August 31, 2008

Milarepa (2006)

‘How senseless to disregard one’s life by fighting foes, who are but frail flowers.
How foolish to spend your lifetime without meaning, when a precious human body is so rare a gift’.

(more…)

August 18, 2008

O efeito dos filmes no cérebro, e neuromarketing

 Eisenstein Caveira Cinema

Eisenstein (à direita) 

(more…)

July 28, 2008

Entre o Coringa e o Ás de Espadas

http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/batman_bush.jpg

"Yes, he´s not the Joker, but the ace of spades

Meu vizinho Major Tom escreveu um post com referências a escritores, apontando como novas produções do cinema expressariam interesses norte-americanos, especialmente em política externa.

Atualmente, nem nazistas nem russos aliam-se a super-vilões para enfrentar a S.H.I.E.L.D, os Vingadores ou o Capitão América. Mas seria interessante ver como as mudanças nos quadrinhos e no cinema dos últimos tempos acompanhariam assuntos bem atuais.

Em O Cavaleiro das Trevas, uma das principais referências ao Coringa é a de "terrorista". Isso sem contar o método utilizado pelo protagonista para encontrá-lo, ou os dilemas relativos à morte e à violação possível das liberdades individuais. E não mencionamos outros quadrinhos ou filmes contemporâneos (e o Coringa ficou muito melhor que o Magneto "Ultimate"), na forma ou no conteúdo tocando assuntos da vez.

Analogias à parte, é difícil ver no holofote do comissário Gordon o "W" de Bush, como se a relação fosse de propaganda pura e simples (e os textos sobre o assunto pululam). Agora, quando um filme coloca no mesmo plano maudosos terroristas e os interesses das gigantescas indústrias armamentistas, revestindo tudo com os panos mornos de um humanismo boboca, aí o assunto pode até esquentar.

*** 

E o que não dizer, nos tórridos ânimos de 11/9, da Mulher Maravilha? ;)

http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/wonder_woman_afghanistan.jpg

July 14, 2008

A masterpiece of cine trash

Há muito tempo atrás, quando passava o Cine Trash na Rede Bandeirantes, um filme, em especial, superou tudo o que se podia chamar de Trash. O enredo: uma família acorda certa manhã e, à medida que o tempo passa, descobre que toda a casa (janelas, portas, garagem) está circundada por uma parede de concreto. O calor começa a aumentar na casa. Junto a isso, a família descobre, primeiro em todos os eletrodomésticos, depois em cada pessoa, o mesmo símbolo (uma espécie de marca de produto) estampado. Não bastasse isso, com o aumento do calor uma gosma verde misteriosa começa a se alastrar por toda a casa, a começar pelo andar de cima.
 
O final é trágico: quando a família está prestes a morrer sufocada, uma menina gigante do futuro abre uma caixa, que contém sua casa de bonecas ultra-modernas, e descobre que esqueceu lá um chiclete verde, e todos os bonecos (a família!) ligados. Simplesmente terrível. O trauma me impediu de recordar o nome completo do filme.
 
Esse pequeno preâmbulo foi escrito aqui. E pelo que parece, vários ainda procuram o nome do terrível filme. Alguém se lembra?

June 11, 2008

Grandes noites, pequenas manhãs

img371/3383/oliceuseteargastodisperpl7.jpg
 
O pessoal do Enxame Nômade nos presenteou com as referências de um documentário de William Klein, intitulado Gradns Soirs et Petit Matins, sobre maio de 1968.
 
Primeiro, a sinopse:
 Maio de 1968 - os símbolos da autoridade são contestados por milhões de grevistas e de estudantes. William Klein filma dia a dia as assembleias, os debates improvisados, as manifestações, as barricadas, os confrontos de rua, as palavras, a utopia em marcha. As esperanças, as ilusões, a resignação e os equívocos.

Esta é uma crónica apaixonante que alia o calor do directo com o recuo irónico e crítico. Filmado câmara à mão, este é o documento mais precioso, mais justo e mais perturbador sobre a grande revolta francesa do século XX.

Indispensável para compreender o que se passou nas ruas de Paris durante esse mês de Maio que nunca mais foi esquecido.
E a reprodução do informe, com os links para o documentário:
nesses links abaixo:

/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part1.rar
/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part2.rar
/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part3.rar
/grands_Soirs_et_petits_matins.avi.part4.rar

(É necessario ter um software para abrir arquivos .rar, como o unrar; o software pode ser achado aqui)

eh estranho que esse flme seja tao pouco conhecido. eh disparado o melhor documento sobre o maio de 68 parisiense — por levar a consideravel vantagem de ter sido inteiramente filmado em paris (e especialmente no quartier latin) durante maio de 68. com direito a sorbonne e o odeon ocupados, a coletiva de cohn-bendit depois de ser ‘contrabandeado’ de volta a franca, e a confirmacao do que blanchot disse sobre aqueles dias: que era um momento onde todo mundo podia falar com todo mudo, pelo simples fato de estar ali.

uma curiosidade: o homem que aparece de jaleco logo no inicio eh jean-pierre vigier, lider do comite de acao do centre nationale de la recherche scientifique, e introdutor da mecanica quantica na franca. e que, de quebra, tem as melhores analises politicas ao longo do filme.

April 11, 2008

Oito anos no Tibet - Eight Years in Tibet (livro)

 img383/6072/peteraufschnaiterlj5.jpg
 
Muitos já conhecem o filme de Jean Jacques Annaud, "Sete Anos no Tibet". Estrelado por Brad Pitt, teve relativo sucesso na época, e foi baseado no livro homônimo de Heinrich Harrer (publicado no Brasil em edição de bolso, e em outra mais elaborada).
 
O que não se conhece muito é o livro de seu companheiro de viagem, chamado Peter Aufschnaiter, intitulado "Oito anos no Tibet" (Eight Years in Tibet). Duas resenhas, aqui e aqui.
 
Outra curiosidade: não é à toa que o ator David Thewlis interpretou o montanhista austríaco. Sua fisionomia é incrivelmente semelhante à de Aufschnaiter.

 

February 14, 2008

“Foreign movies”

O post é daqueles de "primeira impressão". Mas parece que o foriegn movies tem um acervo fabuloso daquele tipo de produções que nunca ouviremos falar, ou teremos acesso muitas vezes peneirando, ou por acaso. Redroduzo abaixo as tags do site, para dar um gostinho:    
(more…)

February 13, 2008

Abu Ghraib, liberdades civis, e 30 anos atrás

bottero abu ghraib

O Festival de Cinema de Berlim lançou um documentário chamado "Standard operating procedures". Dirigido pelo norte-americano Errol Morris, trata dos abusos cometidos em Abu Ghraib. No mesmo contexto, Taxi to the Dark Side concorre ao Oscar 2008.     
 
Outro filme que tratou de passagem o mesmo tema é Kurtlar Vadisi, produção turca de 2003 que trata de um comando combatendo forças norte-americanas no Iraque. O filme reúne vários temas bem caros à percepção do oriente médio sobre a intervenção norte-americana.
 
Em contexto não muito distante, um dos sites-destaque do del.icio.us é o Loss of Civil Liberties Since 9/11. Reúne linhas de tempo de diversos temas:
This is the History Commons project for the loss of US civil liberties under the current administration, and before. We are currently focusing on several topics, including the expansion of executive power (the “unitary executive”), the NSA’s domestic surveillance program, the use of “national security letters” to force information from citizens, and others.
Por coincidência, lia um texto de Robert Fisk, a respeito da invasão da embaixada norte-americana no Irã em 1979, durante a revolução islâmica. Sobre as tentativas de intervenção norte-americana da época, no Irã e em outros países (após a Operação Ajax, encabeçado pelos EUA e Inglaterra para depor o primeiro ministro iraniano Mohamed Mossadeq, temia-se um novo golpe norte-americano contrário à Revolução, que alavancou a oposição a Jimmy Carter, e favoreceu ironicamente a eleição futura de Ronald Reagan, alguém segundo Fisk "menos sensível" a questões do oriente médio), consta:
 A iranian girl who had studied journalism in New York - who had experienced, as she put it, the fruits of American Democracy - demanded to know why americans were prepared to support the Shah´s regime when it had opposed individual freedom and dissent. ‘In the United States, we learned all about liberty and the freedom to say what we wanted to say. Yet America went on propping up the Shah and forcing him to squander Iran´s wealth on arms. Why did it do that? Why was America a democracy at home, and a dictator abroad?’ There was, of course, a contradiction here. The fact that President Carter, whose campaign for human rights was well known in Iran, should have continued to honour America´s political commitment to the Shah before the revolution - in however tentative a way - was regarded as Hypocrisy. (The Great War for Civilization, Ed. Harper Perennial, p. 146)

January 31, 2008

Os sete samurais (1954)

 

December 17, 2007

Animals, e Children of Men

Para quem não viu, Children of Men (2006) é um belo filme. Ilustra um futuro marcado por temas diretamente projetados por nosso presente: fascismo, guerras, doenças, e desilusão.
 
Várias cenas são de tirar o fôlego: algumas duram mais de 10 minutos, sem cortes. O youtube disponibiliza muitas (mas eu não recomendaria àqueles curiosos que gostam de fazer "clima" antes de ver um filme ;) ). Além disso, o filme é repleto de detalhes, que às vezes acompanham o roteiro, ou mesmo denotam outros sentidos.
 
Aqui consta uma boa resenha, sobre filmagem e implicações. De nossa parte, chamamos a atenção a uma das curiosas cenas:
 
A imagem “http://farm1.static.flickr.com/150/343066741_63143d6797.jpg?v=0” contém erros e não pode ser exibida.
 
Não se parece com a capa de Animals, do Pink Floyd?
 
A imagem “http://farm1.static.flickr.com/33/63745762_dc1dc5f8a3.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
 
***
E falando nesses futuros…
Depois de 25 anos da estréia de "Blade Runner" e após quatro versões, o diretor Ridley Scott está satisfeito com a última montagem do filme transformado em mito e que, ao contrário dos robôs humanóides que o protagonizam, parece ter vida eterna.

Assim garantiu o cineasta britânico, que completa 70 anos em novembro, na entrevista coletiva de apresentação do filme, exibido fora de competição no 64º Festival Internacional de Veneza.

Scott afirmou que, ao ver peças publicitárias e

vídeos musicais, se deu conta de que "’Blade Runner’ estava tendo uma influência muito forte nas novas gerações".

Além disso, "é uma obra artística" que "influiu muito no mundo da moda e também na obra de arquitetos de prestígio, que disseram que o filme tinha mudado seus conceitos", acrescentou.

Com o título de "Blade Runner: The Final Cut" (a montagem final), esta versão definitiva foi exibida pela primeira vez no sábado (1º) em Veneza. 

A paisagem do festival não podia ser mais diferente da obscura, caótica e tecnológica Los Angeles do ano 2019 no qual o filme é ambientado, uma mistura de cinema negro e ficção científica existencialista repleta de metáforas religiosas.

Para os que viram a versão anterior, "Blade Runner: The Director’s Cut" (a montagem do diretor), de 1992, a nova apresenta pequenas inovações que não alteram o espírito do filme, como ocorreu com o original, de 1982.

A versão de 2007 apresenta planos que contribuem para perfilar os personagens e suas relações, especialmente a do policial e a personagem interpretada pela atriz Sean Young, assim como alguns ajustes na inesquecível trilha sonora composta por Vangelis.

Outros planos que nunca convenceram Scott foram retocados graças à tecnologia digital.

Entre eles, estão a inclusão do rosto da atriz Joanna Cassidy na seqüência da perseguição de sua personagem, onde antes era possível perceber a presença de uma dublê na cena.

Também foi modificado o vôo da pomba que finaliza o famoso monólogo final do ator Rutger Hauer, presente na entrevista coletiva e cujas "naves em chamas além de Orión" ficaram marcadas na mente de várias gerações.

"Poucos trabalhos me deram tanta satisfação e prazer", ressaltou Hauer sobre a produção baseada no romance "Os andróides sonham com ovelhas elétricas?", de Philip K. Dick, sobre um grupo de replicantes - robôs de aspecto humano com vida limitada a quatro anos - que se rebelam e devem ser exterminados.

"É difícil explicar porque foi tão difícil a rodagem", mas o certo é que "quando o filme foi finalizado e foram realizadas as exibições prévias, o resultado foi ruim e alguns críticos me massacraram", lembrou Scott.

Os produtores concordaram com Scott em eliminar um plano no qual Ford sonhava com um unicórnio - chave para entender o personagem -, gravar uma locução que explicasse seus pensamentos durante todo o longa e procurar um final feliz.

Sobre isso, o diretor de "Alien" afirmou que fez "ajustes porque havia coisas que não funcionavam bem".

Em relação ao futuro da sétima arte, o diretor disse não ter idéia dos rumos do cinema e comentou que não é contra a onda de segundas partes de filmes de sucesso em Hollywood, porque "são divertidas, e isto é uma indústria".

Talvez o Catatau chegou atrasado para a festa, mas… a versão final é boa?