April 24, 2008

De Virgílio, a Dante (de A Divina Comédia)

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Ilustração do Canto XXIII da Divina Comédia, por Gustav Doré
 
 
“Eia! toda a fraqueza em ti se mude!
Em ócio” — disse o Mestre — “ou sobre a pluma
Prêmios ninguém conquista da virtude.

“Aquele que a existência assim consuma,
Tal vestígio de si deixa na terra,
Como o fumo no ar e na água a espuma.

“Ergue-te, pois! Torpor de ti desterra!
Recobra o esforço que os perigos vence!
Impere alma no corpo em que se encerra!

“Que vais subir muito alto a mente pense;
Desse abismo não basta haver saído.
Será teu prol, se a minha voz convence”.
 

(Divina Comédia, Inferno, passagem do Canto XXIV. Tradução de José Pedro Xavier Pinheiro) 
 
Sobre Dante, esse site traz a Divina Comédia completa, com referências de estudos e traduções (inclusive com o poema original).  A tradução completa de José Xavier Pinheiro consta aqui. É notável o trabalho de conservação das rimas.
 
Finalmente, Gustav Doré tem vários sites dedicados às suas gravuras, que vão da Bíblia até Dom Quixote, passando também por Dante. Especialmente o Doré Ilustrations traz as imagens em alta resolução. Vale muito a pena conferir.

December 18, 2007

O livro das sensações


Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido – sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus. Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como eles, nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a Humanidade, sendo uma mera ideia biológica, e não- significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.

Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gentes, naquela distância de tudo a que comummente se chama a Decadência. A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.

A quem, como eu, assim, vivendo não sabe ter vida, que resta senão, como a meus poucos pares, a renúncia por modo e a contemplação por destino? Não sabendo o que é a vida religiosa, nem podendo sabê-lo, porque se não tem fé com a razão; não podendo ter fé na abstracção do homem, nem sabendo mesmo que fazer dela perante nós, ficava-nos, como motivo de ter alma, a contemplação estética da vida. E, assim, alheios à solenidade de todos os mundos, indiferentes ao divino e desprezadores do humano, entregamo-nos futilmente à sensação sem propósito, cultivada num epicurismo subtilizado, como convém aos nossos nervos cerebrais.

Retendo, da ciência, somente aquele seu preceito central, de que tudo é sujeito às leis fatais, contra as quais se não reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos; e verificando como esse preceito se ajusta ao outro, mais antigo, da divina fatalidade das coisas, abdicamos do esforço como os débeis do entre timento dos atletas, e curvamo-nos sobre o livro das sensações com um grande escrúpulo de erudição sentida.

Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos. E, se nos empregamos assiduamente, não só na contemplação estética mas também na expressão dos seus modos e resultados, é que a prosa ou o verso que escrevemos, destituídos de vontade de querer convencer o alheio entendimento ou mover a alheia vontade, é apenas como o falar alto de quem lê, feito para dar plena objectividade ao prazer subjectivo da leitura.

Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde.

Não é este o conceito dos pessimistas, como aquele de Vigny, para quem a vida é uma cadeia, onde ele tecia palha para se distrair. Ser pessimista é tomar qualquer coisa como trágico, e essa atitude é um exagero e um incómodo. Não temos, é certo, um conceito de valia que apliquemos à obra que produzimos. Produzimo-la, é certo, para nos distrair, porém não como o preso que tece a palha, para se distrair do Destino, senão da menina que borda almofadas, para se distrair, sem mais nada.

Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao ue fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes cegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.

Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.

29-03-1930

A incrível passagem acima abre o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, sob o heterônimo Bernardo Soares. A edição da Companhia das Letras foi organizada por Richard Zenith.

Se pudesse dizer que não é a passagem completa que chama a atenção, apontaria ao cuidado de "Soares" para com as relações entre a vida e obra, e a literatura e a vida. Curioso jogo de redobramentos. Também muito curioso jogo de "cuidados", para que a própria atividade da escrita não se confunda com seu escritor (ele mesmo algo já problemático, pois não se trata do próprio Pessoa), nem com uma mera relação de expressão pura e simples da vida (como se a obra apenas traduzisse traços dela), ou de negação total de toda expressão.

Tudo isso, no início do livro. (!!)

- Quadro acima: "Retrato do Poeta Fernando Pessoa", de José Sobral de Almada Negreiros.

December 13, 2007

Shakespeare e o Sonho

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BENVÓLIO - Quem é a Rainha Mab?
MERCÚCIO - É a parteira das fadas, que o tamanho não chega a ter de uma preciosa pedra no dedo indicador de alta pessoa. Viaja sempre puxada por parelha da pequeninos átomos, que pousam de través no nariz dos que dormitam. As longas pernas das aranhas servem-lhe de raios para as rodas; é a capota de asa de gafanhotos; os tirantes, das teias mais sutis; o colarzinho, de úmidos raios do luar prateado. O cabo do chicote é um pé de grilo; o próprio açoite, simples filamento. De cocheiro lhe serve um mosquitinho de casaco cinzento, que não chega nem à metade do pequeno bicho que nos dedos costuma arredondar-se das criadas preguiçosas. O carrinho de casca de avelã vazia, feito foi pelo esquilo ou pelo mestre verme, que desde tempo imemorial o posto mantém de fabricante de carruagens para todas as fadas. Assim posta, noite após noite ela galopa pelo cérebro dos amantes que, então, sonham com coisas amorosas; pelos joelhos dos cortesãos, que com salamaleques a sonhar passam logo; pelos dedos dos advogados, que a sonhar começam com honorários; pelos belos lábios das jovens, que com beijos logo sonham, lábios que Mab, às vezes, irritada, deixa cheios de pústulas, por vê-los com o hálito estragado por confeitos. Por cima do nariz de um palaciano por vezes ela corre, farejando logo ele, em sonhos, um processo gordo. Com o rabinho enrolado de um pequeno leitão de dízimo, ela faz coceiras no nariz do vigário adormecido, que logo sonha com mais um presente. Na nuca de um soldado ela galopa, sonhando este com cortes de pescoço, ciladas, brechas, lâminas de Espanha e copázios bebidos à saúde, de cinco braças de alto. De repente, porém, estoura pelo ouvido dele, que estremece e desperta e, aterrorado, reza uma ou duas vezes e, de novo, põe-se a dormir. É a mesma Rainha Mab que a crina dos cavalos enredada deixa de noite e a cabeleira grácil dos elfos muda em sórdida melena que, destrançada, augura maus eventos. Essa é a bruxa que, estando as raparigas de costas, faz pressão no peito delas, ensinando-as, assim, como mulheres, a agüentar todo o peso dos maridos. É ela, ainda…
ROMEU - Paz, Mercúcio! Paz!   
MERCÚCIO - Sim, só falo de sonhos, prole ociosa de um cérebro vadio, a qual de nada provém senão da inútil fantasia, que é tão firme como o ar, mais inconstante do que o vento que faz a corte ao frio seio do norte e, sendo repelido, volta de lá bufando e o rosto vira para o sul orvalhoso.
 
BENVÓLIO – Pois o vento de que falais nos toca para longe de nós próprios. A ceia está acabada; chegamos muito tarde.
 
To sleep, perchance to dream ;)

 

December 10, 2007

Camus: 50 anos do Prêmio Nobel

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Cinquenta anos atrás, Albert Camus recebeu o Nobel de Literatura, por A Peste. Informe no Absorto.

December 7, 2007

Livro no Brasil: um bem de luxo

Exemplo 1:

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Exemplo 2: 

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November 28, 2007

A Felicidade, e O Brasil nas Copas de 50 a 70

 Uma bela exposição, do Arquivo Nacional
 
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 Com Ademir como artilheiro, a seleção chega à final e perde para o Uruguai. O impacto dramático do resultado obscurece o segundo lugar e o brilho do time de Nilton Santos, Jair Rosa Pinto, Zizinho, entre outros. A Copa de 1954, na Suíça, passa rápido para nós e com três jogos voltamos para casa.

Tudo muda em 1958: o Brasil bossa nova, o Brasil de JK, vence a sua primeira Copa do Mundo, na Suécia, com Pelé, craque aos 17 anos e Garrincha esbanjando genialidade. Finalmente a ‘taça do mundo’ vinha para as nossas mãos. (…)

 Outra exposição belíssima: "Instantâneos da Felicidade", transitando pelo país.  Contém 50 fotos de vários artistas, desde Henri Cartier-Bresson até Sebastião Salgado. Sem contar o belíssimo gol de bicicleta de Pelé em 1965:    
 
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***

Meias Vermelhas 

 
 
Outra dica interessante é o lançamento do livro Meias Vermelhas e Histórias Inteiras, do hedonista, blogueiro e psicólogo Marcos Donizetti. Será dia 3 de dezembro, em São Paulo. Mais informações sobre o livro e o evento.
 
***
Respondendo ao comentário do Robson ;) :
 

November 21, 2007

Curitibocas

Você visita Curitiba, conhecida como "cidade modelo", lugar de "gente educada", e afins. De repente, se depara com uma figura assim:      

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O que? Um sujeito de sunga e cheio de óleo, passeando de bicicleta em pleno inverno curitibano? Steven Seagal em nova missão? Arnold Schwarznegger com rabo de cavalo? Elvis Presley, ciclista e reencarnado? Não, é o Oilman!

O Oilman é apenas um, dentre outros quase 20 personagens urbanos de Curitiba (mais ou menos "reais"), que João Varella e Cecilia Arbolave entrevistaram para compor o livro Curitibocas - Diálogos Urbanos. Trata-se de um perfil da capital paranaense, contado por várias de suas figuras.

O lançamento ocorrerá dia 7 de dezembro, às 19 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Cristal. O livro custará 29 reais.

Para saber mais, o blog do livro publica todas as informações, e também criou um vídeo de divulgação.

October 20, 2007

BibliOdyssey, o livro (queeeeeeeeeerooooo!!!)

O BibliOdyssey lançou um livro sobre os próprios conteúdos do blog:

 BibliOdyssey - the book cover

No link acima figuram as informações para comprar. Em uma entrevista com o autor, PK nos ensina muito sobre a relação blogueiro x blog.
Já encomendei o meu.   emoticon

August 16, 2007

Livros

Soube do lançamento de alguns livros muito interessantes. A última referência, em especial, é para mudar toda a Realidade (;))

 

1) Lógica e Forma de Vida (pesquisa de preços): Trata-se da tese de doutorado de Alexandre Machado sobre Wittgenstein. Recebeu o prêmio de melhor tese de 2004, pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia. O livro é sobre o conjunto da filosofia de Wittgenstein. Mais informações podem ser encontradas no blog de Alexandre Machado, especialmente nesse post.

 

2) Arqueologia dos Prazeres (pesquisa de preços): Escrito por Fernando Santoro, o livro detém-se em várias noções antigas relacionadas ao prazer, às culturas de si, e à felicidade. É o resultado de um curso de extensão apresentado pelo autor. Pequeno review: "O livro expõe os princípios e argumentos das disputas pelo valor dos prazeres entre os filósofos gregos, sobretudo Sócrates e seus discípulos. Capítulos: Mitologia, Fisiologia, Erística, Erótica, Catártica, Dialética, Eudemonia e Terapêutica". Parece correlacionar algumas noções presentes no último Foucault, com pesquisa direta de filosofia antiga.

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3) História da Província de Santa Cruz, que vulgarmente chamamos Brasil (pesquisa de preços): Esse livro - um dos primeiros relatos sobre o Brasil - resultou em dois pequenos textos do Catatau, lembram? Um, sobre o "monstro marinho" que apareceu no Brasil em 1564; outro, sobre a "vulgaridade" de chamar esse lugar de "Brasil". Pois o livro - disponível on-line (vide posts) na Biblioteca Nacional - saiu pela Jorge Zahar. Parece que essa edição adapta o português para a atualidade. Conservaria também as figuras?

4)  Livros do Leandro: Dizem que outras pessoas detém a chave da existência, do universo e tudo o mais. Mas depois do lançamento dos livros do Leandro, não restará pedra sobre pedra. Pelo menos até o último livro de suas obras completas, o Ascendendo à Luz ;)

 ***

Mais duas observações:

Preços de Livro

Não é novidade que o mercado editorial brasileiro não corresponde à realidade dos brasileiros. Hoje fui a um lugar onde os livros (novos) estavam com 50% de desconto. Maravilha! Mas com apenas uma questão: alguns sebos cobram igual, e sempre!

Em vários casos, salta aos olhos como um livro estrangeiro é mais barato do que o nacional. Não me refiro ao importado, estratosfericamente sobretaxado.  Mas ao preço que o gringo paga, relativo ao preço dos livros brasileiros. Um exemplo recente é o ‘A Grande Guerra pela Civilização‘, de Robert Fisk, como mencionamos: enquanto a edição brasileira custa, em média, 120 reais, a edição original custa em alguns lugares 55 reais! 52 reais!

Outro exemplo são vários tipos de obras publicadas no exterior, como obras completas, ou títulos publicados em papel mais barato. O livro deixa de ser um objeto de ostentação, e se torna o que é: um livro. 

Moral da história: o gringo, que já ganha mais, paga relativamente menos.

 

Oportunidades de publicar um livro

Como todos sabemos, publicar um livro é relativamente fácil. Difícil é publicar um bom livro. Para publicar um livro, muitas vezes, basta ter os contatos certos, e jogar a qualidade no lixo. Mas para publicar um bom livro…

Nesse contexto, o  ‘Na minha Rolleiflex‘ divulgou um link muito interessante, sobre editoras que confeccionam e imprimem livros apenas sob demanda. Um excelente recurso para o mercado editorial, e oportunidades para novos autores. Os livros são impressos não sob tiragem, mas por encomenda. Isso favorece tanto a divulgação dos autores (pela internet, por exemplo), quanto barateia o processo editorial.

***

Ufa… Voltamos ao ar

O Catatau ficou fora do ar por mais de um dia. Estava viajando, e quando cheguei, cadê o blog?

Pesquisei para saber a respeito no fórum do blogsome, e nada. Apenas um tópico de outro blog, que foi deletado por ser ‘made for adsense’, e por copiar material. Teriam deletado o Catatau por isso também? Caso sim, só tenho a protestar por gesto tão arbitrário.

Depois, começaram tópicos de outros blogs deletados. Tentei explicar a situação, pois os administradores nem sequer advertiram, avisaram, sobre nada.  

Por fim, voltamos ao ar. Com uma boa dose de insegurança. Não foi a primeira vez que isso aconteceu, e imediatamente já procurei outro servidor. Gosto muito do blogsome, é uma plataforma quase perfeita, confere plasticidade quase total ao administrador. Além do mais, é gratuita. Um maravilhoso empreendimento, nesses tempos em que quase tudo tende a ser pago. Espero apenas que os administradores aperfeiçoem suas avaliações!

Sigamos! 

tags: livro livros bibliografia filosofia historia do brasil mercado editorial blog blogs blogsome

June 27, 2007

Poemas de Guantanamo

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Seguindo informe do Parapeito de Papel, o site da editora da Universidade de Iowa comunica o lançamento do novo livro Poems from Guantánamo - The Detainees Speak (editado por Marc Falkoff, informe aqui).
 
Junto a filmes como Road to Guantanamo, e manifestações artísticas como as de Bansky, o livro de poemas é um esforço a mais para dar voz a quem - no país da liberdade - não possui voz alguma.
 

Death Poem 

Take my blood.
Take my death shroud and
The remnants of my body.
Take photographs of my corpse at the grave, lonely.

Send them to the world,
To the judges and
To the people of conscience,
Send them to the principled men and the fair-minded.

And let them bear the guilty burden before the world,
Of this innocent soul.
Let them bear the burden before their children and before history,
Of this wasted, sinless soul,
Of this soul which has suffered at the hands of the “protectors of peace.”

(Jumah al Dossari)
 
*** 
Sobre a prisão de Guantânamo, o site Guantanamobile acompanha de perto as opiniões conflitantes, os acontecimentos, e o contexto das discussões, com farto material.
 
- Pesquisa de preços de livros e filmes sobre Guantanamo
 
***

Brinquedos novos  

Adicionei abaixo de cada post o sinal ("add this"). Apertando ali, abre uma janelinha para adicionar cada notícia a uma série de sistemas de bookmarks, como Digg, Technorati, e Del icio us.

A respeito do Del.icio.us, muito tardiamente encontrei uma boa utilidade para esse blog: trata-se do linkroll, instrumento para mostrar em um site os últimos links adicionados. Utilizarei para mostrar o que tem ocupado minha cabeça, e boas referências para acesso. O resultado está ao lado, em "agora".

Uma coisa bem engraçada é que, pela primeira vez, esse blog parece melhor visualizado pelo IExplorer. Sempre tive problemas com esse navegador, mas agora até que fica simpático, heheh

O blogsome teve uma pane de 12 horas. Como disse o administrador no fórum, o problema foi nos servidores. E não deram explicação. Esse é o problema desse tipo de coisa: não se tem muito o que reclamar, já que é grátis mesmo, rsss