Em um
post que perdura já há algum tempo no Catatau (recomendamos enfaticamente a leitura, pois é o complemento do presente texto), mencionamos uma "psicóloga evangélica" que tenta argumentar que a homossexualidade pode ser "deixada". A homossexualidade, segundo essa psicóloga, seria um
transtorno, de ordem
egodistônica, e traria duas consequências:
(1) por seu caráter
egodistônico, traria sofrimento psíquico ao "homossexual", diferente do que o
DSM caracteriza por transtornos de personalidade, por exemplo,
(2) precisamente pelo caráter egodistônico, a homossexualidade poderia ser "deixada".
Para "deixar" o transtorno homossexual, a psicóloga recomenda - a partir de citações da Bíblia e um leitmotiv evangélico - um Grupo ou Movimento de Apoio, frequentado em grande parte por evangélicos que buscam "deixar" sua condição.
No texto mencionado acima, buscamos argumentar como essa psicóloga evangélica parte de pressupostos profundamente equivocados, sem base teórica alguma, e buscando submeter a prática psicológica a práticas pastorais evangélicas. Como também
já argumentamos por aqui, outras são as relações entre religião e ciência.
Mas gostaria aqui de chamar a atenção a outro aspecto: o do sofrimento psíquico dos homossexuais. É a partir do sofrimento psíquico que essa psicóloga busca definir o caráter egodistônico da homossexualidade. Dado que um homossexual sofre por sua condição, seu sofrimento é pelo menos de duas ordens: (1) o da valorização social negativa conferida à homossexualidade (o preconceito, as chacotas, etc.), e também (2) o da valorização moral negativa (diversas religiões não aceitariam a presença de homossexuais, e considerariam isso pecaminoso). Em outras palavras, um indivíduo homossexual sofre por problemas de pertença social e moral junto às outras pessoas, a ele próximas ou distantes.
Salta aos olhos, entretanto, como o problema não é "egodistônico", simplesmente porque um transtorno psíquico é diametralmente diferente de um problema que acarreta sofrimento psíquico. Um deficiente ou um desempregado podem encontrar dificuldades sociais das mais diversas ordens; essas dificuldades podem acarretar diversos tipos de sofrimento (episódios depressivos, por exemplo). Mas com isso não se diz que a deficiência ou o desemprego são transtornos. O mesmo ocorre com a homossexualidade. Não está em questão aqui o fato de se pode ser deixada ou não; simplesmente não faz sentido a discussão de "deixá-la" segundo o preconceito a ela direcionado. O fundo do sofrimento psíquico do homossexual não é um transtorno, mas a internalização da desvalorização social e moral que enfrenta. Vale repetir: é pelo preconceito (internalizado ou apenas recebido), e não por um transtorno ou disfunção, que um indivíduo homossexual sofre. Em si mesma, essa condição não traz sofrimento algum.
Daí cabe muito bem o comentário de um leitor do blog (o JC), que ilustrou o caráter do preconceito. Cito:
Aparentemente, aqueles que se sentem ofendidos pelo texto não percebem algo que é básico, em ciência: alegações exigem provas. Onde estão as provas de que a homossexualidade é um estado patológico? Sofrimento por preconceito tem correlação com a homossexualidade assim como o preconceito racial tem correlação com afro-brasileiros, p.ex. Daí sugerir que esse sofrimento é inerente à sua condição, seria também uma (descabida) justificativa para um “terapia de conversão dos afro-brasileiros”.
Então, onde se encontram provas de que a homossexualidade é uma condição patológica (falo de ciência e não religião)? Hmmm….acho que ninguém vai responder a isso…
Em outras palavras, não basta evocar uma terapia (conceito científico) com base numa valorização moral negativa (religião); ou, em outra ordem, nem toda situação que implica sofrimento psíquico é necessariamente um transtorno. Nesse sentido, se a raiz do sofrimento psíquico está no preconceito (internalizado ou não), não haveria muita diferença entre propor terapia reparativa para qualquer tipo social alguma vez discriminado…
Aqui reside outro equívoco relacionado aos que creem numa homossexualidade como transtorno egodistônico: o preconceito infundado de que psicólogos não "tratariam" homossexuais. Ocorre que um psicólogo não "trata" um homossexual - ou qualquer outra pessoa - com base em um preconceito prévio sobre determinada condição, seja qual for. Psicólogos não "tratam" homossexuais para que estes "deixem" sua condição (nem para que não deixem, isso, de saída não importa, tal como já há 100 anos todo psicólogo sabe, grosso modo, que um padrão estrutural é bem diverso de um padrão sintomático); "tratam", sim, de indivíduos com diversas ordens de sofrimento psíquico que buscam uma relação mais autônoma com o mundo.
Os textos aqui mencionados, junto a esse, impõem uma conclusão: não há terapia reparativa que não passe, em uma ou outra instância, de mito. Muito mais proveitoso seria, para certas correntes evangélicas, admitir a prática "reparativa" como prática exclusivamente evangélica. Seria maior honestidade, inclusive, para com os fiéis. Não há ciência alguma que a suporte (apenas um possível emprego equivocado de uma ciência chamada psicologia); apenas valores (e preconceitos) morais. Mas, se um dos principais elementos do sofrimento psíquico de um homossexual é o preconceito moral, a prática evangélica deveria perguntar para si mesma o que está fazendo quando busca "reparar" um homossexual. Algumas das calmas descrições de Thomas Merton - um monge cristão - sobre o mundo, e várias palavras do próprio Evangelho sobre o julgamento de nós homens às decisões de nosso próximo, impõem uma boa resposta.
Caminhante Says —
Olha, o tal leitor que procura provas até poderia encontrar - quanto mais se recua no tempo, mais fácil é encontrar textos científicos que “provam” a patologia da homossexualidade, a inferiodade feminina e de negros.
A ciência também acompanha preconceitos. O que a psicóloga evangélica faz é estar de acordo com esses mais antigos…
Re: Com toda certeza, Nanda. Inclusive não se pode dizer que hoje a ciência é destituída de preconceitos. Mas esse assunto se dá em outro nível: o da ciência deliberadamente submetida a preconceitos. O que você acha a respeito?
Made on May 20, 2007 @ 12:16 am
leandro Says —
So uma leve correção: Thomas Merton é um monge e não “um monte cristão”, hehehe
Abraço!
Re: Em que vc quer pautar a diferença, Leandro?
abração,
Made on May 20, 2007 @ 3:48 pm
Johnnie Says —
Lendo o texto “com os olhos” dos seguidores desta psicóloga (com “p” minúsculo), e talvez com os dela própria (este é um exercício mental doloroso), o contra- argumento seria “uma pessoa negra não escolhe ser negra, assim como também um deficiente físico e um desempregado”, não envolve “livre arbítrio”, eles adoram utilizar este conceito. Argumentariam que a origem genética da homossexualidade não está comprovada, e de fato não está, e se estivesse interpretariam a causalidade genética sob o prisma da patologia genética e não de uma determinação genética pura/ não patológica , estaria mais associada à síndrome de down, Klinefelter, ou síndrome de Patau, e não à cor dos olhos, com da cútis, estatura, etc. – enfim, por mais que a ciência avance, sempre haverá uma tendência a uma interpretação errônea por parte de gente que se recusa terminantemente a ver a homossexualidade como uma orientação sexual sadia e natural, tal como a heterossexual.
Mesmo caso fosse conclusiva a interpretação psicosocial da homossexualidade, ou composta, genética + psicosocial, passaria longe destas pessoas a noção de não intencionalidade, inconsciente, etc.
A “Terapia de reversão” é um absurdo porque distorce, intencionalmente, conseqüência de causalidade. O preconceito e a egodistonia são conseqüência e não causa, portanto, não são aspectos válidos para se determinar uma patologia. O DSM vai neste caminho, tanto é que outras patologias que também vitimam as pessoas de preconceito e de não aceitação, possuem outros critérios norteadores e que as qualifica enquanto patologia.
Caso seguíssemos a “lógica” desta psicóloga para se determinar uma patologia, haveríamos que incluir aí vários comportamentos. Que tal pessoas “tatuadas”, “metaleiros” e punks??? E porque ela só utiliza esta sua lógica canhesta com relação aos homossexuais? A resposta é mais simples do que poderíamos imaginar! Simples, porque sua religião diz que é pecado e já que o pecado não está legitimado pela ciência, ela inverte intencionalmente para “doença”, sem nada que suporte esta decisão!
Vejamos o caso da TOC:
“Segundo o DSM-IV, o transtorno obsessivo compulsivo tem, como características essenciais, obsessões e compulsões recorrentes suficientemente severas para causarem grande sofrimento para a pessoa. As obsessões e compulsões consomem tempo (mais do que 1 hora por dia), e interferem significativamente na rotina normal da pessoa, com seu funcionamento ocupacional, atividades sociais ou relacionamentos habituais.”
Enfim, são as obsessões, bem resumidamente, que qualificam a patologia!
Um homossexual,quando supera as barreiras impostas pela sociedade preconceituosa, seja através de informação ou de psicoterapia, não possui distúrbio algum/ prejuízos decorrentes de sua orientação sexual.
Brilhante o texto!!!
Re: Oi Johnnie,
Valeu por ter postado suas considerações também por aqui. Em relação a “negros”, por exemplo, a questão não é a genética, e sim o preconceito. Nisso, tentei me deter à sacada muito boa do JC a respeito de que, se o fundo do sofrimento é o preconceito, então - revertendo o argumento de gente como Justino - qualquer pessoa que sofre preconceito deveria fazer uma “terapia” para deixar de ser alvo de preconceitos. No fundo, seria o mesmo fundo dos ‘tatuados’, por exemplo. Isso não ficou claro no texto?
um abraço,
Made on May 20, 2007 @ 5:17 pm
Anonymous Says —
Interessante como um texto que teve como intuito reparar os males causados por uma psicóloga homofóbica também atrai racistas e misóginos!!!
Re: Caro amigo, você leu o texto, não é mesmo? Se a leitura do título - e só do título - pode fazer isso, é para mostrar o fundo comum de um conjunto de preconceitos. Nisso, o título foi proposital, para chamar a atenção ao absurdo desse tipo de preconceito. Mas não vejo esse tom no corpo do texto, concorda? Caso não, poderíamos conversar a respeito, e posso alterar o texto, ok?
Mas penso que um racista que lesse o texto ficaria profundamente desapontado com seu próprio racismo
Made on May 20, 2007 @ 5:43 pm
Lara Says —
Pessoas, dos mais diversos tipos, procuram na religião respostas milagorasas para os seus problemas…que na maioria das vezes nem são problemas (fora da religião)….Isso é o que alimenta essas teorias malucas, eu acho! A demanda é grande!
Adorei o post!
Bjus
Made on May 20, 2007 @ 7:02 pm
JC Says —
Bom, eu não vou procurar provas científicas da homossexualidade em tratados do século passado ou de antes pelo mesmo motivo que não procuro explicações de transtornos mentais nesses tratados, ou, para ser direto, pelo mesmo motivo por que não procuro explicar fenômenos físicos através da física de Ptolomeu: a ciência não é perfeita, mas aperfeiçoável.
Made on May 21, 2007 @ 3:56 am
JC Says —
Correção: acima, quando digo “provas científicas da homossexualidade” quero dizer “provas científicas da homossexualidade como patologia”.
Made on May 21, 2007 @ 3:33 pm
_Maga Says —
Adorei o texto Catatau. Tuas colocações foram precisas, acredito inclusive que este texto deveria ser enviado ao Rede Psi (tanto este quanto o outro). Acredito que mais psicologos precisam descobrir o absurdo de causas que andam apoiando, o quanto estas podem ser ilógicas, anti-éticas e até mesmo anti-psicologicas.
Sério mesmo, gostei muito do texto, muito, muito.
Olha, parece bobagem, mas abordaste o assunto de uma forma tão boa que fiquei até sem ter o que comentar sobre o assunto.
Ah, na verdade tem uma coisa interessante sim: a Aline Beckmann Menezes lá na UFPA
http://www.ufpa.br/bc/portal/DTC/Teo_Pesq_Comp/Teo_Pesq_Comp_2005/MENEZES.htm
Beijos
Re: Parece ser uma boa dissertação mesmo, Marcela. Para esse assunto, cai como uma luva. Seria muito interessante vermos estudos antropológicos sobre a relação religião x ciência no Brasil… já que tantas práticas são pretensamente justificadas assim, desse jeito… Obrigado pela referência!
bjs,
Made on May 22, 2007 @ 2:24 am
claudio Says —
É fácil argumentar contra uma teoria… na verdade é bem fácil. Entretanto, EU sou prova de que a homossexualidade pode ser vencida, digo, deixada. Não faço NENHUM juízo de valor… não digo se é “certo” ou “errado”, muito menos “patológico”. De todo modo, a ciência não pode se recusar a encarar os FATOS! Os fenômenos estão aí para serem estudados e, a partir desses estudos, criarem-se novas teorias. Vejo no mundo moderno uma inversão: a teoria está ACIMA do fenômeno. Pessoa me dizem “não existe ‘ex-gay’” ou “você ainda é gay” ou “você nunca foi gay”. Todas essas afirmações são contraditórias e infundadas, ainda assim (pasmem) mundialmente aceitas. O que se vê é um “medo de errar” e, por isso, não se pesquisa seriamente. O momento é político e financeiro: pesquisas só têm vez se atenderem aos reclames de ONG’s e Governos ou se promoverem um novo mercado consumidor: o GLS!
Pura bobagem. Pura pobreza intelectual. Que lástima!
Será que não tem ninguém realmente interessado em ENTENDER se ( e como) é possível essa alteração no modo de pensar, sentir e agir sexualmente?
Pode apostar que “fui” absoltumente homossexual: até me casar (aos 26) meu “drive” sexual havia sido apenas por indivíduos do mesmo sexo! Tive casos. Moramos juntos. Namorei, me apaixonei. Me decepcionei. Amei novamente e MUDEI!
Qual é a contradição em tudo isso?
Quais são as “amarras” que “provam” a inviabilidade de uma mudança?
Quem é capaz de apresentar FATOS que sustentem essa inviabilidade?
Não quero argumentos… não estou interessado em teorias. Quero fatos! Fatos!
Mas, para aqueles que temem o novo… o conhecimento emancipador… fiquem com as “masturbações teóricas” de homossexuais e terapêutas míopes e medrosos… fiquem com o pior do pensamento humano: o medo!
Sou claudiomultifocal@yahoo.com.br. Há mais de dez anos estou livre da atração pelo mesmo sexo. Pesquiso o assunto há mais de uma década e SEI ( e conheço - vejo, ouço, toco) de homens que mudaram, estão mudandando e vão mudar.
Estou aí.
Obrigado pela atenção!
Re: Oi Cláudio,
Achei muito interessante seu comentário, e por você ter comentado, acredito que esteja aberto à discussão. É isso?
Em primeiro lugar, talvez se você está “livre” e “venceu” a homossexualidade, e ao mesmo tempo diz que essa condição não está nem “certa”, nem “errada”, há uma contradição nisso, concorda? Você lança um juízo de valor, e depois o nega.
Em relação a fatos, (gostaria de ver a opinião dos outros leitores) compreendo o que você quis dizer. Mas com uma ressalva decisiva: a ciência explica, sim, casos como o seu, e muito bem explicados. Como você disse, pouco importa se no fundo você ‘era’ ou ‘não era’ HS, a questão não é buscar uma ‘essência’ do sexo, no homem. Aliás, quem busca esse tipo de essencialismo é que é totalmente desinformado, e suspeito que uma ala dos mais desinformados são os evangélicos, que vão para o outro extremo e tratam a HS como acidente. Ora, se é um acidente, é porque não corresponde a uma essência que seria do próprio homem, a essência da heterossexualidade. Aí tanto evangélicos, quanto os homossexuais que adotam um essencialismo, estão completamente errados.
Mas, o que sobretudo se ignora, e o teu relato mostra muito bem essa ignorância, é uma distinção muito básica em várias correntes psicológicas: a distinção entre SINTOMA e ESTRUTURA. Você poderia muito bem investigar a respeito disso, talvez se surpreendesse em constatar o que você já sabe: padrões de comportamento, seja quais forem (homossexuais, heterossexuais, panssexuais, comportamento de arrancar unhas, de gostar de dinheiro ou qualquer outro) não refletem necessariamente estruturas de comportamento. Ou ainda, para tomar a linguagem de psicologia social: comportamentos sexuais não necessariamente definem identidades sexuais, e vice-versa. Em termos práticos, significa: ter um comportamento homossexual não reflete necessariamente que a pessoa é homossexual; e comportamentos heterossexuais, também não refletem necessariamente heterossexualismo. Identidade ou estrutura é uma coisa; comportamento é outro. Aí reside o maior erro das terapias evangélicas: pressupõem um essencialismo da heterossexualidade; e ignoram completamente um princípio básico de várias e várias psicologias.
Essa é toda questão, Claudio: pessoas que aceitam essa “teoria” (não é uma teoria, é um preconceito, e podemos discutir isso com base em qualquer conceito de “teoria” que você queira) estão sendo enganadas por pessoas que misturam moral religiosa com ciência.
É isso…
Made on May 25, 2007 @ 12:59 pm
claudio Says —
Como faço para obter uma cópia da dissertação citada por Comment by _Maga — May 22, 2007 @ 2:24 am
“MENEZES, Aline Beckmann. Análise da investigação dos determinantes do comportamento homossexual humano. 2005. 340 f . Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém.
Orientador: Marcus Bentes de Carvalho Neto”
Made on May 25, 2007 @ 1:05 pm
Daniel Says —
Como fica os individuos abusados sexualmente na infancia e que em resposta a esse trauma tornan-se “homosexuais” isso não seria uma patologia? ora isso eh super-comum e não são casos raros não seria isso um caso de homossexualismo?não deveria tais indivíduos serem tratados?
RE: Sua pergunta é muito boa, Daniel, porque mostra um outro ponto desse pessoal da “terapia reparativa”: uma teoria ingênua e desatualizada do trauma.
Há pelo menos 100 anos, nenhum pesquisador de psicologia declara que existe um vínculo causal e estrito entre abuso sexual na infância e conduta homossexual. Não porque hoje se abusa menos, mas porque essa associação direta trauma -> conduta provou ser um engano.
Nenhuma teoria psicológica, seja qual for, prega que uma determinada experiência infantil X causa uma experiência adulta Y. E isso não vale apenas para os traumas. Em outras palavras, um trauma infantil não causa, futuramente, condutas homossexuais, do mesmo modo que você joga uma bola na parede e ela volta. Não é relação causa x efeito.
Talvez você possa encontrar pesquisas trabalhando de que modo um trauma pregresso pode envolver fatores futuros de sofrimento psíquico (abuso, guerra, etc.). Mas agora, nenhuma dessas pesquisas nunca dirá que tal trauma determina tal sintoma.
Isso é decisivo, pois muitas pessoas com histórico de “trauma” podem desenvolver qualquer tipo de conduta, ou mesmo nenhuma conduta notável. Isso refuta as alegações de Justino de várias formas:
1) Em primeiro lugar, nada diz que um trauma infantil cause necessariamente condutas ou identidade homossexual. Justino simplesmente infere essa relação, sem dados que apoiem esse caráter determinante
2) Em segundo lugar, nada diz que um homossexual teve, ou deva ter, um histórico de abuso infantil.
3) Em terceiro lugar, muita gente que alega ter um trauma infantil, muitas vezes não possui. Existem muitos casos de fabulação
4) Finalmente, existem diversos homossexuais que nunca sofreram abuso infantil, e muitos heterossexuais que tiveram.
Agora, o que define a prática evangélica ser um preconceito? Essa associação entre orientação sexual e distúrbio, pretensamente justificada pelo recurso ao “abuso infantil”. Veja que tudo o que guia isso é uma valorização de saída negativa. O evangélico já fez sua escolha, e cabe a quem ele atende corresponder à escolha do evangélico, ou arcar com as consequências negativas. Um psicólogo nunca faria isso, pois não está em jogo tomar partido logo de saída, simplesmente porque a psicologia se pretende ciência, psicologia não é religião, e homossexualidade não é transtorno.
É nesse sentido que o evangélico mais desorienta, do que orienta.
Made on May 27, 2009 @ 1:30 am
Cicero de Oliveira Says —
Convenções sociais heterossexistas vossa existencia está por um fio. Homoafetividade é natural, DOENÇA é o heterossexismo. Tenho pena dos hipócritas que além de não se aceitarem,covardemente contribuem para a ignorancia (des)humana. Evoluem neandertahis…
Made on November 28, 2009 @ 9:36 pm
Ronaldo Says —
Leiam isso:
Num estudo publicado por Blanchard, Barbareee, Bogaert, Dicky, Klassen, Kuban e Zucker, em 2000, os autores, a maioria do departamento de psiquiatria da Universidade de Toronto, concluíram que apenas 2% a 4% dos homens que se sentiam atraídos por adultos preferiam outros homens (ou seja, 2% a 4 % da população masculina seria homossexual), no entanto, o mesmo estudo conclui que entre 25% a 40% dos homens que se sentiam sexualmente atraídos por menores preferiam crianças do sexo masculino, em consequência a taxa de incidência da homossexualidade é, de acordo com o estudo, entre 6 a 20 vezes superior entre os pedófilos. (Fonte: Blanchard R, Barbaree HE, Bogaert AF, Dicky R, Klassen P, Kuban ME, Zucker KJ. Fraternal birth order and sexual orientation in pedophiles. Archives of Sexual Behavior 2000;29:463-478)
A Dr. Judith Reisman, investigadora da “American University”, em dois estudos, “Crafting ‘Gay’ Children: An Inquiry into the Abuse of Vulnerable Youth Via Establishment Media and the School Room” e “Partner Solicitation Language as a Reflection of Male Sexual Orientation”, referentes ao seu trabalho sobre os relatórios do Instituto Kinsey, “Kinsey: Crimes & Consequences”, chegou às seguintes conclusões baseada em estatísticas do governo dos EUA referentes ao ano de 1992; de cerca de 86 a 88 milhões de homens heterossexuais, 8 milhões abusaram de meninas menores de idade, o que constitui 25% do total de meninas, e uma percentagem incerta de uma população homossexual estimada de cerca de 2 milhões abusaram de 6 a 8 milhões de rapazes menores de idade, constituindo entre 17% a 24% do total de rapazes, logo, considerando os números agregados, 3 a 4 rapazes são sexualmente molestados por cada adulto homossexual do sexo masculino e “apenas” 0.19 meninas são sexualmente molestadas por cada adulto heterossexual do sexo masculino.
O “Los Angeles Times” conduziu em 1985 um estudo que incidiu sobre 2628 adultos espalhados pelos EUA, desses, 27% das mulheres e 16% dos homens haviam sido sexualmente abusados, 7% das mulheres e 93% dos homens foram molestados enquanto menores por adultos do mesmo sexo, o que significa que 40% dos casos de pedofilia foram levados a cabo por homossexuais (não esquecer que estamos a falar de um grupo que não ultrapassa os 2% do total da população, segundo dados da época).
O Dr. Freund e o Dr.Heasman do “Clark Institute of Psychiatry in Toronto” levaram a cabo dois estudos sobre abuso de menores e concluíram que cerca de 34% dos ofensores eram homossexuais (numa população estimada entre 1% e 2% na época). (Fonte: Freund, K. “Pedophilia and Heterosexuality vs. Homosexuality,” Journal of Sex & Marital Therapy, 1984; 10:193-200)
O Dr. Adrian Copeland, psiquiatra do “Peters Institute” de Philadelphia, que trabalha com predadores sexuais, afirmou que com base na sua experiência profissional os pedófilos tendem a ser homossexuais e que 40% a 45% dos violadores de menores tiveram “significativas experiências homossexuais”. (Citado no “Boston Globe” de 8/8/1988).
O Dr. Paul Cameron, em 1993, definiu 3 tipos de evidência científica para retirar conclusões sobre a proporcionalidade da incidência de casos de abusos sexuais por parte de homossexuais: 1. relatórios dos casos de abuso sexual entre a população em geral; 2. relatórios dos que foram julgados e condenados por abuso sexual; 3. o que os homossexuais responderam em inquéritos realizados sobre as suas práticas sexuais.
Com base nestes três critérios Paul Cameron concluiu que, numa população homossexual estimada de 1% a 3%, 1/5 a 1/3 dos abusos sexuais sobre menores foram levados a cabo por homossexuais, confirmando os dados fornecidos por todos os estudos atrás enumerados. De acordo com os critérios definidos chegou aos seguintes resultados, em maior detalhe: 1/3 dos casos de abuso sexual sobre menores denunciados pela população em geral foram cometidos por homossexuais, entre 1/5 e 1/3 dos julgados e/ou condenados por abuso sexual de menores eram homossexuais, entre 1/5 e 1/3 dos homossexuais admitiu ter molestado sexualmente menores.
Cameron conclui que uma população homossexual que rondará os 2% (estimativa de 1993) é responsável pela prática de 20% a 40% dos casos de pedofilia e que o risco de uma criança ser molestada por um homossexual é 10 a 20 vezes superior ao de sofrer esses abusos por parte de um heterossexual. Será preciso acrescentar algo mais?
Todos estes estudos revelam que constituindo cerca de 2% da população total os homossexuais representam cerca de 1/3 do total de violadores de menores!
Diante disso, o único direito que realmente os homossexuais deveriam buscar – além dos que já têm como cidadãos, obviamente – era o direito de se tratarem e de não serem enganados por esta mídia esquerdista irresponsável e por esses movimentos gayzistas, pois o homossexualismo é um transtorno comportamental, segundo estudos do cérebro e do comportamento feitos por psicólogos, teóricos e filósofos como Luria e Wallon. Podemos afirmar isso também a partir dos estudos de Freud, sobre o não bem solucionado complexo de Édipo, e a não construção da subjetividade como consequência do complexo de castração, que justificariam esse tipo de transtorno sexual. Então, Bruno, podemos basear nossa resistência à concessão de determinados “direitos” (como adoção de crianças por duplas gays) aos homossexuais amparados em estudos sérios e não somente em nossas convicções religiosas.
o Ah, os estudos que citei foram tirados daqui: http://www.causanacional.net/index.php?itemid=150
RE: Até seriam falácias se não passasse de má fé e discriminação explícita:
1) Um jornal, um relato de “experiência pessoal” e algumas pesquisas cujos termos você pressupõe serem exatamente os mesmos dizem que alguns homossexuais são responsáveis por 1/5 a 1/3 dos casos de pedofilia, “logo” todos os homossexuais sofrem transtornos;
2) No entremeio do raisonnement circulaire há uma outro raciocínio indutor de erro: crianças violadas por pessoas do mesmo sexo foram violadas por homossexuais, logo todos os homossexuais compartilham algo com alguns desses pedófilos, os que violentaram crianças do mesmo sexo - “portanto”, homossexuais seriam pedófilos em potência, quando não em ato, e por isso “são” doentes e “devem” ser tratados
3) Psicólogos renomados, como Freud, Wallon e Luria diriam que a homossexualidade é transtorno, “logo” ela o é. Eu bem gostaria de ver onde esses autores declaram isso, ou mesmo onde suas teorias supoem tais idéias. A não ser que você aceite por exemplo que o Wallon comungava das terapêuticas da URSS, mandar homossexuais para Gulags ou colocá-los em tratamentos pavlovianos. Mas… não eram esses “ateus”? Embora seja uma pena e você precisaria ler o texto e os comentários acima com mais, muito mais atenção.:p
4) Bruno??
Made on February 5, 2011 @ 3:20 pm
Ronaldo Says —
“Em si mesma, a condição [homossexual] não traz transtorno algum” - Demonstre, caso contrário vc está fazendo leitura mental - ou seja achando o que os outros pensam e sentem, resumo: achismo.
RE: Enfim, má fé é sempre dose.
Eu começaria dando o exemplo dos Berdaches, na América do Norte, estudado por culturalistas do início do século XX ou também dos Zulus, isso só citando de cabeça. Nos Berdaches o “homossexual” não recebia reconhecimento algum de nada que se aproxmaria da doença; nos zulus há uma significação relativa ao sofrimento, mas nada seria tão distante do transtorno, pois nos zulus eles ocupariam - para esses culturalistas do início do século XX - o papel bem positivo de xamãs. E nem considerei que para além desses culturalistas das primeiras décadas do séxulo XX há toda a antropologia do século XX e disciplinas como a etnopsiquiatria, para não citar outros filósofos ou toda a psicologia contemporânea.
Mas de que adianta citar isso? Não lendo nem o texto acima e o que ele implica, não adiantaria citar todos os livros do mundo.
Made on February 5, 2011 @ 3:26 pm
Ronaldo Says —
O fundo do sofrimento psíquico do homossexual não é um transtorno, mas a internalização da desvalorização social e moral que enfrenta. Vale repetir: é pelo preconceito (internalizado ou apenas recebido), e não por um transtorno ou disfunção, que um indivíduo homossexual sofre.
Você fala como se fosse um representante da Classe Homossexual. Enfim não comprova, apenas fala, fala. Mostre fontes, exemplos.
RE: Não entendi o comentário. Eu deveria ser um para afirmar algo?
Comprovação: resposta ao teu outro comentário (mas de que adiantaria? Pelos figuras que comentam por aqui não adiantariam todas as linhas do mundo - não é bem um debate racional que está em jogo…)
nem toda situação que implica sofrimento psíquico é necessariamente um transtorno.
Como você sabe e afirma isso? Mostre que “nem toda situação que implica sofrimento psíquico é necessariamente um transtorno”.
Puro achismo.
RE: você leva um fora, teu time perde, você discutiu com um ente querido…
)
Sua Conclusão
Os textos aqui mencionados, junto a esse, impõem uma conclusão: não há terapia reparativa que não passe, em uma ou outra instância, de mito.
Você usa o exemplo de tratamento de homossexuais para invalidar qualquer terapia reparativa [não passam de mito] – de onde você tirou que não passam de mito?
RE: “Os textos aqui mencionados…”
Isso não procede: não é porque as terapias reparativas para homossexuais não “funcionem” – sua assertiva, a qual você não mostrou; que as terapias também não irão funcionar para outros distúrbios, apenas pode não funcionar para o homossexualismo (de acordo com você), mas daí a generalizar para todos os outros transtornos é logicamente inválido, não procede, pode ser que alguma terapia reparativa funcione para outro transtorno, logo o seu argumento é falho e sua conclusão é falsa.
RE: Se você lesse o texto com mais atenção, os leitores futuros - eventualmente até você - agradeceriam… É realmente desanimador repetir toda hora o que já foi discutido ou rediscutido nos links acima e nos comentários.
Made on February 5, 2011 @ 3:48 pm
Ronaldo Says —
Eu bem gostaria de ver onde esses autores declaram isso, ou mesmo onde suas teorias supoem tais idéias.
Os estudos que citei foram tirados daqui: http://www.causanacional.net/index.php?itemid=150
RE: Ronaldo, por favor, releia o seu comentário e depois o meu. Creio que não estamos discutindo o assunto em questão, mas sim interpretação de texto. Você tem sérios problemas de leitura, meu caro!
Você distorceu minha questão, eu perguntei sobre os autores que você citou (Freud, Wallon, Luria), e não sobre estudos que você citou. E os estudos que você citou, nenhum, mas nenhum mesmo, prova que orientação homossexual é transtorno. Releia por favor os comentários.
Psicólogos renomados, como Freud, Wallon e Luria diriam que a homossexualidade é transtorno, “logo” ela o é.
Pelo menos não significa que não seja transtorno. Pelo menos estudam apontam na direção de um transtorno. Enquanto os defensores do modo de vida homossexual alegam que é um comportamento normal e não provam por que seria normal.
Estão aí os estudos; se não concorda, diga por que e de modo científico.
RE: Uau, olha o truque mal feito: duas negações querendo virar uma afirmação. Eu acuso teu sofisma de ma fé, e você 1) não o defende, 2) o redobra por duas negações e, logo, você pensa ter alguma razão (”pelo menos não significa que não seja transtorno”)
A não ser que você aceite por exemplo que o Wallon comungava das terapêuticas da URSS, mandar homossexuais para Gulags ou colocá-los em tratamentos pavlovianos.
Não sabia que o Wallon era favorável aos gulags. Mas a postura política dele não implica na nulidade automática dos estudos dele sobre o transtorno homossexual – seu argumento é falho pois se baseia na conhecida falácia ad hominem circunstancial: Em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas circunstâncias.
RE: Problema de interpretação de texto, releia. De onde você tirou que eu afirmei que Wallon comungava com as terapêuticas da URSS? Está escrito: “a não ser que você aceite…” - só escrito para evidenciar o absurdo da tua consideração. Porque, aliás, quem usou argumento ad hominem foi você (”Freud, Luria e Wallon” disseram…), aliás sem citar a fonte. Onde tais autores afirmaram tais coisas? E olhe só: foi você quem afirmava a validade do ad hominem (”Freud, Luria e Wallon…”) antes e agora a descarta. Na verdade não é falácia ad hominem, é falácia de argumento de autoridade
1. No entremeio do raisonnement circulaire há uma outro raciocínio indutor de erro: crianças violadas por pessoas do mesmo sexo foram violadas por homossexuais, logo todos os homossexuais compartilham algo com alguns desses pedófilos, os que violentaram crianças do mesmo sexo - “portanto”, homossexuais seriam pedófilos em potência, quando não em ato, e por isso “são” doentes e “devem” ser tratados
Por definição homossexual é o indivíduo que sente atração pelo mesmo sexo, logo se alguém leva a cabo uma relação com indivíduo do mesmo sexo, essa pessoa é homossexual. Assim as crianças violadas por pessoas do mesmo sexo foram, violadas por homossexuais, logicamente pela definição que se tem de homossexualismo, senão o que seria??
Não é que todos os homossexuais compartilhem algo com esses pedófilos – você também necessita ler mais o texto – o que os estudos afirmam é que indivíduos pedófilos têm uma probabilidade muito maior de serem homossexuais do que heterossexuais. Não se está afirmando que os homossexuais – todos eles, segundo sua interpretação do texto - são pedófilos – isso é o que você generalizou, raciocínio falacioso conhecido como ampliação indevida, logo raciocínio falso, inválido para contestar. O que se pode concluir é que muitos (não TODOS) homossexuais, em escala muito maior do que de heteros, são de fato pedófilos e que crianças por eles adotadas, sofrem grave e potencial risco de abuso sexual.
RE: Novamente: SE “muitos homossexuais, em escala muito maior do que heteros, são de fato pedófilos”, ENTÃO você defende que TODOS os homossexuais correm o “potencial risco” (sic) de serem pedófilos, ou possuem um “grave e potencial risco de abuso sexual”. Não vi mudança no resultado, é uma falácia, pois a conclusão é dizer que TODOS os homossexuais não podem adotar crianças, por exemplo. O que é uma mentira, pois TODOS obviamente não possuem um “grave e potencial risco”, e LOGO é possível por exemplo haver adoções. Argumento furado. E além do mais não provou em nada que há “transtorno” na orientação homossexual
“portanto”, homossexuais seriam pedófilos em potência – é o contrário do que está no texto. Eu não disse que os homossexuais são doentes – você inventou esse argumento para atacar o meu argumento – falácia do espantalho: A falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente. “Armar um ‘homem de palha’” ou “tramar um argumento ‘homem de palha’” é criar uma posição que seja fácil de refutar, e em seguida, atribuir essa posição ao adversário. Uma falácia do homem de palha pode ser de facto uma técnica de retórica bem-sucedida (isto é, pode conseguir convencer as pessoas) mas, é realmente uma falácia desinformativa porque a argumentação real do oponente não é refutada.
RE: Contento-me em citar você: “O que se pode concluir é que muitos (não TODOS) homossexuais, em escala muito maior do que de heteros, são de fato pedófilos e que crianças por eles adotadas, sofrem grave e potencial risco de abuso sexual.”
Não duvido nada que crianças adotadas por pedófilos corram o risco de pedofilia. Você apenas quer dizer que crianças adotadas por homossexuais correm o risco de pedofilia. Senão, porque citou os “estudos” e os exemplos? Desculpe, mas não há outra função, você mesmo colocou a balança e os pesos.
1. Até seriam falácias se não passasse de má fé e discriminação explícita:
Aponte as falácias.
Má fé e discriminação implícita: Prove.
RE: Só reler.
Achar uma variância sexual bizarra e digna de tratamento não se trata de discriminação implícita ou explícita. Achar cropofagia e necrofagia bizarros não me faz um intolerante e, no entanto, esses são comportamentos sexuais variantes, tal qual o homossexualismo, ou você não sabia?
O comportamento sexual não-variante e natural é o heterossexualismo porque se nasce macho ou fêmea (salvo casos de hermafroditismo) o que implicaria no sexo heterossexual, logicamente, qualquer outro tipo de envolvimento sexual é variância sexual.
RE: Êpa, mas você não citou Freud antes? Leia por exemplo ‘Um estudo psicológico de Thomas Woodrow Wilson’. Logo no início estão os postulados fundamentais da psicanálise. O primeiro é: “todos os seres são bissexuais”.
E aliás é interessante você identificar sexo biológico com sexualidade. Com quem você concorda, com Darwin? Suspeito que não…
Em si mesma, a condição [homossexual] não traz transtorno algum.
Que má fé existe em ser convencido daquilo que alguém diz? Ou você deseja alegar e quer que os outros o aceite bovinamente? Alegou? Convença, senão é conversa para boi dormir…
O que você mencionou não prova que a condição homossexual não traz transtorno algum, são exemplos isolados cuja descrição não demonstra que o homossexual não tem transtorno.
RE: Olha meu caro, a aceitação bovina está do teu lado da discussão, pensar que sofrimento gerado por discriminação é sofrimento de causa interna. Isso requer uma baita aceitação, apenas temperada por medo.
Problema de interpretação de texto novamente. Dados os links, os exemplos e as discussões acima, dada a falta de leitura explícita e a série de mal entendidos, é claro que não há nada demonstrado. Aliás, vendo teus modos nesse debate, nunca haverá
Made on February 7, 2011 @ 11:58 pm
Butch Says —
Thanks for the great info dog I owe you biggtiy.
Made on February 1, 2012 @ 9:30 am