April 30, 2008

O que é o Behaviorismo? (com vídeos de B. F. Skinner)

A referência, com mais 6 vídeos originais do próprio Skinner (!), consta lá no Avanços em História da Psicologia. Segue a definição ;) :

Behaviorismo (Comportamentalismo): Um movimento psicológico, agora extinto, construído sob a premissa de que você é o que você faz, e você faz porque você fez. Substituído pelas psicologia humanista (você é o que você sente), ciência cognitiva (você é o que você pensa), Dr. Atkins (você é o que come), e a publicidade moderna (você é o que dissermos).

Abaixo, duas fotos de B. F. Skinner,

img222/1295/skinnerky2.jpg  img222/4020/dracula3vk1.jpg

durante as pesquisas, e em uma curta passagem pelo cinema.

April 29, 2008

Malthus de novo

Reproduzo abaixo o pequeno "O Retorno de Malthus", de Luiz Marques, no História Viva.

 De todos os filósofos e pensadores da economia política que vicejaram desde o século XVIII, nenhum foi objeto de críticas tão unânimes quanto Thomas R. Malthus, autor em 1798 de um livro famoso: Um ensaio sobre o príncípio da população e sobre o modo como afeta o aperfeiçoamento futuro da sociedade. O pessimismo de sua tese, segundo a qual “há uma constante tendência em todas as formas de vida animada a crescer além dos estoques de alimentação disponíveis para ela”, jamais granjeou consenso. Pois a tal pessimismo, opunham-se dois tipos de otimismo. Os “integrados”, ou seja, os otimistas liberais, sempre acusaram Malthus de miopia apocalíptica, argumentando que a simbiose entre a livre-iniciativa e a tecnologia seria capaz de prover indefinidamente a demanda global de alimentos. A “revolução verde” deu-lhes razão. De seu lado, os “apocalípticos”, vale dizer, os otimistas quanto à capacidade humana de superar o capitalismo, sempre o consideraram um “integrado”, um reacionário empedernido, contrário até mesmo à mais tímida legislação paliativa da pobreza. O progresso da legislação social desde a Revolução Francesa também deu-lhe razão.

Mas as coisas mudaram. Transcorridos 210 anos do ensaio de Malthus, esses dois tipos de otimismo debatem-se em crises terminais, enquanto o pessimismo malthusiano retorna. Dados da ONU: em 2008, a população urbana do planeta está se equiparando à população rural; beiramos hoje 6,8 bilhões; em 70 anos, de 1950 a 2020, mais que triplicaremos; nos próximos 40 anos atingiremos a marca de 9,2 bilhões de indivíduos: 50% a mais que a população de 2000; em 2050, 6,4 bilhões de pessoas – o equivalente à população atual do planeta! – apinhar-se-ão em cidades. Portanto, em 40 anos (2010-2050), a população urbana, sempre sequiosa de alimentos, duplicará.
 
Haverá 50% a mais de alimentos no planeta em relação à produção já insuficiente de 2000? A resposta é não. A revolução verde atingiu seus limites. Ela foi possível por causa do petróleo abundante e barato e a conseqüente petroquímica dos fertilizantes e defensivos agrícolas. Enxertamos no solo quantidades imensas de energia fóssil. Segundo Richard Manning (The oil we eat, O petróleo que comemos) “as plantações de Iowa [EUA] requerem a energia de 4 mil bombas de Nagasaki por ano”. E esse é o padrão atual da agricultura de escala. Ora, é consenso que a tecnologia será incapaz de descobrir novas jazidas de petróleo em ritmo compatível com o do crescimento da demanda. O esgotamento das reservas petrolíferas é um fato. Ela já acarreta o aumento implacável dos preços do petróleo e o dos alimentos agrícolas, analisado por Paul Krugman em artigo do Washington Post de 7 de abril (“Grains gone wild”, Os grãos enlouqueceram). Isto para não falar no pior: o declínio dos cardumes e a demanda crescente por gado de corte, voraz consumidor de florestas e grãos, com custos ambientais terrificantes. Mas é melhor parar por aqui: neste assunto os carnívoros humanos nem querem ouvir falar.

Muito interessante o modo como Marques colocou Malthus entre os liberais e os marxistas: entre a "liberdade" do mercado, constatável a posteriori, e a condução das estruturas sociais por uma massa consciente, figuraria o pensador inglês, ou mais precisamente o significado que se poderia extrair de sua obra.

Contra o liberalismo, a presença de um Malthus "atual" mostraria que não ocorre nem um equilíbrio espontâneo e igualitário da economia, e nem um consumo "livre" adequado a recursos infinitos. Contra os socialismos reais, afirmaria que a própria realidade mostrou a impossibilidade de superar os instrumentalismos em direção a uma razão substantiva.

"Mas é melhor parar por aqui: neste assunto os carnívoros humanos nem querem ouvir falar." [2] ;)

April 28, 2008

Obras Completas de Charles Darwin on-line

 
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“…it is always advisable to perceive clearly our ignorance.”
 
*** 
Para ter uma idéia do tamanho do acervo, e da preciosidade,
Segundo a organização da Biblioteca Universitária de Cambridge, esta é a maior coleção de documentos e manuscritos de Darwin. São cerca de 20 mil itens e 90 mil imagens que por décadas foram acessados apenas por acadêmicos. Os documentos foram doados pela família de Darwin em 1942, mas a instituição os recebeu apenas após a Segunda Guerra Mundial.

Illan Pappé e o debate brasileiro

Vale muito ler a resenha de Daniel Lopes ao livro de Ilan Pappé, The Ethnic Cleasing of Palestine [pesquisa de preços].

 Lendo a mídia main stream do Ocidente fica-se com a impressão de que o que ocorreu na década de 40 do século passado foi a criação de um país para os judeus numa terra quase ou completamente desabitada, pronto para conviver em paz e harmonia com o povo palestino, se apenas este assim desejasse. Com o passar dos anos, ainda segundo a lenda, por estarem as nações árabes cheias de “anti-semitas” prontos a perpetrarem um “segundo Holocausto”, o inocente país judaico teve que se armar e, imediatamente após, começar a praticar atos bélicos – unicamente em legítima defesa. Esse engodo de “uma terra sem povo para um povo sem terra”, claro, não floresceu à toa no imaginário do Ocidente cristão.

Talvez a resenha do Daniel seja uma das primeiras em terras tupiniquins, dentro de recente proposta do "clube de leituras" do Biscoito.  

Sobre esse livro, em outra oportunidade vinculamos resenhas, referências e entrevistas com o autor.

Vale a pena acompanhar a resenha junto com o pequeno documentário The Road to Palestine, de Robert Fisk. Ressonância com vários movimentos do texto do Daniel.

April 24, 2008

De Virgílio, a Dante (de A Divina Comédia)

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Ilustração do Canto XXIII da Divina Comédia, por Gustav Doré
 
 
“Eia! toda a fraqueza em ti se mude!
Em ócio” — disse o Mestre — “ou sobre a pluma
Prêmios ninguém conquista da virtude.

“Aquele que a existência assim consuma,
Tal vestígio de si deixa na terra,
Como o fumo no ar e na água a espuma.

“Ergue-te, pois! Torpor de ti desterra!
Recobra o esforço que os perigos vence!
Impere alma no corpo em que se encerra!

“Que vais subir muito alto a mente pense;
Desse abismo não basta haver saído.
Será teu prol, se a minha voz convence”.
 

(Divina Comédia, Inferno, passagem do Canto XXIV. Tradução de José Pedro Xavier Pinheiro) 
 
Sobre Dante, esse site traz a Divina Comédia completa, com referências de estudos e traduções (inclusive com o poema original).  A tradução completa de José Xavier Pinheiro consta aqui. É notável o trabalho de conservação das rimas.
 
Finalmente, Gustav Doré tem vários sites dedicados às suas gravuras, que vão da Bíblia até Dom Quixote, passando também por Dante. Especialmente o Doré Ilustrations traz as imagens em alta resolução. Vale muito a pena conferir.

April 22, 2008

Indios

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"Família de um Chefe Camacã preparando-se para uma festa", de Debret
 
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April 18, 2008

Estereótipos e sucesso

Photobucket - Video and Image Hosting


imagem de Indigenous Races of the Earth, de 1857 (daqui, por aqui)
 
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A bela China, por Feng Jiang

Feng Jiang - Beautiful China
 
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April 16, 2008

O argumento do tacape

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April 15, 2008

Te doy una cancion

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Procurando por músicas de Silvio Rodriguez, eis que aparece essa preciosidade: Todo el Folklore de America. Trata-se de uma minuciosa compilação de referências e músicas da América Latina, durante todo o século XX. Quanto a Rodriguez, simplesmente a discografia inteira está vinculada. E logo depois dele, "el maestro" (como diz Luiz Marenco) Dom Alfredo Zitarrosa (para não mencionar outros!).

***

E falando em América Latina, vale muito mencionar a mudança de endereço do Marcio Pimenta para o "Diplomacia Bossa Nova". A mudança também foi de "nuance" da escrita do Marcio. O site ficou mais "sério" (não no sentido de humor) e rigoroso, talvez pelos primeiros resultados de sua pesquisa em Estudos Latino-Americanos despontarem no horizonte. O Marcio escreve muito bem, e é um ótimo interlocutor.