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	<title>Comments on: O Livro Negro da Psicanálise, e seus avessos</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/</link>
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	<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 02:45:14 +0000</pubDate>
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		<title>by: Paulão</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-3376</link>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 22:05:32 +0100</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-3376</guid>
					<description>Li o livro na versão em espanhol. Muito bem embasado com críticas fundamentadas e consistentes. Faço eco ao Artur. A psicanálise é uma metafísica, e cai maravilhosamente bem nos departamentos de letras e artes. Mas não vejo nada de muito consistente em saúde mental. Aqui em Porto Alegre, lugar conhecido por ótimas faculdades de medicina, percebo que os psiquiatras estão a muito preferindo as linhas cognitiva-comportamental e comportamental. Claro que falar isso para um psicanalista signfica ter que ouvir todo um discurso sobre &quot;ser superficial&quot; &quot;não ir a fundo&quot; e etc mas como sempre sem a apresentação de nenhuma evidência como manda a tradição psicanalista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Li o livro na versão em espanhol. Muito bem embasado com críticas fundamentadas e consistentes. Faço eco ao Artur. A psicanálise é uma metafísica, e cai maravilhosamente bem nos departamentos de letras e artes. Mas não vejo nada de muito consistente em saúde mental. Aqui em Porto Alegre, lugar conhecido por ótimas faculdades de medicina, percebo que os psiquiatras estão a muito preferindo as linhas cognitiva-comportamental e comportamental. Claro que falar isso para um psicanalista signfica ter que ouvir todo um discurso sobre &#8220;ser superficial&#8221; &#8220;não ir a fundo&#8221; e etc mas como sempre sem a apresentação de nenhuma evidência como manda a tradição psicanalista.
</p>
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		<title>by: Artur</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2924</link>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 00:08:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2924</guid>
					<description>Grande Catatau,

Uma crítica interessante à psicanálise, uma crítica, digamos assim, &quot;epistemológica&quot;, é a de Adolf Grünbaum (li seu &quot;Les fondements de la psychanalyse&quot; e gostei).

Pessoalmente, quando era psiquiatra, não tinha muito simpatia pela psicanálise, muito menos por Lacan. Mas respeitava e os lia. De todo modo, acho que Wittgenstein tinha razão na sua crítica à psicanálise. Acho que a psicanálise é uma metafísica (uma das mais impressionantes do século XX) ou uma mitologia que precisa ser &quot;desmistificada&quot; ou &quot;desconstruída&quot;. 

Refiro-me a uma crítica filosófica, que supere o naturalismo ingênuo que grassa nos meios médicos e biológicos.

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE: &lt;/strong&gt;Você acha que alguém conseguiu fazer essa crítica, Artur? Quem sabe, Castel, ou os mencionados no artigo?&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Grande Catatau,</p>
	<p>Uma crítica interessante à psicanálise, uma crítica, digamos assim, &#8220;epistemológica&#8221;, é a de Adolf Grünbaum (li seu &#8220;Les fondements de la psychanalyse&#8221; e gostei).</p>
	<p>Pessoalmente, quando era psiquiatra, não tinha muito simpatia pela psicanálise, muito menos por Lacan. Mas respeitava e os lia. De todo modo, acho que Wittgenstein tinha razão na sua crítica à psicanálise. Acho que a psicanálise é uma metafísica (uma das mais impressionantes do século XX) ou uma mitologia que precisa ser &#8220;desmistificada&#8221; ou &#8220;desconstruída&#8221;. </p>
	<p>Refiro-me a uma crítica filosófica, que supere o naturalismo ingênuo que grassa nos meios médicos e biológicos.</p>
	<p><em><strong>RE: </strong>Você acha que alguém conseguiu fazer essa crítica, Artur? Quem sabe, Castel, ou os mencionados no artigo?</em>
</p>
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	<item>
		<title>by: Leandro K.</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2918</link>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 02:43:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2918</guid>
					<description>Eu li a versão em espanhol do livro. É bem interessante...

A idéia é fazer como o Dawkins tem feito com as religiões, não ter dó nenhuma (ou respeito, dependendo do ponto de vista) e dizer abertamente o que se pensa do assunto, mesmo que soe agressivo.

A agressividade é o ponto forte do livro, mais ou menos na linha: vamos convidar todo mundo que queira bater no Freud, cada em sua área um ataca um ponto fraco. Se o livro do Dawkings promete que o leitor vire ateu depois da leitura, este promete que a psicanálise nunca mais seja levada a sério.

Se os livros conseguem isto, é outra história.

Mas, em suma, bastante divertido! E alguns argumentos são fortes e concisos. Mas, basicamente a reedição de argumentos antigos, desta vez compilados (a idéia do Popper  de que psicanálise não é ciência, por exemplo, é um dos mais citados).

Uma vez fiz um post rápido sobre os meandros do livro negro:
http://meandros.wordpress.com/2008/01/10/meandros-do-comportamento-humano/

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Quanto a teu post, pensei na hora no Livro do Desassossego, do heterônimo &quot;Bernardo Soares&quot;. Existe lá todo um conjunto de questões &quot;existenciais&quot;, toda uma análise das sensações, que em diversos momentos se pode pensar também em figuras como Freud. Mas embora Soares faz uma analítica das sensações, nunca propôs a ninguém uma &quot;aisthesisanálise&quot;, rsss
Sem contar que Proust é munição para outros críticos de Freud&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Eu li a versão em espanhol do livro. É bem interessante&#8230;</p>
	<p>A idéia é fazer como o Dawkins tem feito com as religiões, não ter dó nenhuma (ou respeito, dependendo do ponto de vista) e dizer abertamente o que se pensa do assunto, mesmo que soe agressivo.</p>
	<p>A agressividade é o ponto forte do livro, mais ou menos na linha: vamos convidar todo mundo que queira bater no Freud, cada em sua área um ataca um ponto fraco. Se o livro do Dawkings promete que o leitor vire ateu depois da leitura, este promete que a psicanálise nunca mais seja levada a sério.</p>
	<p>Se os livros conseguem isto, é outra história.</p>
	<p>Mas, em suma, bastante divertido! E alguns argumentos são fortes e concisos. Mas, basicamente a reedição de argumentos antigos, desta vez compilados (a idéia do Popper  de que psicanálise não é ciência, por exemplo, é um dos mais citados).</p>
	<p>Uma vez fiz um post rápido sobre os meandros do livro negro:<br />
<a href='http://meandros.wordpress.com/2008/01/10/meandros-do-comportamento-humano/' rel='nofollow'>http://meandros.wordpress.com/2008/01/10/meandros-do-comportamento-humano/</a></p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Quanto a teu post, pensei na hora no Livro do Desassossego, do heterônimo &#8220;Bernardo Soares&#8221;. Existe lá todo um conjunto de questões &#8220;existenciais&#8221;, toda uma análise das sensações, que em diversos momentos se pode pensar também em figuras como Freud. Mas embora Soares faz uma analítica das sensações, nunca propôs a ninguém uma &#8220;aisthesisanálise&#8221;, rsss<br />
Sem contar que Proust é munição para outros críticos de Freud</em>
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: Monsores</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2917</link>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 18:11:50 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2917</guid>
					<description>Catatau, que fique claro: sou seu leitor assíduo. Só não sei comentar aqui. Eu tento, sério. Mas fico pensando que qualquer coisa que eu escrever vai soar meio bobo. Irrelevante.
É o que teu blog e, muitas vezes, o blog do Ricardo aí em cima, me causam. 

Um dia chego lá.

Grande abraço,
André

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Olá André!
Pô, se o fim de um blogue é estabelecer interlocução com seus leitores, então teu comentário indicou um grande defeito nosso!
Abração,&lt;/em&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Catatau, que fique claro: sou seu leitor assíduo. Só não sei comentar aqui. Eu tento, sério. Mas fico pensando que qualquer coisa que eu escrever vai soar meio bobo. Irrelevante.<br />
É o que teu blog e, muitas vezes, o blog do Ricardo aí em cima, me causam. </p>
	<p>Um dia chego lá.</p>
	<p>Grande abraço,<br />
André</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Olá André!<br />
Pô, se o fim de um blogue é estabelecer interlocução com seus leitores, então teu comentário indicou um grande defeito nosso!<br />
Abração,</em>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Ricardo C.</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2915</link>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 12:35:56 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2008/12/01/o-livro-negro-da-psicanalise-e-seus-avessos/#comment-2915</guid>
					<description>Lembro do lançamento desse livro, Catatau, e como ele reafirma esse estilo &quot;porrada 10, sutileza 0&quot; que anda grassando por aí.
Mais parece uma briga por espaço no setor de saúde do que propriamente de uma crítica consistente e válida sobre o lugar da psicanálise na contemporaneidade, i.e., sobre o que haveria nela de atual e de ultrapassado em termos teóricos e práticos, etc. Aliás, o próprio artigo publicado na página do Forbes — mas que pelo que entendi é de Andréa Naccache, não do Forbes —, comenta algo interessante sobre a matéria do Nouvel Observateur a respeito do livro:
&lt;i&gt;&quot;Sob o título 'É preciso acabar com a psicanálise?', &lt;strong&gt;a notícia do 'Nouvel Observateur' reconhece o livro como parte do movimento das diversas orientações psi na França, em vista a influenciar as políticas do Ministério da Saúde&lt;/strong&gt;.&quot;&lt;/i&gt; (grifo meu)

Coincidentemente, estou cá relendo com cuidado um belo livro do psicanalista Pierre Fédida, “&lt;i&gt;Dos Benefícios da Depressão - Elogio da Psicoterapia&lt;/i&gt;”, que em seu prefácio já comenta sobre &quot;(...) &lt;i&gt;a lenta abrasão do trágico da experiência humana&lt;/i&gt;&quot; (p. 14), essa tendência de se extirpar, à base de fármacos, a negatividade da dita experiência — que o autor traduz como &quot;&lt;i&gt;pulsão de morte, destrutividade, culpabilidade, masoquismo originário&lt;/i&gt;&quot; (id.) —, e por conta do que ele diz ser &quot;(...) uma banalização médica da depressão (...) [onde] os próprios psicanalistas sentem-se tentados a (...) promover uma psicoterapia intersubjetiva &lt;strong&gt;regulada por critérios de eficácia da readaptação do indivíduo&lt;/strong&gt;&quot; (p. 15) (grifo meu).

E no meio disso tudo, repete-se o constante movimento do &lt;strong&gt;revolucionário transformando-se em instituído&lt;/strong&gt; (caso da psicanálise), &lt;strong&gt;tendo o seu lugar contestado&lt;/strong&gt; (em parte de maneira legítima) &lt;strong&gt;para novamente voltar a carregar uma aura de revolução&lt;/strong&gt;, em meio a novas críticas que mais parecem vindas de quem quer o seu lugar institucional...

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; &quot;em vista a influenciar as políticas do Ministério da Saúde&quot; - aí está um &quot;argumento&quot; para a truculência, de fato! Especialmente na França, pelo que parece, pelo forte legado psicanalítico.
Quanto às tuas considerações, muito interessantes! Ainda mais porque, pelo que parece, o Fédida não repôs apenas uma certa espécie de debate estereotipado &quot;subjetivo versus objetivo&quot;, mas chamou a atenção a certos elementos que, embora envolvam algo relativo à &quot;doença&quot;, não fazem parte dela, como a ampla questão do trágico. Como se o psicofármaco mais perfeito deixasse um resíduo que nunca se deveu ao doente, mas que o doente não deixa de manifestar. 
Tem um texto muito interessante do Foucault sobre isso, chamado &quot;A Loucura, ausência de Obra&quot;.&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Lembro do lançamento desse livro, Catatau, e como ele reafirma esse estilo &#8220;porrada 10, sutileza 0&#8243; que anda grassando por aí.<br />
Mais parece uma briga por espaço no setor de saúde do que propriamente de uma crítica consistente e válida sobre o lugar da psicanálise na contemporaneidade, i.e., sobre o que haveria nela de atual e de ultrapassado em termos teóricos e práticos, etc. Aliás, o próprio artigo publicado na página do Forbes — mas que pelo que entendi é de Andréa Naccache, não do Forbes —, comenta algo interessante sobre a matéria do Nouvel Observateur a respeito do livro:<br />
<i>&#8220;Sob o título &#8216;É preciso acabar com a psicanálise?&#8217;, <strong>a notícia do &#8216;Nouvel Observateur&#8217; reconhece o livro como parte do movimento das diversas orientações psi na França, em vista a influenciar as políticas do Ministério da Saúde</strong>.&#8221;</i> (grifo meu)</p>
	<p>Coincidentemente, estou cá relendo com cuidado um belo livro do psicanalista Pierre Fédida, “<i>Dos Benefícios da Depressão - Elogio da Psicoterapia</i>”, que em seu prefácio já comenta sobre &#8220;(&#8230;) <i>a lenta abrasão do trágico da experiência humana</i>&#8221; (p. 14), essa tendência de se extirpar, à base de fármacos, a negatividade da dita experiência — que o autor traduz como &#8220;<i>pulsão de morte, destrutividade, culpabilidade, masoquismo originário</i>&#8221; (id.) —, e por conta do que ele diz ser &#8220;(&#8230;) uma banalização médica da depressão (&#8230;) [onde] os próprios psicanalistas sentem-se tentados a (&#8230;) promover uma psicoterapia intersubjetiva <strong>regulada por critérios de eficácia da readaptação do indivíduo</strong>&#8221; (p. 15) (grifo meu).</p>
	<p>E no meio disso tudo, repete-se o constante movimento do <strong>revolucionário transformando-se em instituído</strong> (caso da psicanálise), <strong>tendo o seu lugar contestado</strong> (em parte de maneira legítima) <strong>para novamente voltar a carregar uma aura de revolução</strong>, em meio a novas críticas que mais parecem vindas de quem quer o seu lugar institucional&#8230;</p>
	<p><em><strong>RE:</strong> &#8220;em vista a influenciar as políticas do Ministério da Saúde&#8221; - aí está um &#8220;argumento&#8221; para a truculência, de fato! Especialmente na França, pelo que parece, pelo forte legado psicanalítico.<br />
Quanto às tuas considerações, muito interessantes! Ainda mais porque, pelo que parece, o Fédida não repôs apenas uma certa espécie de debate estereotipado &#8220;subjetivo versus objetivo&#8221;, mas chamou a atenção a certos elementos que, embora envolvam algo relativo à &#8220;doença&#8221;, não fazem parte dela, como a ampla questão do trágico. Como se o psicofármaco mais perfeito deixasse um resíduo que nunca se deveu ao doente, mas que o doente não deixa de manifestar.<br />
Tem um texto muito interessante do Foucault sobre isso, chamado &#8220;A Loucura, ausência de Obra&#8221;.</em>
</p>
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