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	<title>Comments on: O Homem, o Monstro, e o Anencéfalo</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2008/08/28/o-homem-o-monstro-e-o-anencefalo/</link>
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	<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 10:35:40 +0000</pubDate>
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		<title>by: cynthia</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/08/28/o-homem-o-monstro-e-o-anencefalo/#comment-2769</link>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 15:11:21 +0100</pubDate>
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					<description>Maravilha de post, Catatau! Você deixa a gente reproduzí-lo no Cazzo um dia desses? 

Beijo

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE: &lt;/strong&gt;Claro que sim!
Bj,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Maravilha de post, Catatau! Você deixa a gente reproduzí-lo no Cazzo um dia desses? </p>
	<p>Beijo</p>
	<p><em><strong>RE: </strong>Claro que sim!<br />
Bj,</em>
</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>by: Ricardo Cabral</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/08/28/o-homem-o-monstro-e-o-anencefalo/#comment-2760</link>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 13:34:16 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/08/28/o-homem-o-monstro-e-o-anencefalo/#comment-2760</guid>
					<description>Você aponta várias questões interessantes, Catatau, fica difícil discutir todas, seja porque sobre algumas nada sei que não seja o que vc acabou de me ensinar com o seu texto, porque concordo com outras e porque só em um ponto não sei se concordo contigo. Vamos lá. Vc diz:

&lt;i&gt;&quot;A pergunta reside muito mais em nós mesmos: não perguntamos 'como deve viver (ou morrer) um anencéfalo?', mas 'o que devemos fazer com ele?'. 'Ele' não terá uma vida como a nossa, está além de um reconhecimento possível, e além demais de qualquer identidade.&quot;&lt;/i&gt;

Você sabe como poucos fazer as perguntas certas sobre os aspectos muitas vezes dúbios, velados e/ou contraditórios das questões. Mas o problema que vejo no parágrafo acima está na primeira frase que vc pôs entre aspas, a pergunta (que deveríamos fazer-nos) &lt;i&gt;&quot;como deve viver (ou morrer) um anencéfalo?&quot;&lt;/i&gt;. A questão é que há um consenso científico e jurídico (aceito tb pela ICAR, até onde sei) sobre morte — com com critérios pré-definidos e razoavelmente seguros — que passa pela chamada &quot;morte cerebral&quot;. Ora, como falar em &quot;como deve viver&quot; &quot;um alguém&quot; que não tem cérebro? (Nesse sentido, fica até difícil chamá-lo de &quot;alguém&quot;, não é?). Isso não invalida a dinâmica que vc aponta sobre a lida com o estranho, o bárbaro, por parte do legado ocidental, envolvendo &quot;monstros&quot; — com os &quot;loucos&quot; tb, não? —, afirmando a nossa própria humanidade em função do contraste com os primeiros. Com essa sua observação só posso concordar.
Abs.

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Parece que a ICAR defende ainda o feto anencéfalo, Ricardo. Gostei mto tb do teu post e os do Sergio Leo, e ele vinculou um &lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/08/26/supremo_ouve_religiosos_sobre_aborto_de_fetos_anencefalos-547951423.asp&quot;&gt;texto&lt;/a&gt; que mostra bem isso. 
Mas no caso da passagem, penso que a mesma pergunta que você fez a partir dela é a que o próprio texto põe: o juízo oscila dependendo do referencial adotado, e até mesmo dentro de um mesmo referencial. O interessante é precisamente essa nossa oscilação do juízo, não é mesmo?
abraços,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Você aponta várias questões interessantes, Catatau, fica difícil discutir todas, seja porque sobre algumas nada sei que não seja o que vc acabou de me ensinar com o seu texto, porque concordo com outras e porque só em um ponto não sei se concordo contigo. Vamos lá. Vc diz:</p>
	<p><i>&#8220;A pergunta reside muito mais em nós mesmos: não perguntamos &#8216;como deve viver (ou morrer) um anencéfalo?&#8217;, mas &#8216;o que devemos fazer com ele?&#8217;. &#8216;Ele&#8217; não terá uma vida como a nossa, está além de um reconhecimento possível, e além demais de qualquer identidade.&#8221;</i></p>
	<p>Você sabe como poucos fazer as perguntas certas sobre os aspectos muitas vezes dúbios, velados e/ou contraditórios das questões. Mas o problema que vejo no parágrafo acima está na primeira frase que vc pôs entre aspas, a pergunta (que deveríamos fazer-nos) <i>&#8220;como deve viver (ou morrer) um anencéfalo?&#8221;</i>. A questão é que há um consenso científico e jurídico (aceito tb pela ICAR, até onde sei) sobre morte — com com critérios pré-definidos e razoavelmente seguros — que passa pela chamada &#8220;morte cerebral&#8221;. Ora, como falar em &#8220;como deve viver&#8221; &#8220;um alguém&#8221; que não tem cérebro? (Nesse sentido, fica até difícil chamá-lo de &#8220;alguém&#8221;, não é?). Isso não invalida a dinâmica que vc aponta sobre a lida com o estranho, o bárbaro, por parte do legado ocidental, envolvendo &#8220;monstros&#8221; — com os &#8220;loucos&#8221; tb, não? —, afirmando a nossa própria humanidade em função do contraste com os primeiros. Com essa sua observação só posso concordar.<br />
Abs.</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Parece que a ICAR defende ainda o feto anencéfalo, Ricardo. Gostei mto tb do teu post e os do Sergio Leo, e ele vinculou um <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/08/26/supremo_ouve_religiosos_sobre_aborto_de_fetos_anencefalos-547951423.asp">texto</a> que mostra bem isso.<br />
Mas no caso da passagem, penso que a mesma pergunta que você fez a partir dela é a que o próprio texto põe: o juízo oscila dependendo do referencial adotado, e até mesmo dentro de um mesmo referencial. O interessante é precisamente essa nossa oscilação do juízo, não é mesmo?<br />
abraços,</em>
</p>
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