October 2, 2007
Do tempo
(…)
Dentro das filosofias
Dos confúcios galponeiros
Domadores, carreteiros
Que escutei nas noites frias
Acho que a fieira dos dias
Não vale a pena contar
E chego mesmo a pensar
Olhando o brasedo perto
Que a vida é um crédito aberto
Que é preciso utilizar.
Guardar dias pro futuro
É sempre a grande tolice
O juro é sempre a velhice
E de que adiante este juro
Se ao índio mais queixo duro
O tempo amansa no assédio
Gastar é o melhor remédio
No repecho e na descida
Porque na conta da vida
não adianta saldo médio!









Monsores Says —
É bela essa trova do Jayme Caetano Braun.
Postei no Weblog esses dias, em um open thread qualquer…
Gostei das indicações de livro. Voltarei sempre.
RE: Salve Monsores,
Bem-vindo por essas paragens!
A propósito, seu site é esse, não?
abração,
Made on October 2, 2007 @ 1:09 am
leandro Says —
Mas… bah, xirú velho!
Made on October 2, 2007 @ 1:26 am
_Maga Says —
Dos poucos versos dele que conheço, este é o meu preferido… adoro as questões do tempo… ou como diria outro grande poeta: o tempo é minha materia, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente. (Drummond).
Sempre que posso tenho tentado conhecer um pouco mais deste grande pajeador doa pampas e sempre me surpreendo…
Beijos
Made on October 2, 2007 @ 4:19 am
Thomás Says —
Não conhecia. Muito bom! Amor à vida, me lembrou Deleuze que até da vergonha de ser homem tira energia pa criar o novo e que da doença tira a capacidade de escuta da vida.
Abraço
Made on October 2, 2007 @ 2:21 pm
lulu Says —
lindo!
Made on October 3, 2007 @ 1:39 am
Alba Says —
Realmente lindo!
Made on October 3, 2007 @ 3:59 am
Carlos Maia Says —
Sou gaúcho de POA e fiquei impressionado com a poesia do Jayme Caetano Braum que é nome de viaduto por aqui. Muito boa. Posso copiar e colar?
Made on October 4, 2007 @ 3:11 am
Catatau Says —
Salve gente!
Claro Maia, manda brasa, o verso é belíssimo! Vc não conhecia?
Estou viajando, e na sequencia continuamos nossas tertulias!
abração,
Made on October 4, 2007 @ 6:46 pm