April 30, 2007
O Símbolo e o Esoterismo
Nos posts sobre o Livro de Jó desenhado por William Blake, mencionei que seus desenhos carregavam toda uma carga esotérica. Como na imagem acima: o sol, a lua, a árvore e os instrumentos, os animais, as cores, os indivíduos representados, teriam apenas o papel de mostrar uma história? Ou haveria algo mais? Continuando o assunto, lembro-me diretamente de um texto de Richard Khaitzine já mencionado por aqui ("Língua das aves e linguagem do brasão").
Esse texto é muito interessante porque se coloca no meio de uma série de debates. Um deles é o do papel do símbolo na arte. Para Khaitzine, toda uma série de artistas envolvidos com aspectos esotéricos - dentre eles, vários pensadores, literatos e artistas dos séculos XVIII e XIX - desenvolveriam uma linguagem cifrada, cujo segredo de decifração caberia essencialmente aos ditos "Iniciados". Seria um longo costume do ocidente - até mesmo o caracterizaria, frente a outras sociedades - esse fato de uma verdade por detrás do símbolo, ou por símbolos que carregam muito mais do que aquilo que apresentam. Aí está. Haveria uma série de sentidos adicionais além da simples aparência dos elementos desenhados por autores como Blake. E o mais interessante, tais sentidos adicionais não seriam acessados por todos, mas apenas a partir de certos princípios iniciáticos.







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