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July 20, 2007

Lawrence da Arábia, a guerrilha, e o Iraque


Um dos últimos artigos de Robert Fisk, no Independent, além de discutir questões atuais, mostra uma "metáfora" de TE Lawrence, perfeitamente cabível às tropas norte-americanas no Iraque:
Escrevendo sobre a resistência Árabe à ocupação Turca na guerra de 1914-18, ele [TE Lawrence] questiona sobre os insurgentes (no Iraque e em qualquer lugar): "… supomos eles como uma influência, uma coisa invulnerável, intangível, sem frente ou retaguarda, movimentando-se como um gás? Exércitos são como plantas, imóveis em sua totalidade, com raiz firme, alimentados através de longas hastes até a cabeça. Os Árabes podem ser um vapor…"
Trata-se do artigo "guerrilha", da 14ª edição da Enciclopédia Britânica. Uma bela descrição do movimento de guerrilha, em relação à visão comum de guerra formal.
 
A guerra de guerrilha, continua Fisk citando Lawrence, implicaria também que apenas 2% da população participe ativamente. Ao restante, basta uma participação passiva, que direta ou indiretamente proporcione mobilidade ou suporte aos elementos "gasosos".
 
De grande alcance, essa metáfora encontrada por Fisk. Não tem grande ressonância com outras definições contemporâneas

Sempre se é o irracionalista de alguém


Irracionalismo é um pseudo-conceito. Pertence mais à linguagem da injúria do que da análise. Que conteúdo poderia ter sem uma prévia definição de Razão? Como há tantos conceitos de Razão quantas filosofias há, dir-se-ia que irracionalismo é a filosofia do outro. Ou, pastichando uma frase de Émile Bréhier, que na ocasião ponderava as acusações de "libertinagem", poderíamos dizer: "On est toujours l’irrationaliste de quelq’un" (Sempre se é o irracionalista de alguém). Bento Prado Junior sobre Gilles Deleuze [pesquisa de livros]

July 19, 2007

Guerras e condições geológico-climáticas


Via Le Monde:

Les crises climatiques sont-elles un facteur de conflit? Discutée de longue date, cette question n’a jamais été tranchée. Une étude à paraître dans le numéro d’août de la revue Human Ecology apporte des arguments sérieux à ceux qui pensent que les changements climatiques poussent les sociétés à la guerre. "Les fluctuations de température affectent directement l’agriculture et l’horticulture, exacerbent les désastres naturels, et peuvent influencer la virulence des maladies végétales, animales et humaines, expliquent David D. Zhang, de l’université de Hongkong, et ses coauteurs. Dans les situations de stress écologique, la guerre pourrait devenir le moyen ultime de redistribuer des ressources en diminution."

Pour démontrer cette hypothèse, les chercheurs ont croisé deux séries de données historiques chinoises. De 880 avant J.-C. à 1911, les dynasties successives ont entretenu une chronique précise des guerres et révoltes paysannes qui ont affecté leur empire. Les auteurs ont retenu les 899 conflits enregistrés dans l’est de la Chine entre 1000 et 1911. Sur cette période, plusieurs séries d’enregistrements climatiques existent avec une bonne précision, basées sur l’analyse des anneaux de croissance des arbres.

Les auteurs ont regroupé les fréquences de conflits par décennie, distinguant deux régions, le sud et le nord de la Chine orientale. Le nord, plus froid, abrite surtout des cultures de blé, tandis que le sud, au climat tropical, est le royaume de la riziculture. Ils ont ensuite cherché s’il existait une corrélation entre la fréquence des guerres et les cycles de phases froides et chaudes identifiées par les paléoclimatologues. "Les résultats montrent que les fréquences les plus élevées de "nombre total de guerres", "guerres dans le sud", et "rébellions", étaient significativement corrélées avec les plus basses anomalies de température des phases étudiées", disent les chercheurs.

Talvez não se precisasse recorrer à História para correlacionar guerra e situações desprivilegiadas (já que, historicamente, elas também advinham do clima). Mas eis que, para corroborar a "correlação",
Um enorme lago subterrâneo foi encontrado na região de Darfur, no Sudão, segundo cientistas americanos.

Os cientistas afirmam que esta descoberta poderia ajudar a encerrar o conflito na região árida do país africano.

Cerca de mil poços serão abertos na região com a permissão do governo, segundo os pesquisadores da Universidade de Boston.

Mais de 200 mil pessoas morreram e 2,4 milhões deixaram a região desde o início da violência em Darfur, em 2003.

Analistas afirmam que a competição por recursos entre os nômades árabes e fazendeiros negros africanos é responsável pelo conflito.

"Boa parte do conflito e da miséria em Darfur deve-se à escassez de água. Acesso à água potável é essencial para a sobrevivência dos refugiados, ajudará no processo de paz e fornecerá os recursos necessários para o desenvolvimento econômico necessário em Darfur", disse o geólogo Farouk El-Baz, diretor do Centro para Sensores Remotos da Universidade de Boston, segundo a agência de notícias Associated Press.

Pesquisa de livros sobre clima, aquecimento global, águas (com os interessantes estudos de Tundisi), e guerras

July 18, 2007

A Grande Guerra pela Civilização


Reproduzo informe do blog do FLIP, sobre o novo livro de Robert Fisk [pesquisa de preços]:

Um dos mais Aguardados autores da FLIP, Robert Fisk vem ao Brasil para lançar A Grande Guerra pela Civilização, seu livro definitivo sobre a experiência no Oriente Médio e o que a guerra lhe ensinou.

img361/8593/robertfiskcapaav1.jpg Robert Fisk entrevistou Osama Bin Laden três vezes e passou os últimos 30 anos embrenhado nos campos de batalha do Oriente Médio - 15 deles dedicados à escrita deste livro. A Grande Guerra pela Civilização desvenda as mentiras que mandaram soldados para a morte e mataram milhares de homens e mulheres ao longo do século passado. No entanto, ao mesmo tempo, é uma crônica dos jornalistas de guerra, relatando a frustração dos correspondentes que gastam suas vidas reportando em primeira mão a história. Afinal, aonde a guerra nos leva? À civilização?

“Eu costumava afirmar, com certeza em vão, que todo repórter deve levar um livro de História no bolso. Em 1992, estive em Saravejo e me encontrei, enquanto os obuses sérvios zuniam sobre minha cabeça, sobre a mesma lajota da qual Gavrilo Princip fez o disparo fatal que mandou meu pai às trincheiras da Primeira Guerra Mundial. E, evidentemente, continuavam soando disparos em Saravejo em 1992. Era como se a História fosse uma gigantesca câmera de eco. Esse ano foi o ano em que meu pai morreu. Essa é, portanto, a história de sua geração. E da minha”, declara Fisk, no prólogo de A Grande Guerra Pela Civilização.

Obra-prima da aventura e da tragédia, amenizada por observações cheias de humor e compaixão, o livro passa de uma cronologia da história do Oriente Médio para relatar a história do mundo violento que molda nossas vidas e nosso futuro. “A intensidade é ao mesmo tempo a grande força e uma das principais fraquezas do livro. Após lê-lo, ninguém pode se esconder dos imensos custos humanos das decisões feitas por generais e políticos, sejam eles do Oriente Médio ou não”, destaca o jornalista Stephen Humphreys, no jornal The Washington Post.

Título: A Grande Guerra pela Civilização
Autor: Robert Fisk
Páginas: 1496
Formato: 16×23 cm
Preço: R$ 120,00
ISBN: 978-85-7665-284-7
Lançamento nos próximos dias

Editora Planeta
Assessoria de Comunicação
Mel Mansur e André Teixeira

 ***

Parece ser um livro formidável. Mas que, novamente, entra nas graças do mercado editorial brasileiro. Basta pesquisar por The Great War for Civilization, para se ter uma idéia das diferenças. Cheguei a encontrá-lo por 55 reais.

Ferramentas para blogs acadêmicos


Blogs, hoje em dia, não são mais como os antigos diários juvenis. Como ferramenta acadêmica, podem desempenhar papel valioso, pela rápida vinculação de referências, ou facilidade de interlocução. No meio acadêmico anglo-saxão, não é raro encontrarmos academic blogs com várias funções, desde docência, até coleta de referências para confecção de teses.
 
Nisso, encontrei, pelas belas referências do BibliOdyssey,  o BrainAds. Este empreendimento publicitário parece levar as possibilidades dos blogs "que pensam" bem a sério.
 
Pelo O’connors O’pinions, outra boa referência é o Blogscholar.com. Empreendimento voluntário, busca reunir e agregar informações sobre diversos blogs acadêmicos. Como também parece ocorrer com o Academic Blogs.
 

Lula e o acidente aéreo da TAM


Na BBC:

Desde o choque do Boeing da Gol com o Legacy que deixou 154 mortos na Amazônia em setembro do ano passado, a crise aérea não saiu das manchetes.

Nesses nove meses, houve um quase-acidente aqui, uma greve ali, declarações desastradas de autoridades acolá e muitas filas e atrasos.

(…) Uma das acusações mais fortes que a oposição conseguiu produzir foi que Lula empurrava um problema sério com a barriga.

Não é um argumento de tanto peso quando o resultado mais visível da suposta inoperância é fila em aeroporto.

Quando o resultado são cerca de 200 mortos e o maior acidente da história da aviação no Brasil, a coisa pode mudar.

É claro que a investigação sobre as causas do acidente ainda está nos estágios inciais.

Mas, mesmo que se prove que as condições da pista de Congonhas tenham pouco a ver com o desastre, o governo vai, no mínimo, ter de ir para a defensiva. Vai ter de se explicar e torcer para que sua versão cole.

Se, ao contrário, ficar provado que a pista recém entregue pela estatal federal Infraero não tinha condições ideais e que isso foi crucial, o desgaste pode ser muito mais grave.

Vai ser mais fácil para a oposição usar o argumento da crise anunciada e tentar jogar o custo do desastre no colo do governo, e mais difícil para Lula alegar ignorância, como no início da própria crise aérea ou do escâdalo do mensalão.

Está na cara que o segundo acidente em 1 ano trará consequências graves a um já antigo debate midiático e político. Como dá a entender para muita gente, dois dos maiores acidentes aéreos em um  período tão curto mostra que o Brasil "não aprendeu com os erros".

O que agrava o mal estar do governo em relação à crise é a forte aparência dos dois acidentes pertencerem ao mesmo sistema de erros (o sucateamento do sistema aeroviário brasileiro). Frases como a de Marta Suplicy, nesse contexto, apenas pioram a impressão do descaso.

Mas, como sugere a outra reportagem da BBC, não seria inútil começar a perguntar não pelos fatos, mas pelo sistema que os gerou. Mais ou menos como Robert Fisk sugeriu, no último post, a respeito do 11/9. Mais do que buscar de saída legitimidades incontestadas colocando o governo como bode expiatório e único responsável, deveria ser levada a sério a pergunta: o que fez o sistema aeroviário brasileiro causar os dois piores acidentes no espaço de menos de 1 ano?

A resposta, como se vê, não será tão simples. Envolve desde investimentos em pessoal, em infra-estrutura, no estatuto do funcionarismo público e no serviço de forças armadas no Brasil, na questão da fiscalização (tanto de pessoal, quanto de condições das aeronaves e das pistas), e até de políticas públicas e privadas relativas à aviação. Sem deixar de lado, obviamente, a relação do governo com todas essas variáveis.

Novamente, culpar o governo pode parecer fácil, e o primeiro ímpeto, especialmente da mídia, é buscar o bode expiatório. Mas nada mudará, caso não se responda pelo sistema dos erros. E isso não quer dizer que o governo não possa, nesse sistema, ter sua parte.

O ganho de uma boa pergunta é não recair em respostas estereotipadas, e de pouca utilidade. Especialmente em momentos como esse.

July 17, 2007

Robert Fisk e Lawrence Wright no Roda Viva


Ontem ocorreu um dos melhores "Roda Viva" dos últimos tempos. Na FLIP, foram entrevistados os jornalistas-escritores Robert Fisk, e Lawrence Wright.
 
Robert Fisk é inglês, e trabalha como correspondente do Oriente Médio no The Independent. Escreveu recentemente "A Grande Guerra pela Civilização: a Conquista do Oriente Médio" [pesquisa de preços]. Tem grande mobilidade no oriente médio, e inclusive já entrevistou Osama Bin Laden.
 
Lawrence Wright é norte-americano, jornalista do New Yorker, e recebeu o prêmio Pulitzer por  "O Vulto das Torres - A Al Qaeda e o caminho para o 11/9" [pesquisa de preços].
 
A entrevista começou com os dois jornalistas afirmando bem suas posições. Wright como jornalista mais "factual" e investigador de individualidades; Fisk como estudioso social, e adepto de um jornalismo político mais "participante" e "engajado".
 
Sob uma espécie de crítica geral à atuação norte-americana no Iraque, os dois concordaram. Discordaram, entretanto, nas nuances. Para Fisk, caso não houvesse uma violenta - e demorada - ação dos insurgentes, e a invasão norte-americana obtivesse sucesso, as mentiras da administração Bush para legitimar a guerra não teriam sido contestadas. Para Wright, a mídia norte-americana teria demorado a constatar os problemas.
 
Divergência, também, em relação às saídas do conflito. Wright foi otimista quanto a participação de Tony Blair como mediador no Oriente Médio. Para Fisk, entretanto, Blair apenas faz auto-indugência ao ocupar esse cargo público, e o melhor seria uma retirada vergonhosa, porém radical, da "coalisão".
 
Fisk, em vários pontos da entrevista, é categórico: quanto à questão palestina, não haverá solução enquanto não forem reafirmados antigos tratados, Israel não recuar, e o muro construído na Palestina não for desfeito. Para ele, o jornalismo "factual" peca ao dessemantizar termos como "muro" (trocando por cerca), "conflito" (trocado por disputa), "invasão" (trocada por "colônia" ou "assentamento" israelense), ou mesmo quando meramente acompanha os soldados, como faz a Fox News, por exemplo. Quanto ao "terrorismo", teria um emprego de função dupla: incutir medo, e afastar qualquer possibilidade de conhecimento das motivações dos "terroristas". Fisk foi muito criticado, após o 11/9, por interrogar a respeito das razões dos terroristas. Especialmente em um período em que uma "guerra contra o Terror" seria justificável por si mesma.
 
Fisk foi incisivo em vários momentos, e praticamente dominou a entrevista. O cartunista Paulo Caruso chegou a fazer um cartum com os dois jornalistas se degladiando. Mas isso que é estranho aos brasileiros, parecia bem normal aos anglo-saxões. Por aqui não temos o costume de discussões acaloradas em encontros públicos; elas tendem a ser, para nós, vexatórias. Diferente da postura tranquila dos jornalistas, um para com o outro. Eles sabiam muito bem que não é ad hominem  que um verdadeiro debate se constitui.
 
Enfim, pela participação de dois jornalistas como esses, e de diferentes vieses, vale muito a pena conferir.
 
- pesquisa de preços dos DVD´s do Roda Viva. 

July 16, 2007

As vaias ao presidente Lula


Até agora tento compreender o estatuto das vaias ao presidente Lula, na abertura do Pan. Várias "hipóteses" já foram colocadas. Nenhuma, entretanto, satisfatória.
 
Para os "direitistas", trata-se de uma manifestação espontânea, popular. É o pasmo de certos jornalistas contra interpretações contrárias: como César Maia teria levado 90 mil pessoas ao Maracanã? Se isso é impossível, a conclusão implícita é a da manifestação espontânea.
 
Para os "esquerdistas", as hipóteses provém desde a desaprovação dos cariocas pelo presidente, à manipulação dos ingressos pela prefeitura do Rio. No dia anterior, as vaias já estavam lá, no ensaio geral. Porque não dizer que foram também ensaiadas?
 
comentamos sobre a ausência de discussão, e a posição estereotipada que adota a maioria dos partidários desses "lados". De um lado, chega a ser cômica a ousadia de afirmar que, nos gritos do estádio, estava representado o povo brasileiro. De outro, sem investigação alguma, tratam-se apenas de hipóteses.
 
Dos dois lados, pode-se dizer que a formulação de hipóteses tem vantagem sobre a interpretação generalista. Se concluímos que nas vaias estão todos os anseios do Brasil, o assunto termina por aí, como questão de gosto, e não de constatação. Mas, se a manifestação foi anômala - como o foi -, não seria inútil buscar saber mais a respeito. Esquecemos disso, mas não seria a curiosidade o ofício real do jornalista?
 
Pelo andar da carruagem, tudo indica que tanto pelo lado da imprensa, quanto do presidente, o assunto parece encerrado. 
 
*** 

Os "dois lados"

Um leitor tentou argumentar que, meramente enunciando e descrevendo os "dois lados" do affair, mata-se a discussão, e as motivações de cada "lado". Mas esse leitor, em especial, esquece - pois ocupa um desses dois lados, e motivações - de algumas coisas:
 
A primeira é a ausência de discussão efetiva entre esses lados. Há disputa, não discussão.
 
A segunda é a maneira estereotipada, e pouco convincente, que cada "lado" da discussão adota para si mesmo como postura. E isso nós vemos no gigantesco abismo brasileiro entre as idéias e a prática, ou na gravíssima confusão entre as esferas pública e privada: boa parte dos ideais políticos, no Brasil, nunca tenderam a funcionar. O que sempre ocorreu foi um amálgama de projeto, com disposições efetivas. Teorias de um lado, prática de outro. Mas se a idéia é oportuna demais para motivações que nunca pertenceram à própria idéia, dá-se um jeitinho. Basta analisar as ideologias partidárias, e depois as coligações dos últimos anos, para se ter uma noção. As "idéias" são colocadas em prática quando convém. O problema todo é: para quem convém?
 
O terceiro aspecto, finalmente, é a grosseria, ou a tosquice, com que idéias são adotadas no Brasil. Adotam-se grandes temas, em sua generalidade, sem considerar efetivamente as consequências, maquinações, implicações. E ainda mais, sem considerar os detalhes. Essa tosquice é responsável: pelo debate não seguir adiante; pelo "debatentes" não conseguirem produzir efeito algum na realidade; e por suas "motivações" serem totalmente equivocadas. Equivocadas, porque os programas da ação, no Brasil, não seguem o das idéias. Mesmo para quem as defende.
 
É esse sentido de interrogação que se explorou no outro texto. Não se trata de neutralizar motivações, mas essas outras motivações que não servem para nada.

Quando o negócio (ou a entrevista?) vai mal.


Chegaram ao Catatau com: "o que perguntar a um candidato a uma vaga de estagio".

Espere aí, Sr. Entrevistador. Então você entrevistará candidatos, e não sabe o que perguntar a eles?  

Sorte que, como resposta, você chegou a esse texto;)

Ou a entrevista será assim?


Iman Maleki - pintura


link: imanmaleki.com

Pintor iraniano que mistura realismo com outros elementos criativos.

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daqui

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daqui

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daqui (essa lembra Ala Bashir)

- Pesquisa de livros sobre pintura e pintores

- tags: pintura painter art artist iman maleki

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