<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
<channel>
	<title>Comments on: Edward Said, sobre o Orientalismo</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2007/08/28/edward-said-sobre-o-orientalismo/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 20:33:39 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=1.5.1-alpha</generator>

	<item>
		<title>by: Carlos</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2007/08/28/edward-said-sobre-o-orientalismo/#comment-2095</link>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:50:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2007/08/28/edward-said-sobre-o-orientalismo/#comment-2095</guid>
					<description>Carlos Maia,

Também concordo com você que o humanismo é pré-requisito para qualquer civilização. Mas esse humanismo, principalmente por parte dos EUA, é um humanismo hipócrita. Veja o caso da invasão do Iraque. Arrasaram com o país, sem motivo algum, para depois levarem uma suposta ajuda humanitária. Na Bósnia foi a mesma coisa. As tais manobras humanistas só vieram depois do massacre. Esperaram os sérvios arrasar com os bósnios, para depois levar a tal ajuda. Na palestina é o mesmo discurso. Israel pode fazer de tudo, com a desculpa de que é uma democracia!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Carlos Maia,</p>
	<p>Também concordo com você que o humanismo é pré-requisito para qualquer civilização. Mas esse humanismo, principalmente por parte dos EUA, é um humanismo hipócrita. Veja o caso da invasão do Iraque. Arrasaram com o país, sem motivo algum, para depois levarem uma suposta ajuda humanitária. Na Bósnia foi a mesma coisa. As tais manobras humanistas só vieram depois do massacre. Esperaram os sérvios arrasar com os bósnios, para depois levar a tal ajuda. Na palestina é o mesmo discurso. Israel pode fazer de tudo, com a desculpa de que é uma democracia!!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: carlos maia</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2007/08/28/edward-said-sobre-o-orientalismo/#comment-1867</link>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2007 18:16:43 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2007/08/28/edward-said-sobre-o-orientalismo/#comment-1867</guid>
					<description>Emir Sader fez crítica igual há duas semanas em seu blog. Nos tempos de pós modernidade onde o egoísmo é o fluxo prioritário, o humanismo é fundamental, como assevera Luc Ferry. Sader chega ao absurdo e ao ridículo de criticar as manobras humanistas dos EUA e dos países europeus na Sérvia, movimentos fundamentais para impedir o massacre étnico, a barbárie, dos muçulmanos pelas tropas de Milosevic. Não se pode nunca generalizar, mas o humanismo é o ponto de partida de qualquer civilização. Said sempre foi meio ambiguo ao  bárbaro radicalismo islâmico da maioria dos países muçulmanos, onde a civilização está bem distante.
 &lt;em&gt;
&lt;strong&gt;RE: &lt;/strong&gt;Oi Carlos, 
Muito bom ver você por aqui, obrigado pelo comentário. Penso que teu blog pode trazer boas interlocuções, pelo nível que você coloca em várias das idéias. 
Não acompanho o blog do Emir Sader, mas seria um informe do teu blog que comentei, a respeito de humanismo e universalismo? 
Em relação a essas questões, acho interessante um filme turco chamado Kurtlar Vadisi, você assistiu? É uma espécie de 'Rambo' do oriente, que enfrenta a ocupação norte-americana no Iraque. O que acho realmente interessante nesse filme são os estereótipos grosseiros, mas que pegam traços muito específicos do que seria o discurso 'humanitário' que sustenta a guerra: para além dos valores dos povos que lá vivem, ocorre todo um discurso que desvalida esses valores, impõe-se sobre eles, e que convive com a promessa de uma espécie de caráter &quot;salvífico&quot;. Daí o &quot;radicalismo&quot; (quando imputamos radicalidade a alguém, às vezes nos colocamos no lado oposto) aparecer como uma espécie de sintoma, extravasamento: nunca justificado (mesmo no filme), mas contextualizado. 
É dentro desse tipo de dinâmica que várias atuações &quot;humanistas&quot; recebem sua legitimidade. Obviamente, é triste ver gente criticando (não acompanho Sader, estou falando do fato da crítica) ajuda humanitária em países necessitados. Mas não se pode nunca ignorar que essa ajuda &quot;humanitária&quot; sempre é um momento segundo em relação a um contexto prévio, que inclusive se relaciona a caracteres de política internacional, e a certos modos de vida e posturas &quot;humanistas&quot; hegemônicas. Um bom exemplo é perguntar, nesse contexto do argumento humanitário, sobre o quanto os EUA atuam em países africanos ser infinitamente menos do que fazem no Iraque, sob propósitos até hoje não justificados.
O que esse filme turco me faz pensar, nesse contexto, é precisamente como vários modelos de 'humanismo' invalidam uns aos outros, precisamente por seu caráter contraditório. Aí talvez a posição pluralista que parecemos encontrar em Said ser um bom caminho: para além de humanismos locais (os humanismos do século XX pareceram como projeções universais de temas locais - não seriam esses humanismos bárbaros?), alçar a uma espécie de pluralismo universal, que é a própria suspensão dessa projeção. Não se trata de recair em um pós-modernismo ingênuo, da ausência de valores; mas como &lt;a href=&quot;http://catatau.blogsome.com/2007/07/30/civilizacao-e-pluralismo-em-dois-domingos/&quot;&gt;vimos nesse texto&lt;/a&gt;, de assumir uma espécie de &quot;razão crítica&quot;. O que você acha?
abração,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Emir Sader fez crítica igual há duas semanas em seu blog. Nos tempos de pós modernidade onde o egoísmo é o fluxo prioritário, o humanismo é fundamental, como assevera Luc Ferry. Sader chega ao absurdo e ao ridículo de criticar as manobras humanistas dos EUA e dos países europeus na Sérvia, movimentos fundamentais para impedir o massacre étnico, a barbárie, dos muçulmanos pelas tropas de Milosevic. Não se pode nunca generalizar, mas o humanismo é o ponto de partida de qualquer civilização. Said sempre foi meio ambiguo ao  bárbaro radicalismo islâmico da maioria dos países muçulmanos, onde a civilização está bem distante.<br />
 <em><br />
<strong>RE: </strong>Oi Carlos,<br />
Muito bom ver você por aqui, obrigado pelo comentário. Penso que teu blog pode trazer boas interlocuções, pelo nível que você coloca em várias das idéias.<br />
Não acompanho o blog do Emir Sader, mas seria um informe do teu blog que comentei, a respeito de humanismo e universalismo?<br />
Em relação a essas questões, acho interessante um filme turco chamado Kurtlar Vadisi, você assistiu? É uma espécie de &#8216;Rambo&#8217; do oriente, que enfrenta a ocupação norte-americana no Iraque. O que acho realmente interessante nesse filme são os estereótipos grosseiros, mas que pegam traços muito específicos do que seria o discurso &#8216;humanitário&#8217; que sustenta a guerra: para além dos valores dos povos que lá vivem, ocorre todo um discurso que desvalida esses valores, impõe-se sobre eles, e que convive com a promessa de uma espécie de caráter &#8220;salvífico&#8221;. Daí o &#8220;radicalismo&#8221; (quando imputamos radicalidade a alguém, às vezes nos colocamos no lado oposto) aparecer como uma espécie de sintoma, extravasamento: nunca justificado (mesmo no filme), mas contextualizado.<br />
É dentro desse tipo de dinâmica que várias atuações &#8220;humanistas&#8221; recebem sua legitimidade. Obviamente, é triste ver gente criticando (não acompanho Sader, estou falando do fato da crítica) ajuda humanitária em países necessitados. Mas não se pode nunca ignorar que essa ajuda &#8220;humanitária&#8221; sempre é um momento segundo em relação a um contexto prévio, que inclusive se relaciona a caracteres de política internacional, e a certos modos de vida e posturas &#8220;humanistas&#8221; hegemônicas. Um bom exemplo é perguntar, nesse contexto do argumento humanitário, sobre o quanto os EUA atuam em países africanos ser infinitamente menos do que fazem no Iraque, sob propósitos até hoje não justificados.<br />
O que esse filme turco me faz pensar, nesse contexto, é precisamente como vários modelos de &#8216;humanismo&#8217; invalidam uns aos outros, precisamente por seu caráter contraditório. Aí talvez a posição pluralista que parecemos encontrar em Said ser um bom caminho: para além de humanismos locais (os humanismos do século XX pareceram como projeções universais de temas locais - não seriam esses humanismos bárbaros?), alçar a uma espécie de pluralismo universal, que é a própria suspensão dessa projeção. Não se trata de recair em um pós-modernismo ingênuo, da ausência de valores; mas como <a href="http://catatau.blogsome.com/2007/07/30/civilizacao-e-pluralismo-em-dois-domingos/">vimos nesse texto</a>, de assumir uma espécie de &#8220;razão crítica&#8221;. O que você acha?<br />
abração,</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
</channel>
</rss>

