December 17, 2007

Animals, e Children of Men

Para quem não viu, Children of Men (2006) é um belo filme. Ilustra um futuro marcado por temas diretamente projetados por nosso presente: fascismo, guerras, doenças, e desilusão.
 
Várias cenas são de tirar o fôlego: algumas duram mais de 10 minutos, sem cortes. O youtube disponibiliza muitas (mas eu não recomendaria àqueles curiosos que gostam de fazer "clima" antes de ver um filme ;) ). Além disso, o filme é repleto de detalhes, que às vezes acompanham o roteiro, ou mesmo denotam outros sentidos.
 
Aqui consta uma boa resenha, sobre filmagem e implicações. De nossa parte, chamamos a atenção a uma das curiosas cenas:
 
A imagem “http://farm1.static.flickr.com/150/343066741_63143d6797.jpg?v=0” contém erros e não pode ser exibida.
 
Não se parece com a capa de Animals, do Pink Floyd?
 
A imagem “http://farm1.static.flickr.com/33/63745762_dc1dc5f8a3.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
 
***
E falando nesses futuros…
Depois de 25 anos da estréia de "Blade Runner" e após quatro versões, o diretor Ridley Scott está satisfeito com a última montagem do filme transformado em mito e que, ao contrário dos robôs humanóides que o protagonizam, parece ter vida eterna.

Assim garantiu o cineasta britânico, que completa 70 anos em novembro, na entrevista coletiva de apresentação do filme, exibido fora de competição no 64º Festival Internacional de Veneza.

Scott afirmou que, ao ver peças publicitárias e

vídeos musicais, se deu conta de que "’Blade Runner’ estava tendo uma influência muito forte nas novas gerações".

Além disso, "é uma obra artística" que "influiu muito no mundo da moda e também na obra de arquitetos de prestígio, que disseram que o filme tinha mudado seus conceitos", acrescentou.

Com o título de "Blade Runner: The Final Cut" (a montagem final), esta versão definitiva foi exibida pela primeira vez no sábado (1º) em Veneza. 

A paisagem do festival não podia ser mais diferente da obscura, caótica e tecnológica Los Angeles do ano 2019 no qual o filme é ambientado, uma mistura de cinema negro e ficção científica existencialista repleta de metáforas religiosas.

Para os que viram a versão anterior, "Blade Runner: The Director’s Cut" (a montagem do diretor), de 1992, a nova apresenta pequenas inovações que não alteram o espírito do filme, como ocorreu com o original, de 1982.

A versão de 2007 apresenta planos que contribuem para perfilar os personagens e suas relações, especialmente a do policial e a personagem interpretada pela atriz Sean Young, assim como alguns ajustes na inesquecível trilha sonora composta por Vangelis.

Outros planos que nunca convenceram Scott foram retocados graças à tecnologia digital.

Entre eles, estão a inclusão do rosto da atriz Joanna Cassidy na seqüência da perseguição de sua personagem, onde antes era possível perceber a presença de uma dublê na cena.

Também foi modificado o vôo da pomba que finaliza o famoso monólogo final do ator Rutger Hauer, presente na entrevista coletiva e cujas "naves em chamas além de Orión" ficaram marcadas na mente de várias gerações.

"Poucos trabalhos me deram tanta satisfação e prazer", ressaltou Hauer sobre a produção baseada no romance "Os andróides sonham com ovelhas elétricas?", de Philip K. Dick, sobre um grupo de replicantes - robôs de aspecto humano com vida limitada a quatro anos - que se rebelam e devem ser exterminados.

"É difícil explicar porque foi tão difícil a rodagem", mas o certo é que "quando o filme foi finalizado e foram realizadas as exibições prévias, o resultado foi ruim e alguns críticos me massacraram", lembrou Scott.

Os produtores concordaram com Scott em eliminar um plano no qual Ford sonhava com um unicórnio - chave para entender o personagem -, gravar uma locução que explicasse seus pensamentos durante todo o longa e procurar um final feliz.

Sobre isso, o diretor de "Alien" afirmou que fez "ajustes porque havia coisas que não funcionavam bem".

Em relação ao futuro da sétima arte, o diretor disse não ter idéia dos rumos do cinema e comentou que não é contra a onda de segundas partes de filmes de sucesso em Hollywood, porque "são divertidas, e isto é uma indústria".

Talvez o Catatau chegou atrasado para a festa, mas… a versão final é boa? 

3 Comments »

  1. leandro Says

    Animals, The Final Cut…

    Faltou “Wish You We Here”……

    RE: Boa, hehehe
    E o Division Bell, heim?!

    Made on December 18, 2007 @ 12:11 am

  2. Artur Says

    Catatau, você tem razão: é o porco pinkfloydiano!

    Made on December 18, 2007 @ 2:50 am

  3. Casa de Astérion Says

    Há uma outra foto do filme que mostra uma indústria igual a da capa do pink floyd. Acho que a referência é bem óbvia, não?

    RE: Isso mesmo, Fred. Até essa foto mesma, se observarmos, é tirada “dentro” da indústria, em ângulo bem parecido com o da capa

    Made on December 18, 2007 @ 3:11 am

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