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	<title>Comments on: Categorias raciais e sociais, no informe sobre ações afirmativas.</title>
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	<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 18:13:25 +0000</pubDate>
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		<title>by: Artur</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/05/05/categorias-raciais-e-sociais-no-informe-sobre-acoes-afirmativas/#comment-2536</link>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 18:43:46 +0100</pubDate>
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					<description>Sou contra cotas raciais. Sou a favor das cotas baseadas em critérios de renda. Não existe raça entre os humanos. Existe, sim, etnia (uma noção que supera os problemas ideológicos e trágicos da noção de raça -- em antropologia, a noção de etnia recompõe as relações entre natureza e cultura). Mas o problema educacional no Brasil, exceto na questão dos índios, não é étnico e sim social, como enfatizado por Catatau.

O que existe é racismo, isto é, uma construção ideológica que impõe assimetrias de poder ou relações de dominação, na qual características físicas perceptíveis como cor da pele, tipo de cabelo, formato de olhos, etc (logo, que têm significados sociais profundos nas relações sociais) são vistos de uma forma preconceituosa e discriminatória. A articulação de tais características, vistas como um todo coerente, é uma ficção construída socialmente -- uma ficção que tem efeitos reais. Em suma, &quot;raça&quot; só existe para os racistas e para aqueles que lutam contra o racismo utilizando a mesma ficção dos racistas: a noção de raça.

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Olá Artur, 
De fato o post pecou por não deixar evidente, e ainda deixar meio solta, a separação entre raça e etnia. Tua observação coloca tudo nos devidos termos.
abração,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Sou contra cotas raciais. Sou a favor das cotas baseadas em critérios de renda. Não existe raça entre os humanos. Existe, sim, etnia (uma noção que supera os problemas ideológicos e trágicos da noção de raça &#8212; em antropologia, a noção de etnia recompõe as relações entre natureza e cultura). Mas o problema educacional no Brasil, exceto na questão dos índios, não é étnico e sim social, como enfatizado por Catatau.</p>
	<p>O que existe é racismo, isto é, uma construção ideológica que impõe assimetrias de poder ou relações de dominação, na qual características físicas perceptíveis como cor da pele, tipo de cabelo, formato de olhos, etc (logo, que têm significados sociais profundos nas relações sociais) são vistos de uma forma preconceituosa e discriminatória. A articulação de tais características, vistas como um todo coerente, é uma ficção construída socialmente &#8212; uma ficção que tem efeitos reais. Em suma, &#8220;raça&#8221; só existe para os racistas e para aqueles que lutam contra o racismo utilizando a mesma ficção dos racistas: a noção de raça.</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Olá Artur,<br />
De fato o post pecou por não deixar evidente, e ainda deixar meio solta, a separação entre raça e etnia. Tua observação coloca tudo nos devidos termos.<br />
abração,</em>
</p>
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	<item>
		<title>by: carlos maia</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/05/05/categorias-raciais-e-sociais-no-informe-sobre-acoes-afirmativas/#comment-2535</link>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 17:26:53 +0100</pubDate>
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					<description>Na mosca, Catatau. &quot;Generalização equivocada&quot; é um vício muito comum na discussão política desse complicado Brasilsão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Na mosca, Catatau. &#8220;Generalização equivocada&#8221; é um vício muito comum na discussão política desse complicado Brasilsão.
</p>
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		<title>by: Ricardo Cabral</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/05/05/categorias-raciais-e-sociais-no-informe-sobre-acoes-afirmativas/#comment-2533</link>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 17:18:23 +0100</pubDate>
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					<description>Copío e colo, com alguma edição no texto, um comentário que fiz tempos atrás lá no Idelber:

&lt;i&gt;Nunca cheguei a ter uma posição totalmente definida contra ou a favor das cotas. Mas tampouco fui simpático às cotas raciais. O que argumentei algumas vezes foi sobre a possibilidade de uma política de cotas, &lt;b&gt;com prazo preestabelecido para acabar&lt;/b&gt;, para oriundos de camadas sócio-econômicas mais baixas, de preferência que tivessem estudado em escolas públicas — neste ponto tenho dúvidas, mas de qualquer maneira retiraria, dentre elas, as escolas públicas (ainda) consideradas de nível elevado. O critério de escolha dos alunos permaneceria meritocrático, pois seriam escolhidos em função do ENEM, por exemplo — os melhores de suas escolas, mesmo que estas tenham tido desempenho regular no próprio ENEM —, e que tivessem a possibilidade de fazer cursos de nivelamento. O tal &quot;prazo para acabar&quot; dessa política diria respeito à mesma atrelar-se a um projeto nacional para mudar o próprio panorama do ensino público (mas não apenas deste último), com metas e prazos para tal melhora. O alcance dessas metas faria com que pouco a pouco a política de cotas deixasse de ser necessária.

Qualquer conversa sobre cotas deveria mesmo definir prazos para que estas acabassem — que poderiam ser revistos em função dos indicadores das políticas educacionais a que me referi —, para que não virassem uma CPMF, que de provisória não teve nada. Sem esse prazo para acabar, as cotas não me parecem solução para nada, mas sim a criação de um novo problema...&lt;/i&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Copío e colo, com alguma edição no texto, um comentário que fiz tempos atrás lá no Idelber:</p>
	<p><i>Nunca cheguei a ter uma posição totalmente definida contra ou a favor das cotas. Mas tampouco fui simpático às cotas raciais. O que argumentei algumas vezes foi sobre a possibilidade de uma política de cotas, <b>com prazo preestabelecido para acabar</b>, para oriundos de camadas sócio-econômicas mais baixas, de preferência que tivessem estudado em escolas públicas — neste ponto tenho dúvidas, mas de qualquer maneira retiraria, dentre elas, as escolas públicas (ainda) consideradas de nível elevado. O critério de escolha dos alunos permaneceria meritocrático, pois seriam escolhidos em função do ENEM, por exemplo — os melhores de suas escolas, mesmo que estas tenham tido desempenho regular no próprio ENEM —, e que tivessem a possibilidade de fazer cursos de nivelamento. O tal &#8220;prazo para acabar&#8221; dessa política diria respeito à mesma atrelar-se a um projeto nacional para mudar o próprio panorama do ensino público (mas não apenas deste último), com metas e prazos para tal melhora. O alcance dessas metas faria com que pouco a pouco a política de cotas deixasse de ser necessária.</p>
	<p>Qualquer conversa sobre cotas deveria mesmo definir prazos para que estas acabassem — que poderiam ser revistos em função dos indicadores das políticas educacionais a que me referi —, para que não virassem uma CPMF, que de provisória não teve nada. Sem esse prazo para acabar, as cotas não me parecem solução para nada, mas sim a criação de um novo problema&#8230;</i>
</p>
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		<title>by: Ewaldy Marengo</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/05/05/categorias-raciais-e-sociais-no-informe-sobre-acoes-afirmativas/#comment-2532</link>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 14:59:59 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/05/05/categorias-raciais-e-sociais-no-informe-sobre-acoes-afirmativas/#comment-2532</guid>
					<description>Mesmo que seja com boas intenções, acredito que julgar socialmente de acordo com a raça se caracteriza como preconceito. Cotas para negros por exemplo, é como se a raça fosse o determinante de uma incapacidade de ingressar na faculdade, quando na verdade a razão é social e econômica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Mesmo que seja com boas intenções, acredito que julgar socialmente de acordo com a raça se caracteriza como preconceito. Cotas para negros por exemplo, é como se a raça fosse o determinante de uma incapacidade de ingressar na faculdade, quando na verdade a razão é social e econômica.
</p>
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