde você tirou que eu li ou escrevi algo com raiva? Desculpe, mas nenhuma linha acima tem “raiva” :p

    Não sei escrever bonito como você , mas faço o que posso. Pego livros na biblioteca da escola para ler quando posso. Gosto de ler. Não tenho computador em casa. Uso o do meu vizinho e amigo, que também esta tentando uma nova vida. Ele diz que estou perdendo tempo em ficar falando aqui, que estamos perdendo tempo, mas eu quero falar, alguém tem que falar. Hoje é meu aniversário, estou fazendo 23 anos e este é meu presente de aniversário: poder falar aqui tudo que penso.
    RE:Olha, de novo: não importa quem você é, importa apenas a discussão, nunca houve nada pessoal, e também me pergunto às vezes se não é perda de tempo todo esse esforço :p

    Apesar de ainda ter pouca instrução comparado a você, eu li bem o texto sim( aliás lemos eu e meu amigo e discutimos o texto). Cada vez que vemos um título disso, vamos ler em busca de auxilio. Mas verificamos tristes que era somente mais um texto nos colocando em posição de aceitação e instigando a “bater” nessa sociedade ruim.
    RE:Ops, primeiro problema: não é “somente mais um texto” colocando vocês “em posição”. Ele não põe ninguém, homossexual ou não, em posição. Isso está bem claro, Leandro. O que está em questão são práticas de reorientação, e não as escolhas das pessoas sobre suas vidas. Isso tem uma diferença gigantesca!

    Me desculpa, mas é balela, é uma forma de ser perdedor na vida, pois você não lutou , morreu na praia diante de seus desejos sexuais, se rendeu a eles, mesmo sabendo que não é correto, pois convenhamos, sem ofender e também não sabendo falar de outro jeito : nossa prática sexual é totalmente atípica e um dos parceiros sempre é a mulher, não adianta negar isso. Em casais gays, sempre um dos parceiros é mais macho e outro mais afeminado. Porque isso?? E ainda, porque precisamos de tanta “engendração física” para ter relação sexual??
    RE:Novamente, Leandro: vai de cada um. Onde você tirou que um homossexual é perdedor na vida porque “não lutou”, “morreu na praia diante dos desejos”? Com tanto horror seu diante dessa condição, você mesmo acabou dizendo, em vias indiretas, o quanto é mais difícil, e o quanto pede mais “luta”, ser homossexual. Teu discurso é muito interessante, pois de fato toca em diversas coisas não esclarecidas a muita gente, e em preconceitos de diversas ordens. Veja, você fala em contrariar os desejos, portanto existem desejos, existe um conflito que se busca resolver “lutando contra”, ou “se rendendo”. Seria apenas um desses dois o caminho correto? O texto acima mostra o contrário. Esse é o erro das práticas de reorientação, considerar que existe apenas uma das duas saídas (mesmo que digam que não, sempre é uma pseudo-prática terapêutica inspirada em preconceitos morais, portanto uma prática errônea e de má fé). Uma terapia, ou decisão individual, deve passar bem longe disso. Você acha que, escolhendo um dos dois caminhos, há resolução para o problema? Talvez fosse interessante buscar orientação de um bom profissional. Ele poderia te explicar a diferença entre comportamentos homossexuais e a constituição de uma identidade homossexual, por exemplo. Acredite: escrevendo o que você escreve, talvez fosse muito interessante se informar melhor a respeito. Você mesmo lança mão de preconceitos que apenas demonstram desinformação. Boa informação não te reconduziria a nenhuma das opções acima, não cabe a ninguém dizer se você é gay ou não, se deve ser ou não.
    Agora, de onde você tirou que a prática é “atípica” “não é correta”? Outro sinal de falta de informação. Um profissional poderia explicar bem sobre o que é ou não típico ou incorreto. Quem disse que a relação é atípica, incorreta? Algo além de preconceitos sociais?

    Quando se é gay, o texto é de bater palmas, mas se você esta no caminho inverso, ele é triste e não nos aponta um final bom. Parece que somos loucos querendo sair da gaiola que foi lacrada para sempre. Dá impressão de ser um texto imparcial, mas nas entrelinhas fica muito bem escrita a mensagem contrária.
    RE:Olha Leandro, acho que você não entendeu o texto MESMO. Outro preconceito teu: o texto aponta - segundo você, deixemos bem claro - para a homossexualidade, logo é “triste”. Aí que está: em nenhum lugar ele apontou sobre haver uma natureza homo ou hetero no ser humano. Aliás, apontou toda hora o contrário, e em todos os exemplos. Não se trata de essencializar a identidade sexual, Perceba que há uma diferença gigantesca entre defender uma das posições (o que o texto não fez), e desfazer o preconceito que conduz apenas a uma delas, a da reorientação (foi o que o texto fez). Novamente: buscando uma boa orientação, de um bom profissional, poderia ajudar a esclarecer isso.

    Quero falar para ser a voz de quem quer sair dessa vida e não tem ajuda. Fico muito revoltado. Todos nos dizem que somos bichas e vamos morrer bichas. Fico vermelho de raiva com isso. Não posso dizer que sofri muito preconceito como gay porque sempre trabalhava em salão de beleza. É o nosso ninho. Como as mulheres gostam de gays! ( para trabalhar para elas e para circular em teatros, parece que é “chiq”) E como fazemos bem nosso trabalho em salões de beleza.
    Artigos como o seu e tantos outros que rolam por ai discutem, discutem e discutem. E no final, vem aquela coisa de “aceitar a condição, fugir de preconceitos, e falar mal da sociedade que não nos aceita. Alguém já perguntou e pensou se a “sociedade” não esta mesmo certa? O Problema é que essa “sociedade” não dá apoio para que deixemos esse mundo. Isso é certo e mau.
    RE:Peraí, como é certo, e ao mesmo tempo mau? Ora, se a sociedade mesma discrimina, se toda a culpa provém do preconceito dos outros, como você considera isso certo? Mas veja que você disse duas coisas: (1) vocês “são bichas e vão morrer bichas”? Quem profere isso incorre em uma daquelas duas perguntas, acima: a de uma “essência” homossexual ou heterossexual. Nem um, nem outro! Cada um tem uma identidade bem diferente, sendo o que for. Novamente: um bom profissional pode esclarecer isso (e o texto acima mostra isso muito bem). (2) Se a sociedade não aceita, está certa? Olha, sei não, acho perigoso legitimar um preconceito como “correto”. Na alemanha nazista legitimaram muitos preconceitos como corretos. Você vê o resultado.
    Mas não sei, a sociedade não é contra gays como já foi. Você vê isso saindo às ruas, e vendo campanhas de saúde pública, novelas, ou mídia. Eles não conseguiram espaço muito maior do que a alguns anos? Você não acha que esse tipo de padrão avança a cada dis?

    Mas também acho que essa discussão já encheu, não leva a lugar nenhum, não adianta ficar falando mal de sociedade, porque quanto mais rancor, pior para nós. Acho que se quero alguma coisa, tenho que correr atrás, não me importa o que a sociedade pensa.
    RE:Olha aí, você mesmo acha isso. :D

    O que entendo, é que como antigos companheiros de gosto sexual pelo mesmo sexo, os gays deveriam ser mais liberais, mais amigos e respeitar nossas vontades e não ficar azarando e escrevendo artigos, ensaios e outras coisas mais sobre, que temos que dizer “basta ao preconceito contra gays” e que uma vez bicha, sempre bicha, e que os gays tem que se unir no mesmo lado, ou explicando filosoficamente e cientificamente que “temos ou podemos aceitar nossa condição, porque ela é normal, não temos que nos envergonhar”
    RE:Deixando bem claro que o artigo acima não cai em nenhum dos parâmetros acima, posso concordar com você que, da mesma forma que existe desinformação de um lado, existe também do outro. E que desinformação nunca resolveu problema. Novamente: um bom profissional seria bem-vindo :D

    Oras, mas eu não estou envergonhado ou oprimido, simplesmente quero sair e pronto. Afinal, cade a liberdade que tanto dizem? É difícil assumir e pior ainda querer sair, porque tudo arrasta pra trás. Me lembro que quando sai do armário, tinha uma multidão de novos amigos me incentivando, batendo palmas e me ajudando, mas agora cara eles me atiram pedras, não conseguem aceitar minha decisão.
    RE:Veja Leandro, você percebe que está no meio de uma rede de mal entendidos? De um lado, para não sofrer com o preconceito social, sente-se empurrado para deixar de ser gay; de outro, pelos amigos, sente-se empurrado para permanecer.

    Caras como você, que gostam de escrever poderiam ser mais abertos, menos preconceituosos e iniciar um movimento de apoio a quem quer sair disso.
    RE:Olha Leandro, você não entendeu nada, meu caro. Nem a armadilha que representa esse movimento de apoio. Eu bem ficaria mais feliz em saber que na verdade você é um representante desses movimentos de apoio. Apenas comprovaria o que um movimento de apoio mais padece: desinformação.
    Exclua da lista o palavreado direcionado a este blogue, ele não é como você quer enxergá-lo. Está bem longe desse lugar :p

    Tente passar a idéia que preconceito é julgar que um cara não pode mudar de vida, redirecionar seus instintos. Ai vão dizer que você não pode fazer isso, que irá ficar louco pois estará “negando seu proprio instinto”. Animal é que age so no instinto. Somos diferentes do animais porque pensamos e temos domínio do que fazemos. Sei que os instintos de desejos gays irão ficar dentro de mim por um bom tempo. Isso esta acontecendo comigo. Também posso não ficar totalmente livre desse instinto. Mas escolhi não ser assim, estou lutando pra isso e acho que a vida não é sempre completa. Ninguém tem tudo que quer. Você já viu alguém dizer que sua vida é perfeita? Viver é escolher todo dia, toda hora..
    RE:Novamente, um profissional psi qualificado poderia te esclarecer muito bem que não tem nada a ver com o instinto, do jeito que você está dizendo. Você já viu um homem com intelecto e instinto separados? Pense que você enxerga preconceitos de todos os lados, até mesmo dentro de si mesmo. Mas isso não é assunto para conversar publicamente. Caberia a você apenas se informar, e de preferência com um bom profissional.

    Eu fiz a minha e outros caras como eu também. Venho vencendo essa situação a grande custo e sem ajuda de psicólogos, pois além de não poder pagar porque sou pobre, os psicólogos não podem me ajudar porque a lei não deixa. É muito esquisito, o cara que quer deixar de ser gay não pode ter ajuda, porque a lei não permite, mas o gay não pode ser discriminado porque é lei e os psicólogos podem ajudar o gay a ser gay!!!! Você não acha isso esquisito e preconceituoso ?
    RE:De novo, você está mal informado. Terapia não funciona assim. É claro que, aparecendo resolutamente em um consultório com o intuito de “deixar de ser gay”, todo bom psicólogo frustrará você. Pois nunca esteve e questão nem deixar de ser, nem continuar sendo. Perceba, Leandro, esse é o ponto essencial. Apenas um mal profissional, desinformado ou de má fé, aceitaria tratá-lo para “deixar de ser gay”. E isso há mais de 100 anos. E esse mal profissional age sim contra a lei. Não porque a lei é ruim, mas porque não é uma prática fundamentada, é anti-ética.
    Outra coisa: você acha que funciona assim, deixar ou não deixar de ser, tornar-se ou não se tornar? Mal informado novamente. De novo: nunca se trata de reduzir a uma das duas alternativas, é muito mais complexo e demorado.

    Cara, eu quero uma família, mulher, filhos, ver a lição de casa de meu filho, dar beijo de boa noite, etc.. Sou pobre, estudo e trabalho para ajudar minha mãe, tenho uma irmã deficiente e não tenho pai. De tanta dificuldade, aprendi que ficar discutindo se é o preconceito contra os gays que me fez não querer mais esse mundo ou não, não interessa. O que interessa é que tenho responsabilidade com minha família, porque gosto deles, não quero trazer mais tristeza para minha mãe (meu pai é um p… ou foi… não sei onde esta), e essa estória de ficar defendendo o mundo gay não esta com nada. Se essa vida fosse boa, não precisavam ficar defendendo tanto.
    RE:Talvez eles defendam porque faz parte da identidade deles, não? É realmente ruim encarar a perspectiva de que um ser humano não pode se realizar. Eles talvez defendam tanto para buscar a realização própria, já pensou nisso?

    Aquilo que é bom, vende de boca a boca, não precisa de propaganda.
    RE:Aí ó, mais um motivo provável dos gays se defenderem tanto, vai ver além do preconceito existam outros motivos

    Enquanto ficava transando com outros caras, nunca me senti bem, sempre sentia um vazio, uma tristeza. Depois que parei de praticar esse sexo, fiquei mais aliviado. Essa estória de sair do armário é muito legal, você fica aliviado também, mas acho que é alivio porque vc conta pro mundo o que estava lá dentro escondido e pesando. É alivio porque vc divide com os outros o seu peso. Mas com o tempo, você vê que é muito mentiroso isso.
    RE:O que mostra que é (1)apenas um problema seu, de como encarar a si mesmo e lidar com os preconceitos, e (2) que existe muita má informação

    Cara, abre espaço para caras como eu, escreva artigos assim. Na minha opinião, não importa se é pela fé da tal de Justino ou qualquer outra forma, mas importa conseguir sair, para quem quer sair. A gente nasce livre e pode fazer nosso caminho, eu acredito nisso. Um deficiente físico luta todo dia pra agarrar uma caneca na mão ou se arrastar até o banheiro e ainda pode reescrever sua vida, como minha irmã que até conseguiu estudar (sabe ler e escrever direitinho e lê todos livros que levo pra casa) mesmo todo mundo dizendo pra ela que não ia conseguir nunca isso porque nem conseguia segurar direito um lápis. Ela conseguiu,.é meu exemplo de vida todo dia.
    RE:Luta diária e constante muito semelhante à dos homossexuais, por sinal

    No caso dela, houve a vontade dela e ajuda de pessoas que apoiaram sua vontade ( por mais impossível que fosse). Ela nasceu assim e deveria então contentar-se em rastejar.? Não importa a ferramenta que se usa, importa sair e viver uma vida normal – Você írá perguntar : Mas o que é uma vida normal ? Para mim é ter a cabeça leve, uma família, filhos, o carinho de uma esposa, e essas coisas ai bem careta e ultrapassadas, mas que para mim fazem toda diferença. Então eu escolhi não ser gay, não transar com o mesmo sexo, porque me fazia mal, não me deixava em paz comigo mesmo. Eu fazia porque achava que era minha única saída, que eu não tinha jeito mesmo. Depois que sai do armário, minha vida começou a ser medida simplesmente pelo prazer de sexo, sexo e mais sexo. Sou o típico “garotão lindo” e tinha uma vida sexual bem ativa…. e mais nada. Aí comecei a ver que algo não ia bem, que não era isso que eu queria pra mim quando sai do armário. Eu queria liberdade , mas acabei ficando escravo da vida gay (desculpem os antigos amigos, mas parecia que eu estava numa seita).
    RE:Veja como o problema não está em ser gay, mas em ser prisioneiro da “vida gay”. Um bom profissional também ajudaria a esclarecer essas coisas! Não se pode sair de uma seita (dos gays) para entrar em outra (dos “apoiadores”). Nem um, nem outro, entende que a questão não passa por aí?

    Chegava em casa e via minha irmã.. sua luta e via que seus olhos brilhavam bem mais que os meus. Comecei a entender que o mundo tinha outro lado: o da transformação, se quisermos. Meu arco íris agora é bem real, ele fica no colorido dos desenhos que minha irmã pinta (tudo fora da linha, mas pinta) Isso é real, é alegria.
    Mas a transformação é dura,. Precisa querer mesmo sair. Preciso de ajuda, de artigos, de livros que me ajudem a entender que posso sim, pela minha vontade e escolha de vida, mudar, mesmo que não seja a perfeição de vida. O que eu NÃO preciso, (e talvez aqueles que estejam na minha situação também) é de toda pressão encima de nos azarando : VOCÊ NÃO PODE!!! ISSO É GENÉTICO!! VAI CONTRA SUA NATUREZA.
    RE:Novamente, o que você tem ou quer ou acha, esconde ou não de si, o quanto você vê que no fundo continuará homossexual mesmo não querendo ser, isso compete a você. A este blogue, apenas compete dizer que você poderia buscar mais informação

    Tenho alguns amigos que estão trabalhando também para sair disso e conversamos, quando sobra tempo, sobre isso, nos ajudamos, nos apoiamos. Mas é pouco, precisávamos de ajuda de psicólogos. Não pense que são poucos os que querem, sair. O que acontece, é que ficamos encurralados, sofremos pressão dos próprios gays, que além disso ficam dizendo que vamos ficar loucos, que não vamos conseguir. Os menos decididos e mais medrosos acabam recuando e aqueles que não vem esperança nessa vida, avançam na outra direção.
    Não se consegue ajuda com isso, é muito cruel. Todo mundo tem ajuda : o louco, o drogado, o cara que bebe, o depressivo, a prostituta, o pedófilo, a mulher casada que “pula a cerca e vai dormir com o vizinho” (essa é viciada em sexo e tem ajuda também) o gay para que possa “assumir sua identidade””, menos nós, que queremos “ sair dessa identidade”. Baita preconceito numa sociedade que diz BRASIL, um país de todos. Somos excluídos! Que carão! Espero que possa ter ajudado no bate papo At. Minha “verdadeira identidade” é essa mesmo, sou o Leandro sim e quem ver esse blog vai me identificar!
    RE:Com certeza, Leandro, Arlete, ou quem quer que seja. Você nos brindou com belos elementos discursivos sobre como existe desinformação de todo lado, especialmente do movimento de apoio, que você mostrou ter muita familiaridade, talvez mais do que gostaria de mostrar :D
    Fique avisado (a) que novos comentários seus serão apagados, especialmente em tom pessoal, pois essa discussão não se resume a testemunhos, verdadeiros ou forjados. Usa-se muito disso em movimentos de apoio. Mas isso não funciona onde não se pretende enganar as pessoas, ou divulgar desinformação. O texto acima envolveu coisa muito mais séria do que isso ;)

    Made on October 21, 2008 @ 12:21 am

  19. Helder Melo Says

    “Primeiramente porque, para ela, a homossexualidade é um transtorno, ou mesmo, uma disfunção. Trocando em miúdos: a discussão já parte de um pré-conceito, de um juízo prévio, a partir do qual tudo o que se segue deve simplesmente se amoldar. Um debate de psicologia evolutiva digno de ser chamado de “debate” não põe de saída em sua pauta de discussões a sexualidade sob os moldes de um caráter disfuncional ou doentio”

    O argumento serve contra si mesmo, pois você também optou pelo debate do ponto de vista da “psicologia evolutiva”. Não tratar homossexualidade como anomalia equivale a fazer uma escolha da mesma forma que tratar. Sendo escolha reside no campo da liberdade. Se eu escolher - tendo a meu lado o fato ontológico da complementaridade homem-mulher - nunca ver a homossexualidade como coisa normal, terei eu um transtorno psicológico?

    “Uma discussão religiosa da sexualidade se dá em outro nível, isto é, dentro de um debate religioso.”
    Os dois planos operam numa mesma dimensão: a da Verdade. Ou por acaso se pode conceber ciência sem verdade? Ou pode-se ter fé sem acreditar que os conteúdos da fé não são verdadeiros? Se creio que Jesus nasceu de uma virgem - e eu creio - eu realmente acredito nisso e não finjo que acredito. Se não acho que a realidade é mais do que vemos, não posso ser católico.
    Quando você vai colocar que debate determinado tem que atender a requisitos, você está pedindo que nós assumemos os pressupostos que o Dr. Freud assumiu e que os senhores corroboram, exatamente como faria uma hierarquia religiosa. Infelizmente eu já tenho religião e devo dispensar os argumentos do texto como quem dispensa “A Sentinela” revistinha das Testemunhas de Jeová…
    Em tempo: se a “Psicologia evolutiva” parte do pressuposto que o surgimento da vida é obra da matéria inorgânica em uma série de processos aleátorios, é preciso que saibam que há contestações mais sérias sobre esse fato - em si mesmo estatisticamente impossível (e não improvável, como alguns pensam).
    Enfim, tudo que se faz com uma ação dessas é interromper um debate que, se tem suas imperfeições, nunca se resolverá, pois um dos lados se assumiu como chefe de uma ortodoxia que se pretende científica quando o assunto - a alma humana e seus desvãos - são muito mais mistério que claridade.

    Made on June 2, 2009 @ 12:59 am

  20. Catatau Says

    Olá Helder! Obrigado por seu questionamento.

    Em primeiro lugar, “psicologia evolutiva” significa a mesma coisa que “psicologia do desenvolvimento”. É outro nome dado à “parte” da psicologia que estuda o desenvolvimento humano (cognitivo, emocional, psicomotor, etc.). Por isso não é uma “escolha”, e nem a “escolha” por uma linha “evolucionista contra criacionista”, por exemplo. “Evolutiva” não vem de “evolucionista”, compreendeu? ;)

    Isso equivale a dizer que em NENHUMA pesquisa de psicologia do desenvolvimento cabem os argumentos de Justino. Ela escolhe uma valorização negativa (”homossexualidade é um transtorno”) em uma área onde não existe tal tipo de valorização. Não se trata meramente de dizer “nós fizemos uma escolha, e você fez outra”. Simplesmente é impossível tal escolha em todo o campo da psicologia do desenvolvimento (e da psicopatologia, etc…), a não ser que lancemos mão de um preconceito deliberado, compreende? É a mesma coisa que dizer, como já se disse gravemente no século passado, que “ser negro é uma anomalia, uma involução”. É uma escolha terrível, em termos científicos e morais. A diferença é crucial: é a diferença entre uma escolha pessoal (ou de um grupo de pessoas) em detrimento a pesquisas científicas. E isso - dizer como uma criança se desenvolve, em termos cognitivos, afetivos, etc.. - nada tem a ver com um fundamento religioso.

    E aí você entra na questão da verdade, como ponto que une a discussão religiosa com a científica. Se você põe a questão da verdade, deverá convir que ela implica alguma atividade racional, não é mesmo? Não é mera escolha pessoal, nem testemunho. Você mesmo confirma isso quando admite que eu posso fazer uma escolha, e você outra. Para que haja uma régua a medir nossas escolhas, ou para que não pensemos de modo frívolo apenas “por escolha”, devemos utilizar o raciocínio. Senão vira tudo juízo relativo, e você pode ter tanta convicção de uma crença pentecostal da tradução portuguesa da Bíblia sem notas de rodapé, quanto eu da teoria dos duendes ou dos discos voadores. Deve haver um princípio racional que pontue nossa discussão.

    O princípio aqui adotado é a psicologia. Se uma psicóloga diz que pode ser “psicóloga evangélica”, nenhuma psicologia admite isso, não porque “escolhe” não admitir, mas porque não existe tal possibilidade. É a mesma coisa que um médico desistir de utilizar seus princípios médicos (muito apoiados em princípios evolucionistas, por sinal) para se dedicar na mesa de cirurgia apenas a dar bênçãos, compreende? Ou um pastor cristão dedicar-se a consultar os duendes ou os ET´s em um culto evangélico, argumentando que ETs e duendes estão na Bíblia. Algo absurdo (embora nesse mundo haja tudo, até casos como o deste texto…).

    Mas você pode dizer: “não, esqueçamos do debate racional, e utilizemos o debate mais verdadeiro, que é o da minha fé”. Não precisamos dizer que isso tudo é contraditório demais, não? Primeiro, porque fé significa fé, e na falta de um evento comprovadamente sobrenatural e compartilhado por todos (não apenas sob testemunho, mas efetivamente), esses testemunhos ou mesmo falsos milagres precisam de fé. Ora, se tudo isso precisa de fé, aí sim depende apenas de uma “escolha”, e não das escrituras. Ora, até mesmo a consulta das escrituras exige (ou pelo menos exigiria) a razão… Ou vai me dizer que a narrativa da Bíblia é a mesma, do Gênesis até o Apocalipse, em milênios de tradições? Você pode dizer que sim, mas apenas porque quer, algo que não tem nada a ver com tantos problemas teológicos, muito importantes por sinal.

    Aí está, essa é a questão. Se você parte de um pressuposto evangélico, situado na tua igreja evangélica ou em algumas mais, pode debater a questão ’sexualidade’ no sentido evangélico apenas DENTRO da tua Igreja (e evangélico nem quer dizer “bíblico”, dado que existem tantas “escolhas” de interpretações e religiões). Se você quiser compreender racionalmente a sexualidade, deve partir para outros debates, que colocarão a história da Igreja no meio, e não como fundamento. Mas se você impor o critério evangélico da sexualidade por sobre todas essas análises racionais, não fará nada mais do que confusão, pura e simples. É esse o assunto em questão.

    Aí está o bom problema, e a boa “escolha”. Você pode impor um conjunto imenso de preconceitos irracionais, travestindo-os de psicologia, e enganando alguns fiéis angustiados (pois sabe no fundo que a terapia de orientação é uma deturpação da psicologia e portanto uma mentira). Mas pode também continuar sendo cristão e tentar dialogar com a questão da sexualidade, orientando os outros, e não os desorientando (a “reorientação” nada mais é do que uma desorientação, vide acima).

    Veja que isso não tem nada a ver com “a ditadura da mídia” ou “movimentos sociais de desconstrução” (engraçado que até certos movimentos homossexuais radicais falam exatamente o mesmo discurso para se auto-justificar). No fundo, nem tem a ver com a Bíblia, já que continuarão existindo tantos homossexuais quanto hinduístas, muçulmanos e umbandistas, e a única coisa que sobra é o estabelecimento de um termo comum ou uma convivência harmônica entre ‘gregos’ e ‘troianos’. Engraçado ter que ensinar isso a cristãos ;)

    Made on June 2, 2009 @ 2:38 am

  21. alberto thieme Says

    Prezado Editor deste assunto,

    Existe um ditado (slogam) que diz: ” Mais vale a experiencia do que apenas o conhecimento”. Para se falar de um assunto que n~ao envolve somente a psiclogia(que trata dos assuntos relacionados a alma) e’ necessario considerar a area espiritual que e’ tremendamente afetada. Ent~ao uma discuss~ao como a acima de nada vale porque o seu autor nao considera o lado espiritual do problema por falta provavel de uma experiencia de vida com Deus, de ser um crist~ao autentico, um discipulo de Cristo. Eu digo que mais o que tem trazido resultados reais de libertacao do homossexual para uma vida heterossexual com a libertacao de sua consciencia so’ se consegue com a ajuda de Deus atrave’s de sua Palavra que limpa a alma e restabelece a relac~ao da pessoa para com Deus. N~ao desprezamos os ensinos da Psiclogia nao, mas os psiclogos que trabalharam conosco eram todos crist~aos, isto e’ conhecedores do problema dos dois lados.O Apostolo Paulo disse, ” onde esta’ a sabedoria deste mundo. Ela e’ como escoria(lixo) para Deus”. Ja vivi muitos casos que provam isto. Ja’ vivi muitas experiencias em 62 anos de vida, 35 anos de ministerio pastoral, 18 anos de trabalho missionario viajando por este nosso gande Brasil, e tive o privilegio juntamente com minha esposa de fundar 2 orfanatos, sendo que um deles hoje abriga mais de 1.000 criancas em diferentes casas-lares. Nos tres ministerios desenvolvidos tivemos mais de 100 homossexuais que nos procuraram(nestes tres ministerios) em busca de ajuda para deixar o homossexualismo e gostaria de lhe dizer que alcancamos o indice de 99.99% porque apenas 1 retornou ao homossexualismo depois de 8 anos de libertac~ao porque nao vigiou segundo o que a Palavra de Deus nos ensina. “O Diabo, vosso adversario, anda ao vosso derredor rugindo como le~ao e tragando a quem ele possa tragar”, por’em, gracas a Deus ao redor dos que temem a Deus, temos os anjos do Senhor. Salmos 34:7. Ent~ao descobrimos que o lado espiritual do problema e’ maior ou igual o psicologico. Porque por muitas e muitas vezes, apenas nossos acoselhamentos pastorais com a Biblia e orando pela libertac~ao do homossexual eram suficiente. Voces n~ao imaginam quantos foram libertos apenas pela ministracao da Palavra de Deus e convidar o homossexual a reconhecer os seus pecados (nao apenas o do homossexualismo) levaram a pessoa a um novo viver, a ter paz consigo mesmo, constituir familia e hoje sao pais e maes felizes, libertas para sempre de seus pecados e deixaram completamente a pratica do homossexualismo. Lembre-se que que a Biblia nos ensina como n~ao deixar os velhos pensamentos de pecados e desejos carnais a vir ter lugar em nosa mente. Lutero, restaurador do Cristianismo no seculo XVI, disse que “nos nao podemos impedir de um passaro passar sobre nosssa cabeca mas temos o poder (dado por Deus) de n~ao deica-lo fazer ninho”. Ent~ao estas consideracoes de pessoas que j’a nascem homossexual, e’ pura balela de mentes vazias, sem Deus, normalmente pagas e ateistas. Nao precisa se crer em Deus para ver que uma crianca ou nasce “homem” ou “mulher”. S’o existem dois sexos: macho e femea. O uso do anus para relacionamento sexual e considerado por Deus como “abominacao” e se voce pensar bem peca tanto quanto o homossexual, o heterossexual que dispoe de seu penix que Deus lhe deu para gerar vidas, expo-lo a misturar-se com as desejetos que o corpo libera que para nada serve, nem para esterco. Entao o homossexualismo nao e um pecado apenas contra Deus. E’ contra o companheiro(a) que esta participando, contra seus familiares que esperam de voce uma vida normal vindo a ter uma geracao porque no HOMOSSEXUAL ENCERRA-SE A SUA GERACAO. J’a pensou nisso? As ABGLTs e BLGTs que dizem estar lutando para que os homossexuais n~ao sejam mais discriminados ‘e pura balela. O interesse deles ‘e de aumentar a quantidade de homossexuais no Brasil para poder ter mais associados e entrar mais dinheiro em suas associacoes. Virou uma religi~ao. Voce quer ver como estou certo?
    1.Enviei um email pessoal para o Presidente da ABGLT. Enderecado somente a ele. Sabe o que este ele fez? Querendo colocar medo, e calar a minha boca, ele simplesmente, SEM MINHA AUTORIZACAO, redistribuiu o email para todas as associadas deles e logico, recebi um monte de emails que ainda n~ao consegui respnder nem metade. E sabe o que esses mails falam: tratam-se com total discriminacao, caluniam-me, mentem, dizem o que eu nao escrevi, me chamam de homofobo e muitas outras coisas mais. A descricao de Romanos capitulo 1 versos 18 em diante e capitulo 2 casam exatamente com o comportamento destes individuos. 97% deles agiram assim.Ah..sim, tres deles me ameacaram de processo judicial. Quem poderia abrir um processo judicial seria eu porque n~ao existe uma so frase em que faco discriminacao de alguem, algum homossexual e o email foi enderecado ao Presidente das ABGLTS e ele agiu irresponsavelmente. Essas instituicoes tem objetivos de aumentar o numero de homossexuais. Isto ‘e um plano antigo de um grupo de pessoas riquissimas da Europa, chamda Elite Mundial. Eles querem a todo custo reduzir a populacao mundial. Ent~ao governos e mais governos estao aprovando o aborto a ser praticado livremente, o proprio Lula disse em publico ha meses que o Brasil ser’a o primeiro pais a ter um congresso homossexual (onde vai se gastar milhoes)do dinheiro do povo. E essas instituioes est~ao de umbigo colado com o govern. Veja a CARTA DE BRASILIA em que somente as ABGLTs e o governo discutiram a aprovacao, pasmem, de RELACAO SEXUAL DE CRIANCAS SEREM PERMITIDAS e se os pais quiserem impedir, serao processados. Voce sabia disso? Escreva-me e eu te mando a minuta recente que recebi agora do fim de Maio/2009. Solicite o artigo DIGA NAO AO HOMOSSEXUALISMO tambem, ou entre no google e procure pelo artigo e leia-o. Concluindo: A recuperacao do homossexulismo ‘e completamente possivel e seja quem for que afirmar o contrario, vamos nos encontrar pessoalmente e vou lhe apresentar um grande grupo deles, sendo que um chegou a ser PRINCESA DOS TRAVESTIS do interior de Sao Paulo, ha 30 anos atras. Desde que aceitou a Cristo como seu Salvador, abandonou o homossexualismo e hoje ‘e um feliz pai de 2 filhos, casado ha mais de 25 anos, pai adotivo de uma das criancas de nosso orfanato. Ele ‘e pastor ja ha mais de 20 anos e seu filho adotivo tambem. Tenho muito mais a dizer e testemunhos de ex-homossexuais que hoje sao pessoas sem grilos, abencoadissimas, grande amigos nossos e cooperdores do Reino de Deus. Com certeza estamos numa luta espiritual das Obras das Trevas querendo se impor e destruir a familia brasileira dizendo que ser ” homossexual” e’ normal. Isto e’ uma tremenda mentira. Para acobertar suas consciencias machucadas, homossexuais de ma fe est~ao por tras desses movimentos nao para trazer ajuda, mas para persegur os padres, pastores, lideres em geral que sao contra o homossexualismo e qualquer brasileiro que se posicionar contra eles. Isto tem um nome: Chama-se DITADURA GAY, o que estao querendo implantar. Se eles nao querem ser discriminados, por que 97% deles me discriminaram somente porque escrevi um artigo dizendo que sou contra o homossexualismo, com razoes suficiente para converncer qualquer um. CONTRA FATOS NAO HA ARGUMENTO.
    Obrigado,
    Pr. Alberto Thieme
    email:thiemeus@yahoo.com

    Made on June 28, 2009 @ 4:15 pm

  22. Catatau Says

    Olá Alberto Thieme, tudo bem?

    Creio que possa haver um mal entendido, pois muito do que você escreveu mostra que você não leu com atenção o texto acima, e nem os comentários. Especialmente no comentário anterior ao seu eu comento sobre o valor de um testemunho, você leu? Não gostaria de repetir tudo de novo.

    Desse modo, recomendo você a ler novamente o texto, e os comentários. O que está em questão, e muito claro, é a ilegitimidade de um psicólogo ou pastor, ou qualquer um, fazer “psicologia evangélica”. Neste comentário, reservo-me a duas respostas, uma a você, e outra cujos exemplos dados por você são muito bons, mas mostram que você não leu o texto. Sugiro vc reler tudo com atenção e depois responder, ok? Se isso parece importante a você, o mínimo a fazer é ler com atenção.

    1) Em primeiro lugar, creio que não é bom um pastor escrever tão mal. Onde se viu escrever “psiclogia”? Ninguém nem abrevia assim. Ainda mais “penix” (!), para não dizer outras palavras. Também seria muito bom você cuidar com os acentos e a formatação das frases e parágrafos. É muito ruim ler um texto tão concentrado como o acima, e nota-se que nem as idéias se organizam com coerência. Ainda mais vindas de um pastor, quem diria? Alguém que estuda a Palavra não deveria se expressar tão mal com palavras. Por isso recomendaria que você escrevesse melhor na sua resposta (veja o que é importante: comunicação entre as pessoas! O que passa fora da comunicação nunca é religião, mas obscurantismo, e isso diz muito respeito ao que está em questão)

    2) Você mencionou um exemplo muito bom. Primeiro, você mostra que “os psicólogos que trabalharam conosco eram todos cristãos, conhecedores do problema dos dois lados”. Isso é muito perigoso, e já mostra que você não leu acima: se os psicólogos são psicólogos e conhecem o problema dos dois lados, 1) ou não fazem psicologia evangélica, 2) ou não entendem psicologia e fazem o que chamam de ‘psicologia evangelica’. Nesse caso, felizmente, não existe meio termo. Mas já está tudo escrito acima, no texto e nos comentários.

    Em segundo lugar, vc fala dos “resultados reais” da “libertação” da “consciência” a partir da “palavra de Deus”. Você já “viveu muitas experiências”, alega uma “experiência” no assunto, e diz o seguinte:

    Nos tres ministerios desenvolvidos tivemos mais de 100 homossexuais que nos procuraram(nestes tres ministerios) em busca de ajuda para deixar o homossexualismo e gostaria de lhe dizer que alcancamos o indice de 99.99% porque apenas 1 retornou ao homossexualismo depois de 8 anos de libertac~ao porque nao vigiou segundo o que a Palavra de Deus nos ensina.

    Se de 100, apenas 1 deixou, o índice é de 99%, e não 99,99%, não é mesmo? Mas continuemos com o importante. Você continua:

    reconhecer os seus pecados (nao apenas o do homossexualismo) levaram a pessoa a um novo viver, a ter paz consigo mesmo, constituir familia e hoje sao pais e maes felizes, libertas para sempre de seus pecados e deixaram completamente a pratica do homossexualismo. Lembre-se que que a Biblia nos ensina como n~ao deixar os velhos pensamentos de pecados e desejos carnais a vir ter lugar em nosa mente.

    Muito importante o que você diz: “depois de 8 anos de libertação”, “1 retornou ao homossexualismo” porque “não vigiou segundo o que a Palavra de Deus nos ensina“. Continuando, os indivíduos devem “reconhecer os seus pecados”. Muitos deles “deixaram completamente a prática do homossexualismo”. E a Bíblia ensina “como nao deixar os velhos pensamentos de pecados e desejos carnais a vir ter lugar em nosa mente”. Lutero mostraria que, se não se pode evitar um pássaro voar por cima da cabeça, pode-se evitar de construir um ninho.

    Esses exemplos são muito bons porque mostram muito bem onde se situa boa parte da falta de informação dos evangélicos sobre o que significa sexualidade. Esses exemplos convidam novamente à leitura do que está escrito acima. Esses exemplos mostram muito bem onde não se compreende o que é psicologia: grosso modo, na diferença entre conduta e identidade sexual, entre “comportamento” e “estrutura”, e assim por diante. Isso é boa parte do que nem evangélicos, nem psicólogos evangélicos, e nem muita gente do “movimento” “homossexual” compreendem: em psicologia do desenvolvimento, exatamente porque não há distinção ou juízo de valor a priori entre as sexualidades (porque não há preconceito), admite-se perfeitamente que uma conduta dita “homossexual” pode se desenvolver em uma identidade “heterossexual”, ou o contrário. Leia acima, pastor, e tente consultar algum pesquisador de verdade para compreender: muitos dos que “deixaram” a “homossexualidade”, mesmo constituindo família, são perfeitos homossexuais: continuam desejando pessoas do mesmo sexo, mesmo que “evitem” construir tal “ninho”, mesmo que não “deixem os velhos desejos carnais” ter “lugar na mente”. Ora, se “evitam” e “não deixam” os desejos vir à mente, é porque eles existem, vêm à mente, para depois serem afastados. Se uma pessoa “vigia” seus pensamentos e desejos, é porque eles ocorrem para ser vigiados, não é mesmo? Logo, fazem parte daquilo que constitui a pessoa. Em qualquer corrente psicológica, isso quer dizer que uma pessoa simplesmente está evitando pensar ou desejar aquilo mesmo que pensa ou deseja. Por mais que constitua uma família e tenha filhos, os desejos homossexuais sempre serão desejos homossexuais, e o sofrimento decorrente tem mais a ver com a valorização negativa do que com a condição em si.

    O que não quer dizer nem que uma pessoa “nasce”, nem que “não nasce” com dada orientação sexual. O que não quer dizer também que exista uma “essência” sexual, seja qual for.

    Mas os casos acima o pastor presencia em sua própria experiência: ainda que tenham “deixado” a homossexualidade, muita gente aparece sentindo culpa e buscando “orientação”, pelos desejos e pensamentos ainda aflorarem. Ou em outras palavras, o pastor sabe, porque o disse bem: se deixaram as “práticas”, não deixaram o desejo; enfim, não deixaram a homossexualidade coisa nenhuma, pois estão sendo simplesmente desinformados por uma prática - o conselho do pastor, ou pior, do psicólogo - visivelmente desinformada.

    Quanto a isso, pode-se evocar o quanto quiser as passagens da Bíblia. Pode-se evocar, em um caso ainda pior, as passagens da Bíblia traduzida em português e sem notas de rodapé, para acentuar os mal entendidos. Mas em nenhum momento nenhum escriba judaico-cristão, em pelo menos alguns milhares de anos, nunca se interessou em constituir uma teoria da sexualidade. Por isso misturar as coisas é muito perigoso. E os pastores, com tais avaliações, apenas desorientam aqueles mesmos que acreditam orientar.

    Mas tudo isso está escrito acima, a leitura atenta seria importante!

    (Quanto à conspiração mundial da “ditadura gay”, sem comentários. Arquivos X é bem mais criativo) ;)

    Made on June 29, 2009 @ 5:07 pm

  23. justin (não confunda!) Says

    As barbaridades de dona Justina não são piores que as cometidas por boa parte dos psicólogos por ai… Em 90% das faculdades ainda é passada uma visão que separa processos mentais dos processos cerebrais. Uma minúscula quantidade de psicólogos tem minimo conhecimento de neurociência cognitiva, neuropsicologia, etc. Deixar nossa cabeça (ou pior, a dos nossos filhos) nas mãos desse pessoal é o passaporte para o desastre. Enquanto psicologia continuar a ser entendida como área de humanidades, muitas Justinas aparecerão, junto com as terapias de vidas passadas.

    RE: Creio que o problema não é das humanidades, Justin. Dizer que perspectivas como a de Justino e a de vidas passadas são das “humanidades” é valorizar muito essas perspectivas e não compreender o que implicam as “humanidades”!

    Made on July 15, 2009 @ 8:04 pm

  24. :Pr.alberto Thieme Says

    Catatau
    Agradeço sinceramente seus comentarios. Voce tem razão que ás vezes mudo de assunto e volto ao assunto anterior. Obrigado.
    Quanto ao erro de escrita, eu não lhe informei por isto voce teceu o comentario e com razão tambem, porque voce não sabia que sou idoso, tenho 62 anos, e já estou com principio de catarata, e as pequenas letras de seu site associados ao meu problema de vista, me faz as vezes cometer erros de escrita. Quanto a escrita errada de algumas palavras voce tem razão tambem, pois não sabe que vivo noutro pais que não se fala Portugues e isto ocorre até com os jovens aqui. Meus filhos estão com este problema. Esclarecido? Notei que outros tambem cometem esses errros. Isto é normal quando se está teclando direto. Por favor nao venha comprometer meu comentario por pequenos erros. Talvez algum dia voce tambem cometa algum, ok? Isto acontece e eu procuro compreender quando isto ocorre. Espero que voce tambem. Porém, acho que mesmo estando com esses pequenos problemas, são raros os casos de erros de ortografia e de não perceber que não teclei uma letra. Mas muito obrigado pelo alerta que vou prestar mais atenção. Seguindo sua orientação vou dar a minha contribuição com as muitas experiencas vividas como expressei acima. Se voce for de São Paulo, podemos marcar uma data e convidarei varios desses, hoje pais de familias e até avós para voce ouvi-los pessoalmente. Mas vamos aos comentarios como voce sugeriu que eu fizesse, obrigado. Seguem abaixo:

    VOCE ESCREVEU:Quem frequenta a comunidade de psicologia do orkut vê várias coisas inusitadas. Mas algumas, dentre todas, superam as expectativas. Uma psicóloga chamada Rosângela Justino (auto-declarada “psicóloga missionária”), teria participado de um desses programas populares da televisão brasileira e divulgado que conhece técnicas de “cura” da homossexualidade. Justino é coordenadora de uma certa ABRACEH (”Associação de Apoio ao Ser Humano e a Família”), entidade de cunho manifestamente evangélico que se preocupa com questões de infância e sexualidade”.
    RESPOSTA: Penso que supera suas expectativas por voce não conhecer como vive um cristão e o mundo espiritual. A maioria dos psicologos não cristãos apresentam esta dificuldade: distinguir entre problema psicologico e problema de possessão demoníaca. Para quem não crê quando se vê face a face com um fato real, dizem que não tem cura. É por não conhecerem o lado das influencias demonicas (e tem variadas formas) que eles afirmam que Dra Rozangela está confundindo Psicologia com Religiao, mas não é. Vou explicar: Em 15 anos de evangelização na Praça da Sé com outros 40 jovens nós vimos isto acontecer variadas vezes com jovens e adultos. Isto ocorre devido ao impacto da ação de Deus na vida de uma pessoa que está endemoninha. É algo tremendo. Então pegavamos com cuidado a pessoa, colocava no carro para evitar tumulto, e começavamos a orar expulsando os demonios que percebiamos claramente haviam tomado aquela pessoa e ela geralmente ficava super-agressiva. Nunca tivemos um caso em que não houve libertação através de orações, porque no nome de Jesus Cristo, a Biblia afirma, que expulsariamos demonios como Ele fez e foram muitos os casos que tivemos que agir para libertar a pessoa. Notei que a primeira pergunta que a pessoa fazia depois de liberta era: O que estou fazendo aqui? O que aconteceu comigo? Ou seja ele estava tomado por um espirito e depois que foi liberto(a) não se lembrava do que ocorreu. E era sempre uma situação muito dificil. Então o mundo espiritual é real. Por isto que Dra Rozangela afirma que realmente a pesssoa é curada. Conosco em 35 anos, nunca tivemos um caso de não haver cura, porque “maior é aquele que opera em nós do que aquele que opera no mundo”. Porém se a pessoa não queria ser aconselhada e não permitia que orassemos por ela, nós apenas dávamos a ordem, como Jesus fazia: Sai dela demonio ou dele e o cara começava a se bater por todo lado e nós o protegiamos para nao se machucar. Quando ele era liberto então nós explicavamos o que havia acontecido e perguntavamos se ele queria que nós o aconselhassemos novamente e oraseemos mais por ele. Normalmente a resposta era sim, porque o Espirito Santo já tinha quebrantado o coraçãod dele e ele começava a confessar como estava vivendo e os pactos que ele tinha feito com o Diabo. Penso que voce agora começa a entender porque Dra Rozangela faz aquelas afirmações e eu endosso 100%. Porque ela conhece a psicologia e os principios Biblicos que nos ensina como atuar nestas situações Cristo nos garante vitoria sempre. Nunca tivemos um caso que a pessoa nao foi liberta. Dra Rozangela é muito bem instruida na Biblia, mulher fiel a Deus e sabe muito bem como proceder em casos de endemoninhamento que é algo que ocorre muito, mas muito mesmo, com os homossexuais. Por isto que muitos deles tem ódio dos cristãos. Veja de 52 cartas que recebi 47 demonstraram ódio contra mim pela carta cuidadosa, educada que escrevi ao Presidente da ABGLT. Porem tem casos em que a pessoa não está ainda possessa completamente por demonios ligados ao homossexualismo e então são mais fáceis de se tratar. Estes são mais dóceis, não tratam mal os cristãos, são educados, mas com o passar do tempo se entregarem mais a influencia de demonios terão um fuguro sombrio, normalmente acabam em suicidio ou afundam-se nas drogas.

    RE: Olá Pr. Alberto Thieme! Olha, lendo um texto como esse seu, creio que é difícil alguém que não se sinta estupefato: como assim, quer dizer que seres humanos com atração por pessoas do mesmo sexo sofrem de possessão demoníaca? Não é por nada, mas aí é bem fácil entender porque você recebe respostas “agressivas” dos GLT. Será porque eles são “possuídos”, ou porque esse teu juízo é EXTREMAMENTE preconceituoso?

    E tem outra: não está em questão se alguém acredita em possessão ou não. Aliás, “acreditar” em possessão, aí está um tema que a psicologia explica muito bem. Não a favor dos crentes, diga-se de passagem.
    .

    A questão da sexualidade na ABRACEH, entretanto, não é compatível com as abordagens que os psicólogos exercem cotidianamente.
    RESPOSTA: explicado acima. Normalmente os psicologos sao humanistas, não consideram o lado espiritual e a Biblia diz que “o homem material não entende das coisas espirituais porque lhe parecem loucura, porem, o que é espiritual este a tudo discerne (discernimento de espiritos a que a pessoa está sujeita).
    RE: Pastor, receio que até mesmo você não compreenda o que está em questão. Se eu percebesse em você algum entusiasmo em teologia, entraria com você em discussão de termos como νους, da ψυχή, do πνεύμα, ou nefesh, neshamah, ruah, ou ainda outros. Mas pelo visto, nada disso está em jogo, apenas uma leitura muito particular sua e que outros pastores fazem da Bíblia, em português ou inglês, e sem notas de rodapé, não? Mais ou menos o que Paulo chamava de ιδιωτου, não é mesmo? Junte-se essa crença a algumas crendices populares bem brasileiras, e está feita a “possessão” encontrada na Praça da Sé…

    Como se pode ver numa comunidade do orkut chamada “Movimento de Apoio”, coordenada por Justino. O “Movimento” serve para quem “gostaria de apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade”, para pessoas que já a “deixaram”, e para outros que desejariam “deixar” “transtornos” e “disfunções sexuais” como essas.
    RESPOSTA: Como lhe disse, as areas de atuações satanicas são variadas. E as vezes a pessoa nem endomoninhada está. É preciso muito discernimento e somente com a ajuda de Deus mesmo é que nós podemos identificar como ajudar a pessoa. Dra Rozangela possui esse dom de Deus.Nos casos de disfunção, nós sempre orientamos a pessoa procurar por um medico, um psicologo para que possa ajuda-lo a superar seu problema.

    RE: Olha aí de novo: possessão, disfunção… Creio que você não compreendeu o quanto estamos falando de noções muito bem delimitadas, em um contexto muito bem delimitado. Você está falando de noções pré-científicas, e se referindo a fenômenos que a ciência explica muito bem. Se quiser “acreditar”, pode. Mas ciência não é uma questão de crença…

    VOCE DISSE: Curiosamente, aparece ali um termo pretensamente científico, o de “homossexualidade ego-distônica”. Em um dos tópicos da comunidade, Rosângela Justino ajuda a definir o que é, segundo ela, esse caráter ego-distônico: as pessoas não são, segundo ela, homossexuais; elas “estão”, e o fato de “estarem” implica consequentemente a possibilidade de “cura”.
    RESPOSTA: Verdade absoluta. Tivemos criancas que ouviram tanto a mãe dizer que ele era menina, usava roupa de menina, e acabou acreditando ser menina. Quando cresceu precisou ajuda para corrigir este fator psicologico. Nem homossexual ele era, mas pensava como menina, agia como menina, gostava de boneca. Esta ignorancia de pais que infelizmente não tem cultura muitas vezes leva a isso. Querem uma menina e nasce um menino. Conheço um homem que abandonou a mulher com um casal de gemeos porque queria de qualquer maneira que fosse uma menina. Deus mandou dois meninos. São meus sobrinhos. Nem um dos dois apresentou qualquer problema porque o avo fez a função de pai e nós sempre estávamos com eles. Hoje sao casados, tem filhos. Estão muito bem.

    RE: Novamente, confusão. Onde se viu existir uma receita “os pais trataram assim, logo assado”? Isso não existe em psicologia, e o Pastor poderia ter lido mais atentamente nos textos referenciados aqui no Catatau. O indivíduo pode ter uma criação perfeitamente “heterossexual” e manifestar identidade homossexual em vida adulta, e vice-versa… nunca houve receita, e dizer que as coisas ocorrem do seu modo é apenas desinformação e desconhecimento do assunto.

    E outra: não existe “egodistonia” sexual nem aqui nem na China! O que existe é internalização do sofrimento causado por preconceito social, valorização negativa… Desde quando é egodistônico aquilo que é egossintônico? O desejo por pessoas do mesmo sexo é um desejo, faz parte da personalidade individual. Se um indivíduo, por discriminação externa e culpa interna, acaba recriminando algo que é SEU, isso nunca foi egodistonia… Mas os textos acima explicam isso e é pena que você não leu para contradizê-los.

    VOCE DISSE: A deixa é a de que haveriam certas pessoas cuja condição sexual traria sofrimento, e consequentemente buscariam algum tipo de tratamento.
    RESPOSTA: Com certeza, tivemos varios casos com este perfil. Todos foram curados e muito mais facilmente. Em Atos 1:8, Jesus antes de ser assunto aos céus afirmou: “E recebereis poder ao descer sobre vós o Espirito Santo…”. João 21: João diz que se fosse escrever todos os milagres que Jesus fez, não caberiam em todos os livros do mundo”. E’logico que isto é figurativo. Joao está afirmando que muitos outros milagres que Jesus fez não foram escritos na Biblia. O que temos é mais que suficiente.

    RE: Muito bonito! Embora com certeza os feitos de Jesus provavelmente não se refiram a desinformação e desorientação.

    VOCE DISSE: Talvez, para ela, existam casos de homossexualidade “ego-sintônica”, mas a declaração manifesta é de que tal condição é um “transtorno” ou “disfunção sexual”, e que pode ser curado, por não ser parte constituinte da subjetividade.
    RESPOSTA: Creio no que o Mestre disse: “Não há impossiveis para Deus”. “Crês e verás a gloria de Deus”. Quer ver: Uma coisa tão simples fora do contexto: “Há 40 anos atras eu orei e pedi a Deus que nunca participasse de qualquer acidente com vitimas mortais ou que visse acidente assim”. Estou com 62 anos, dirigo há 42 anos e isto nunca aconteceu. Carro capotou na minha frente, outro saiu da pista e ficou dependurado no barranco de um rio, nossa veraneio estourou um pneu numa rodovia que tinha caminhao atras, na frente, onibus do lado e nada aconteceu para nós. Só para lhe mostrar o grande valor de seguir os passos de Cristo que diferença que faz!

    RE: Sim, e tua Bíblia não tem o Livro de Jó, não é mesmo?

    Poderia-se aí cogitar sobre a velha discussão entre correntes psicológicas estruturalistas e funcionalistas.
    RESPOSTA: Penso que as respostas e exemplos acima pode te dar uma direção quanto a isto.

    RE: Não dão não. De que forma os exemplos acima dão uma direção quanto às correntes estruturalistas e funcionalistas? ;)

    A identidade sexual é algo estrutural, constituinte, e portanto, não-destacável da formação da subjetividade, ou, pelo contrário, pode-se alterar os comportamentos ditos “sexuais” como é possível tratar um viciado em drogas?
    RESTPOSTA: Aí está outro problema: a maioria dos viciados em drogas, fumo, alcool, sexo, etc, são pessoas carentes de afeto, de atenção, ou inseguras devido fatos ocorridos que marcaram seu subconsciente. Hoje no Brasil existe talvez proximo de 1000 entidades cristas de tratamentos de drogados. Sabe o remedio que eles usam todos os dias e a grande maioria é totalmente curada? So e tão somente o ensino biblico, as orações individuais e coletivas e os aconselhamentos cristãos para levar o viciado a ter fé que vai vencer o vicio e vence. O que explica uma criança ter medo do escuro? Isto aconteceu com alguns dos nossos filhos. Sabe como vencemos. Orando com eles e explicando que Deus está sempre cuidando de nós e citavamos versos da Biblia que produzem fé. Alias a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que não se vêem”.Hebreus 11:1
    Cara, a fé faz uma diferença na vida que voce não imagina. Eu, minha esposa e agora meus filhos mocos, alguns casados, sempre vivemos pela fé.

    RE: Peraí, mas há diferenças gigantescas entre “medo de escuro”, drogadicção e orientação sexual. Querendo ou não, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um pouco de informação com psicólogos verdadeiros resolveria isso ;)

    VOCE: As experiências pregressas de qualquer indivíduo implicam-se de que forma em seu desenvolvimento posterior?
    RESPOSTA: Se seguir os ensinamentos do Mestre ele sairá sempre vencedor. [RE: ??????????????] “Esta é a vitoria que vence o mundo(sistema mundano), a nossa fé (genuina em Jesus Cristo)” I JOão 5.4.
    Conheci uma pessoa que assassinou 2 pessoas e veio confidenciar comigo (pastor). Chorou muito e disse que estava muito arrependido mas que ele não teve alternativa porque nos dois casos foram assaltos. Depois que ele me confidenciou eu pedi para que ele orasse comigo e fizemos uma oração de confissao de nossos pecados. Ele repetiu palavra a palavra em soluços profundos, mas ao final percebi que ele estava aliviado. Daí pra frente nunca mais vi aquele senhor carrancudo, triste. Logo depois ele tornou-se um cristão. A Biblia diz que “nossos pecados podem ser vermelhos como a escarlate, que Ele os tornaria brancos como a lã. E tambem “que Deus colocou num mar de esquecimento o nosso passado”. Cara, acho que a psicologia associado a fé traz mesmo melhores resultados. Por isto que a Dra Rozangela sabia que ela consegue ajudar os gays que desejam deixar a pratica homossexual.

    RE: Estávamos falando em psicologia do desenvolvimento, Thieme! Não em “nossos pecados” e o perdão sobre eles. Psicologia funciona com ou sem pecado! Pena você não compreender que são dois assuntos MUITO diferentes!

    VOCE DISSE: São absolutamente marcantes, cuja experiência posterior torna-se uma recorrência indefinida ao passado, ou a idade adulta tem relativa autonomia e plasticidade frente aos determinantes das experiências infantis? Trocando em miúdos, e trazendo à presente discussão: um homossexual poderia deixar de ser homossexual (caso se suponha, como o faz Justino, que a homossexualidade é uma doença)?
    resposta: Sim, se o psicologo crer que Deus vai fazer a parte que somente ele pode fazer. Quando se diz que o homossexualismo é pecado, logo vem a mente da pessoa que então ela não tem como se livrar daquele pecado. Mas gente, a palavra “pecado” significa “não atingir o alvo”. Veja no dicionario. Mas que alvo. Oras se Deus lhe fez homem foi para voce alcancar o alvo estavelecido por ele, ser homem e não agir como mulher. Só que se olharmos para o que diz …se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda iniquidade”. Oras, se ele purifica, não fica resquicio de infancia não. A pessoa esquece o passado mesmo. É um recomeço na vida, quando alguem se arrepende de seus pecados e os deixa. Deus zera tudo. Por isto, afirmamos ter vitória sobre a cura do homossexualismo (alias pode ser uma doença, como pode ser por uma influencia maligna)

    RE: Doença e influencia maligna só porque você “quer”, não é mesmo? Falávamos de psicologia, de convívio entre seres humanos. E nada autoriza dizer que um homossexual seja “doente” ou “sofra de influência maligna”. A não ser que ele seja desinformado e mal conduzido, desenvolvendo crenças terríveis como essa.

    Vejamos que, aí, as questões se multiplicam. Primeiramente, a questão de um comportamento homossexual é diferente da questão da formação de uma identidade homossexual. E as discussões, aí, são tanto não resolvidas quanto diversas são as respostas sobre a formação da subjetividade humana.
    RESPOSTA: O Apostolo Paulo era uma pessoa com uma tremenda formação e um raciocionio abençoadissimo. Ele estudou o correspondente a tres faculdades e faz uso da psicologia tambem. Vejam: I Corintios 1 do verso 18 em diante: “Certamente que a Palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligencia dos instruidos. Onde está o sábio (filosofo, psicologo etc)? …Onde o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação…mas para os que foram chamados….pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus”. Não se necessita interpretaçãp alguma está claro. Certas areas que o homem não tem resposta, Deus já a tem registrado em sua Palavra há seculos.Copérnico descobriu que a terra ea redonda em 1397 (algo assim), há 2.500 anos atras, Deus já havia inspirado um profeta a dizer que a terra era redonda. E a maioria não sabe disso. Muitos casos a psicologia e o homem não tem resposta mesmo proque queremos ser sábios por nós mesmos, sem considerrmos a sabedoria de Deus.

    RE: É verdade! Hoje mesmo eu estudava I Cor 14. Estudava em Grego, para evitar as Bíblias sem notas de rodapé, e certas leituras monstruosas. E saltam lá aos olhos o emprego de palavras como νους e tudo aquilo que indica um sentido comum, de um lado, e de outro o que provém dos meros estados visionários de πνευμα e da posição do ιδιωτου. Aquilo que corresponde à verdadeira atitude do fiel pertence à ordem do νους e da ἐκκλησία. Já leituras particulares, culto ao mero estado de espírito, e o fechar os ouvidos aos níveis em que um debate se faz, isso para Paulo é sempre o contrário do νους e da ἐκκλησία. Quando alguém tenta impor crenças, atitudes ou estados de espírito próprios, desinformando e desorientando as outras pessoas, faz tudo o que é contrário à ἐκκλησία. Já o conforme a postura de uma ἐκκλησία, como diz 14,19, nunca imporia uma leitura particular aos outros, nem tentaria fazer suas particularidades se sobreporem ao que é comprovável e comunicável por todos. É um belo ensinamento ;)

    VOCE DISSE: Mas voltemos à posição da ABRACEH: mesmo que, em aparência, ela e seus fellow´s pretendam encarar a questão da homossexualidade sob os moldes de alguma discussão científica sobre a formação da subjetividade humana, em absoluto não é isso que ocorre. Enfatizemos essa expressão: em absoluto. Pois a posição de Justino é absolutamente alheia a qualquer debate que poderia ser encaixado numa discussão de psicologia que consideramos atualmente com o estatuto de científica. Ela passa longe de questões como as do parágrafo acima.
    resposta: A resposta anterior vale para esta questao igualmente. Ela conhece os dois lados e existem coisas que a psicologia humana vai contra a psicologia de Deus. E aí, claro, todo pscologo cristão fica com a de Deus. A pscilogia humana diz “não tem cura”. a Biblia diz : “não existem impossiveis para Deus”, “Tudo é possivel aquele que crer”. Voce percebe a diferença. Uma trata de ciencias humanas, e as escrituras não trata assuntos cientificos, mas apresenta solução para todos os nossos problemas, até os que nos “parecem” impossveis. A Palavra “impossivel”não existe no dicionario de Deus para quem verdadeiramente nEle crer.

    RE: É verdade, uma bela crença para o fiel. Pena que não tem nada a ver com o assunto em questão.

    VOCE: Primeiramente porque, para ela, a homossexualidade é um transtorno, ou mesmo, uma disfunção. Trocando em miúdos: a discussão já parte de um pré-conceito, de um juízo prévio, a partir do qual tudo o que se segue deve simplesmente se amoldar.
    resposta: Não é um pré-conceito humano, é divino. A Biblia afirma e ela não mente. “Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”. Deus disse que cura…e não importa a situação do paciente. Foi o caso do Arlindo Barreto(ex-Bozo), filho da Marcia de Windsor. Estava 4 dias em coma. Bastou um pastor ir lá orar por ele, ungi-lo e crendo que ele voltaria a vida, ele voltou. Hoje ele viaja o mundo inteiro dando o seu testemunho. Veja www.arlindobarreto.com.br. Eu o acompanhei desde o inicio de sua conversão a Cristo logo depois de sua saida do hospital.

    RE: Peraí. Reconheço que na Bíblia constam passagens nas quais antigas tradições condenavam certas práticas sexuais. Mas cadê elas? Você não as citou. Até porque elas são algo bem localizado, e NUNCA um fiel honesto deixaria de interpretá-las segundo cada contexto histórico (por exemplo, diferenças entre AT e NT). Mesmo um bom leitor de Paulo, segundo as noções acima, não deixaria de tentar extrair os significados atuais daquelas noções. Paulo também tem algumas passagens condenando aqueles que para os romanos serão os afeminatus. Mas isso é algo bem mais complicado de interpretar e trazer para os dias de hoje do que o teu preconceito, que tem muito de humano e historicamente situado, e bem pouco de “divino”. Até porque seria bem mais divino assumir a ignorância e suspender o juízo quanto a esses outros seres humanos que vocês colocam na categoria da influência maligna e da doença. Injustiça muito grande e desinformada, por sinal. Não tem nada de “divina”.

    VOCE: Um debate de psicologia evolutiva digno de ser chamado de “debate” não põe de saída em sua pauta de discussões a sexualidade sob os moldes de um caráter disfuncional ou doentio. Quando Freud, no início do século XX, caracterizava uma criança como “polimorfo-perversa”, não estava enunciando um preconceito: estava dizendo que o modo pelo qual o enfant se relaciona com o mundo não perpassa uma relação eminentemente “genital”, “secundária”, “adulta”. Daí o caráter “perverso”, que nada tem a ver com algum problema de desenvolvimento infantil, mas sim, com o próprio curso do desenvolvimento da criança. Tanto que Freud não é conhecido por acentuar a divisão entre o normal e o anormal, mas sim por desfazer a própria noção de “normalidade”. Sob outras inspirações, pode-se afirmar que a psicologia evolutiva contemporânea, do mesmo modo, não parte de um mero princípio patológico da sexualidade na constituição da subjetividade.
    RESPOSTA: Este tipo de discussão de psicologia está dentro do que a Biblia diz: “Não fiqueis a discutir filosofias vãs”. Há anos atrás a teoria (teoria hein!) da evolução foi materia obrigatoria nas escolas que afirmavam que o homem é uma evolução do macaco. Hoje ela já nao serve mais…agora é a do “big bam” …qual será a proxima. A Bíblia responde isso: é caracteristica do homem caido (pecador) não reconhecer seu criador e ficar a criar filosofias vãs que muitos acreditam. Depois de 57 anos de estudo das escrituras, fico com ela. Ela tem as respostas para todas as areas que precisamos. As ciencia humanas, como ela propria se define, são pensamentos de homens comuns. Daqui alguns anos surge outro Freud e aí jogam fora tudo o que Freud falou. E a Biblia continua a mesma há 3.600 anos. Mesmos preceitos, ensinos para a vida e a unica que mostra como obter a vida eterna.

    RE: Pena que você não parece compreender nem a teoria da evolução, nem a psicologia, e talvez não compreenda nem a Bíblia. Teus juízos são fáceis e pretensamente certeiros demais, sobre os três. Sobre os dois primeiros, mostram desconhecimento total. Sobre o terceiro, talvez conhecendo bem a Bíblia, não se a misture com assuntos que em nada tem a ver com ela… A César o que é de César, não? Isso não tem nada a ver com “vã filosofia”, mas apenas com tratar cada assunto em seu devido contexto.

    VOCE: A homossexualidade, segundo ela, não constitui um desvio que deve ser contido ou “curado”, mas um aspecto tão contextualizado no desenvolvimento psicológico humano quanto qualquer outro.
    RESPOSTA: Com certeza, eu citei o caso de um menino cuja mãe o tratava como menina, vestia como menina, dava boneca de presente. O que se espera de uma atitude dessas? Logico que vai influenciar o futuro de uma criança. Outro caso: apos uma pregação ao ar-livre um rapaz de uns 35 anos me chamou de lado e disse: Pastor, eu tenho um problema sério. Não consigo passar sem masturbar um só dia. Ficamos um bom tempo juntos, orei por ele, mostrei na Palavra de Deus como ele deveria agir e foi liberto completamente. Para o mundo isso é normal, para Deus isto é anormal e incomodava aquele rapaz.

    RE: Você sabia que tem muitos homens “criados como menina” que se tornam perfeitos heterossexuais quando adultos? E vice-versa? Isso apenas para dizer que as coisas não funcionam assim.

    VOCE: Não se trata, aqui, do desenvolvimento de uma disfunção ou de um transtorno, mas de uma análise lúcida que valoriza na constituição da sexualidade todos os aspectos do desenvolvimento (históricos, sociológicos, biológicos, psicológicos…).
    RESPOSTA: Mas está claro que os aspectos do desenvolvimento que voce cita resultam em alguns casos na disfunção ou transtorno porque envolve a area espiritual do individuo. O que ele está praticando? Se for algo que Deus aprova, não vai trazer disfunção alguma, exceto em casos de doenças aí é outro campo.
    RE: Novamente, falávamos de uma vida em comum, e não de doença… Aliás, complicado vocês chamarem de doença, não? Um católico não faz isso. Reconhece como “pecado”, mas nunca como “doença”.

    voce: Portanto, as diferentes discussões epistemológicas contemporâneas em psicologia não partem do juízo inicial e diretor de que a homossexualidade é uma psicopatologia.
    RESPOSTA: Para nós cristãos, o homossexualismo é um desvio do comportamento humano na sua natureza normal, ou seja, homem pratica o que lhe é previsto e a mulher da mesma forma. Não existe coluna do meio no plano na natureza.

    RE: Pois é, para você ter uma idéia a noção de “normal” só surgiu no século XIX… Difícil dizer que os antigos estavam preocupados com “doentes” e “normais”. Tratava-se bem de outro assunto (pena que você não leu o texto!)…

    VOCE: Em segundo lugar, as considerações da ABRACEH mencionam um estudo individual de Robert Spitzer sobre uma terapia de “reorientação” sexual. Spitzer havia feito um estudo em que entrevistava por telefone cerca de 200 “ex-gays”, prioritariamente cristãos, e assiduamente participantes de suas igrejas. O mesmo estudo constata que quase não ocorreram mudanças efetivas no desejo sexual da absoluta maioria dos entrevistados, como declarou logo depois o próprio Spitzer. A pesquisa - datada de 2003 - foi muito contestada por questões de falta de rigor metodológico. Algo a ser notado: tal espécie de pesquisa, em si mesma, não diz respeito a que tipo de abordagem deve ser feita, ou se deve ser desenvolvida qualquer uma, de natureza “reorientativa”; não pressupõe em si mesma qualquer técnica específica ou intervenção religiosa, seja por terapia ou por grupos de apoio; diz respeito, apenas, à “pergunta cientificamente interessante [sobre] se pode haver alguma mudança na orientação”, como afirmou o próprio Spitzer, reconhecendo como cientista que sua resposta foi ineficiente, e que a motivação de sua pesquisa não é nem pró, nem contra a homossexualidade. Algo mais: um estudo sério em relação a tal tipo de questão não deve requerer apenas sujeitos de pesquisa submetidos às mesmas condições ou tratamentos; deve pressupor que, se reversível, tal condição deve haver sem a interferência prévia de técnicas externas, pois caso contrário a pesquisa poderia ser tão tendenciosa quanto as que se faziam no século XIX com introspeccionistas treinados.
    RESPOSTA: Outra vez sou obrigado a dizer: “O homem natural nao discerne espiritualmente porque lhe parece loucura, mas aquele que é espiritual a tudo discerne”. Isto refere-se a luta entre a carne(desejo pecaminoso) e o espirito(nossa parte que liga-se a Deus). O Apostolo Paulo disse: O bem que quero fazer, não faço, mas o mal que não quero fazer, este eu faço”. Solução: a propria Biblia apresenta: Orai sem cessar, porque o Diabo vosso inimigo está ao vosso derredor, tentando tragar a quem ele possa”. “Quem está em pé veja que não caia”. Não menospreze o poder do inimigo porque estamos diariamente numa batalha e a cada noite no meu travesseiro oramos: Louvado seja Deus que hoje foi mais um dia de vitoria, na presença do Pai. Por isto temos a escola biblica que trata de todos estes assuntos para que “…não sejais como meninos que precisam de leite, sendo já tempo de se alimentar com alimentos sólidos”. Isto chama-se “crescimento espiritual”. Quanto mais se le e se aprende da Palvra de Deus, em oração mais forte a pessoa fica para resistir e vencer as tentações.

    RE: Ué, não falávamos que o estudo de Spitzer, que Justino diz ser correto, é reconhecidamente equivocado?

    VOCE: Em terceiro lugar, o discurso da ABRACEH sobre a homossexualidade não pode se legitimar cientificamente pela simples posição que - novamente de princípio, de saída - adota. Poderia-se evocar aqui as relações entre psicologia e religião; mas o presente debate não se enquadra nesse contexto: não é a religião que é chamada a deslindar-se em seus determinantes psicológicos; pelo contrário, a própria psicologia é requerida para servir interesses religiosos, quando se sustenta aqui que a homossexualidade seja “deixada”.
    RESPOSTA: Desculpe, a psicologia se desenvolveu bem de alguns seculos para cá. A Biblia como te disse já tem 3.600 anos o velho testamento e 2.000 anos o Novo testamento. Jogo 100% com voce que o uso da psicologia por uma cristã supera e em muito os psicologos não-cristãos que não conhecem principios biblicos que podem ser aplicados e são eficazmente. Voce tem duas pessoas dizendo a mesma coisa. Dra Rozangela deve ter uns 20 anos a menos que eu. Conheci um pscilogo que hoje deve estar com uns 70 anos, ele fazia exatamente o que Dra Rozangela fez. E concordo integralmente com a pratica que ela desenvolve porque deu resultado. E espero e acredito pelo discurso do Presidente da CFP que em breve esta Resolução CFP 01/99 vai ser mudada. Voce vai ver.Ele mesmo disse sobre a possibilidade disto acotnecer. Tenho a entrevista dele escrita.

    RE: Aceito a aposta! Jogo com você que um psicólogo “cristão” desses só tem a perder, porque não entende de psicologia, e arrisco a dizer que nem entende da Bíblia que tanto alardeia conhecer! Pois a mistura só mostra que não se conhece bem de psicologia. Sendo assim, não se conhece talvez nem de Bíblia (exceto alguma interpretação duvidosa de alguma transliteração em português ou inglês, sem notas de rodapé…)

    Veja o que é gritante, Pr.: NUNCA esteve em questão conhecimento algum de Bíblia. Colocar a Bíblia em questão talvez só mostre que não se compreenda a própria Bíblia… Leia acima: a medicina é lotada de pressupostos evolucionistas. Mas nem por isso um evangélico médico faz uma “medicina evangélica”. Porque com a psicologia deve ser diferente? Só se faz isso por não se conhecer NADA de psicologia. O Sr., infelizmente, mostra isso em seus comentários.

    VOCE: Se, notadamente Freud e Jung interpretam caracteres religiosos para analisá-los diante de uma teoria psicológica já dada, no caso em questão ocorre o contrário: é a própria prática que se sustenta em princípios religiosos; não há teoria alguma que sirva de fundo. Importante chamar a atenção: uma prática, que pretende ter o estatuto de científica (pois alicerçada na atuação de um profissional de psicologia), enquadra-se não nas discussões correntes, e legitimadas cientificamente, sobre a sexualidade; ela encontra seu embasamento em princípios religiosos, provavelmente a partir da posição de um psicólogo que se coloca lado a lado com caracteres evangélicos. Nesse contexto, é em âmbito religioso, e não nos fundamentos de uma discussão epistemológica, que se pode encontrar o “fundo” das práticas que buscam fazer com que certas pessoas “deixem” a homossexualidade.
    RESPOSTA: Em alguns casos voce tem razão. Porque a psiclogia por si só não seria sufiiciente para curar o individuo. É o caso daqueles que se aprofundam num relacionamento com demonios que psicologo não-cristão pode até apanhar de um sujeito assim. Agora se for cristão meu amigo, com 40 anos de serviço a comunidade brasileira, não teve um só caso que perdemos a parada. Não se iluda que a psicologia vai resolver problemas mais complexos, principalmente se envolver esses fatores espirituais, porque existem pessoas que evocam os demonios e adoram Satanás que voce espera que um psicologo sem uma experiencia real de Salvação em Jesus Cristo e firmeza espiritual vai conseguir fazer. No maximo despedir o paciente, pode estar certo.

    RE: Como no caso da mulher mencionado em um dos textos que você não leu, que no culto foi desorientada a não usar mais os medicamentos, e os sintomas retornaram todos, nao? Não vejo o que tem de “divino” na desinformação e na crendice. É tudo, como diz Paulo, idiōtou

    VOCE: Consequentemente, trata-se de práticas que podem eventualmente empregar técnicas ditas científicas, mas cujo fundo não é.
    RESPOSTA : tecnicas ditas cientificas se enquadram na resposta anterior. A ciencia não tem resposta pra tudo, ou quase nada. E ela avançou muito nestes ultimos 50 anos.

    RE: Concordo. Mas é uma pena que não está em questão o avanço ou não da ciência, mas apenas que não se pode confundir religião com ciência…

    VOCE: Isso tudo é absolutamente importante para se compreender o contexto desse tipo de “terapia” que busca fazer com que seus pacientes “deixem” a homossexualidade.
    RESPOSTA: É dever nosso, conhecendo o lado espiritual do problema do homossexualismo, compartilhar nosso conhecimento com todos para que muitos sejam abençoados no futuro.

    RE: Compartilhar conhecimento: aí está o bom ensinamento daquela passagem paulina. Mas é uma pena que compartilhar uma leitura muito particular, historicamente situada, sem critérios teológicos precisos, e humana da Bíblia não é nem abrir ao debate comunitário, nem compartilhar genuinamente (estou pensando em 1Cor 14 em voz alta… mas numa boa leitura teológica, compartilhável por todos, da versão grega).

    VOCE: Sigamos o que foi acima expresso: primeiramente, mesmo que não se fale em doença, mas de sofrimento psíquico, a valorização feita pela ABRACEH da homossexualidade é notadamente negativa.
    RESPOSTA: Negativa, com os resultados obtidos e eu citei que nestes 35 anos seguindo a mesma linha da Dra. Rozangela, os psicologos cristãos que nos ajudaram, na igreja, na Missao, no orfanato mais profundamente foram negativos? Mais de 100 pessoas deixaram a homossexualidade que queriam deixar e não conseguiam. Se fosse hoje, provavelmente se suicidariam porque a CFP 01/99 proibe ajuda a homossexual por psicologos. É o cumulo.

    RE: É o cúmulo mesmo, rsss

    VOCE: O fundo dessa negatividade não se dá em nenhuma teoria psicológica, nem nos manuais estatísticos de transtornos mentais, nem na aplicação de uma técnica; no caso da ABRACEH são as técnicas que, por sua vez, devem sua própria existência a esse caráter negativo (que, como vimos, trata de uma ligação muito provável entre práticas psicológicas e o intuito de realizar uma psicologia de motivações evangélicas - caso isso exista).
    RESPOSTA: Não, é uma associação do que se pode usar da psicologia e o que a psicologia não resolve mas Deus resolve, como ja afirmei acima.

    VOCE: Quando um psicólogo recebe em seu consultório um paciente que sofre por questões relativas à sua condição sexual, não julga de saída quais opções são ou não sadias, ou, em outras palavras, quais opções devem ser valorizadas negativamente ou não: a homossexualidade não é questão a ser deixada, mesmo que os preconceitos sociais decorrentes tragam sofrimento ao paciente.
    RESPOSTA: A homossexualidade deve ser deixada em qualquer situação. Ela, para nós cristãos e catolicos é um desvio espiritual e de conduta humana tambem, pois primamos pelos valores da familia sem influencias que fogem ao natural, isto é homem tem relação com sua esposa, e mulher com seu esposo. Fora disto, a Biblia afirma que é pecado (ou seja está fora do alvo de Deus).

    RE: Está errado, Pr. Um católico não compartilha de suas idéias. Pelo menos o bom católico. Ele reconhece a homossexualidade como pecado. Mas não obriga, quer dizer, não “ajuda a converter “”por escolha”"”, ninguém. Ela resigna-se a dizer que alguém nessa orientação não deve desenvolver condutas sexuais, do mesmo modo que na sexualidade “não pecaminosa” não se pode ir às vias de fato até o casamento. Talvez exista alguma linha diferente, no catolicismo. Mas destoa dessa linha maior.

    VOCE: Como consequência, criar espécies de “grupos de apoio”, especificamente aos que buscam “deixar” a homossexualidade, não é tarefa legítima de um psicólogo, sob pena de lançar mão de um preconceito manifesto.
    RESPOSTA: Concordo se ele nao for cristão. Se for, será uma benção os resultados, como tem sido há 40 anos.
    VOCE: Seja qual for a linha de trabalho de um psicoterapeuta, de saída ele já sabe que não pode partir de valorizações negativas, sob pena de sacrificar todo o processo terapêutico. Mesmo que um paciente apresente comportamentos homossexuais, mas não corresponda a uma “estrutura”, ou à constituição de uma “identidade” relacionada a tal condição, não cabe ao terapeuta ter oferecido, de saída e sem qualquer crítica prévia, a palavra “deixar”.
    RESPOSTA: Com certeza, assim é que atuam os psicologos que trabalham conosco e Dra. Rozangela trabalha assim tambem.

    RE: Mas vocês já oferecem a linha mestra de “deixar”, não “deixando”. É o leitmotiv de vocês, só isso. E tudo isso.

    VOCE:Torna-se não mais um psicólogo (nesse contexto, um profissional de ’saúde mental’ que oferece psicoterapia e orientação), mas talvez uma espécie de agente que apenas emprega técnicas psicológicas, para servir mascaradamente a propósitos, por exemplo, religiosos.
    RESPOSTA: Até aqui não lhe disse, mas guarde bem isso. Nós detestamos religião. A maioria dos autenticos cristãos tambem. Cristo escreveu o capitulo 23 de Mateus todinho contra os religiosos. Nós somos praticantes do Cristianismo. E Cristianismo é um modo de vida e não religião apesar de vários o tratarem de religião, mas a Biblia toda não diz isso. COMO JA LHE DISSE NÓS EMPREGAMOS AS DUAS PRATICAS : a Psicologia e os principios da Palavra de Deus. Nossos psicologos e nem nós nunca desejamos converter ninguem porque nós sabemos que isto tem de ser realizado pelo Espirito Santo de Deus se não vai dar tudo errado depois.

    RE: Jesus escreveu Mateus? Aí ficou complicado. Mas você sabe muito bem a que a passagem se referiu, Pr!.

    VOCE: O que aqui foi dito torna necessário fazer duas últimas considerações: (1) mesmo que nos coloquemos em qualquer horizonte de um debate contemporâneo sobre a homossexualidade, seja tal condição mutável ou imutável, seja detentora de uma essência ou de um padrão comportamental, seja questão estrutural ou funcional, a questão do “comportamento” ou da “identidade” sexual deixa um ponto pacífico: independente da perspectiva teórica adotada, a questão da escolha sexual não implica nem em “disfunções”, nem em “transtornos”, nem na necessidade de uma “cura”.
    RESPOSTA: Este não é o pensamento dos cristãos, judeus e catolicos. E é uma pena voce sabendo agora que um homossexual pode voltar a ser heterossexual deixa-lo perecer em sua orientação errada, no ponto de vista Biblico.

    RE: Epa, errado está o Sr.! Homossexualidade nunca foi disfunção, transtorno ou doença, nas religiões judaico-cristãs. Pode ser pecado. Mas disfunção e doença são noções apenas surgidas no século XIX ;)

    VOCE: (2) Uma discussão religiosa da sexualidade se dá em outro nível, isto é, dentro de um debate religioso. Quando vamos ao médico, não pedimos a ele que ignore a teoria da evolução - e, portanto, toda a medicina moderna - em nome do criacionismo; e, quando vamos à Igreja, não pedimos ao Padre uma explicação científica de nossa própria fé.
    RESPOSTA: A questão que está em jogo aqui não são os argumentos se é certo ou errado usar a fé genuina em Deus para que a pessoa fique liberta do homossexualismo. A questão é a de sabendo que se pode ajudar, omitir-se porque “o mundo disse que o homossexualismo não tem cura”. o Mestre disse: O mundo jaz no maligno. Com certeza onde estiver uma vida que estiver precisando de ajuda, lá estaremos, venha o que vier, que julguem os que quiserem julgar. Cristo foi perfeito e mesmo assim o matarm em uma cruz, image nós, imperfeitos, mas somos aperfeiçoados nele, dia a dia. Deus seja louvado.

    RE: É isso, Pr! Ajudar é não desorientar. É saber separar os significados da religião e do pecado, de um lado, e de uma vida normal, de outro. É mostrar que “homossexualidade” nada tem de doentio ou demoníaco. É ajudar alguém a ter clareza em suas escolhas, sem condenações morais prévias (condenações que vocês fazem, “não fazendo”). Vocês dizem não forçar nenhuma escolha, nenhum resultado. Mas veja só quantos preconceitos nesse teu comentário! “Influência maligna”, “possessão”, “doença”. Vocês já fizeram as escolhas pelos outros. E isso é bem pouco cristão. Seria muito mais cristão reconhecer as diferenças e os próprios limites. Como você disse, mas no fundo infelizmente não sustenta, cabe a cada um se orientar sobre a própria vida. Um psicólogo verdadeiro, cristão ou não (isso é o que menos deveria importar, pois falamos de psicologia, e um cristão honesto saberia as diferenças), faria isso. Se não, apenas está confundindo, apenas ocupa o lugar do idiōtou.

    Obrigado,
    Um forte abraco,
    Pr. Alberto Thieme
    email: thiemeus@yahoo.com

    Made on August 9, 2009 @ 6:51 am

  25. Alisson Says

    Opa,
    Gostaria de retomar o abaixo-assinado. Pode colocar meu nome abaixo de seu texto. rsrsrs
    Quanto aos comentários, parabéns Catatau, estamos tendo uma bela aula de como se debate e se constrói a ciência.
    Que a Força esteja sempre com você! (meio religioso, não?)

    Made on August 10, 2009 @ 12:12 am

  26. :Pr.alberto Thieme Says

    Katatau,
    Vi que voce gosta mesmo do que faz. Caramba, voce respondeu item a item. Penso que voce entendeu bem 1 corintios cap.2 versos 14 e 15: “Ora o homem natural não “aceita”as coisas do Espirito de Deus, por lhe são loucuras, e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualment. Porem o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém”.

    VOCE DISSE: RE: Olá Pr. Alberto Thieme! Olha, lendo um texto como esse seu, creio que é difícil alguém que não se sinta estupefato: como assim, quer dizer que seres humanos com atração por pessoas do mesmo sexo sofrem de possessão demoníaca? Não é por nada, mas aí é bem fácil entender porque você recebe respostas “agressivas” dos GLT.
    RESPOSTA: E'’ a primeira vez que escrevo isso a uma pessoa e pensei que voce fosse apenas psicologo e já lhe pedi cuidado no que voce diz a meu respeito. Não, eu fui maltratado, porque a Biblia diz que este é o carater dos homossexuais que estão mais afundados no lamacal do pecado homossexual. Assim como a aparoximação de uma pessoa para com Deus é gradual a Biblia mostra que com os demonios é a mesma coisa. Com certeza, todo homossexual tem influencia demoniaca, outros tem possessão demoniaca. São coisas diferentes. Mas os dois casos podem ser libertos igualmente porque o que opera em nós e muito maior do que aquele que opera no mundo (Satanas e seus demonios).

    Será porque eles são “possuídos”, ou porque esse teu juízo é EXTREMAMENTE preconceituoso?
    Não, além da Biblia mostrar isto claramente em variados textos, eu lhe disse que passei 15 anos pregando em praca publica com um grupo de 40 jovens bem preparados espiritualemtne e biblicamente. Já lhe convidei a conhecer (viver) uma vida orientado pela Palavra de Deus que voce vai gastar seu tempo na construção de sua geração. Eles estão clamando por isto e infelizmente a Psicologia sozinha não pode fazer muito. A psicologia estuda o comportamento humano, a Biblia mostra o espiritual. Leia II Cor. 10: 3-5. Já falei isto varias vezes pra voce.
    VOCE DISSE:
    E tem outra: não está em questão se alguém acredita em possessão ou não. Aliás, “acreditar” em possessão, aí está um tema que a psicologia explica muito bem. Não a favor dos crentes, diga-se de passagem. RESPOSTA: Muito bem do ponto de vista humano (psicologia é ciencias humanas) como pode responder coisas espirituais? Isto é contraditorio. Ah…como gostaria de ver voce enfrentar uma cara endemoninhado pra valer como enfrentamos porque ele veio nos atacar. E nenhum (nenhum mesmo) prevaleceu, porque “Se Deus é por nós quem será contra nós”. Não se meta nisso porque voce pode acabar apanhando como documenta as escrituras quando uns caras quiseram espulsar os demonios de um cara e acabaram levando uma surra. Conhece este texto? Comecei com o texto do homem espiritual por isto. Voce sabe o que é homem espiritual e homem natural? Sério mesmo, não estou menosprezando seu conhecimento de Psicologia que voce é um mestre. Conhece alguns textos biblicos, voce citou I Cor 14 que começa falando dos dons espirituais. Conseguiu entender os versos 1 e 2? Depois me diga por email para nao tomar muito espaco de seu BLOG. Meu email: thiemeus@yahoo.com. Sério mesmo, gostaria de continuar o dialogo contigo. Vejo que nos dois vamos gannhar com isso.

    Me passa seu email porque vou ocupar muito espaço do seu BLOG. Exceto se não fizer questão então continuarei amanha ou depois.
    Catatau, “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.Joao 8:31-39. Disse Jesus: Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida, ninguem vem ao Pai se não por mim”. Por fim, já lhe pedi que não teça críticas quando alguem comete um pequeno erro. Eu dizer que Jesus escreveu Mateus…é lógico que foi Mateus que escreveu o que Jesus falou em um capitulo inteiro em Mateus 23. Caramba, tenha sensibilidade e não apegue a pequenos detalhes para baalizar meus comentarios. Não estou aqui competindo com você, não. Estou expondo um ponto de vista e leva-lo a considerar o que a Palavra de Deus fala sobre os assuntos aqui abordados. Voce pixa a Dra. Rosangela. Por que não a procura para falar pra ela, cara a cara, o que voce falou aqui. Lógico que estou aqui para defende-la pois a conheço e sei o quanto ela fez por seus semelhantes. Quantas pessoas que não tinha dinheiro e precisava de ajuda (familias inteiras) e ela deixou de ganhar para ajudar. Malhar é facil, meu amigo, mas botar a mão na massa e ajudar os que estão morrendo sao poucos. E se ela foi até as ultimas consequencia pesno que dá para desconfiar que ela sabe onde está pisando. Voce já leu os comentarios sobre ela no Google. Tem um monte de gente a favor dela, parabenizando-a pela coragem e para concluir o Presidente do CFP (de sua entidade) disse que é possivel, sim, que no futuro esta Resolução CFP 01/99 venha a ser mudada. E ai? com que cara vão ficar os perseguidores dela? Por isto a Biblia diz que “…quem busca conselho sabio é” …”e que na multidão de conselhos há sabedoria” e “quem se precipita peca”. Dominio proprio é uma das virtudes que o Espirito Santo dá aquele que o busca de coração. Galatas 5:18 em diante, fala sobre as obras da carne(nosso desejo pelo pecado) e o fruto do Espirito (no singular). Leia, lá amigo e pouco a pouco voce vai compreender. Compreendo sua defeza, ms não seja como Paulo que depois de participar na morte de Estevão, deu a vida pelo Evangelho. Muito obrigado. Pr. Alberto Thieme, email: thiemeus@yahoo.com.

    RE: Olá Pr!
    Em primeiro lugar, creio que você novamente compreendeu mal. Não está em jogo nenhum “ataque” a Justino, mas à psicologia evangélica. Se Justino se diz “psicóloga evangélica”, o problema é apenas a psicologia evangélica, nada mais. O valor de um debate é precisamente as idéias, a troca e o convencimento, e não ataques pessoais. Não conheço Justino, não pretendo conhecê-la, e não faz diferença conhecer ou não. Em nenhum dos textos do Catatau existem “ataques pessoais”. Basta ler. Esses textos não “atacam” a ela, mas à confusão feita entre psicologia e religião, confusão que a prática dela é apenas um exemplo. Lembra o que eu disse ontem sobre os termos gregos empregados por Paulo em 1Cor? Pesquise-os novamente. Eles são ótimos para dizer que um debate não deve ser de estados de espírito particulares ou “pessoais” (olha Paulo dizendo que não importa estado ιδιωτου de πνευμα , de mas de inteligência e idéias, de νους na ἐκκλησία. Dizer “eu penso”, “eu acho”, “eu vejo assim”, “nós vemos assim”, não vale. Vale apenas idéias compartilhadas, razoáveis e comunicáveis por todos. Não vale o que se “quer” que o debate seja, mas o que o debate É. Nem sou eu quem está dizendo isso. É Paulo.

    O Sr. fique à vontade para conversarmos por aqui. Só não vale uma coisa: idéia repetida. Não quero ficar retornando indefinidamente às mesmas idéias, com o Sr. passando por cima delas. Isso é um debate, não? Estamos discutindo um contexto muito bem delimitado, que é a relação entre psicologia e religião, e a impossibilidade de mistura. Nunca se atacou que alguém possa ser católico ou evangélico ou muçulmano, ou o que quer que seja. Isso está muito claro. O que é problemático e defendemos aqui é que nenhum bom teólogo compartilharia de posições como essas que você apresentou. Não porque não se pode discutir tuas posições em um debate doutrinário, mas simplesmente porque não estamos em um debate doutrinário, e você confunde dois níveis: psicologia e religião! Sem contar que você emitiu um preconceito severo e uma crença imprecisa (homossexuais tem “influências malignas” e coincidências com a dinâmica dos drogadictos), creditando certas reações agressivas dos GLT à “possessão”, “influência demoníaca”, ao invés de notar que tua própria crença é deveras agressiva para com essas pessoas.

    Estamos abertos para discussão! Se quiser responder aos outros questionamentos de ontem, o espaço está aberto. ;)

    Made on August 11, 2009 @ 10:26 pm

  27. Guilherme R. Brunoni Says

    Concordo com os colegas evangelicos e tementes a Deus. Devemos seguir a Biblia. Na Biblia diz que os homossexuais são pecadores, impuros, e merecem o castigo divino. “Eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.” Genesis [13:13]; “Deus mata todos em Sodoma e Gomorra” Genesis[19:4-5, 19:24-25]. A bíblia nos ensina, devemos matar e castigas os homossexuais, esta é a VERDADE.

    Também sou a favor do resgate aos bons costumes, nossa sociedade está muito tentada pelo Demonio, meninas e meninos perdendo a virgindade cada vez mais cedo, caindo no mundo das drogas. Todo o homem tem o DIREITO de se casar uma mulher virgem, e se sua esposa não for virgem, o homem tem o DIREITO de castiga-la. Está tão claro em Deuteronômio 22:20-21 “Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte.”, ou mesmo quando Moisés em Numéros 31:17-18 diz aos seus soldados “Agora, pois, matai todos os varões de entre as crianças e toda a mulher que tenha tido relações com homem; mas conservai com vida, para vós, todas as donzelas que não tenham conhecido varão.”.

    Defendo os valores biblícios como expressão da verdade divina, onde a mulher deve ser sempre SUBMISSA ao Homem, que lhe tem direito de posse. I Pedro 3:1 “As mulheres tem de ser submissas aos vossos maridos.”

    O mundo está perdido, devemos retornar aos ensinamentos e compreendender que o Senhor destinou alguns homens a serem escravos, as mulheres submissas, os homossexuais mortos, e os filhos impuros assassinados. Como não aceitar a VERDADE ABSOLUTA destes ensinamentos? Apoio integralmente a psicóloga que também deveria praticar o apedrejamento dos adulteros em seu consultório, conforne a PALAVRA de DEUS.

    Fé em Deus e na Biblia irmãos.

    Made on January 18, 2011 @ 1:13 pm

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