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	<title>Comments on: Cérebro e Singularidade</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/</link>
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	<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 14:11:29 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: marcos ury</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-3456</link>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 07:35:02 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-3456</guid>
					<description>A minha pergunta é: E se a consciência estiver relacionada a outras partes do sistema nervoso, e não apenas ao cêlebro? 
Sabemos, por exemplo que nossas emoções sofrem a influencia das terminações nervosas no estomago, que em algum momento da nossa evolução já foi um &quot;segundo cérebro&quot;.
Podemos efetivamente dizer que tudo o que &quot;somos nós&quot; está no cérebro? E o resto do sistema são apenas &quot;cabos de transmissão&quot; instrumentos, e sistemas de acionamento dos orgãos? Ou será que não temos algumas processadores em lugares que não o cérebro? E na verdade somos não apenas cérebro mas todo o conjunto do nosso sistema nervoso? OU seja sistema distribuido de processamento?</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>A minha pergunta é: E se a consciência estiver relacionada a outras partes do sistema nervoso, e não apenas ao cêlebro?<br />
Sabemos, por exemplo que nossas emoções sofrem a influencia das terminações nervosas no estomago, que em algum momento da nossa evolução já foi um &#8220;segundo cérebro&#8221;.<br />
Podemos efetivamente dizer que tudo o que &#8220;somos nós&#8221; está no cérebro? E o resto do sistema são apenas &#8220;cabos de transmissão&#8221; instrumentos, e sistemas de acionamento dos orgãos? Ou será que não temos algumas processadores em lugares que não o cérebro? E na verdade somos não apenas cérebro mas todo o conjunto do nosso sistema nervoso? OU seja sistema distribuido de processamento?
</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>by: Marden</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2578</link>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 12:28:53 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2578</guid>
					<description>Muito próximo das críticas de Wittgenstein contra a concepção do cérebro como armazém (da memória, da consciência), e contra a redução do vocabulário da psicologia ao da física durante as décadas de 30/40. W. identifica o problema em termos de generalização de um modo possível de conceber relações causais, aplicado daí a toda causalidadade que se possa conceber (particularmente, às relações mantidas entre fenômenos neurofisiológicos e a consciência).
&lt;em&gt;
&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Muito interessante, Marden! Vc tem alguma referência mais pontual p conferir?&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Muito próximo das críticas de Wittgenstein contra a concepção do cérebro como armazém (da memória, da consciência), e contra a redução do vocabulário da psicologia ao da física durante as décadas de 30/40. W. identifica o problema em termos de generalização de um modo possível de conceber relações causais, aplicado daí a toda causalidadade que se possa conceber (particularmente, às relações mantidas entre fenômenos neurofisiológicos e a consciência).<br />
<em><br />
<strong>RE:</strong> Muito interessante, Marden! Vc tem alguma referência mais pontual p conferir?</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Leandro K.</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2573</link>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 03:00:54 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2573</guid>
					<description>Nossa, quanta resposabilidade em torno da minha resposta.

Bom, esse modelo triárquico do cérebro de MacLean [complexo R (reptil) + complexo M (mamífero) + complexo C (cortical)] na verdade é uma reedição da teoria ventricular  do Platão. Instinto, vontade e desejo, cada um localizado em um ventrículo cerebral diferente. Fez bastante sucesso na idade média. O que MacLean fez foi passar um verniz em cima relacionando com a evolução e, como disse o Catatau, com a idéia da ontogenese repetir a filogênese.

Na verdade, o próprio sistema funcional do Luria com as suas 3 unidades funcionais inspira-se um pouco nisto. É um modelo facilmente compreensível por ser bastante parcimonioso. Mas os modelos computacionais posteriores já conseguem exercer um modelo explicativo mais eficaz e elegante.

Enquanto a fisiologia não conseguir descrever seus mecanismos até a chegada das funções cognitivas (nem falo em consciência, a atenção ainda não foi bem descrita)teremos ainda que pensar em torno de hardware e software (a versão moderna do dualismo corpo e alma). 

Lembremos que o neurônio foi descoberto há pouco mais de 100 anos. Ontem, portanto. 

O modelo que temos, repito, é bem limitado. Mas é o que temos de melhor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Nossa, quanta resposabilidade em torno da minha resposta.</p>
	<p>Bom, esse modelo triárquico do cérebro de MacLean [complexo R (reptil) + complexo M (mamífero) + complexo C (cortical)] na verdade é uma reedição da teoria ventricular  do Platão. Instinto, vontade e desejo, cada um localizado em um ventrículo cerebral diferente. Fez bastante sucesso na idade média. O que MacLean fez foi passar um verniz em cima relacionando com a evolução e, como disse o Catatau, com a idéia da ontogenese repetir a filogênese.</p>
	<p>Na verdade, o próprio sistema funcional do Luria com as suas 3 unidades funcionais inspira-se um pouco nisto. É um modelo facilmente compreensível por ser bastante parcimonioso. Mas os modelos computacionais posteriores já conseguem exercer um modelo explicativo mais eficaz e elegante.</p>
	<p>Enquanto a fisiologia não conseguir descrever seus mecanismos até a chegada das funções cognitivas (nem falo em consciência, a atenção ainda não foi bem descrita)teremos ainda que pensar em torno de hardware e software (a versão moderna do dualismo corpo e alma). </p>
	<p>Lembremos que o neurônio foi descoberto há pouco mais de 100 anos. Ontem, portanto. </p>
	<p>O modelo que temos, repito, é bem limitado. Mas é o que temos de melhor.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Ricardo Cabral</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2572</link>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 21:47:56 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2572</guid>
					<description>O próprio, mas o autor falava de mais alguns, todos caracterizados por ele como neuromitologias. Aguardemos os esclarecimentos do Leandro K.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>O próprio, mas o autor falava de mais alguns, todos caracterizados por ele como neuromitologias. Aguardemos os esclarecimentos do Leandro K.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Ricardo Cabral</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2571</link>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 16:38:46 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2571</guid>
					<description>Excelente post, Catatau, uma aula!
Lembrei de um artigo de G. Percheron chamado &quot;Neuromitologias: cérebro, indivíduo, espécie e sociedade&quot;, publicado no livro &quot;Indivíduo e Poder&quot; (P. Veyne, [org.], pp. 113-142, Lisboa: Ed. 70, 1988). Ele apresenta algumas dessas neuromitologias, dentre as quais as que falam de &quot;3 cérebros justapostos&quot; — um arcaico, um protomamaliano e finalmente a massa cinzenta do homo sapiens sapiens (tô escrevendo de memória, emprestei esse livro há anos e nem sei pra quem...) —, ou a idéia super difundida dos 2 hemisférios como &quot;2 cérebros&quot;... Não sei dizer sobre a atualidade de sua (do Percheron) discussão, só sobre ter gostado muito da maneira como ele descrevia os modelos sobre o funcionamento cerebral, e como a partir de tais modelos se avançava sem pudor para conclusões e recomendações de todo tipo...
Talvez você ou o Leandro K. possam atualizar isso, ainda que os erros metodológicos sigam sendo os mesmos, no máximo mudou o tema tratado.

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE: &lt;/strong&gt;É o modelo de McLean? 
Sou suspeito para dizer, mas o Leandro K é uma ótima referência referência para comentar sobre!
De minha parte, parece que esse modelo do McLean - que acompanha o tema do séc. XIX segundo o qual a ontogênese repete a filogênese - é ultrapassado (no sentido da analogia), mas os bons neurofisiologistas já teriam se prevenido das precipitações que a analogia pode evocar. Mas não sei, talvez o Leandro possa contextualizar melhor&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Excelente post, Catatau, uma aula!<br />
Lembrei de um artigo de G. Percheron chamado &#8220;Neuromitologias: cérebro, indivíduo, espécie e sociedade&#8221;, publicado no livro &#8220;Indivíduo e Poder&#8221; (P. Veyne, [org.], pp. 113-142, Lisboa: Ed. 70, 1988). Ele apresenta algumas dessas neuromitologias, dentre as quais as que falam de &#8220;3 cérebros justapostos&#8221; — um arcaico, um protomamaliano e finalmente a massa cinzenta do homo sapiens sapiens (tô escrevendo de memória, emprestei esse livro há anos e nem sei pra quem&#8230;) —, ou a idéia super difundida dos 2 hemisférios como &#8220;2 cérebros&#8221;&#8230; Não sei dizer sobre a atualidade de sua (do Percheron) discussão, só sobre ter gostado muito da maneira como ele descrevia os modelos sobre o funcionamento cerebral, e como a partir de tais modelos se avançava sem pudor para conclusões e recomendações de todo tipo&#8230;<br />
Talvez você ou o Leandro K. possam atualizar isso, ainda que os erros metodológicos sigam sendo os mesmos, no máximo mudou o tema tratado.</p>
	<p><em><strong>RE: </strong>É o modelo de McLean?<br />
Sou suspeito para dizer, mas o Leandro K é uma ótima referência referência para comentar sobre!<br />
De minha parte, parece que esse modelo do McLean - que acompanha o tema do séc. XIX segundo o qual a ontogênese repete a filogênese - é ultrapassado (no sentido da analogia), mas os bons neurofisiologistas já teriam se prevenido das precipitações que a analogia pode evocar. Mas não sei, talvez o Leandro possa contextualizar melhor</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Leandro K.</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2568</link>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 00:13:54 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/06/03/cerebro-e-singularidade/#comment-2568</guid>
					<description>Ótima discussão, Catatau! Eu mesmo uso e pesquiso usando modelos computacionais (não porque são perfeitos, mas porque são o que melhor temos). Mas obviamente a metáfora computacional (muitos neurocientistas esquecem que é uma metáfora) tem muitos limites. 

Não é à toa que Matrix ficou como um filme emblemático. Pode-se dizer que representou bem nosso zietgeist. E é muito difícil, senão impossível, pensar fora de nossa cultura.

Quem dirá pensar um metapensamento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Ótima discussão, Catatau! Eu mesmo uso e pesquiso usando modelos computacionais (não porque são perfeitos, mas porque são o que melhor temos). Mas obviamente a metáfora computacional (muitos neurocientistas esquecem que é uma metáfora) tem muitos limites. </p>
	<p>Não é à toa que Matrix ficou como um filme emblemático. Pode-se dizer que representou bem nosso zietgeist. E é muito difícil, senão impossível, pensar fora de nossa cultura.</p>
	<p>Quem dirá pensar um metapensamento.
</p>
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