Uma das fotos do ano 2005, segundo a agência Reuters
Dezembro de 2008, segundo o US Soldiers Media Center
"Yes, he´s not the Joker, but the ace of spades"
Meu vizinho Major Tom escreveu um post com referências a escritores, apontando como novas produções do cinema expressariam interesses norte-americanos, especialmente em política externa.
Atualmente, nem nazistas nem russos aliam-se a super-vilões para enfrentar a S.H.I.E.L.D, os Vingadores ou o Capitão América. Mas seria interessante ver como as mudanças nos quadrinhos e no cinema dos últimos tempos acompanhariam assuntos bem atuais.
Em O Cavaleiro das Trevas, uma das principais referências ao Coringa é a de "terrorista". Isso sem contar o método utilizado pelo protagonista para encontrá-lo, ou os dilemas relativos à morte e à violação possível das liberdades individuais. E não mencionamos outros quadrinhos ou filmes contemporâneos (e o Coringa ficou muito melhor que o Magneto "Ultimate"), na forma ou no conteúdo tocando assuntos da vez.
Analogias à parte, é difícil ver no holofote do comissário Gordon o "W" de Bush, como se a relação fosse de propaganda pura e simples (e os textos sobre o assunto pululam). Agora, quando um filme coloca no mesmo plano maudosos terroristas e os interesses das gigantescas indústrias armamentistas, revestindo tudo com os panos mornos de um humanismo boboca, aí o assunto pode até esquentar.
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E o que não dizer, nos tórridos ânimos de 11/9, da Mulher Maravilha?
Finalmente tenho em mãos BibliOdyssey, livro escrito a partir do blog homônimo, por um certo Mr. PK.
BibliOdyssey é interessante por vários motivos: é um livro publicado por um certo acaso, feito a partir de um blog criado sem grandes compromissos, e cujos resultados sempre foram imprevisíveis. PK, um australiano, criou o blog enquanto ministrava aulas em Hanói. Com certo tempo livre, começou a navegar e compor os posts que, segundo ele, exigem cada um cerca de 10 horas de confecção.
Em segundo lugar, PK é um blogueiro anônimo. Seu blogue não se sustenta em nenhuma questão autoral. Quem visita o BibliOdyssey sabe que tem muito conteúdo interessante. Mas sabe também que pouco importa querer saber quem é o escritor. Isso não tem nenhuma relevância, já que não se trata de uma autoridade, mas - como afirma o próprio PK - de um chauffeur, ou de um curador. PK apenas nos apresenta as obras, guia-nos por elas. Não é um autor no sentido de "autoridade", mas um nó que vincula conteúdos interessantes.
Disso, o leitor mede o blogue apenas pelo conteúdo. Não se trata de avaliar o conteúdo como "maior" ou "menor" do que o autor, como se um grande catedrático não devesse se rebaixar escrevendo blogues, ou um iletrado fosse sonhador demais ao se aventurar por livros desconhecidos. O que importa, sempre, é o conteúdo, e sua boa apresentação. Disso se avalia uma boa escrita.
O livro, publicado pela Fuel Design, tem uma impressão fabulosa, com capa dura, detalhes em relevo, e encadernação luxuosa. Peça de "ars obscura", para figurar nas cabeceiras. No conteúdo, uma seleção de diversas obras, sempre impressas em detalhes, seguidas de uma breve apresentação, e a referência online.
BiblOdyssey é uma bela referência para quem se interessa sobre certos debates relacionados às possibilidades da internet. Também é uma bela referência de raridades, cada vez mais acessíveis pelas bibliotecas online. Um belo livro, tão universal quanto o blog: produto anglo-saxão, impresso na China.
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