April 28, 2006
Reinhard Maack e a memória negra no Museu Niemeyer
Fui ontem ao Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba, conhecer uma exposição bastante divulgada: "Para Nunca Esquecer - Negras Memórias, Memórias de Negros". O chamariz atrai, uma exposição em pleno Paraná (estado bastante recente), mostrando memória e material histórico relativos à questão da escravidão.
A exposição apresentava uma série de gravuras em alta resolução, copiadas de uma série de pintores consagrados. Esporadicamente, um ou outro objeto remanescente, e, por fim, exposições de vários artistas que relacionam sua arte com a questão do afro-brasileiro. Tema e motivos maravilhosos, não fosse um detalhe crucial: a grande maioria dos motivos expostos não continha qualquer tipo de legenda, indicando autor, procedência, época, estilo… Quem vai lá ansioso para encontrar informações sobre a história brasileira fica simplesmente perdido, em meio a um emaranhado de imagens e esculturas justapostas, mas carentes de identificação. Realmente, uma pena. Ficou tudo meio estereotipado, como se a questão do estatuto histórico do afro-brasileiro fosse algo meio auto-evidente, e sem grandes detalhes a comentar. O espectador merecia mais.
Já a exposição foto-videográfica "A história ambiental do Paraná de Reinhard Maack" impressiona. Para quem gosta de fazer trilhas no Paraná, emociona. Embora organizada de modo um tanto disperso (em vários andares), a exposição traz fotos de várias expedições, material videográfico cheio de referências, objetos e pertences de Maack. Saber que Maack foi um dos primeiros a subir o Pico Paraná, e acompanhar a descoberta de que há pelo menos "11 morros mais altos que o Marumbi", é uma informação deliciosa. Como ver fotos tão bem elaboradas a partir de arquivos dos idos de 1920/30.





7 Comments »
Leandro Says —
Ei, até onde eu sei é proibido tirar fotos no museu! Que feio…
Estou precisando dar uma passada no MON, desta vez não quero ignorar mais uma boa exposição como esta.
Abraço!
Made on April 28, 2006 @ 4:14 am
_Maga Says —
Essa foto impressiona. Que coisa.
É interessante o nosso estado ser tão novo. Curitiba, Ponta Grossa, nem tanto.
Mas outras regiões onde morei como o sudoeste do Paraná e o Norte, são novissimas. Isso dá uma noção de cidade muito diferente. Quando fui pra Goias e pela primeira vez morei em uma cidade com mais de 100 anos foi algo realmente impressinante… adoro saber da história das coisas, das cidades, dos povos. Acho que, em geral, só nos envolvemos com coisas que conheçemos. Por isso vou desvendando as histórias por trás das fachadas, para me interar da vida que vivo hoje.
Um beijo
Made on April 28, 2006 @ 5:46 am
Administrator Says —
OI Leandro e Marcela!
Realmente, a foto de cima foi tirada no museu (shhhhhh, não contem pra ninguém!!)
Oi Marcela,
Com certeza, cidades como Paranaguá, por exemplo, são bem mais antigas, bem como a colonização do litoral, e um pouco depois, Curitiba e região. Já o interiorzão - a maior parte do estado - só foi colonizado nos séculos XIX/XX, mais ou menos com a vinda de europeus e descendentes, ou, em outras palavras, após a Abolição.
Acho que é mais ou menos por aí…
abração
Made on April 28, 2006 @ 12:29 pm
Alessandro Casagrande Says —
Não esquenta com relação a fotografia, aliás ela ficou bem ruizinha ne !
Abrs
Curador da Exposição Maack
Alessandro Casagrande
Made on April 28, 2006 @ 2:27 pm
_Maga Says —
Sim, Londrina tem 71 anos… e no sudoeste, as cidades um pouco mais proeminentes, como Pato Branco, não chegam a isso!
Tudo reluzindo de novo
Beijos
Made on April 28, 2006 @ 4:58 pm
… Says —
Essa foto da onça vc tirou no museu? I don’t remember!
Made on April 29, 2006 @ 12:58 am
Administrator Says —
Na verdade, retirei a foto de baixo do próprio site do Museu Niemeyer!
beijão,
Made on April 29, 2006 @ 7:19 am
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