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	<title>Comments on: A Ocupação de Israel - Israel&#8217;s Occupation, de Neve Gordon</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2008/10/21/a-ocupacao-de-israel-israels-occupation-de-neve-gordon/</link>
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	<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 12:20:00 +0000</pubDate>
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		<title>by: Dani Felix</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/10/21/a-ocupacao-de-israel-israels-occupation-de-neve-gordon/#comment-2843</link>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 16:52:43 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/10/21/a-ocupacao-de-israel-israels-occupation-de-neve-gordon/#comment-2843</guid>
					<description>Ótimo post.
É em razão destes intelectuais &quot;puros&quot; e &quot;imparciais&quot; que tornam cada vez maior o abismo entre a teoria e a prática. 
Por outro lado, corroboram com o dito ativismo assistencialista, que na prática norteia quase todas as organizações internacionais, como o FMI, ONU, OMC. 
Poderia citar inumeros exemplos, mas vejamos a prática do FMI, sua função é &quot;ajudar&quot; emprestando o dinheiro aos países signatários em situações de necessidades, jamais a crítica destes academicistas será permeada do peso político e ideológico destas práticas bondosas que colonizou todos os países de terceiro mundo [ou em desenvolvimento, como queira chamar]. 
De igual forma vejo as análises das questões do oriente médio [palestinos, curdos, afegãos, etc.] que chegam a nós são todas destituídas do valor histórico, cultural, político, religiosos daqueles povos, todas lidas pelo olhar do poder hegemônico ocidental... poucos são os cientistas que conseguem efetuar um trabalho que tenha uma visão diferente do senso comum, sem pressupor que lá estão os maiores bandidos da humanidade.
Concordo com sua afirmação de trazer o mundo real para a análise acadêmica, mas confesso que temos imensa limitação de transpor estas barreiras, citando o meu caso, muito embora minha pesquisa tenha a intenção de trazer dados empíricos da realidade à análise teórica, me falta conhecimento antropológico e sociológico para esta coleta de dados, ou seja, além do trabalho ser maior, o currículo estudado até então jamais trouxe a ampliação do horizonte do pesquisador. 
Neste caso, muito além da questão de assepcia das críticas, os currículos são feitos para que não haja diálogo entre as diferentes ciências [interdisciplinaridade], assim, continuemos a operar dentro da lógica de ciência positivista acrítica e reproduzindo o senso comum científico e político.
Pensar criticamente, como sempre digo, dá trabalho, mais trabalho cansa... e a preguiça é a mãe dos homens!!! Risos!
Abraços,
Dani Felix  

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Olá Dani!
Então, o post tentou mostrar algo um pouco contrário disso: que é sim preciso erudição para sair do lugar comum... Que a crítica ao academicismo é válida, localizadamente aos que sustentam posição meramente academicista, mas que o rigor nunca deveria ser deixado de lado, e portanto critica-se injustamente muitas pesquisas dizendo que são &quot;afastadas da realidade&quot; quando o rigor é  essencial... e que, enfim, denotaram a pesquisa de Gordon como meramente academicista, quando ela contribuiria (pelo menos segundo os informes acima) muito mais em discussões sobre ética, política, militância, e assim por diante. 
Enfim, tentamos chamar a atenção ao fato de que a erudição é um instrumento, e fora determinados contextos, a crítica da erudição como meramente &quot;academicista&quot; não é válida, e estudos como o de Gordon serviriam para mostrar isso (pelo menos segundo os informes acima). Mais ou menos por aí, o que você acha?
abraços,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Ótimo post.<br />
É em razão destes intelectuais &#8220;puros&#8221; e &#8220;imparciais&#8221; que tornam cada vez maior o abismo entre a teoria e a prática.<br />
Por outro lado, corroboram com o dito ativismo assistencialista, que na prática norteia quase todas as organizações internacionais, como o FMI, ONU, OMC.<br />
Poderia citar inumeros exemplos, mas vejamos a prática do FMI, sua função é &#8220;ajudar&#8221; emprestando o dinheiro aos países signatários em situações de necessidades, jamais a crítica destes academicistas será permeada do peso político e ideológico destas práticas bondosas que colonizou todos os países de terceiro mundo [ou em desenvolvimento, como queira chamar].<br />
De igual forma vejo as análises das questões do oriente médio [palestinos, curdos, afegãos, etc.] que chegam a nós são todas destituídas do valor histórico, cultural, político, religiosos daqueles povos, todas lidas pelo olhar do poder hegemônico ocidental&#8230; poucos são os cientistas que conseguem efetuar um trabalho que tenha uma visão diferente do senso comum, sem pressupor que lá estão os maiores bandidos da humanidade.<br />
Concordo com sua afirmação de trazer o mundo real para a análise acadêmica, mas confesso que temos imensa limitação de transpor estas barreiras, citando o meu caso, muito embora minha pesquisa tenha a intenção de trazer dados empíricos da realidade à análise teórica, me falta conhecimento antropológico e sociológico para esta coleta de dados, ou seja, além do trabalho ser maior, o currículo estudado até então jamais trouxe a ampliação do horizonte do pesquisador.<br />
Neste caso, muito além da questão de assepcia das críticas, os currículos são feitos para que não haja diálogo entre as diferentes ciências [interdisciplinaridade], assim, continuemos a operar dentro da lógica de ciência positivista acrítica e reproduzindo o senso comum científico e político.<br />
Pensar criticamente, como sempre digo, dá trabalho, mais trabalho cansa&#8230; e a preguiça é a mãe dos homens!!! Risos!<br />
Abraços,<br />
Dani Felix  </p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Olá Dani!<br />
Então, o post tentou mostrar algo um pouco contrário disso: que é sim preciso erudição para sair do lugar comum&#8230; Que a crítica ao academicismo é válida, localizadamente aos que sustentam posição meramente academicista, mas que o rigor nunca deveria ser deixado de lado, e portanto critica-se injustamente muitas pesquisas dizendo que são &#8220;afastadas da realidade&#8221; quando o rigor é  essencial&#8230; e que, enfim, denotaram a pesquisa de Gordon como meramente academicista, quando ela contribuiria (pelo menos segundo os informes acima) muito mais em discussões sobre ética, política, militância, e assim por diante.<br />
Enfim, tentamos chamar a atenção ao fato de que a erudição é um instrumento, e fora determinados contextos, a crítica da erudição como meramente &#8220;academicista&#8221; não é válida, e estudos como o de Gordon serviriam para mostrar isso (pelo menos segundo os informes acima). Mais ou menos por aí, o que você acha?<br />
abraços,</em>
</p>
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