April 26, 2007

William Blake - The Book of Job (O Livro de Jó)

William Blake: Ilustrações para o Livro de Jó (1805-06 e 1821-27)

Segundo post sobre o Livro de Jó. O escritor inglês William Blake [pesquisa de preços de seus livros] é conhecido por seus poemas acompanhados de ilustrações. As ilustrações ao Livro de Jó são carregadas de simbolismos, hermetismos e esoterismos também encontrados em diversos outros artistas dos séculos XVIII-XIX. Abaixo, vinculo as gravuras de Blake, todas vinculadas na origem. Tomei a liberdade de reproduzir também os enunciados, em inglês, tal como são encontrados na fonte. Já tinha pensado em traduzir tudo. Fica para outra oportunidade ;)
 
Quanto ao próprio Jó, não estou certo de ter postado por aqui sobre ele. O comentário do Leandro do último post deu a entender que sim - tanto quanto Jó às vezes está presente nos Meandros. Mas nem sempre a procura do wordpress (seria do blogsome, apenas?) funciona bem. 
 
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February 13, 2007

Coisas de Curitiba Vol. III

 
 
fazer um amigo
em Curitiba
é quase como entrar
numa seita secreta

não é que por trás
das feridas
existem portas abertas?

 
(pitu)
 
coisas de curitiba vol. I e II 

November 30, 2006

O amor romântico é como um traje

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

In Livro do Desassossego, Bernardo Soares (semi heterónimo de Fernando Pessoa) [pesquisa de livros] (ressonância com o Absorto)

September 16, 2006

De quem é esse poema original?

Bom, essa é ao mesmo tempo, uma charada, e um presente. Charada: de quem é esse poema? Presente: está aí, para ver… ;)

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ps: Como respondido, o poema é "O Guardador de Rebenhos", de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa. O manuscrito é de próprio punho do autor (!!!), e pode ser encontrado por completo aqui.

July 30, 2006

Maurane - Ça casse

link: youtube.com

Para quê serve um blog? Para constatarmos o que já sabemos, ou para conhecer o que não sabemos? Ao menos para mim, é a segunda opção que importa. E quando a Maurane canta dá um frio na espinha.

July 24, 2006

Caminante, no hay camino…

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.

Antonio Machado. Estive procurando por esse poema completo, e pelo nome do autor, por eras. Só fui encontrar em um post do franco-atirador.

June 19, 2006

retrato

 retrato de lado
 retrato de frente
 de mim me faça
 ficar diferente

 - Paulo Leminski -

June 16, 2006

Batista de Pilar - Poema Inédito

Inédito é o poema
Que a gente nunca
Escreveu
Aquele que passa
De relâmpago pelo sonho.
No acordar some
Como a cerração
Sobre a colina.
E vai construindo
Em nada
Aos poucos tornando-se
O reflexo de um raio de sol
Sobre a água cristalina.

- Batista de Pilar (em A Nona Cartada - pesquise preços) -  

June 7, 2006

Fred Matos - As memórias…

as memórias que resgato
quase nunca são de fatos,
mas do que poderia ter sido.

minhas alegrias e dores
prefiro deixar ao relento
têm a natureza do vento,
levam-nas os passarinhos.

- Fred Matos -

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June 6, 2006

Sebastian Brant - Stultifera Navis

Das Narrenschiff (veja também aqui, e edição completa aqui), também conhecido com o nome latino de Stultifera Navis (edição de 1497), é um livro escrito por Sebastian Brant em 1494. Trata-se de um extenso poema que faz o inventário de 110 vícios morais e pretensões mundanas da época, tais como barulho dentro da igreja, casório por dinheiro, arrogância, etc. As descrições de Brant reunem-se no tema de um grande cortejo de loucos: todos são embarcados numa nau que navegará até a mítica "Narragônia", ilha em que seriam reunidos todos os vícios.
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