<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
<channel>
	<title>Comments on: A identidade secreta de Bansky</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 08:54:02 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=1.5.1-alpha</generator>

	<item>
		<title>by: Fred</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2688</link>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 17:37:22 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2688</guid>
					<description>Lembrou-me a famosa entrevista de filosófo Anônimo, na verdade, Foucault, para o Le Monde, se não me engano, em que ele indagava o que aconteceria se durante um ano, todas as publicações fossem anônimas. 

</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Lembrou-me a famosa entrevista de filosófo Anônimo, na verdade, Foucault, para o Le Monde, se não me engano, em que ele indagava o que aconteceria se durante um ano, todas as publicações fossem anônimas.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Catatau</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2683</link>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 20:33:00 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2683</guid>
					<description>Mas que barbaridade, quem é esse niilista inconsequente que disse ser todo valor possível uma criação burguesa? ;)

O grande problema, Adriano, é o grande abismo e o gigantesco jogo de conveniências que separa o discurso daquele que o enuncia. 

Discurso por si não é nada, e para isso basta ver diversas manifestações populares dos últimos anos, que não surtiram efeito algum. Outras, surtiram: mas por que economia? Por que jogo de conveniências? 

Discurso também não é nada, porque em todo lugar todo mundo diz muito, tem muita razão, e o que se vê de mudança não tem ligação necessária com esses discursos, mas apenas com o jogo que liga, quano oportuno, certo discurso a certa ação.

O fato é que hoje em dia, no ápice da individualidade, não se tem voz ativa, não se evita uma guerra, não se contrapõe o &quot;discurso&quot; à &quot;barbárie&quot;... a não ser que, por um jogo complexo, a voz se torne &quot;privilegiada&quot;. Mas o privilégio não vem de uma &quot;razão&quot;: ou provém da força, ou da autoridade. 

Por isso é que no fundo não importa quem diz. Ele é reduzido a um mero ponto, apenas ativado quando convém, a quem convém, e segundo forças convenientes.

Some-se a isso nosso Brasil varonil, com a gigantesca confusão entre as esferas pública e privada, os bons relacionamentos públicos com dinâmicas privadas, e todo o conjunto de jeitinhos e cunhadismos que permite alguém - via de regra um imbecil - ter direito à palavra...

Tudo isso é o que faz um Bansky ser interessante. De repente, aparece uma expressão pura no muro. Quem fez? Ninguém sabe. Mas aquilo diz, e tem a dizer. Ou não tem nada a dizer, e é mera pichação...</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Mas que barbaridade, quem é esse niilista inconsequente que disse ser todo valor possível uma criação burguesa? <img src='http://catatau.blogsome.com/wp-images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
	<p>O grande problema, Adriano, é o grande abismo e o gigantesco jogo de conveniências que separa o discurso daquele que o enuncia. </p>
	<p>Discurso por si não é nada, e para isso basta ver diversas manifestações populares dos últimos anos, que não surtiram efeito algum. Outras, surtiram: mas por que economia? Por que jogo de conveniências? </p>
	<p>Discurso também não é nada, porque em todo lugar todo mundo diz muito, tem muita razão, e o que se vê de mudança não tem ligação necessária com esses discursos, mas apenas com o jogo que liga, quano oportuno, certo discurso a certa ação.</p>
	<p>O fato é que hoje em dia, no ápice da individualidade, não se tem voz ativa, não se evita uma guerra, não se contrapõe o &#8220;discurso&#8221; à &#8220;barbárie&#8221;&#8230; a não ser que, por um jogo complexo, a voz se torne &#8220;privilegiada&#8221;. Mas o privilégio não vem de uma &#8220;razão&#8221;: ou provém da força, ou da autoridade. </p>
	<p>Por isso é que no fundo não importa quem diz. Ele é reduzido a um mero ponto, apenas ativado quando convém, a quem convém, e segundo forças convenientes.</p>
	<p>Some-se a isso nosso Brasil varonil, com a gigantesca confusão entre as esferas pública e privada, os bons relacionamentos públicos com dinâmicas privadas, e todo o conjunto de jeitinhos e cunhadismos que permite alguém - via de regra um imbecil - ter direito à palavra&#8230;</p>
	<p>Tudo isso é o que faz um Bansky ser interessante. De repente, aparece uma expressão pura no muro. Quem fez? Ninguém sabe. Mas aquilo diz, e tem a dizer. Ou não tem nada a dizer, e é mera pichação&#8230;
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Adriano</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2682</link>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 19:41:24 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2682</guid>
					<description>Valores? Valores, em todos sentidos, são uma ficção burguesa! (só para descontrair.)

Não, eu não disse que não assinar o nome faz com que o discurso perca o valor.

Talvez seja uma questão pessoal mesmo: amigos têm nomes e nos relacionamos com pessoas, as quais têm nomes.

Um blog ou uma peça discursiva qualquer não têm só valor objetivo-discursivo, mas, do ponto de vista de um realista reacionário, expressam também uma pessoa, uma alma, etc.

Mas falar em alma em seu sentido original é feio. De qualquer maneira, o ponto é: nomes definem almas e são essas almas (ou como queira chamar) que expressam o discurso, que não existe por conta própria não. O Discurso não é o Espírito Santo, seu catatau.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Valores? Valores, em todos sentidos, são uma ficção burguesa! (só para descontrair.)</p>
	<p>Não, eu não disse que não assinar o nome faz com que o discurso perca o valor.</p>
	<p>Talvez seja uma questão pessoal mesmo: amigos têm nomes e nos relacionamos com pessoas, as quais têm nomes.</p>
	<p>Um blog ou uma peça discursiva qualquer não têm só valor objetivo-discursivo, mas, do ponto de vista de um realista reacionário, expressam também uma pessoa, uma alma, etc.</p>
	<p>Mas falar em alma em seu sentido original é feio. De qualquer maneira, o ponto é: nomes definem almas e são essas almas (ou como queira chamar) que expressam o discurso, que não existe por conta própria não. O Discurso não é o Espírito Santo, seu catatau.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Catatau</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2681</link>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 19:06:02 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2681</guid>
					<description>Gotcha! 

E porque o nome faria diferença? &quot;Bansky é um mero cidadão comum; ora, então o que expressa não tem valor nenhum&quot;. O que seria necessário, para que o &quot;valor&quot; fosse restituído? O que fez seu discurso perder o valor? </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Gotcha! </p>
	<p>E porque o nome faria diferença? &#8220;Bansky é um mero cidadão comum; ora, então o que expressa não tem valor nenhum&#8221;. O que seria necessário, para que o &#8220;valor&#8221; fosse restituído? O que fez seu discurso perder o valor?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Adriano</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2680</link>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 18:33:57 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/07/16/a-identidade-secreta-de-bansky/#comment-2680</guid>
					<description>Isso me lembrou Foucault na aula inaugural, não sei se no College de France, defendendo que &lt;i&gt;que falava ali&lt;/i&gt; não era &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt;, mas o discurso, por conta própria.

Mas é uma pena que haja uma auto-defesa e também a defesa do anonimato por trás desse seu discurso. Pessoalmente, discussão entre pessoas físicas, que não têm por que esconder o nome, são muito melhores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Isso me lembrou Foucault na aula inaugural, não sei se no College de France, defendendo que <i>que falava ali</i> não era <i>quem</i>, mas o discurso, por conta própria.</p>
	<p>Mas é uma pena que haja uma auto-defesa e também a defesa do anonimato por trás desse seu discurso. Pessoalmente, discussão entre pessoas físicas, que não têm por que esconder o nome, são muito melhores.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
</channel>
</rss>
