December 15, 2008

Primeiros Poemas, de Eduardo Graça

Recebi os Primeiros Poemas, livro de Eduardo Graça, cuidadosamente confeccionado, com trabalhos da artista portuguesa Isabel Espinheira.

Nosso amigo Absorto reuniu diversos poemas, boa parte deles escritos no "verão de 1980 quando, na praia dos sonhos que sempre ilumina, encontrei a Guida". 

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November 29, 2008

Cinco livros sobre o Brasil

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A Capivara Editora orgulhosamente apresenta o primeiro catálogo raisonné da monumental obra brasileira de Jean-Baptiste Debret, o mais famoso artista estrangeiro a pintar o Brasil mo século XIX. Com 708 páginas e mais de 1.300 imagens, este volume ilustra a totalidade dos trabalhos do artista, que os autores conseguiram identificar e descrever como resultado de uma longa pesquisa.

As centenas de óleos, aquarelas, desenhos e gravuras, produzidas por Debret nos 15 anos passados no Brasil (1816-1831), estão reunidos neste volume, para permitir uma visão completa da obra do pintor que "inaugura entre nós a história da vida privada em imagens" na feliz expressão de José Murilo de Carvalho, autor do prefácio.

São mais de 200 obras inéditas, e quase todas as imagens estão reproduzidas em tamanho maior que em qualquer outra publicação sobre Debret. Só se conheciam até hoje nove quadros a óleo pintados pelo artista francês no Brasil, e este volume revela seis novas pinturas descobertas recentemente pelo autores.

É o maior livro já publicado sobre um artista do século XIX no Brasil e apresenta também 87 obras cuja atribuição a Debret foi rejeitad ou questionada pelo comitê de autenticação formado para este livro. [pesquisa de preços, compra na Cultura]

 

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Trata-se do primeiro levantamento da obra completa do artista publicado no Brasil. Frans Post é não somente o pintor pioneiro da paisagem brasileira como também o primeiro paisagista das Américas. Toda a obra conhecida de Post é apresentada neste livro em mais de 400 ilustrações a cores, que reproduzem 155 óleos, 57 desenhos e 35 gravuras, espalhadas em museus e coleções particulares em todo o mundo.

Com a ajuda de especialistas internacionais, os autores reuniram neste volume a súmula do que se sabe hoje sobre este artista fundamental que inaugura a pintura no Brasil. [pesquisa de preços, compra na Cultura]

 

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Publicação comemorativa, com toda a obra dedicada ao Brasil deste magistral artista viajante, e para tal empreitada convidou os especialistas em Rugendas Pablo Diener e Maria de Fátima Costa. O resultado foi esta obra definitiva que oferece uma compilação integral da obra que dedicou ao nosso país, além de um análise contextual dos seus desenhos, aquarelas e óleos, relacionando-os entre si e com sua biografia. [pesquisa de preços, compra na Cultura]

 

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Do chargista Angeli para trás, até Araújo Porto Alegre, o livro "Caricaturistas Brasileiros", magnífico no seu aspecto visual, é muito preciso e bem escrito. Seu autor teve o cuidado de não exagerar nas informações biográficas, deixando que os desenhos falem por si, dentro de uma diagramação limpa e bem pensada.
A escolha dos 40 desenhistas que figuram no volume foi feita com critério e são compreensíveis as poucas omissões, considerando que Pedro Corrêa do Lago não tencionava escrever uma enciclopédia sobre o assunto.
A publicação traz ainda uma breve explanação sobre as diferenças narrativas entre charge, Cartum e caricatura, dando chave importante para a compreensão do ofício do desenhista de humor.
Rico em exemplos e descrições sobre as técnicas de impressão, o livro cria um painel claro sobre a história do grafismo na imprensa brasileira. Outro ponto alto é a perfeição com que o autor enumera os caricaturistas principais e comenta a influência que causaram em suas respectivas gerações. Desta maneira entendemos a história da caricatura dividida em cinco fases cujos iniciadores - Ângelo Agostini, Julião Machado, Guevara, Millôr (Steimberg) e Trimano - foram as fontes de onde beberam seus contemporâneos. Temos assim um levantamento abrangente da evolução do desenho. [pesquisa de preços, compra na cultura]
E um achado:
 
 

Algum internauta muito bem intencionado disponibilizou, na web, a última edição (esgotada) do Catatau, livro de Paulo Leminski. Em formato pdf.

Duvido se existo, quem sou eu se este tamanduá existe? Da verdade não sai tamanduá, verdade trás, quero dizer: não se pensa, olhar lentes supra o sumo do pensar! Dá para ouvir o cúmulo das excelências falarem num búzio contigo, baixinho, que as escalas vão queimar sua última oitava, de tal forma que ao dizer teu nome, silêncio o faz. A cabeça furam de cáries. Um, coco roído de formigas. Nestes climas onde o bicho come os livros e o ar de mamão caruncha os pensamentos, estas árvores ainda pingam águas do dilúvio. Penso meu pensar feito um penso.

October 6, 2008

Entrevista com Saramago

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Não houve uma força superior que olhasse para mim e dissese: bom, vou te preparar uma vida muito bonita, não, não (…). Agora, é uma vida [de escritor] que não podia ter sucedido. Em termos de pura lógica: onde nasceste? Em tal parte [desprivilegiada]; o que é que fizeste? O que é que foi? Como foi tua infância? Tua adolescência?

(…) A globalização é um totalitarismo. Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas… nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem. Então, isto tem aspectos totalitários de fato, porque se tu controlas a economia mundial, os movimentos do dinheiro, a circulação dos bens, de uma certa maneira também controlas a circulação das pessoas, porque é o que está acontecer.

As duas passagens acima  pertencem a uma entrevista de Saramago, concedida ao Jornal da Globo. Nas temáticas, desde o precioso assunto da improbabilidade "lógica" de um "pobre" atingir notoriedade sem os mecanismos ingênuos do miserabilismo, até política.
 
De todo, a entrevista é muito interessante. Dentre outras coisas, é muito interessante uma emissora partidária dos gigantescos agronegócios e da "globalização" ouvir, do "único escritor de língua portuguesa a receber o Nobel de literatura", assuntos como o elogio da agricultura familiar, e o apreço ao "marxismo" ;) .

September 22, 2008

Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

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Imaginemos uma Cegueira tão clara (o paradoxo salta aos olhos), tão evidente, que aparelho nenhum consegue detectá-la. Imaginemos um Segredo tão oculto, que seu segredo maior é o fato de ser absolutamente manifesto. Tão manifesto, que é mais secreto quanto mais se enuncia.
 
Ou ainda, poderíamos imaginar - na linha da neuropsicologia - algo semelhante à agnosia visual:
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August 15, 2008

O diário de George Orwell

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Disponibilizaram na Teletela o diário de George Orwell, seu criador. O "Orwell Diaries" contém anotações pessoais, poemas, esboços de livros, fotografias e afins. Contém ainda um "Orwell Prize", premiação entregue duas vezes por ano para trabalhos literários e jornalísticos envolvendo política.
What I have most wanted to do… is to make political writing into an art. 
- Pesquisa de livros de George Orwell, e livros para download

May 24, 2008

As edições do açougueiro

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As Éditions du Boucher são um empreendimento que publica belos e-books. Tudo para download grátis.

O catálogo se divide em "literatura" e "ensaios". Dentre as preciosidades, constam por exemplo L´Art de Jouir (de La Mettrie, já mencionado), e Mes Souvenirs, de Adélaide Herculine Barbin.

Como se vê, os livros são em francês, mas o empreendimento é bem parecido com o Traficantes de Sueños

Vale relembrar o "esquema" do Traficantes: eles vendem livros impressos, mas dispõem gratuitamente as mesmas edições, em PDF.

April 24, 2008

De Virgílio, a Dante (de A Divina Comédia)

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Ilustração do Canto XXIII da Divina Comédia, por Gustav Doré
 
 
“Eia! toda a fraqueza em ti se mude!
Em ócio” — disse o Mestre — “ou sobre a pluma
Prêmios ninguém conquista da virtude.

“Aquele que a existência assim consuma,
Tal vestígio de si deixa na terra,
Como o fumo no ar e na água a espuma.

“Ergue-te, pois! Torpor de ti desterra!
Recobra o esforço que os perigos vence!
Impere alma no corpo em que se encerra!

“Que vais subir muito alto a mente pense;
Desse abismo não basta haver saído.
Será teu prol, se a minha voz convence”.
 

(Divina Comédia, Inferno, passagem do Canto XXIV. Tradução de José Pedro Xavier Pinheiro) 
 
Sobre Dante, esse site traz a Divina Comédia completa, com referências de estudos e traduções (inclusive com o poema original).  A tradução completa de José Xavier Pinheiro consta aqui. É notável o trabalho de conservação das rimas.
 
Finalmente, Gustav Doré tem vários sites dedicados às suas gravuras, que vão da Bíblia até Dom Quixote, passando também por Dante. Especialmente o Doré Ilustrations traz as imagens em alta resolução. Vale muito a pena conferir.

December 18, 2007

O livro das sensações


Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido – sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus. Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como eles, nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a Humanidade, sendo uma mera ideia biológica, e não- significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.

Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gentes, naquela distância de tudo a que comummente se chama a Decadência. A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.

A quem, como eu, assim, vivendo não sabe ter vida, que resta senão, como a meus poucos pares, a renúncia por modo e a contemplação por destino? Não sabendo o que é a vida religiosa, nem podendo sabê-lo, porque se não tem fé com a razão; não podendo ter fé na abstracção do homem, nem sabendo mesmo que fazer dela perante nós, ficava-nos, como motivo de ter alma, a contemplação estética da vida. E, assim, alheios à solenidade de todos os mundos, indiferentes ao divino e desprezadores do humano, entregamo-nos futilmente à sensação sem propósito, cultivada num epicurismo subtilizado, como convém aos nossos nervos cerebrais.

Retendo, da ciência, somente aquele seu preceito central, de que tudo é sujeito às leis fatais, contra as quais se não reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos; e verificando como esse preceito se ajusta ao outro, mais antigo, da divina fatalidade das coisas, abdicamos do esforço como os débeis do entre timento dos atletas, e curvamo-nos sobre o livro das sensações com um grande escrúpulo de erudição sentida.

Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos. E, se nos empregamos assiduamente, não só na contemplação estética mas também na expressão dos seus modos e resultados, é que a prosa ou o verso que escrevemos, destituídos de vontade de querer convencer o alheio entendimento ou mover a alheia vontade, é apenas como o falar alto de quem lê, feito para dar plena objectividade ao prazer subjectivo da leitura.

Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde.

Não é este o conceito dos pessimistas, como aquele de Vigny, para quem a vida é uma cadeia, onde ele tecia palha para se distrair. Ser pessimista é tomar qualquer coisa como trágico, e essa atitude é um exagero e um incómodo. Não temos, é certo, um conceito de valia que apliquemos à obra que produzimos. Produzimo-la, é certo, para nos distrair, porém não como o preso que tece a palha, para se distrair do Destino, senão da menina que borda almofadas, para se distrair, sem mais nada.

Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao ue fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes cegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.

Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.

29-03-1930

A incrível passagem acima abre o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, sob o heterônimo Bernardo Soares. A edição da Companhia das Letras foi organizada por Richard Zenith.

Se pudesse dizer que não é a passagem completa que chama a atenção, apontaria ao cuidado de "Soares" para com as relações entre a vida e obra, e a literatura e a vida. Curioso jogo de redobramentos. Também muito curioso jogo de "cuidados", para que a própria atividade da escrita não se confunda com seu escritor (ele mesmo algo já problemático, pois não se trata do próprio Pessoa), nem com uma mera relação de expressão pura e simples da vida (como se a obra apenas traduzisse traços dela), ou de negação total de toda expressão.

Tudo isso, no início do livro. (!!)

- Quadro acima: "Retrato do Poeta Fernando Pessoa", de José Sobral de Almada Negreiros.

December 13, 2007

Shakespeare e o Sonho

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BENVÓLIO - Quem é a Rainha Mab?
MERCÚCIO - É a parteira das fadas, que o tamanho não chega a ter de uma preciosa pedra no dedo indicador de alta pessoa. Viaja sempre puxada por parelha da pequeninos átomos, que pousam de través no nariz dos que dormitam. As longas pernas das aranhas servem-lhe de raios para as rodas; é a capota de asa de gafanhotos; os tirantes, das teias mais sutis; o colarzinho, de úmidos raios do luar prateado. O cabo do chicote é um pé de grilo; o próprio açoite, simples filamento. De cocheiro lhe serve um mosquitinho de casaco cinzento, que não chega nem à metade do pequeno bicho que nos dedos costuma arredondar-se das criadas preguiçosas. O carrinho de casca de avelã vazia, feito foi pelo esquilo ou pelo mestre verme, que desde tempo imemorial o posto mantém de fabricante de carruagens para todas as fadas. Assim posta, noite após noite ela galopa pelo cérebro dos amantes que, então, sonham com coisas amorosas; pelos joelhos dos cortesãos, que com salamaleques a sonhar passam logo; pelos dedos dos advogados, que a sonhar começam com honorários; pelos belos lábios das jovens, que com beijos logo sonham, lábios que Mab, às vezes, irritada, deixa cheios de pústulas, por vê-los com o hálito estragado por confeitos. Por cima do nariz de um palaciano por vezes ela corre, farejando logo ele, em sonhos, um processo gordo. Com o rabinho enrolado de um pequeno leitão de dízimo, ela faz coceiras no nariz do vigário adormecido, que logo sonha com mais um presente. Na nuca de um soldado ela galopa, sonhando este com cortes de pescoço, ciladas, brechas, lâminas de Espanha e copázios bebidos à saúde, de cinco braças de alto. De repente, porém, estoura pelo ouvido dele, que estremece e desperta e, aterrorado, reza uma ou duas vezes e, de novo, põe-se a dormir. É a mesma Rainha Mab que a crina dos cavalos enredada deixa de noite e a cabeleira grácil dos elfos muda em sórdida melena que, destrançada, augura maus eventos. Essa é a bruxa que, estando as raparigas de costas, faz pressão no peito delas, ensinando-as, assim, como mulheres, a agüentar todo o peso dos maridos. É ela, ainda…
ROMEU - Paz, Mercúcio! Paz!   
MERCÚCIO - Sim, só falo de sonhos, prole ociosa de um cérebro vadio, a qual de nada provém senão da inútil fantasia, que é tão firme como o ar, mais inconstante do que o vento que faz a corte ao frio seio do norte e, sendo repelido, volta de lá bufando e o rosto vira para o sul orvalhoso.
 
BENVÓLIO – Pois o vento de que falais nos toca para longe de nós próprios. A ceia está acabada; chegamos muito tarde.
 
To sleep, perchance to dream ;)

 

December 10, 2007

Camus: 50 anos do Prêmio Nobel

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Cinquenta anos atrás, Albert Camus recebeu o Nobel de Literatura, por A Peste. Informe no Absorto.