November 11, 2008
90 anos da I Guerra


O Diego Viana publicou um excelente texto sobre os 90 anos do fim da I Guerra, e suas consequencias para os anos seguintes. Referencia também outros sites sobre o assunto.
Dentro desse contexto, publicamos também a referência de um weblog, que vincula cartas escritas diretamente do front, e outra de um grande arquivo. Este último contém diversas fotos, documentando inclusive participações como a de Tolkien.
As fotos acima foram retiradas de outra fonte: o World War One Color Photos divulga fotos coloridas, tiradas nos últimos anos da Guerra.
Finalmente, o FARRA vinculou o filme de Kubrick, mencionado por Viana: Paths of Glory.








Alba Says —
Catatau, mandei um e-mail pra você. Isto, se o blogsome me fizer a gentileza de deixar passar essa.
Made on November 11, 2008 @ 11:42 pm
Alba Says —
Catatau,
Excelente lembrança. E ótima dica do texto do Diego Viana, que já adicionei aos meus favoritos.
Há alguns anos, fui a uma exposição na Faap (as exposições lá, até onde sei, sempre foram extremamente bem cuidadas) de telas e gravuras de Otto Dix e Lasar Segall, sobre a guerra. Impressionantes as imagens de homens morrendo às centenas, disputando às vezes, apenas uns metros de solo, fora das trincheiras. Se não estou enganada, havia uma tela de Dix, mostrando ou, sugerindo um estupro, o que bem dá para imaginar como freqüente.
Além do mais, a retórica guerreira, recheada de palavras sonoras como honra, coragem e sacrifício, esbarrava sempre na morte bastante sórdida, de desinteria, de infecções diversas causadas por ratos e tudo o mais que ocorria nas trincheiras. Neste sentido, não tenho dúvida que o nacionalismo exacerbado que foi uma das grandes marcas da Primeira Guerra, ajudou a embalar ódios que explodiram mais tarde, na Segunda, com todo o seu cortejo de monstruosidades.
Difícil deixar deixar de pensar em T.S. Eliot e seu Waste Land, onde “Abril é o mais cruel dos meses porque produz flores a partir da terra devastada” – numa incompetente tradução mui básica. L
O engraçado é que até nos livros de Tarzan, que comentamos um pouco lá no PD, a onda patriótica aparecia na descrição dos alemães que apareciam em algumas aventuras, como “boches”, inumanos. E veja que o Edgar Rice Burroughs era americano!
De toda forma, Paths of Glory é mesmo obrigatório. Fico vendo a cara hipócrita de Adolphe Menjou condenando um herói à morte por pura conveniência política. Bem, se a memória não me engana, Menjou, himself, foi colaborador no macartismo. Outros ódios e outros medos. L
Made on November 12, 2008 @ 12:02 am
Marcus Says —
Que link iluminado esse, o do post do Diego. Muitíssimo obrigado.
Made on November 13, 2008 @ 4:30 pm
Luiz Candido Says —
Puxa, o post do Diego é mesmo muito bom! Eu sempre estranhei a pouca importância que se dá à I Guerra. Bem, na França, ao menos o “Jour de L’Armistice” é feriado nacional, creio que com direito a desfile de veteranos, ou ao menos tinha, quando havia alguns vivos. Também acho que os lugares cativos no métro aos “mutilés de guerre” vêm desta época. Também, o front ocidental era todo na França, que sofreu todas as pavorosas batalhas.
Talvez esta pouca importância se dê à intensa politização da II Guerra, a extrema facilidade de separar os “maus” o Nazi-Fascismo, dos bons, as democracias ocidentais (os soviéticos são discriminados, apesar do seu papel fundamental na derrota dos “maus”. Na I Guerra não havia tais facilidades. A Alemanha era tão “democracia ocidental” quanto a Grã-Bretanha e a França. O Império Austro-Húngaro tinha seu charme e quanto aos impérios “orientais”, o russo e o otomano, cada um ficou de um lado. É muito difícil de simplificar, é melhor deixar pra lá…
A disposição de lutar até o fim da França, muito bem observado, não se manifestou 26 anos depois e este pais foi presa fácil, com Linha Marginot e tudo. A transformação causada pela tecnologia também foi bem lembrada: no início, as tropas iam para a batalha com uniformes vistosos em filas ombro a ombro, perfeitas para as metralhadoras… E havia todo restante da parafernalha. Acho que fora os armamentos atômicos, tudo o que temos hoje nasceu à época. Não há élan que resista a um bombardeio maciço de milhares de canhões seguido do ataque de tanques. É sobreviver a todo custo, “la patrie”, “her majesty”, “die mutterland” etc. fica para depois. O filme/livro “Nada de novo no front ocidental” é mesmo o maior testemunho.
Bem, parabéns pela dica, Catatau. Abraços.
RE: Durante esse ano, nas comemorações, pelo que vi havia três veteranos, centenários, conduzidos em cadeira de roda.
Achei interessante também considerar, junto ao post do Diego, o fato da parafernalha antiga - os franceses, nesse sentido, estavam atrasados, não? - uniformes azulões, formações antigas, diante das metralhadoras.
Obrigado pela visita e considerações!
Abraços,
Made on November 15, 2008 @ 4:31 am
Diego Viana Says —
O caso dos uniformes é sintomático. Esqueci de mencionar. Talvez o caso mais interessante seja o do capacete alemão, que, no começo da guerra, tinha uma cabeça de lança bem no cocuruto. Depois que entenderam o gasto inútil de metal precioso que eram aqueles capacetes (aliás ridículos), trocaram pelo que conhecemos até hoje as fotografias de ambas as guerras, e que era conhecido como “balde de carvão”…
Made on November 16, 2008 @ 5:36 pm
Diego Viana Says —
Para Alba:
http://flanepourvous.blogspot.com/2007/11/muse-maillot-allemagne-les-annes-noires.html
O link acima é de uma exposição maravilhosa que houve em Paris ano passado. Parecida com a que você viu na Faap, mas focando justamente na questão 1a guerra + pós-guerra na Alemanha.
Made on November 16, 2008 @ 5:43 pm
Alba Says —
Diego,
Obrigada! Foi esse tipo de imagens as que vi na Faap. Agora, fiquei impressionada com aquele seio mutilado. Urghh!
Made on November 16, 2008 @ 9:46 pm