May 28, 2008
Vídeos de Psicologia do Mr. Frogg
Felipe Frogg faz um bom trabalho no Youtube, compilando vídeos relacionados a Psicologia e Psiquiatria. No acervo, várias entrevistas e vídeos de B. F. Skinner, John Watson, Thomas Szasz e outros.
Além da compilação, ele também legenda os vídeos. Falta apenas colocar as referências, e o que já está bom se torna um ótimo recurso.
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Esse outro vídeo, com uma entrevista de Skinner dublada, também é muito interessante (tanto quanto engraçado). Chama-se "Negócios e Behaviorismo". Curioso que já em Ciência e Comportamento Humano (livrarias) Skinner chamava a atenção à análise do comportamento não ser uma psicotécnica. Trata-se da velha diferença: fazer análise do comportamento não é a mesma coisa que manipulá-lo no sentido de uma disciplina aplicada (por isso as "agências controladoras", algo que o behaviorista olha - ou deveria olhar - de cima). Mas logo após uma breve apresentação, a entrevistadora bombardeia o psicólogo norte-americano com perguntas sobre gerenciamento de empresas.
A resposta oscila, entre algo que se parece com um esboço de "análise funcional" da relação empregado x empregador, a estratégias de "bom gerenciamento". O que lembra um pouco essa outra passagem, de um texto já célebre, e difícil de achar:
É certo que cada um de nós se envaidece por ser capaz de pensar, e muitos até gostariam de saber como é possível que pensem como de fato pensam. Ao que tudo indica, entretanto, essa questão já deixou, manifestamente, de ser puramente teórica, pois parece-nos que um número cada vez maior de poderes estão se interessando pela nossa faculdade de pensar. E se, portanto, procuramos saber como é que nós pensamos do modo como o fazemos, é para nos defender contra a incitação, sorrateira ou declarada, a pensar como querem que pensemos. Com efeito, muitos se interrogam a respeito dos manifestos de alguns círculos políticos, a respeito de certos métodos de psicoterapia dita comportamental e a respeito dos relatórios de certas empresas de informática. Eles acreditam estar discernindo aí a virtualidade de uma extensão programada de técnicas que objetivam, em última análise, a normatização do pensamento. Para simplificar sem, espero, deformar, bastará citar um nome: o de Leonid Pliouchtch, e uma sigla: a da I.B.M.(…) É preciso lembrar, entretanto, que já Gall e Spurzheim não paravam de falar do alcance prático de suas teorias na área da pedagogia, da identificação das aptidões (o que se chama hoje de orientação), da medicina e na esfera da segurança (prevenção da delinqüência). Uma das ilustrações de Daumier para o poema satírico de Antoine-François Hyppolite Fabre, Nemesis médicale (1840) retrata um frenologista diante da tradicional coleção de crânios de gesso, apalpando o crânio de um menino cuja mãe, uma mulher do povo, o tinha levado ao consultório para um diagnóstico de aptidões. E na sua Histoire de la phrénologie, Georges Lanteri-Laura relata a rapidez com a qual a frenologia, trazida para os Estados Unidos pelo próprio Spurzheim e por um de seus discípulos, um escocês chamado Combe, transformou-se em frenologia aplicada, um instrumento usado para a orientação e a seleção profissional e até mesmo para fins de consulta matrimonial. Pode-se dizer que a frenologia teve, naquela ocasião, nos Estados Unidos, um sucesso comparável e por razões comparáveis ao sucesso da psicanálise. (…)










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