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imagem daqui
Diz a Enciclopédia Católica que, na tradição cristã, vários mártires chamados Valentim possuem datas comemorativas. O dia 14 de fevereiro seria atribuído a pelo menos dois ou três deles.
O dia de São Valentim se associaria aos amantes por meio do legado de diversas festas pagãs (re-significadas pelo cristianismo), e a coincidência do 14 de fevereiro com determinados eventos da natureza relacionados à fertilidade.
É por isso que, no Brasil, comemora-se o mesmo dia de São Valentim 14 de fevereiro. Já o dia dos namorados, foi para 12 de junho, a partir da década de 50, atribuindo-se à mudança motivos curiosos:
A gênese da data não tem nada de romantismo. O período entre os dias das Mães e dos Pais era uma época fraca para o comércio. Mas tudo mudou com uma campanha publicitária criada por João Dória (pai do João Dória Jr., [criador de outras campanhas não tão felizes]), na época à frente da Agência Standard Propaganda, para a extinta loja Clipper em São Paulo.
A idéia foi aproveitar o dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro. Se o dia do santo, 13 de junho, era o dia do casamento, por que não fazer do dia 12 o dia do namoro?
Então João Dória criou para a loja o slogan “Não é só de beijos que se prova o amor”.
Não existe nenhum estudo sobre isso? A campanha foi tão boa que dura até hoje.
Maio de 1968 - os símbolos da autoridade são contestados por milhões de grevistas e de estudantes. William Klein filma dia a dia as assembleias, os debates improvisados, as manifestações, as barricadas, os confrontos de rua, as palavras, a utopia em marcha. As esperanças, as ilusões, a resignação e os equívocos.Esta é uma crónica apaixonante que alia o calor do directo com o recuo irónico e crítico. Filmado câmara à mão, este é o documento mais precioso, mais justo e mais perturbador sobre a grande revolta francesa do século XX.
Indispensável para compreender o que se passou nas ruas de Paris durante esse mês de Maio que nunca mais foi esquecido.
nesses links abaixo:/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part1.rar
/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part2.rar
/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part3.rar
/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part4.rar(É necessario ter um software para abrir arquivos .rar, como o unrar; o software pode ser achado aqui)
eh estranho que esse flme seja tao pouco conhecido. eh disparado o melhor documento sobre o maio de 68 parisiense — por levar a consideravel vantagem de ter sido inteiramente filmado em paris (e especialmente no quartier latin) durante maio de 68. com direito a sorbonne e o odeon ocupados, a coletiva de cohn-bendit depois de ser ‘contrabandeado’ de volta a franca, e a confirmacao do que blanchot disse sobre aqueles dias: que era um momento onde todo mundo podia falar com todo mudo, pelo simples fato de estar ali.
uma curiosidade: o homem que aparece de jaleco logo no inicio eh jean-pierre vigier, lider do comite de acao do centre nationale de la recherche scientifique, e introdutor da mecanica quantica na franca. e que, de quebra, tem as melhores analises politicas ao longo do filme.
Ao verem Pátroclo morrer tão jovem,
em todo o seu vigor e bravura sem par,
os cavalos de Aquiles puseram-se a chorar.
A imortal natureza deles se insurgia
contra o feito de morte a que assistia.
Sacudiam as cabeças, as longas crinas agitavam,
e, pisoteando o chão com os cascos, pranteavam
Pátroclo, a quem ali percebiam inerme, aniquilado -
cadáver ora desprezível - o espírito evolado -
indefeso - sem sopro de vivente -
exilado, da vida, no grande Nada novamente.
O pranto dos seus cavalos imortais
fez pena a Zeus. "No casamento de Peleu",
disse, "irrefletido foi o gesto meu;
inditosos cavalos, melhor fora, creio,
não vos ter dado. Que faríeis lá no meio
da mísera humanidade que é joguete da Sorte?
Vós, a quem velhice não ronda nem espreita morte,
infortúnios fugazes padeceis. Às suas
dores os homens vos prendem". - Mas as lágrimas suas
pelo eterno, sem remissão jamais,
infortúnio da morte vertiam os dois nobres animais.
- Constantine Cavafy (Konstantinos Kavafis) -
Traduzido por José Paulo Paes em "Poemas" (RJ, Nova Fronteira, s/d) [livrarias].
O mesmo poema, na tradução de Joaquim M. Magalhães e N. Pratsinis.
O Hermenauta chamou a atenção a um novo número da revista chamada IEEE Spectrum. Lá, discutia sobre "singularidade", e assuntos relativos às interações entre a consciência e seu suporte material (o cérebro).
Dentre as questões mencionadas, estava a dos entusiastas da "singularidade", segundo os quais haveria a possibilidade da consciência ser alocada em outros suportes que não o corpo humano. Assim, ela até mesmo perduraria por tempo indefinido, ao contrário de nossa frágil carcassa.
(more…)A alegria do agir em comum como mecanismo da experiência que define nossa relação ao mundo: a possibilidade de mudar continuamente essa relação, de criar sempre novas situações. Os tradicionais partidos e sindicatos de esquerda apontaram a ausência de reivindicações específicas e estigmatizaram o movimento [de 68] como não revolucionário nem reformista. A esquerda tradicional não enxergou o que havia de criativo: um movimento que não pretendia conquistar o poder, mas que o transformava.
A sociedade disciplinar funcionava pela relação linear entre exclusão (cujo mecanismo era o estatuto “privativo”, quer dizer, excludente da propriedade) e inclusão na relação salarial. A sociedade de controle articula-se sobre o paradoxo de uma inclusão excludente: a vida toda, todo o mundo é subsumido dentro do processo de valorização e, ao mesmo tempo, essa mobilização se faz pela modulação infinita das linhas de fragmentação social, segregação espacial e precarização do trabalho. A exclusão parece aumentar, quando na realidade todo o mundo é incluído, desde seu nascimento até sua morte. E isso pelo fato de que essa inclusão passa por infinitas modulações e não implica mais processos de serialização e homogeneização (das massas). Todos podemos ter um telefone celular e continuar sendo favelado, trabalhador informal, camelô etc. Diante disso, é o próprio horizonte das lutas que muda, pois elas dizem respeito não mais a reivindicações (de direitos, de cidadania) internas às condições de inclusão subordinada, mas à própria produção de uma cidadania, independentemente da subordinação prévia. [texto completo]