August 13, 2009
Fazer desfazendo
Dia 9 de agosto o Senador José Agripino (DEM-RN) escreveu em seu twitter:
O Senado está completamente anestesiado pela crise. A licença do presidente Sarney seria um bálsamo http://migre.me/4Unl
Dia 9 de agosto o Senador José Agripino (DEM-RN) escreveu em seu twitter:
O Senado está completamente anestesiado pela crise. A licença do presidente Sarney seria um bálsamo http://migre.me/4Unl
"A partir de hoje (10), as agências bancárias de Curitiba, no Paraná, estão obrigadas, por determinação judicial, a monitorar o fluxo de pessoas, permitindo o ingresso de dez clientes a cada quatro caixas. Para agências que têm de cinco a oito caixas será permitida a entrada de 20 clientes" [uol]
- E as agências com apenas 1 ou 2 caixas?
(Créditos da foto [sem alteração]: Daniel Caron, Paraná Online)
O Maranhão não suportava mais nem queria o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes, de suas fabulosas riquezas potenciais com a miséria, com a angústia, com a fome, com o desespero das corridas que não levam a lugar nenhum senão ao estágio do que o homem de carne e osso é o bicho de carne e osso.
O Maranhão não quer a desonestidade do governo, a corrupção nas repartições e nos espaços (públicos). O Maranhão não que a violência como instrumento da política para banir direitos os mais sagrados que são o da pessoa humana com a impunidade dos assassinos garantida pelos delegados e a liberdade garantida a penas como uma oportunidade para abastardar os homens.
O Maranhão não quer mais a coletoria como uma caixa privada a angariar dízimos inexistentes para inexistentes arcas reais que não são inexistentes (!) porque se podem pronunciar os nomes dos beneficiários identificados ao longo desses anos de corrupção. (…)
Algumas frases do presidente do Conselho de Ética do Senado, Senador Paulo Duque (PMDB-RJ):
(more…)Sem melhor nome para esse pequeno post, reproduzimos abaixo a muito oportuna citação (com bons comentários) que Idelber Avelar fez de Fabio Durão:
Não tarda muito até que, no meio de uma interpretação de um texto, o professor de literatura se depare com a mais irritante das interjeições: “cada um tem sua opinião”, exclama o estudante, com a firmeza, ou até o ultraje, de quem defende a democracia. A resposta deve ser clara e firme: em primeiro lugar, este argumento impede o diálogo antes mesmo que ele comece, fazendo assim da sala de aula um ambiente supérfluo. Além disso, note-se, a opinião que conseguisse traduzir o grau de individualidade pressuposto nesta posição deixaria de sê-lo, e se tornaria uma leitura forte. Ou seja, aqui, quanto mais se valoriza a singularidade, mais se expressa o lugar comum, as idéias que ninguém questiona e que circulam com a liberdade das mercadorias mais baratas. É importante que o professor vença sua raiva, que naturalmente nasce desta situação de impotência, por entendê-la. Como toda burrice (infinitamente distante da ingenuidade), esta sabe mais do que pensa. Pois ela na realidade encena o toque de retirada do “eu” para a proteção das muralhas do conhecido. Dificilmente o estudante usaria a mesma expressão se estivesse discutindo, digamos, futebol, em um bar com os amigos. Na verdade, o aluno sabe exatamente o que está se passando: “cada um tem sua opinião” representa um movimento defensivo diante do novo e do difícil (que tantas vezes são indissociáveis). Cabe ao professor entender este medo e reconhecer, talvez com júbilo, que esta ocasião já é sintoma de um primeiro encontro com algo de novo.
O explosivo escândalo dos candidatos curitibanos a vereador (PRTB) que desistiram das candidaturas para apoiar o prefeito re-eleito Beto Richa (PSDB) em troca de vantagens - às vezes financeiras - já rendeu um nome bastante sugestivo na mídia paranaense: "Watergate Manassés".
O nome é muito interessante. Inclusive essa racionalização do acontecimento, dada por alguns jornalistas, tem algumas ressonâncias com outra declaração da semana passada, de José Sarney: a crise do Senado, segundo ele, se deveria a "um período de exaustão do modelo de democracia representativa".
(more…)Um terço dos 54 deputados estaduais do Paraná tem processos de suspensão ou está com a carteira nacional de habilitação (CNH) suspensa. Levantamento realizado pela reportagem da FOLHA aponta que sete estão proibidos de dirigir, um dos quais - o deputado Artagão Júnior (PMDB)- está com o documento vencido. Outros onze foram notificados da suspensão da carteira mas ainda têm prazo para recorrer ou já apresentaram recurso.
Dos 2.083 inscritos no concurso para juiz do Estado do Rio, 33 eram parentes de magistrados. Dos 24 aprovados, sete eram parentes de desembargadores. A proporção assusta. O resto é pior. Dos sete aprovados, seis usaram corretor líquido sobre a mesma palavra, na terceira linha da resposta da primeira ou segunda questão de direito tributário. A palavra escrita em cima do corretor era a mesma que estava em baixo, impressa na folha de prova. Assusta? Tem mais: os suplentes da banca eram todos parentes dos candidatos aprovados. Isto aqui parece filme de terror americano, não acaba mais: o ministro Eros Grau, do Supremo, mandou abrir processo contra o presidente do TJ RJ, desembargador Sérgio Cavalieri, e os seis juízes. Mas recusou afastar os juízes dos cargos.