August 10, 2008
Jeitinho Brasileiro, controle social e competição
Essas três palavras justapostas são muito interessantes. Quando não havia ainda Brasil, ou quando Pero de Magalhães Gândavo ainda reclamava dessas terras carregarem o nome do pau de tinta, e não o da Cruz que poderia se construir com ele, um certo João Ramalho perambulava por comunidades indígenas angariando mais e mais esposas. O "cunhadismo" permitia a exploração de diversas práticas indígenas, para favorecer interesses pessoais e dos portugueses.
De algum modo, todo esse movimento do século XVI, que mostrava desde então o Brasil não ser um fim para os doravantes "brasileiros", mas apenas meio para interesses exploratórios, culminou no que hoje se chama de "jeitinho brasileiro".
O "jeitinho" atravessa a sociedade. Empregado para driblar mecanismos institucionais, ou até mesmo fazê-los valer, para alguns é o remanescente de antigas dinâmicas. Mostra a beleza do malandro e a união dos conviventes - mas ao mesmo tempo, a inanição das práticas institucionais. O brasileiro encontra no "jeitinho" o que o Brasil tem de melhor, e também o que tem de pior.
O Jeitinho Brasileiro, controle social e competição tenta trazer esse tipo de discussão para o contexto do trabalho. Por aqui, já discutimos como a noção importada de networking não pode ser empregada no Brasil como em outros países. Existe um filtro catatauesco, chamado "jeitinho".
- Pesquisa de livros sobre cunhadismo e "jeitinho". Pesquisa também sobre a coletânea "Intérpretes do Brasil", com os principais clássicos de estudos brasileiros.








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