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	<title>Comments on: Neve Gordon: Como vender guerra &#8216;ética&#8217; e violar também os direitos civis dos israelenses</title>
	<link>http://catatau.blogsome.com/2009/01/23/neve-gordon-como-vender-guerra-etica-e-violar-tambem-os-direitos-civis-dos-israelenses/</link>
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	<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 20:54:55 +0000</pubDate>
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		<title>by: Alba</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 23:22:59 +0000</pubDate>
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					<description>Há algum tempo, a Piauí publicou um texto que me parece irretocável, sobre a &quot;novilíngua&quot; criada em Israel. Eu salvei e prometo mostrar o link numa próxima vez.

Era sobre um jornalista que se emprega num dos grandes jornais em Israel e, simplificando, recebe uma espécie de &quot;manual&quot; com as expressões a utilizar, sem esquecer a campeã de todas: Israel apenas se &quot;defende&quot;, jamais ataca. 

Assustador. E o mais assustador é assistir ao contorcionismo retórico das lideranças israelenses para justificar o injustificável. Para mim, fica a sensação, cada vez mais evidente, de que os israelenses, não só negam a cruel discriminação que praticam, mas até, em termos humanos, e aí o Ricardo Cabral talvez possa esclarecer melhor, craque que é, só resta a constatação de que israelenses pensam nos palestinos como em alguma espécie de &quot;bichos&quot;, &quot;subumanos&quot;, whateaver. Porque só dessa forma podem racionalizar o tratamento que reservam aos palestinos, afinal, indispensáveis a Israel: salários degradados, alojamentos infectos, etc..

Isso tudo está num livro interessantissimo chamado &quot;Meu inimigo sou eu&quot;, em que um jornalista israelense, fluente em árabe, se faz passar por palestino pra sentir a barra de como é viver, como palestino, na democracia israelense. Vale muuuito a pena ler!

Porém, apesar de lamentar e de ter azia, de verdade, lendo sobre o massacre em Gaza, só posso esperar que a sociedade israelense, de alguma forma, consiga escapar dessa paranóia sobre &quot;o direito à existência&quot;, para um estado que já existe a 60 anos, e comecem a pensar no inevitável: se não exterminarem os palestinos, os israelenses terão que pensar que, no futuro, bem ou mal, conviverão com palestinos. Não dá pra evocar o fantasma do Shoa eternamente.

E tudo isso me deixa triste à vera, sabe? 

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RE:&lt;/strong&gt; Oi Alba! 
Estamos esperando o link (provavelmente ele irá para moderação pela engine do blogsome, viu?). Bom revê-la por aqui!
Quanto à tristeza, devemos ver o quanto essas redes informais de informação agenciam redes de potencialização, de modos de não ver e não agir sobre os acontecimentos com os mesmos olhos e mãos, enfim, essas informações tristes servem para de algum modo compor forças para que outras informações tristes não mais apareçam... pelo menos é o que somos todos impelidos a fazer! Senão... para quê um weblog?
abração,&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Há algum tempo, a Piauí publicou um texto que me parece irretocável, sobre a &#8220;novilíngua&#8221; criada em Israel. Eu salvei e prometo mostrar o link numa próxima vez.</p>
	<p>Era sobre um jornalista que se emprega num dos grandes jornais em Israel e, simplificando, recebe uma espécie de &#8220;manual&#8221; com as expressões a utilizar, sem esquecer a campeã de todas: Israel apenas se &#8220;defende&#8221;, jamais ataca. </p>
	<p>Assustador. E o mais assustador é assistir ao contorcionismo retórico das lideranças israelenses para justificar o injustificável. Para mim, fica a sensação, cada vez mais evidente, de que os israelenses, não só negam a cruel discriminação que praticam, mas até, em termos humanos, e aí o Ricardo Cabral talvez possa esclarecer melhor, craque que é, só resta a constatação de que israelenses pensam nos palestinos como em alguma espécie de &#8220;bichos&#8221;, &#8220;subumanos&#8221;, whateaver. Porque só dessa forma podem racionalizar o tratamento que reservam aos palestinos, afinal, indispensáveis a Israel: salários degradados, alojamentos infectos, etc..</p>
	<p>Isso tudo está num livro interessantissimo chamado &#8220;Meu inimigo sou eu&#8221;, em que um jornalista israelense, fluente em árabe, se faz passar por palestino pra sentir a barra de como é viver, como palestino, na democracia israelense. Vale muuuito a pena ler!</p>
	<p>Porém, apesar de lamentar e de ter azia, de verdade, lendo sobre o massacre em Gaza, só posso esperar que a sociedade israelense, de alguma forma, consiga escapar dessa paranóia sobre &#8220;o direito à existência&#8221;, para um estado que já existe a 60 anos, e comecem a pensar no inevitável: se não exterminarem os palestinos, os israelenses terão que pensar que, no futuro, bem ou mal, conviverão com palestinos. Não dá pra evocar o fantasma do Shoa eternamente.</p>
	<p>E tudo isso me deixa triste à vera, sabe? </p>
	<p><em><strong>RE:</strong> Oi Alba!<br />
Estamos esperando o link (provavelmente ele irá para moderação pela engine do blogsome, viu?). Bom revê-la por aqui!<br />
Quanto à tristeza, devemos ver o quanto essas redes informais de informação agenciam redes de potencialização, de modos de não ver e não agir sobre os acontecimentos com os mesmos olhos e mãos, enfim, essas informações tristes servem para de algum modo compor forças para que outras informações tristes não mais apareçam&#8230; pelo menos é o que somos todos impelidos a fazer! Senão&#8230; para quê um weblog?<br />
abração,</em>
</p>
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		<title>by: Ricardo Cabral</title>
		<link>http://catatau.blogsome.com/2009/01/23/neve-gordon-como-vender-guerra-etica-e-violar-tambem-os-direitos-civis-dos-israelenses/#comment-2970</link>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 15:47:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://catatau.blogsome.com/2009/01/23/neve-gordon-como-vender-guerra-etica-e-violar-tambem-os-direitos-civis-dos-israelenses/#comment-2970</guid>
					<description>Texto importantíssimo, Catatau. Vou lincar!
Abs</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Texto importantíssimo, Catatau. Vou lincar!<br />
Abs
</p>
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