É interessante como a mídia maior brasileira tem tratado as novas candidaturas à presidência. Em primeiro lugar, de longe, há vários meses, o duelo Lula x Alckmin vem sendo preparado. Anteriormente, de um lado estavam os destaques intermináveis para os meandros do PSDB. De outro, denúncias ao PT misturadas com suposições de Lula para reeleição. Aos outros partidos e candidatos, o destaque era - sem motivo aparente - muito reduzido, dividindo-se, em ordem decrescente, entre os debates no PMDB, às vezes uma ou outra consideração relativa ao PPS, e raras reportagens sobre outros partidos.
O panorama das eleições 2006 está se configurando. Cristovam Buarque, no PDT, e Heloisa Helena, no PSOL, dividem a "esquerda" com Lula. O PFL apóia o PSDB, repetindo velhas alianças. O PPS mostra-se um partido sem identidade, como outros, que mudam de apoio conforme as conveniências. Mas, num país que se diz "democrático", os pesos e as medidas já estão configurados na própria visibilidade conferida aos candidatos. É só perguntar para qualquer brasileiro que o leitor verá o peso dividido entre Lula e Alckmin. Nisso, em um país democrático, não era para haver uma mesma visibilidade na mídia para todos?