É o que carrega o pasmo de Robert Fisk em seu último artigo:
Today, we are engaged in a fruitless debate. What went wrong? How did the people – the senatus populusque Romanus of our modern world – not rise up in rebellion when told the lies about weapons of mass destruction, about Saddam’s links with Osama bin Laden and 11 September? How did we let it happen? And how come we didn’t plan for the aftermath of war?
Estamos com tais acontecimentos no plano de questões centrais do século XX, como a do fascismo. A respeito do fascismo, Wilhelm Reich - e em sua rasteira, Deleuze e Guattari -, se perguntava sobre como é possível uma massa ser enganada, ludibriada, explorada, e não se revoltar. Destaco uma pequena frase, de O Anti-Édipo:
Nunca Reich mostrou ser um tão grande pensador como quando se recusa a invocar o desconhecimento ou a ilusão das massas ao explicar o fascismo, e exige uma explicação pelo desejo, em termos de desejo: não, as massas não foram enganadas, elas desejaram o fascismo num certo momento, em determinadas circunstâncias, e isto é necessário explicar, essa perversão do desejo gregário.
Talvez seja o que explique, por exemplo, o interesse atual concentrado no escândalo do(s) governador(es) de Nova Iorque, e a permanência na sombra dos documentos que provam que a invasão do Iraque foi uma mentira.
E alguns ainda acham que o debate sobre as liberdades individuais apenas incide nas críticas a Cuba e China.