November 20, 2006
As Ilhas Míticas do Atlântico e a América fantástica
link: /as-ilhas-miticas-do-atlantico/
O Rui Martins está criando uma série de posts de história com informações sobre cartas marítimas anteriores a Colombo. Dentre uma ou outra, menções ao que poderia ser a América, muito antes de sua "descoberta" formal. Muito interessante conferir!
A descoberta da América numa expedição do filho de Eric, Leif, e a existência de uma série de outras viagens que se lhe sucederam, incluindo a colonização liderada por Thorfinn Karlsefni do Labrador, tinham como objectivo explorar as águas próximas a Groenlândia. Discute-se qual o extremo sul dessas expedições, sendo geralmente aceite que não teriam ultrapassado o Sul da Nova Inglaterra. (…)
Aliás, ao olhar do homem europeu a América sempre foi situada entre o misterioso e o fantástico. Há pouco mencionamos um texto de Pero de Magalhães caracterizando o "Brasil" entre o sacro e o profano: chamaríamos essas terras pelo nome vulgar, o de um pau que se parece com o braseiro ("pau-brasil") e é mero produto a ser extraído e exportado, ou o nome correto daqui deveria ser Santa Cruz? Ficamos com o vulgar, o desvalido, o mundano (o carnavalesco?), ou tornamos essas terras algo digno de um Projeto (para Pero de Magalhães, um projeto sacro)? Problemas sobre o Brasil que se colocavam já no século XVI…
O mesmo Pero de Magalhães descreve um outro monstro (postaremos sobre ele depois), mencionado por Jean Marcel Carvalho França num ensaio que também é sobre o papel fantástico da América. Vale a pena ler, e garimpar as referências…
De sereias a monstros, de riquezas infinitas a bizarrices em geral, a América, desde muito cedo, talvez desde os tempos em que o próprio nome América, cunhado em 1507, se colou à terra, tornou-se, aos olhos do europeu, o abrigo de todos os possíveis -dos positivos e dos negativos. Foi, por certo, essa América das infinitas possibilidades que impulsionou o sonho jesuíta de encontrar no Novo Mundo um enorme e manso rebanho de almas a converter, um rebanho que somente aguardava o ímpeto missionário dos discípulos de Loyola para criar o reino de Deus na terra.









Rui Martins Says —
Obrigado pelo destaque!…
E sabes qual é de facto a origem da palavra “brasil”… vem de brasa e descrevia um tipo de madeira que era de côr vermelha, logo, “pau brasil” -> “brasil, a terra das árvores de madeira vermelha”…
Re: Exato, Rui… como está escrito já na menção ao livro de Pero de Magalhães… Curioso é como é que, de nome vulgar, passou a nome oficial!
Made on November 20, 2006 @ 5:39 pm
Wal Says —
Ei! Obrigada pela visita lá no meu espaço rosado! Olha só, Parintins é uma cidadezinha
zinha deste tamanhinho. Uma graça! Pra quem gosta de agito, ela só é legal em junho,
O BOI, já ouviu falar?! Um detalhe… As ruas ou tem casas vermelhas, ou tem casas azuis
Ps: Se decidir ir pra lá, cuidado pra não passar de vermelho numa rua toda azul ou vice-
-versa… O povo de lá leva essa rixa muito a sério… Ehehehe… Abraços.
Made on November 21, 2006 @ 4:22 pm
leandro Says —
Lembra de um cartaz que tinha nas históricas paredes do CAP? “Brasil: o único país com nome de árvore!”
Made on November 21, 2006 @ 5:42 pm