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Animado pela discussão entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, do STF, e pelo admirável programa eleitoral do PMN realizado no presente dia 23 de abril de 2009, este blogue apresenta abaixo a série de vídeos "Camara dos Deturpados" (de Marco Bianchi, do RockGol). Para quem ainda não conhece, vale a pena conferir (para quem conhece, o episódio é novo):
(more…)(more…)A conexão entre o governo Beto Richa com o capital imobiliário local, nacional e internacional , seguindo a linha de seus antecessores Lerner/Cássio (que realizaram a “terraplanagem”, por assim dizer, deste tipo de capital através da construção/manutenção do modelo das estruturais, onde a mais notável é a famosa Conectora 5, hoje Ecoville – empreendimento imobiliário dos mais lucrativos na cidade) começa com um dos seus maiores doadores de campanha, a Administradora de Bens Capela LTDA com R$ 200 mil. Esta empresa tem, nada mais nada menos, como sócia-gerente, a esposa do prefeito e presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa. A Administradora de Bens Capela LTDA é responsável pelo mega empreendimento imobiliário do Alphaville Graciosa, condomínio de luxo aos moldes dos similares em outros estados.
Curitiba é uma cidade engraçada. No ano passado, o Jornal da Comunicação da UFPR publicou o seguinte informe, sobre poluição sonora na grande "capital da gente":
(more…)Em paralelo a todos os seus benefícios, a urbanização e a industrialização trouxeram complicações difíceis de enfrentar para quem mora em uma metrópolo como Curitiba. Dentre elas está a poluição sonora, com efeitos nocivos difíceis de mensurar.
(…) Em março de 1990, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) publicou duas resoluções que visam a reduzir o problema da poluição sonora no Brasil. Ambas estabelecem limites para as emissões de ruídos, sendo os governos municipais e estaduais os responsáveis pelo monitoramento desse tipo de poluição. Aparentemente, porém, a fiscalização é insuficiente.
“Reduzir o fluxo de veículos numa rua excessivamente movimentada, pelo visto, não é viável, e os moradores da região se vêem obrigados a se acostumar o barulho”, avalia o estudante Leonardo Rocha Malinowski, que há quinze anos mora num apartamento na rua Nicolau Maeder. Embora reconheça a dificuldade de se reduzir o trânsito, Leonardo acredita que, no período da madrugada, deveria haver uma fiscalização nas ruas. “É muito comum a disputa de ‘rachas’[corridas de rua] nesses horários, o que atrapalha o sono de todos”, diz.

O Inagaki nos apresentou o surpreendente caso de uma cantora chamada Susan Boyle: desempregada, tímida, recatada, com 47 anos, e feia.
Boyle participou de um desses "reality shows" onde se "descobrem" artistas. Esses shows, que possuem o objetivo principal de manter audiência e anunciantes, mesclam duas características principais: anônimos cantores, e anônimos toscos. Em meio aos anônimos toscos - a maioria, mero objeto de riso e talvez de quase toda a audiência -, os anônimos cantores despontam para o "sucesso", como se não existissem gravadoras e mercado fonográfico, mas um manto em nossos olhos que se desvelasse diante de tanto talento. Como se o diamente bruto se descobrisse ao vivo, nas câmeras, em um programa de televisão, semelhante aos outros reality shows nos quais podemos presenciar o nascimento de um "amor verdadeiro", a produção de um filme pornô, ou a importante decisão na vida de uma madame sobre fazer uma cirurgia de aumento dos seios.
O uso do "diamante bruto" é nítido em Boyle: a mulher feia e desarrumada, sem gestos artísticos, objeto de riso da platéia; depois, o canto sublime, e a surpresa geral. Finalmente, o pasmo de todos, prolongado pelo golpe na nossa espectativa de mais um cantor feio e ruim.
Boyle é diametralmente oposta a todo o "glamour" empurrado diariamente goela abaixo. C´est la vie. Assim se cria audiência. Mas e nos outros casos, nas cantoras boas e boazudas, como a audiência se faz?
Sobre isso basta pensar nos principais shows - e cantoras - com relativo sucesso. O que presenciamos? Basta ver os programas de domingo: primeiramente, não importam o tipo de música cantada, a ênfase toda se situa na entonação e na aparência. A música pode ser "Como nossos pais", ou qualquer outra: alegre ou triste, a cantora permanece sorrindo, como se a música mais intimista ou a mais extrovertida merecessem sempre as mesmas firulas de entonação e a mesma expressão corporal. Em segundo lugar, recursos de palco para chamar a atenção, sendo o mais notável as danças coreografadas (com ou sem outras dançarinas). Tudo, menos a interpretação do cantor.
Um dos casos mais agudos e anedóticos dos últimos tempos é o da cantora Beyoncé, "flagrada" com enchimento na calcinha. Há quem corrija a informação: não é enchimento, trata-se de um mero "suporte" para "valorizar" o traseiro. Há ainda quem tenha coragem de polemizar isso, por incrível que pareça. Mas com ou sem suporte na bunda, vemos bem que o principal interesse da audiência não se situa necessariamente na música.
Talvez as músicas não sejam tão boas, e por isso os recursos extras para conservar nossa atenção. Mas como la vie en close c´est une autre chose, talvez possamos perceber que, não importa os fatores, uma boa música nunca deixa de ser boa música, e uma interpretação louvável nunca perde seu valor.
Existem certos critérios, mais ou menos visíveis, que nos permitem constatar um verdadeiro cantor. E precisamente esse é o ponto: uma bela cantora nem sempre é uma cantora bela, por mais que tentemos esconder a música no meio de uma bunda. Mas existe alguma bela cantora feia? Estranho é colocar o atributo “feiura”, quando se admite estar na frente de uma bela cantora. Estranho é colocar a bunda na balança: desde quando ela melhora a interpretação? Enquanto prevemos a resposta, abaixo algumas interpretações de uma certa voz de diamante:
(more…)Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos ‘ocidentais’ estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar – e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.
Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem. Na "era de ouro dos piratas" – de 1650 a 1730 – o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive. Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam. Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes.
(more…)Na contramão de certos retrógrados (e até a França anda caprichando ultimamente, incrível!), o belo projeto Europeana:
(more…)Lançado como resposta ao programa de digitalização de livros do Google, o Europeana é um portal que reúne importantes acervos da Europa, com opção para pesquisa em português. São mais de 2 milhões de obras de naturezas muito diferentes, do retrato de Mona Lisa a um vídeo sobre a queda do Muro de Berlim, da Nona Sinfonia de Beethoven à Divina Comédia de Dante.
O Europeana estreou em novembro e saiu do ar, em seguida, porque recebeu cerca de 10 milhões de acessos por hora e não estava preparada. Com estrutura reforçada, começa agora a liberar, aos poucos, seu conteúdo aos internautas. O endereço é http://www.europeana.eu
O acervo pertence a mais de mil instituições. O portal oferece opções de leitura nas 23 línguas oficiais da União Européia, mais o catalão. [fonte]
A notícia do desprendimento do "bloco Wilkins", que liga duas ilhas na Antártida, correu o mundo nos últimos dias. Recebemos ela com a mesma familiaridade de todas as outras.
Mas as proporções e as imagens são impressionantes.
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Sobre o assunto dos últimos posts, Alexandre Nodari disponibilizou links para download dos textos de Heidegger e Derrida, anteriormente encontrados apenas via Wayback Machine.