April 26, 2007
William Blake - The Book of Job (O Livro de Jó)
William Blake: Ilustrações para o Livro de Jó (1805-06 e 1821-27)
William Blake: Ilustrações para o Livro de Jó (1805-06 e 1821-27)
não é que por trás
das feridas
existem portas abertas?
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
In Livro do Desassossego, Bernardo Soares (semi heterónimo de Fernando Pessoa) [pesquisa de livros] (ressonância com o Absorto)
Bom, essa é ao mesmo tempo, uma charada, e um presente. Charada: de quem é esse poema? Presente: está aí, para ver…
ps: Como respondido, o poema é "O Guardador de Rebenhos", de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa. O manuscrito é de próprio punho do autor (!!!), e pode ser encontrado por completo aqui.
link: youtube.com
Para quê serve um blog? Para constatarmos o que já sabemos, ou para conhecer o que não sabemos? Ao menos para mim, é a segunda opção que importa. E quando a Maurane canta dá um frio na espinha.
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.
Antonio Machado. Estive procurando por esse poema completo, e pelo nome do autor, por eras. Só fui encontrar em um post do franco-atirador.
Inédito é o poema
Que a gente nunca
Escreveu
Aquele que passa
De relâmpago pelo sonho.
No acordar some
Como a cerração
Sobre a colina.
E vai construindo
Em nada
Aos poucos tornando-se
O reflexo de um raio de sol
Sobre a água cristalina.
- Batista de Pilar (em A Nona Cartada - pesquise preços) -
as memórias que resgato
quase nunca são de fatos,
mas do que poderia ter sido.
minhas alegrias e dores
prefiro deixar ao relento
têm a natureza do vento,
levam-nas os passarinhos.
- Fred Matos -
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Das Narrenschiff (veja também aqui, e edição completa aqui), também conhecido com o nome latino de Stultifera Navis (edição de 1497), é um livro escrito por Sebastian Brant em 1494. Trata-se de um extenso poema que faz o inventário de 110 vícios morais e pretensões mundanas da época, tais como barulho dentro da igreja, casório por dinheiro, arrogância, etc. As descrições de Brant reunem-se no tema de um grande cortejo de loucos: todos são embarcados numa nau que navegará até a mítica "Narragônia", ilha em que seriam reunidos todos os vícios.
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