May 7, 2009

Arquivos de Potel, recursos sobre Heidegger, Derrida, e outros

 

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May 4, 2009

Lacônico e loquaz

Alguns dias atrás conheci o Twitter. Aliás, conheci o twitter após ler um interessante informe sobre como esse instrumento pode auxiliar na educação.

Como o twitter é apenas uma plataforma, isso é interessante, o instrumento pode realmente auxiliar na educação, como qualquer outro instrumento também o pode. Mas… como um instrumento que permite digitar apenas 140 caracteres pode fornecer tal "auxílio"?

Talvez o twitter sirva de hipertexto - quadro geral, gratuito e acessível para agenciar contatos e possibilidades entre indivíduos. Mas o chamariz da plataforma é algo mais (ou menos) do que isso: "exchange of quick, frequent answers to one simple question: What are you doing?"

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April 15, 2009

Pelas cantoras feias

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O Inagaki nos apresentou o surpreendente caso de uma cantora chamada Susan Boyle: desempregada, tímida, recatada, com 47 anos, e feia. 

Boyle participou de um desses "reality shows" onde se "descobrem" artistas. Esses shows, que possuem o objetivo principal de manter audiência e anunciantes, mesclam duas características principais: anônimos cantores, e anônimos toscos. Em meio aos anônimos toscos - a maioria, mero objeto de riso e talvez de quase toda a audiência -, os anônimos cantores despontam para o "sucesso", como se  não existissem gravadoras e mercado fonográfico, mas um manto em nossos olhos que se desvelasse diante de tanto talento. Como se o diamente bruto se descobrisse ao vivo, nas câmeras, em um programa de televisão, semelhante aos outros reality shows nos quais podemos presenciar o nascimento de um "amor verdadeiro", a produção de um filme pornô, ou a importante decisão na vida de uma madame sobre fazer uma cirurgia de aumento dos seios.

O uso do "diamante bruto" é nítido em Boyle: a mulher feia e desarrumada, sem gestos artísticos, objeto de riso da platéia; depois, o canto sublime, e a surpresa geral. Finalmente, o pasmo de todos, prolongado pelo golpe na nossa espectativa de mais um cantor feio e ruim.

Boyle é diametralmente oposta a todo o "glamour" empurrado diariamente goela abaixo. C´est la vie. Assim se cria audiência. Mas e nos outros casos, nas cantoras boas e boazudas, como a audiência se faz?

Sobre isso basta pensar nos principais shows - e cantoras - com relativo sucesso. O que presenciamos? Basta ver os programas de domingo: primeiramente, não importam o tipo de música cantada, a ênfase toda se situa na entonação e na aparência. A música pode ser "Como nossos pais", ou qualquer outra: alegre ou triste, a cantora permanece sorrindo, como se a música mais intimista ou a mais extrovertida merecessem sempre as mesmas firulas de entonação e a mesma expressão corporal. Em segundo lugar, recursos de palco para chamar a atenção, sendo o mais notável as danças coreografadas (com ou sem outras dançarinas). Tudo, menos a interpretação do cantor.

Um dos casos mais agudos e anedóticos dos últimos tempos é o da cantora Beyoncé, "flagrada" com enchimento na calcinha. Há quem corrija a informação: não é enchimento, trata-se de um mero "suporte" para "valorizar" o traseiro. Há ainda quem tenha coragem de polemizar isso, por incrível que pareça. Mas com ou sem suporte na bunda, vemos bem que o principal interesse da audiência não se situa necessariamente na música.

Talvez as músicas não sejam tão boas, e por isso os recursos extras para conservar nossa atenção. Mas como la vie en close c´est une autre chose, talvez possamos perceber que, não importa os fatores, uma boa música nunca deixa de ser boa música, e uma interpretação louvável nunca perde seu valor.

Existem certos critérios, mais ou menos visíveis, que nos permitem constatar um verdadeiro cantor. E precisamente esse é o ponto: uma bela cantora nem sempre é uma cantora bela, por mais que tentemos esconder a música no meio de uma bunda. Mas existe alguma bela cantora feia? Estranho é colocar o atributo “feiura”, quando se admite estar na frente de uma bela cantora. Estranho é colocar a bunda na balança: desde quando ela melhora a interpretação? Enquanto prevemos a resposta, abaixo algumas interpretações de uma certa voz de diamante:

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April 13, 2009

Apoio a Horacio Potel multiplicando

Após nossa chamada para multiplicar e divulgar o caso e os dados dos sites de Horacio Potel, um movimento muito interessante se desenvolveu, especialmente a partir do post e da carta de Idelber Avelar destinada ao professor argentino.
 
A blogosfera brasileira, até então aparentemente alheia ao caso, agora desenvolve interações com outros "nichos" virtuais.
 
Pelos arquivos no EasyShare, divulgados via Nodari, e pela divulgação pública dos links de Heidegger e Derrida no Wayback Machine iniciada no Catatau, o trabalho de Potel se multiplica, alheio ao desconhecimento da Rede que é nítido em seus acusadores.
 
Como diz um amigo, sigamos! ;)

April 9, 2009

Europeana

Na contramão de certos retrógrados (e até a França anda caprichando ultimamente, incrível!), o belo projeto Europeana:

Lançado como resposta ao programa de digitalização de livros do Google, o Europeana é um portal que reúne importantes acervos da Europa, com opção para pesquisa em português. São mais de 2 milhões de obras de naturezas muito diferentes, do retrato de Mona Lisa a um vídeo sobre a queda do Muro de Berlim, da Nona Sinfonia de Beethoven à Divina Comédia de Dante.

O Europeana estreou em novembro e saiu do ar, em seguida, porque recebeu cerca de 10 milhões de acessos por hora e não estava preparada. Com estrutura reforçada, começa agora a liberar, aos poucos, seu conteúdo aos internautas. O endereço é http://www.europeana.eu

O acervo pertence a mais de mil instituições. O portal oferece opções de leitura nas 23 línguas oficiais da União Européia, mais o catalão. [fonte]

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February 5, 2009

Saramago, blogueiro

Surpreende-me que vários jornalistas me tenham perguntado pela minha condição de blogueiro quando tínhamos atrás o anúncio de uma exposição estupenda, a que é organizada pela Fundação César Manrique no Instituto Tomie Ohtake, com os máximos representantes e patrocinadores, e com a apresentação de um novo livro à vista. Mas a muitos jornalistas interessava-lhes a minha decisão de escrever na “página infinita da Internet”. Será que, aqui, melhor dito, nos assemelhamos todos? É isto o mais parecido com o poder dos cidadãos? Somos mais companheiros quando escrevemos na Internet? Não tenho respostas, apenas constato as perguntas. E gosto de estar escrevendo aqui agora. Não sei se é mais democrático, sei que me sinto igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava. Seguramente para um blog.

December 28, 2008

O mato crescer

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October 15, 2008

Jornais antigos, publicados on-line

  Um pouco na linha desse post do excelente blog da Luciana, reproduzo abaixo um informe da jornalista Graziella Beting. Ela escreve sobre diversas iniciativas conjuntas, que digitalizam arquivos inteiros de antigos jornais.
 
Notemos que esse grande movimento de abertura dos arquivos para pesquisadores é contemporâneo de outro, de fechamento. Diversas produções, hoje, tendem a ser acessíveis apenas após o pagamento de cara assinatura. Algo que certos pesquisadores, em muito, nem consideram colocar na balança.
 
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August 20, 2008

Do inferno ao céu em dois tempos

Heavy Metal in Baghdad é um documentário sobre uma banda chamada Acrassicauda (nome latino de um escorpião encontrado no Iraque). As filmagens seguem a história da banda desde a queda de Saddam, até hoje. Segundo os diretores, uma banda de Heavy Metal em um país islâmico diria muito a respeito do perfil e desafios da juventude iraquiana.

Uma boa pergunta é se a juventude é protagonista nesses perfis e desafios. Para compor esse panorama, passaríamos por blogues iraquianos como o Interps Life e o Star from Mosul.

Se a banda é boa? Alguns vídeos para tirar conclusões. Mais informações no Wiki e no MySpace (com músicas).

Mudando radicalmente de assunto, o Museu de Israel traz material precioso sobre as tribos antigas que viviam na região. Inclusive a reprodução de antigos pergaminhos, como esse de 2000 anos, do Livro de Isaías. 

August 13, 2008

Turbilhão de Ars Obscura

 Tale of the Rout of Mamai
 
Não apenas uma vez o Mr. PK mencionou, sobre o BibliOdyssey, que sua ocupação com o blog é cada vez maior conforme aumenta o público. Melhor para o leitor: posts como o último oferecem um turbilhão de referências. Este contém desde ilustrações da Divina Comédia, até ars obscura do século XIX.
 
Difícil digerir tudo, ainda mais sabendo que logo o próximo post já chega. Mas por isso mesmo nunca deixamos de elogiar a definição de "blogue" que utiliza o BibliOdyssey: ao invés de fechar o conteúdo naquele que escreve (quem é PK?), seu movimento é sempre conduzir o leitor para fora.