July 5, 2009
Amizades renovadas a cada 7 anos
Outra da Mente e Cérebro:
A cada sete anos uma pessoa perde e substitui cerca de metade de seus amigos, de modo que o tamanho de sua rede social permanece estável. A conclusão é de uma dissertação de mestrado defendida recentemente pelo sociólogo Gerald Mollenhorst na Universidade de Utrecht, Holanda. Em 2000, Mollenhorts coletou dados sobre o relacionamento social (não-familiar) de 1007 pessoas entre 18 e 65 anos. Sete anos depois, 604 indivíduos do grupo foram entrevistados novamente. Os resultados mostraram que o tamanho da rede de amigos não se alterou significativamente ao longo do período, mas apenas 48% de seus membros eram os mesmos. Além disso, cerca de 30% dos amigos considerados mais próximos no início do estudo ainda mantinham esse status sete anos mais tarde.
Confirmando evidências obtidas em outros estudos, os dados revelam ainda que as redes sociais não são formadas apenas com base em decisões pessoais. A “escolha” dos amigos é limitada pelas oportunidades de encontrá-los, e as pessoas geralmente fazem novas amizades em contextos nos quais outras surgiram anteriormente. Em compensação, contrariando pesquisas que sugerem que os indivíduos separam o ambiente de trabalho de outros círculos de interação social (como critério para a formação de novas relações), o autor observou que essas categorias estão quase sempre sobrepostas e que a esfera profissional é uma importante “fonte” de novas amizades, inclusive das mais longevas e com alto grau de intimidade.








Ricardo Cabral Says —
Gostaria que a reportagem que vc apontou mostrasse mais dados sobre essa pesquisa, pois desconfio que diferenças culturais e aspectos ligados ao meio — rural, urbano (pequena, média ou grande cidade) — possam gerar resultados não contemplados na pesquisa em questão.
Independente disso, é bom mesmo que outros pensem sobre a amizade sem incorporar o blábláblá corporativo que mata mais relações do que a gripe tipo A.
Abraços fraternos
RE: É verdade Ricardo. Além da falta de referência, o informe peca nos poucos detalhes sobre a metodologia. Se eu entrevistar 1000 executivos de classe média-alta em São Paulo, posso lançar uma hipótese sobre a natureza da amizade. Se alguém acreditará nela, aí é um problema bem diferente, rsss
abração,
Made on July 6, 2009 @ 2:13 pm
Rodrigo Cássio Says —
Sem o menor medo de ser clichê, eu considero as amizades que fazemos pela vida entre as melhores coisas da existência. Tenho amigos de mais de 10 anos. No entanto, é cada vez mais difícil firmar relações duradouras de amizade. Será a modernidade líquida, caro Catatau? Pois eu espero que ela não evapore de vez, rs rs.
RE: Boa, rsss
Mas nesse sentido, será que o culto à amizade é “clichê”?
Made on July 7, 2009 @ 1:35 am
Rodrigo Cássio Says —
Catatau, com certeza não é!! Um abraço
Made on July 9, 2009 @ 7:48 pm