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	<title>Comments on: Malthus de novo</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/</link>
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	<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:26:53 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Luis</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2534</link>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 01:56:17 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2534</guid>
					<description>Bom, tem o economista Georgescu-Roegen, citado por Guerreiro Ramos, que lembra o caráter entrópico de toda atividade econômica, de modo que esta seria limitada pela capacidade regenerativa da natureza.

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Você tem alguma recomendação de texto, Luis?&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Bom, tem o economista Georgescu-Roegen, citado por Guerreiro Ramos, que lembra o caráter entrópico de toda atividade econômica, de modo que esta seria limitada pela capacidade regenerativa da natureza.</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Você tem alguma recomendação de texto, Luis?</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Adriano</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2529</link>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 20:33:14 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2529</guid>
					<description>Como contrapeso seria interessante ler o texto de Joel Pinheiro, também sobre Malthus, &quot;&lt;a href=&quot;http://tavista.blogspot.com/2008/04/medos-malthusianos.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Medos Malthusianos&lt;/a&gt;&quot;.

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Olá Adriano!
Obrigado pela referência. 
Obviamente, não defendo o que o autor acima mencionou, mas sim busquei apresentar como as idéias são interessantes. Em relação ao texto do Joel Pinheiro, parece haver um certo &quot;smithianismo&quot; ali que conta ainda com algo que o texto do Marques já preveu. Como se houvesse um &quot;utilitarismo&quot; (bem antigo, diverso dos instrumentalismos de relações mais atuais) do homem, implícito nas relações de mercado e de trabalho. Assim é que ele vê com bons olhos o aumento da população, como se por si só oferecesse um aumento de cabeças pensantes, e portanto, de criação e alternativas; e assim ele vê com bons olhos que o aumento da população necessariamnte criaria divisão de trabalho. 

Ora, na primeira opção a boa questão não parece residir no fator de que mais gente resulta em mais cabeças pensantes, mas sim no estatuto que damos às cabeças pensantes, seja qual for o número delas (o que de algum modo Alisson, Alba e Fred chamaram a atençõa). Na divisão do trabalho, também a relação entre aumento populacional e divisão não seriam fatores secundários, em relação às próprias dinâmicas do mercado e do trabalho? Não se cria divisão por haver mais gente, mas sim por haver maiores necessidades produtivas; não seria este fator mais relevante e prioritário? (claro que mais gente cria maiores necessidades produtivas, e pressupõe maior divisão de trabalho; mas o fato de haverem &quot;mais chineses&quot; consumindo não quer dizer apenas que existem &lt;strong&gt;absolutamente &lt;/strong&gt;&quot;mais chineses&quot;, mas sim que as relaçoes de produção e trabalho criaram condições em que &lt;strong&gt;relativamente &lt;/strong&gt;mais gente possa consumir, etc. etc...)&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Como contrapeso seria interessante ler o texto de Joel Pinheiro, também sobre Malthus, &#8220;<a href="http://tavista.blogspot.com/2008/04/medos-malthusianos.html" rel="nofollow">Medos Malthusianos</a>&#8220;.</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Olá Adriano!<br />
Obrigado pela referência.<br />
Obviamente, não defendo o que o autor acima mencionou, mas sim busquei apresentar como as idéias são interessantes. Em relação ao texto do Joel Pinheiro, parece haver um certo &#8220;smithianismo&#8221; ali que conta ainda com algo que o texto do Marques já preveu. Como se houvesse um &#8220;utilitarismo&#8221; (bem antigo, diverso dos instrumentalismos de relações mais atuais) do homem, implícito nas relações de mercado e de trabalho. Assim é que ele vê com bons olhos o aumento da população, como se por si só oferecesse um aumento de cabeças pensantes, e portanto, de criação e alternativas; e assim ele vê com bons olhos que o aumento da população necessariamnte criaria divisão de trabalho. </p>
	<p>Ora, na primeira opção a boa questão não parece residir no fator de que mais gente resulta em mais cabeças pensantes, mas sim no estatuto que damos às cabeças pensantes, seja qual for o número delas (o que de algum modo Alisson, Alba e Fred chamaram a atençõa). Na divisão do trabalho, também a relação entre aumento populacional e divisão não seriam fatores secundários, em relação às próprias dinâmicas do mercado e do trabalho? Não se cria divisão por haver mais gente, mas sim por haver maiores necessidades produtivas; não seria este fator mais relevante e prioritário? (claro que mais gente cria maiores necessidades produtivas, e pressupõe maior divisão de trabalho; mas o fato de haverem &#8220;mais chineses&#8221; consumindo não quer dizer apenas que existem <strong>absolutamente </strong>&#8220;mais chineses&#8221;, mas sim que as relaçoes de produção e trabalho criaram condições em que <strong>relativamente </strong>mais gente possa consumir, etc. etc&#8230;)</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Fred</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2526</link>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 00:37:26 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2526</guid>
					<description>Pergunta, é insuficiente mesmo, ou a distribuição é que é desigual? Outra, não há que se analisar a questão, atualíssima, dos biocombustíveis, que ora aparecem do lado &quot;inimigo&quot;, ou seja, tomando o lugar da produção de alimentos? 
Lembro do comentário de Josué de Castro, em Biologia Social, sobre Malthus, vou procurar aqui em casa e repasso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Pergunta, é insuficiente mesmo, ou a distribuição é que é desigual? Outra, não há que se analisar a questão, atualíssima, dos biocombustíveis, que ora aparecem do lado &#8220;inimigo&#8221;, ou seja, tomando o lugar da produção de alimentos?<br />
Lembro do comentário de Josué de Castro, em Biologia Social, sobre Malthus, vou procurar aqui em casa e repasso.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Alba</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2524</link>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 23:06:34 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2524</guid>
					<description>Catatau,

Apesar de levar em conta a sua posição, estou com a Alisson. A questão ambiental, que tornou-se alarmante em nossos dias, só passou a se tornar uma preocupação relevante nos últimos 20 anos, salvo engano.

Por um lado, temos o capitalismo voraz que exaure recursos mais rapidamente do que podem se reproduzir.Mais. O modelo americano faz escola na China, que apenas com sua população gigantesca, já dá conta de tornar a ameaça de escassez ainda mais palpável.

Por outro lado, a experiência do socialismo real também foi terrível, rendendo vários &quot;desertos&quot; de difícil recuperação, no afã da industrialização rápida.

Ao lado disso tudo, está provado que a produção de alimentos é suficiente para todos, o grande problema continua a ser o capitalismo, particularmente na sua fase atual, que concentra ainda mais a riqueza.

Mas, sem dúvida, temos um problema com o crescimento da população urbana. Hobsbawn em seu último livro alerta para esse fato, lembrando que nunca na História, a população urbana foi maior do que a rural, com tudo que isso acarreta.

De toda forma, pelo que conheço de Malthus, difícil vê-lo como mais do que um conservador (hoje) e nos tempos dele, vá lá, liberal, mas com fortes tintas religiosas, inclusive.

Abraço!

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; O que parece interessante, Alba e Fred, é precisamente o que o autor chama a atenção: como se os modelos conhecidos de &quot;esquerda&quot; e &quot;direita&quot; não funcionassem, apenas nas idéias. Ele &quot;chamou&quot; algo como um &quot;malthusismo&quot; para dizer isso. A questão é interessante. Como superar tal crítica?
abração,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Catatau,</p>
	<p>Apesar de levar em conta a sua posição, estou com a Alisson. A questão ambiental, que tornou-se alarmante em nossos dias, só passou a se tornar uma preocupação relevante nos últimos 20 anos, salvo engano.</p>
	<p>Por um lado, temos o capitalismo voraz que exaure recursos mais rapidamente do que podem se reproduzir.Mais. O modelo americano faz escola na China, que apenas com sua população gigantesca, já dá conta de tornar a ameaça de escassez ainda mais palpável.</p>
	<p>Por outro lado, a experiência do socialismo real também foi terrível, rendendo vários &#8220;desertos&#8221; de difícil recuperação, no afã da industrialização rápida.</p>
	<p>Ao lado disso tudo, está provado que a produção de alimentos é suficiente para todos, o grande problema continua a ser o capitalismo, particularmente na sua fase atual, que concentra ainda mais a riqueza.</p>
	<p>Mas, sem dúvida, temos um problema com o crescimento da população urbana. Hobsbawn em seu último livro alerta para esse fato, lembrando que nunca na História, a população urbana foi maior do que a rural, com tudo que isso acarreta.</p>
	<p>De toda forma, pelo que conheço de Malthus, difícil vê-lo como mais do que um conservador (hoje) e nos tempos dele, vá lá, liberal, mas com fortes tintas religiosas, inclusive.</p>
	<p>Abraço!</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> O que parece interessante, Alba e Fred, é precisamente o que o autor chama a atenção: como se os modelos conhecidos de &#8220;esquerda&#8221; e &#8220;direita&#8221; não funcionassem, apenas nas idéias. Ele &#8220;chamou&#8221; algo como um &#8220;malthusismo&#8221; para dizer isso. A questão é interessante. Como superar tal crítica?<br />
abração,</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Alisson</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2518</link>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 12:55:48 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/04/29/malthus-de-novo/#comment-2518</guid>
					<description>Olá,
Tenho uma questão:
Não é a experiência, real e exclusiva, com um modo de produção anárquico, tal qual o capitalismo, que faz com que as conclusões malthusianas  ganhem espaço?
Para mim a questão se coloca do seguinte modo: revolução socialista ou barbárie.

E por socialismo entendo como um modo planejado de encaminhar tais problemas.

Saudações Catatau!
&lt;em&gt;
&lt;strong&gt;RE: &lt;/strong&gt;Olá Alisson!
Penso que por &quot;realidade&quot; o autor do texto colocou em escanteio tanto as alternativas socialistas, quanto capitalistas. Não sei responder, mas talvez ele tenha se encaminhado aos princípios das duas &quot;doutrinas&quot;: em primeiro lugar, a noção de livre mercado, como privilegiadora das liberdades individuais, como uma espécie de mecanismo invisível e não deliberado que naturalmente equilibra a sociedade, não se &quot;realizou&quot;, e nem agencia os resultados que pretende; em segundo lugar, a noção de regulação consciente das estruturas sociais, encabeçadas pelo que se convencionou chamar de &quot;socialismo real&quot;, também não se &quot;realizou&quot;. 
No entremeio, essas duas opções (a da liberdade como resultante das relações de mercado, ou a do controle das estruturas por indivíduos livres) expulsavam o pessimismo de Malthus. Mas a &quot;realidade&quot; mesma mostraria que são elas que estão &quot;erradas&quot;. É como dizer que as duas principais doutrinas dos séculos XVIII-XX relativas a algum tipo de &quot;humanismo&quot; faliram, o que é uma questão gigantesca.
O que lhe parece?
abraços,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Olá,<br />
Tenho uma questão:<br />
Não é a experiência, real e exclusiva, com um modo de produção anárquico, tal qual o capitalismo, que faz com que as conclusões malthusianas  ganhem espaço?<br />
Para mim a questão se coloca do seguinte modo: revolução socialista ou barbárie.</p>
	<p>E por socialismo entendo como um modo planejado de encaminhar tais problemas.</p>
	<p>Saudações Catatau!<br />
<em><br />
<strong>RE: </strong>Olá Alisson!<br />
Penso que por &#8220;realidade&#8221; o autor do texto colocou em escanteio tanto as alternativas socialistas, quanto capitalistas. Não sei responder, mas talvez ele tenha se encaminhado aos princípios das duas &#8220;doutrinas&#8221;: em primeiro lugar, a noção de livre mercado, como privilegiadora das liberdades individuais, como uma espécie de mecanismo invisível e não deliberado que naturalmente equilibra a sociedade, não se &#8220;realizou&#8221;, e nem agencia os resultados que pretende; em segundo lugar, a noção de regulação consciente das estruturas sociais, encabeçadas pelo que se convencionou chamar de &#8220;socialismo real&#8221;, também não se &#8220;realizou&#8221;.<br />
No entremeio, essas duas opções (a da liberdade como resultante das relações de mercado, ou a do controle das estruturas por indivíduos livres) expulsavam o pessimismo de Malthus. Mas a &#8220;realidade&#8221; mesma mostraria que são elas que estão &#8220;erradas&#8221;. É como dizer que as duas principais doutrinas dos séculos XVIII-XX relativas a algum tipo de &#8220;humanismo&#8221; faliram, o que é uma questão gigantesca.<br />
O que lhe parece?<br />
abraços,</em>
</p>
]]></content:encoded>
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