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September 5, 2011

Ágora, de Alejandro Amenabar


 

Quando assiste Ágora, filme de Alejandro Amenabar (2009, download do filme ou comprar DVD), por vezes o espectador é lançado, junto com as imagens, para o espaço. As tomadas, situadas nos dramas dos homens, de repente se afastam rapidamente da terra, mostrando então uma Alexandria cada vez mais pequenina (a despeito de sua grandeza histórica), até sumir do olhar. Junto com as imagens, os sons (o tumulto, o burburinho das intrigas), também gradativamente silenciam enquanto a "câmera" se afasta, deixando o espectador à mercê de um planeta mudo e desolador.

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September 2, 2011

O Emprego (2008)


Animação de Santiago Grasso (via @fabriciokc)

August 25, 2011

Ex Isto


Ex Isto: filme inspirado no Catatau de Paulo Leminski. Duas resenhas.

May 23, 2011

Homens e Deuses


 
 
 Com muita curiosidade assisti, a partir da crítica de Bruno Cava, Des Hommes et des Dieux, filme aplaudido em Cannes no ano passado.

Em sua crítica, Cava chamou a atenção a um elemento: "são humanistas", comentava ele sobre o filme.

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April 12, 2011

Histórias do Gulag


Photobucket Pictures, Images and Photos

Quatro links interessantes em torno de uma instituição mais ou menos espalhada no ocidente, cuja variante russa e depois soviética foi particularmente notável.

O primeiro é o livro de Anne Applebaum, Gulag (livro, livrarias, livro no 4shared e resenha).

O segundo é a adaptação para o cinema de So weit die Füße tragen (Até onde possamos andar [Até onde os pés me levem?]), livro  escrito por Joseph Martin Bauer que narra a fuga de um soldado alemão de um GULAG, percorrendo mais de 10000 Km.

O terceiro link é outro filme: "Caminho da Liberdade", também inspirado em relatos recolhidos em livro e inclusive resenhado por Anne Applebaum. Ela serviu de consultora para a direção do filme.

O quarto é a figura acima: "A liberdade de crítica é total na URSS", informe sobre a visita de Sartre ao país em 1954 (artigos anunciados no jornal disponíveis em francês e em PDF). Não se trata propriamente de um link sobre Gulags, mas sobre os debates da época após a morte de Stalin, por sua vez muito ligados, depois de 1956, a esse contexto.

São mais do que 4 links. Enfim… ;)

April 3, 2011

Uma “mina de diamantes” do cosmopolitismo


O Incinerrante começou a contribuir com diversos textos sobre cinema africano no Amálgama. Marcelo Ribeiro (editor do Incinerrante) tem um projeto muito interessante sobre cinema, ligado à noção de "cosmopolitismo" (o projeto inclusive lista diversos filmes maravilhosos).

No meio disso tudo, Ribeiro também indicou o Cine África. Trata-se de um blog que dispõe para o público brasileiro diversas obras do cinema africano, curiosamente tão distante de nós. Link para guardar com carinho.

A foto acima foi divulgada por Giuseppe Cocco alguns dias atrás. As recentes revoltas na África escondem um imenso iceberg.

August 8, 2010

Depois da missão


 

No recente seriado da HBO, intitulado The Pacific, um personagemdo exército norte-americano dizia ao outro, enquanto esperavam os japoneses: "Penso que, se estou aqui, é para que outros mais, muitos outros, não morram".

Esse tipo de narrativa, bem próximo a filmes com Tom Hanks e Spielberg (eles ajudaram a produzir a série), também se encontra em muitos outros filmes. Em Falcão Negro em Perigo, um personagem justificava sua participação na guerra simplesmente pela presença dos companheiros. E em The Hurt Locker o "mocinho" larga a esposa para tarefa semelhante.

Se a mera presença dos colegas justifica a guerra do mesmo modo como, por exemplo, justificaria permanecer em um bar, isso é deveras controverso. Bem como é controverso afirmar que qualquer guerra justifica minha estadia lá para que outros mais não morram.

Mas esse tipo de justificação pulula em temas de guerra hoje em dia, sem entretanto conviver com as mesmas figuras de antigamente. É curioso constatar a frequência de figuras semelhantes aos homens das fotos acima, caracterizadas com motivos de morte.

O Big Picture e outros blogs do tipo já exporam diversas vezes as tatuagens e trejeitos de soldados: não são mais espécies de personagens de Tom Hanks escrevendo cartas nostálgicas para casa, mas modernos garotos com notebooks, blogs e adornos (tatuagens, colares, etc.) ligados a música pesada.

Pelo menos em certo sentido, não se pode julgar o soldado pela indumentária. Do outro lado desse universo metaleiro, há também integrantes das mais diversas seitas norte-americanas, não raramente ligadas a uma espécie de protestantismo neopentecostal de ultra-direita. Um blog desse segundo tipo de combatente (hoje inativo) já chegou a afirmar: “it’s not my job to die for my country and beliefs… it’s to make those bastards die for theirs!" ("não é meu trabalho morrer por meu país e crenças… é fazer esses bastardos morrerem pelos seus!".

Humanitarian mission gift por The U.S. Army  Survey strategy por The U.S. Army

Entre os dois extremos, talvez se possam multiplicar os tipos. Deve haver um tipo de militar para cada tipo de pessoa, e nesse sentido inúmeras justificativas para as duas guerras. Só é difícil encontrar, em todas essas tribos, uma justificativa boa. Ainda mais vendo como se comportam os superiores desses soldados. No caso WikiLeaks, eles se comportam de modo nitidamente oposto aos oficiais "humanistas-libertários" de The Pacific. Basta ver a mais nova proibição imposta aos soldados: eles não podem mais acessar o Wikileaks!

 The orders seem to be the most far-reaching effort by the Pentagon in its ongoing effort to stop the release of classified information. The military is telling the troops they cannot even view what is publicly available, even though the WikiLeaks documents are on hundreds of websites.

(…) "[Department of the Navy] personnel should not access the WikiLeaks website to view or download the publicized classified information. Doing so would introduce potentially classified information on unclassified networks." (…)

Independente da perspectiva ou crença do soldado, só parece faltar o mesmo que falta em muitos filmes: em meio a tanto efeito visual, falta argumento.

November 22, 2009

O mundo de 2012


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2012 apresenta um mundo apocalíptico e o fim da humanidade. Mas será que apresenta só isso?

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September 11, 2009

Nanawatai


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Existem poucos filmes sobre as participações "ocidentais" no Afeganistão, e as histórias nunca deixaram as controvérsias de lado. Quem não lembra do antigo "blockbuster" Rambo III, "dedicado ao galante povo afegão" (sic) contra os temíveis russos? Em 2007, um filme russo, chamado Nono Pelotão, tentava relativamente redimir os soldados russos em meio a uma guerra perdida e sem sentido. Mostrando o treinamento de uma equipe (mais ou menos como em Nascido para Matar), o filme se encerra nas primeiras operações efetivas, onde o treinamento cede lugar à guerra real e exige a participação dos companheiros.
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August 21, 2009

As “primeiras impressões” de Vladimir Arseniev


http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/4584.jpg
 
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