"Entendendo como o comportamento inato é produzido no cérebro, fica possível manipulá-lo - mudando sua ordem, atrasando-o ou até mesmo eliminando-o totalmente, o que gera discussões éticas sobre se os cientistas deveriam, ou iriam querer, modificar o comportamento dessa maneira no futuro"
No decorrer do século XX uma série de pensadores dedicaram-se, de alguma forma, a responder essa pergunta. Maurice Blanchot, Georges Bataille, Pierre Klossowski, dentre outros, retomaram em dois outros pensadores - Nietzsche e Sade - o que poderia ser algo como um ‘pensamento ateu’. A partir de Sade, deixo abaixo uma citação muito interessante, do comentário de Otto Maria Carpeaux:
"Quem é ateu? Uma pessoa que nega a existência de Deus? Assim se acredita. Mas é um erro. Quem nega a existência de Deus, mas continua adorando e exaltando os principais atributos de Deus - o Amor, a Sabedoria, a Justiça - este não nega realmente a existência divina, mas apenas dá outro nomes ao Supremo Ser. Bem disse Ludwig Feuerbach: ‘Só é verddeiro ateu aquele para quem os predicados do Divino não significam nada; mas não é verdadeiro ateu aquele para o qual não significa nada só o sujeito daqueles predicados. Temos visto inúmeros ateus que, negando a existência de Deus, divinizam no entanto o Amor divino e a Justiça divina e continuam obedecendo aos mandamentos da moral e da ética judeu-cristã. Mas o verdadeiro ateu nega justamente a moral que Deus (inexistente para o ateu) impôs ao gênero humano. Um dos mandamentos essenciais dessa ética é a moral sexual, o refreamento do instinto sexual e de todas as suas manifestações. Mas o Marquês de Sade negou a moral sexual do Cristianismo e desobedeceu sistematicamente ao refreamento do instinto sexual em todas as suas manifestações. Já antes de Nietzsche, esse outro grande adversário da moral cristã, teve Sade o direito de dizer: ‘Para mim, Deus morreu’" (in SADE. Justine ou os Infortúnios da Virtude. RJ, Saga:1968. - pesquisa de preços)
- Entre os Meandros… O Blog Meandros está lançando charges deliciosíssimas, do mesmo criador de um dos banners do Catatau. Chamo atenção também a um post muito bom, chamado "psicologia da vida cotidiana", sobre a apropriação da mídia de pesquisas de comportamento exógenas.
- Cuidado com os virais: Gostei do post do Pandorga sobre vídeos que ‘pegam’ na internet, e campanhas publicitárias que vem logo atrás. Os chamados "virais", sobre os quais volta e meia comentamos por aqui.
- Algumas das várias fotos legais do Flickr: Tentarei manter o costume de linkar boa fotografia do Flickr por aqui. Vários artistas chamam muito a atenção pelos belos trabalhos. Aliás, pretendo não me limitar ao Flickr, mas também vincular várias outras comunidades de fotografia. O Flickr é um dos principais sites de fotos, mas vários fotógrafos muito bons não concordam com a política de pagar para poder exibir seus trabalhos (a conta grátis do Flickr armazena tudo, mas mostra apenas as 200 últimas fotos enviadas).
- Acharam o jacaré: O famoso jacaré do Parque Barigui, de Curitiba, finalmente apareceu para os fotógrafos, lagarteando no parque nos últimos dias. Costumeiramente discreto, rendeu dessa vez algus cliques.Global warming proponents call for reduced CO2 emissions and this equates to a call for cuts in the use of energy, but the energy industries have done more to benefit mankind than anything else since the invention of agriculture. And global warming proponents often call for use of ‘renewables’ to replace fossil fuels, but that is a call for a return to preindustrial society: the industrial revolution occurred when fossil fuels replaced biomass and windpower. It is physically impossible for wind and solar energies to supply the energy needs of the developed world, and the peoples of the developing world are insisting on their right to develop too.
The past prophets of doom have all been wrong, so it is reasonable to expect today’s doom-mongers to justify their arguments. And this is especially the case when they attack something so clearly beneficial to mankind as the use of fossil fuels. But imagined risk is not rational, so reasonable expectations do not apply. The simple fact that it is physically impossible for CO2 emissions to cause man-made global warming has no effect on imagined fear of global warming. (It is a simple fact that a mouse cannot eat a person, but some people try to jump on chairs at the sight of mice.)
Also, some global warming proponents are accepting a good financial income from the global warming scare and have become global warming propagandists to promote their interests. These include some researchers who obtain research grants and some environmental organisations who need donations. They are making a living by promoting fear of man-made global warming. Their behaviour is similar to that of the ‘snake oil salesmen’ in the nineteenth century. Snake oil salesmen sold snake oil that did not require real snakes to make it. Global warming propagandists are selling fear of man-made global warming and that does not require real man-made global warming to make it.

. Entrei hoje em um sebo no interior de SP, e no primeiro livro que chama a atenção, lá está o mesmo nome do autor em letras garrafais. Abro o livro, e na primeira página aberta, a mesma foto de Merton com o Dalai Lama
.O que é essencial na vida monástica não é representado nem por construções de tipo especial, nem por vestuários deste ou daquele corte, nem mesmo está contido em uma Regra. Representa alguma coisa que supera a própria regra. Concentra-se na procura de uma transmutação interior profunda. Tudo mais deve ser colocado a serviço dessa finalidade… O monge pertence ao mundo mas o mundo pertence a ele na medida em que ele se dispôs a libertar-se dele, mas para o libertar (p. XII)
O Buda perguntou a Sariputra: ‘Acreditas em mim?’ Sariputra respondeu: ‘Não’. Mas o Buda o elogiou por isso. Foi o discípulo favorito porque não acreditava em Buda, apenas o respeitava como a outro homem qualquer, mas que tinha sido iluminado.Que é o ‘conhecimento da libertação?’ - eu perguntei. - ‘Quando você está em Bancoc, você sabe que está ali. Antes disso você só sabia a respeito de Bancoc. A pessoa tem que subir todos os degraus e, depois, quando não há mais degraus, terá que dar um salto. O conhecimento da libertação é o conhecimento, a experiência desse salto’. (Diário da Ásia, p. 10)