April 23, 2009
Beto Richa e seus financiadores de campanha
Marcos Henrique Guimarães escreveu um longo texto-clipping sobre o prefeito de Curitiba e seus financiadores nas campanhas de 2004 e 2008. O gosto ruim é o de não sabermos porque nem Beto Richa, nem Gleisi, divulgaram os valores durante a campanha eleitoral (algum receio?).
A conexão entre o governo Beto Richa com o capital imobiliário local, nacional e internacional , seguindo a linha de seus antecessores Lerner/Cássio (que realizaram a “terraplanagem”, por assim dizer, deste tipo de capital através da construção/manutenção do modelo das estruturais, onde a mais notável é a famosa Conectora 5, hoje Ecoville – empreendimento imobiliário dos mais lucrativos na cidade) começa com um dos seus maiores doadores de campanha, a Administradora de Bens Capela LTDA com R$ 200 mil. Esta empresa tem, nada mais nada menos, como sócia-gerente, a esposa do prefeito e presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa. A Administradora de Bens Capela LTDA é responsável pelo mega empreendimento imobiliário do Alphaville Graciosa, condomínio de luxo aos moldes dos similares em outros estados.
Continua lá, no mesmo tom bombástico, vinculando matérias com hipóteses. Como na citação do Zé Beto:
A divulgação da relação dos maiores doadores para campanha de reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB) mostra que, em política, o que muda são apenas os nomes. As empreiteiras Camargo Corrêa, Construtora Triumfo e Piemonte Construções estão entre as empresas que mais contribuíram. As duas primeiras com R$ 300 mil cada e a terceira com R$ 200 mil. Na declaração ao TRE consta que foram recebidos R$ 6,9 milhões. As empreiteiras entram com R$ 1,5 milhão. Do bolso do prefeito saiu R$ 1,5 mil. As doações são legais. O que não é legal, usando a gíria, é saber que a Camargo Corrêa faz parte de um consórcio que constrói a primeira fase da Linha Verde, a maior obra do primeiro governo de Richa. Sabe-se, também, nos bastidores, que esta empreiteira, que ganhou musculatura durante a ditadura militar construindo grandes obras durante o chamado “milagre brasileiro”, transita com desenvoltura no Centro Cívico e tem um contato de altíssimo coturno nas vizinhanças da prefeitura. Juntando lé com cré, pode ser tudo, pode ser nada.
O informe de Guimarães está mal formatado. Mas os textos mencionam empreiteiras e empresas relacionadas ao lixo e às refeições públicas (elementos que, por coincidência ou não, são hoje pauta dos noticiários). É bastante fumaça para procurar saber se tratamos de crianças brincando com foguetes, ou de um grande balão incendiário. Pois, segundo o próprio PSDB, tanta generosidade se deve aos contribuintes serem "idealistas" (!):
Com relação à participação de construtoras, o presidente do comitê financeiro do PSDB, Fernando Ghignone, diz acreditar que elas devam ter financiado outros candidatos. “Ninguém está pensando em retorno porque toda relação com o município e empresa é feita por meio de licitações e concorrências públicas. Vence aquela que oferecer melhores condições aos municípios”, afirma. “Imagino que muitos desses contribuintes de campanha sejam idealistas que vêem na liderança do candidato a perspectiva de dias melhores.”
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Em tempo: lista completa dos gastos de passagens aéreas dos deputados federais paranaenses, e em todo o Brasil.








meandros Says —
O que vou dizer? Talvez o financiamento público de campanha seja um saída, não sei.
Mas que dá raiva cheirar a origem do problema do lixo (entre outros), a isso dá!
Made on April 23, 2009 @ 8:21 pm