Teria sido útil se Obama tivesse tido coragem para falar sobre o que todos falam, no Oriente Médio. Não, ninguém no OM fala sobre a retirada dos EUA, do Iraque. Sobre isso, já sabem. Todos esperavam o início do fim de Guantanamo, e a provável nomeação de George Mitchell, como enviado especial ao OM, foi apenas o mínimo que esperavam que acontecesse. Claro, Obama falou de "inocentes massacrados", mas não dos "inocentes massacrados" nos quais os árabes pensam, dia e noite.
Ontem, Obama telefonou a Máhmude Abbas. Talvez suponha que tenha conversado com o líder dos palestinos. Não. Todos os árabes sabem, exceto talvez o próprio Abbas, que Abbas é chefe de um governo fantasma, um já quase cadáver, mantido vivo à custa de transfusões de sangue que lhe chegam como apoio internacional e sob a forma da "parceria plena" que Obama aparentemente lhe ofereceu, e não se sabe o que significaria "plena". E ninguém se surpreendeu com o telefonema protocolar, para os israelenses.
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