September 14, 2007

Os livros que NÃO mudaram minha vida, e mais um desses links que tem TUDO.

Link é uma coisa engraçada. Encontrar links preciosos é algo como uma arte, e aí está uma das belezas do blog: linkar sempre, compartilhar, expandir os laços. emoticon

O Internet Archive é algo, digamos, MARAVILHOSO. Realiza bem a impressão de haver TUDO por lá (!!!).  Áudio, vídeo, texto, obras originais, motivos para passar horas cavocando.

Imperdível!

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September 12, 2007

O cérebro dos políticos

O SCIAM publicou a informação de um estudo no mínimo controvertido: "Somos predispostos para crenças políticas?". Pesquisaram 43 indivíduos. Inicialmente cada um se auto-classificava em uma escala de "extremely liberal" a "very conservative". Após isso, realizou-se um teste para averiguar como cada indivíduo adaptava respostas treinadas a novos estímulos.

Para medir o grau do conflito diante dos novos estímulos, lá estava o bom e velho cérebro, mais especificamente o cíngulo anterior cortical (anterior cingulate cortex ou ACC). Indivíduos auto-denominados "liberais" desempenharam maior sensibilidade para mudança do que os colegas "conservadores":

"People who have more sensitive activity in that area [ACC]'’, he notes, "are more responsive to these cues that say they need to adapt their behavior," reacting more quickly and accurately to the unexpected stimulus. On average, people who described themselves as politically liberal had about 2.5 times the activity in their ACCs and were more sensitive to the "No-Go cue'’ than their conservative friends.

"They are more sensitive to the need for change and more sensitive to the need to change their behavior," Amodio says about the politically left-leaning subjects.

Isso abre uma série de questões: que área cortical ou escala numérica poderia representar as opções políticas correspondentes ao Hamas e ao Fatah? E quanto ao Likud, ao Kadima, e ao Partido Trabalhista israelenses? O que dizer do Partido Comunista Francês? E os sociais democratas, onde ficariam nisso tudo? Comunistas chineses teriam resultados semelhantes aos cubanos? E mais: como caracterizar partidários de regimes ditatoriais financiados por democracias?

Esperemos os resultados mais surpreendentes: como seria o resultado ao comparar um Khoisan africano com um coroné brasileiro? Ou pensemos ainda, em um futuro próximo, nos estudos aplicados ;)

September 11, 2007

11/9

Na ocasião do 11 de setembro o presidente George Bush classificou o atentado às torres gêmeas como um "ato covarde", por não oferecer "possibilidade de defesa" às vítimas.

Classificou também o atentado como um "ato de guerra". Presenciamos as consequências até hoje.

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September 10, 2007

O que pode um cérebro?

img107/6851/xbrainub2.gif(Essa vai para certos tipos de programas que vemos por aí. ;) ) O que pode um cérebro? Essa pergunta é feita hoje em dia pelos mais diversos meios de divulgação da ciência, especialmente pela mídia de massa. Diz-se muito sobre o ‘poder do cérebro’, dos ‘cuidados’ para com ele, do que pode fazer, e dos grandes ’segredos’ da verdade sobre esse órgão. Mas, enfim, o que pode um cérebro?

Em primeiro lugar, um cérebro pode, quando obviamente ‘ligado’ (estar ligado já é redundante) ao corpo vivo qual faz parte, emitir uma série de sinais elétricos. Junto a esses sinais, é um complexo órgão que envolve toda uma cadeia de células e substâncias que, com os impulsos elétricos - e o corpo vivo a ele ‘ligado’ - auxiliam a auto-regulação de um organismo. Enfim, um cérebro - como os outros órgãos - preserva um corpo vivo, e faz parte das relações sistemáticas e funcionais inerentes ao organismo.

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September 7, 2007

Sobre o Plebiscito da Vale

Estava por fora do assunto, até o Azzuma avisar: até dia 9 de setembro ocorre plebiscito popular pela reestatização da Vale do Rio Doce. Informações sobre onde votar, aqui.
 
Mas continuo por fora do assunto, totalmente ignorante. O bom da ignorância é favorecer a pergunta, e nisso recorro aos caros vizinhos:
 
Inicialmente, o Maia afirma que o dono das reservas é o governo, enquanto a iniciativa privada é apenas concessionária; portanto, que seria errôneo o argumento da privatização pura e simples. A Vale é "nossa", e apenas a exploração do solo seria privada. Ainda, sugere que o plebiscito é  particular, e não popular, como o do desarmamento. Para o Alon, pelo contrário, o interesse público mostra que o carátrer "particular" é bem democrático.
 
Já o NaPrática lembra do preço irrisório da venda (ou concessão), na época. Aspecto também ressaltado pelo Hermenauta, um leilão um tanto simples, ou (como afirma o Alon) uma venda de pelo menos 30 vezes menos do que valeria a Vale (rsss). O próprio Hermê mostra que, pela composição acionária, ela é um misto de iniciativa pública e privada: Previ (do Banco do Brasil) e BNDES detêm 67,6% da CVRD. Portanto, ações majoritárias controladas, direta ou indiretamente, pela esfera pública.
 
Conforme o Alon, se falamos em gestão de capitais, é curioso o argumento difundido da época, de que a Vale não dá lucro ou é mal gerida, e a concessão/privatização seriam as únicas opções. O argumento da má gestão pública não se resolve necessariamente pela saída da privatização, o que demonstra a existência de empresas estatais bem sucedidas. Ainda, não se trata de criar uma ligação necessária entre gestão pública e má gestão. Estas são bem visíveis em tempos nos quais economias neoliberais suplantam antigas práticas desenvolvimentistas… Sem projeto de país é fácil encontrar más gestões públicas, e já são vários os anos da crença que une má gestão apenas às gestões públicas. Ao lado da opção das privatizações, portanto, permaneceu sempre oculta uma outra alternativa evidente: a autoregulação efetiva da gestão pública.
 
Quanto ao argumento da falta de lucro, segundo o Alon ajudaria também a justificar a venda da Vale. Mas curiosamente, algumas de suas fontes procederiam das próprias instituições interessadas na compra.
 
Dentro de tudo isso, dado o estatuto privado da Vale, o que me parece importante perguntar nos momentos atuais é: como fica melhor, em termos públicos (arrecadação para benfeitorias públicas e afins), o estatuto dessa organização? A arrecadação do governo em termos de impostos e ganhos secundários (economia associada, empregos indiretos, etc.) seria maior ou menor do que se o próprio governo gerisse BEM a instituição?

Tomo a liberdade de citar uma primeira resposta do Hermenauta. Ela reabre a questão, em melhores termos:

Do jeito que as coisas são hoje, acho que claramente o Tesouro se beneficiaria mais dos dividendos pagos pela empresa do que dos impostos. Mas há vários pontos delicados nessa avaliação:

a) o uso desse recurso pelo Tesouro seria mais benéfico do que outro uso alternativo, por exemplo, no reinvestimento da própria empresa?

b) o enorme crescimento da Vale no período se deve mesmo ao impacto da demanda mundial, principalmente da China, por minérios, ou o fator preponderante foi a gestão mais voltada a resultados gerada pela privatização?

Quanto ao primeiro ponto, é preciso notar que há quem critique algumas decisões ousadas da CVRD, como a compra de outras mineradoras através de um enorme endividamento. Quanto ao segundo ponto, deve-se notar que há outras histórias de sucesso, como a da Petrobrás, que talvez sugiram que a gestão estatal pode ser eficiente mesmo, em determinadas condições.

Finalmente, vejo que nosso amigo Marcio Pimenta - que tem muito a contribuir - enfrenta compromissos bem prazeirosos. [Update: Aqui está a resposta dele!]
 
De todo modo, continua a pergunta ;)
 

September 5, 2007

A moral dos homenzinhos verdes

O Hermenauta anunciou que Keanu Reeves é possível candidato para uma nova regravação de "O dia em que a Terra parou" (compartilho da dúvida: será ele Gorth ou Klaatu? ;) ). Sobre esse filme, publicamos aqui o link para download e sobre a frase antológica: Klaatu Barada Nikto!
 
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Sobre "gente" de outros planetas, assisti novamente alguns dias atrás O Segredo do Abismo (The Abyss, 1989, dirigido por James Cameron). Para quem não sabe, lançaram algum tempo atrás a versão do Diretor, com mais cenas. Para quem gosta e viu apenas a versão antiga, incitamos a curiosidade com uma ‘palhinha spoilerizada’:
 
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A versão do diretor está disponível no fórum do Rapadura, para download, em formato .rmvb
 
Unindo os dois filmes, interessante pensar sobre seus contextos: Os dois foram gravados durante a Guerra Fria, cada qual em uma de suas extremidades. Os dois filmes tratam de alienígenas; também, da nossa ignorância humana diante de regras morais que seriam ao mesmo tempo nossas, e universais. Ainda, os filmes lidam com projeções bem interessantes de algumas culturas bem específicas (alguém adivinha??), como se todo o universo pensasse segundo esses temas. Finalmente, e o que ultimamente penso ser o mais interessante, é como certas manifestações do cinema projetam ideais morais não na religião, mas nos simpáticos - ou nem tanto assim - extra-terrestres.
 
Deveres morais de faceta extra-humana difíceis de serem cumpridos, e ainda prescritos por alienígenas? Isso soa bem engraçado.  

September 3, 2007

Hipertexto, Complexidade, e Blogs

Olha só como eu gostaria que fosse o nível das discussões atuais sobre blogs, especialmente após o debate entre blogueiros e o Estadão]

Hipertexto e Complexidade
Por Marcelo Bolshaw

Semiótica de Rede

Há no novíssimo folclore de ‘causos’ e estórias duvidosas da internet, uma que define bem o espírito do Hipertexto. Conta-se que há no Massachusetts Institute of Technology - MIT um concurso anual entre os alunos-hackers em que o primeiro lugar é conferido a quem estabelecer as mudanças mais significativas em sistemas informacionais  e que o grande vencedor até os nossos dias foi alguém que colocou o quadro de avisos da escola em frente a sala do diretor. Com esse ‘hipertexto’, o aluno estabeleceu um maior nível de interatividade entre a direção e a escola, mais eficaz e democrático do que todos recursos tecnológicos utilizados (sites, chats, listas, etc) até o momento.

Assim, o hipertexto seria, independente de seu conteúdo temático ou suporte físico, uma forma de mudar a forma das pessoas interagirem, entre si e diante da autoridade. Ele ‘cria’ novos universos e ‘enterra’ velhos paradigmas.

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