
Já faz algum tempo que me intrigo com a passagem abaixo, provavelmente retirada do relato de Darwin sobre sua viagem no Beagle:
(more…)Esse informe diz tudo. Antigo, porém atual:
Mas se o projeto da Prefeitura atravessa a praça, a alternativa de Xavier passa por cima de uma casa, localizada na Rua Bruno Filgueira. Construída em 1913, a casa é tombada pelo patrimônio histórico e fica nos fundos do terreno, de antiga propriedade da Família Gomm, rica comerciante de erva mate no passado. O terreno é particular, e o proprietário planeja usá-lo para a construção de um shopping.
O administrador da Regional Matriz da Prefeitura de Curitiba, Omar Ackel, explica que a abertura da Rua Bruno Filgueira fica impedida, porque a obra prejudicaria a residência tombada. “Já o shopping pode até ser construído, desde que preserve a casa que fica nos fundos do terreno”, diz Ackel. Porém, o documento que tombou a Casa Gomm em 1989, inscrito no Livro Tombo das Belas Artes da Coordenadoria de Patrimônio Cultural do Estado, recomenda a preservação do terreno: “A casa está localizada em extensa área verde que deve ser preservada como entorno do edifício”.
O administrador da Regional Matriz admite que a obra foi negociada com a empresa de Salomão Soiffer, mesmo proprietário do Shopping Mueller, que pretende construir o novo shopping. “A Prefeitura impôs que a empresa patrocinasse o binário Água Verde/Bigorrilho”. Ackel explica como isso ocorreu. “A abertura da praça está sendo feita com recursos da Prefeitura. Mas o shopping deve financiar outras obras”, conta.
Retornemos ao que estava em jogo: a prefeitura cortou a Praça do Batel no meio com o argumento da melhora do trânsito na região. O movimento "amigos da praça do Batel" contra-argumentou, dizendo que se poderia obter os mesmos resultados atravessando uma quadra da rua Bruno Filgueira.
Para atravessar essa quadra, deveria-se interferir numa propriedade privada, considerada patrimônio histórico. Assim, a praça foi dividida ao meio.
Mas a condição de patrimônio histórico prescreve que a propriedade continue intacta, tanto na construção, quanto na conservação da vegetação ao redor.
Moral da história: o mesmo terreno que não poderia ser violado, justificando a violação da Praça, é agora o terreno que será violado, para a construção de um Shopping. Simples assim!
Certo dia enviaram um behaviorista para analisar padrões funcionais de comportamentos dos filósofos. Como vivemos em uma era onde tudo pode se reduzir a argumentos ad hominem, nada como aplicar uma etologia (estudo das condutas) na escala do pensamento, ou no comportamento pensante (eventos privados) dos pensantes de nossa cultura.
Tarefa dada, o behaviorista começou do início: os cursos de graduação. Lá, viu como se faz a formação dos filósofos: alguns anos de estudos, permeados de muita dúvida e muito rigor (pelo menos nos melhores deles). Um dos professores entrevistados mencionou como é notável a evolução de um aluno de filosofia, em detrimento às outras ciências humanas. Enquanto nos outros cursos o aprendizado básico é forte nos primeiros anos, resumindo-se a aplicações mais ou menos complexas nos últimos, o aluno de filosofia manteria um ritmo rigoroso e constante, ou mesmo crescente. Um estudante de humanas, avançando os anos, configuraria uma curva ascendente de procedimentos aprendidos, e outra descendente de conceitos aprendidos. Já o aluno de filosofia continuaria no mesmo ritmo rigoroso.
(more…)Durante los años ’90, el brigadier general (hoy retirado) Shimon Naveh fundó y dirigió el Instituto de Investigación de Teoría Operacional, cuya función era tratar de pensar la guerra a contrapelo de viejos conceptos militares. Los textos elegidos para ser difundidos entre las Fuerzas de Defensa de Israel fueron los de pensadores posmodernos franceses, pero el autor favorito resultó Gilles Deleuze, sobre todo su libro en colaboración con Félix Guattari, Mil mesetas. Así, muchos comandantes del ejército israelí se familiarizaron con un modelo descentralizado e irregular para enfrentar a la resistencia palestina en su propio terreno.
(more…)Ademais, quem disse que o oprimido está necessariamente certo ou tem a melhor solução? Acreditem: quase sempre está errado e tem a pior.
Surpreende-me que vários jornalistas me tenham perguntado pela minha condição de blogueiro quando tínhamos atrás o anúncio de uma exposição estupenda, a que é organizada pela Fundação César Manrique no Instituto Tomie Ohtake, com os máximos representantes e patrocinadores, e com a apresentação de um novo livro à vista. Mas a muitos jornalistas interessava-lhes a minha decisão de escrever na “página infinita da Internet”. Será que, aqui, melhor dito, nos assemelhamos todos? É isto o mais parecido com o poder dos cidadãos? Somos mais companheiros quando escrevemos na Internet? Não tenho respostas, apenas constato as perguntas. E gosto de estar escrevendo aqui agora. Não sei se é mais democrático, sei que me sinto igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava. Seguramente para um blog.

Thomas Merton com o Dalai Lama, em 1968 (daqui)
Provavelmente no Diário da Ásia (livraria, preços), o último livro de Thomas Merton, ele enuncia que um dos futuros da religião é o misticismo. Sobre o misticismo de Merton, Getulio Bertelli concedeu uma longa entrevista ao IHU, a respeito de seu livro Mística e compaixão. A teologia do seguimento de Jesus em Thomas Merton (livraria, preços), publicado em 2008. Trecho da entrevista: