O Animot e o Bruno publicaram observações sobre algo muito sério: o caráter de Dilma Rousseff. O "caráter" mesmo, em cunho "científico". Preocupada com a exploração pública que a própria Dilma faria de sua própria doença, Ruth de Aquino, uma editora de Época com tese de doutorado intitulada Ética versus a necessidade de vender ou a Tabloidização da imprensa britânica, publicou um texto sobre porque Dilma, antes sempre carrancuda, agora daria sempre "um jeito de aparecer rindo nas fotos". Da Agencia Brasil:
Brasília - O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu hoje (31) aplicar uma censura pública à psicóloga carioca Rozângela Alves Justino, que oferecia terapia para curar o homossexualismo masculino e feminino. Ela infringiu resolução do CFP, de 22 de março de 1999, na qual a entidade afirma que a homossexualidade “não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.
O CFP manteve a punição que tinha sido aplicada à psicóloga pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. O presidente do CFP, Humberto Verona, explicou que a entidade não poderia agravar a punição, aplicando uma suspensão ou cassação do registro profissional, pelo fato de a própria psicóloga ter recorrido ao conselho.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o rei do pop foi enterrado sem o cérebro. Michael Jackson morreu no último dia 25 de parada cardíaca, supostamente ligada ao uso de medicamentos analgésicos, hipótese que será investigada por meio da autópsia de seu cérebro. Segundo os médicos, os exames poderão revelar se ele era dependente de álcool ou se sofreu alguma overdose no passado. O órgão deve estar pronto para os testes neuropatológicos dentro de duas semanas, período durante o qual passará por um processo de “endurecimento”, necessário para que o tecido perca a consistência úmida e gelatinosa que dificultam análises precisas [mente e cérebro].
Uma das notícias mais estranhas dos últimos tempos. Quer dizer que exames clínicos convencionais não são suficientes para detectar isso? Coisa mais para Mr. Burns do que para Einstein.
Outra da Mente e Cérebro:
A cada sete anos uma pessoa perde e substitui cerca de metade de seus amigos, de modo que o tamanho de sua rede social permanece estável. A conclusão é de uma dissertação de mestrado defendida recentemente pelo sociólogo Gerald Mollenhorst na Universidade de Utrecht, Holanda. Em 2000, Mollenhorts coletou dados sobre o relacionamento social (não-familiar) de 1007 pessoas entre 18 e 65 anos. Sete anos depois, 604 indivíduos do grupo foram entrevistados novamente. Os resultados mostraram que o tamanho da rede de amigos não se alterou significativamente ao longo do período, mas apenas 48% de seus membros eram os mesmos. Além disso, cerca de 30% dos amigos considerados mais próximos no início do estudo ainda mantinham esse status sete anos mais tarde.
Confirmando evidências obtidas em outros estudos, os dados revelam ainda que as redes sociais não são formadas apenas com base em decisões pessoais. A “escolha” dos amigos é limitada pelas oportunidades de encontrá-los, e as pessoas geralmente fazem novas amizades em contextos nos quais outras surgiram anteriormente. Em compensação, contrariando pesquisas que sugerem que os indivíduos separam o ambiente de trabalho de outros círculos de interação social (como critério para a formação de novas relações), o autor observou que essas categorias estão quase sempre sobrepostas e que a esfera profissional é uma importante “fonte” de novas amizades, inclusive das mais longevas e com alto grau de intimidade.

"Sempre tivemos o pressentimento, escreve [Freud] aos setenta e seis anos, que atrás desses inumeráveis instintos pequenos se oculta algo grave e poderoso, algo a que desejamos nos aproximar com cautela. A teoria dos instintos é, por assim dizer, nossa mitologia; os instintos são seres místicos grandiosos em sua indeterminação. Em nosso trabalho não podemos retirar a vista deles por um instante sequer, e não obstante, nunca estamos seguros de vê-los com claridade".
Aqui vemos o incessante assombro do investigador da natureza ante a gravidade e o poder da vida e da morte a ela imanente, o assombro diante de uma vida que, como pensou Freud, "todos sofremos muito", sofrimento para o qual não há compensação nem consolo, mas cuja tolerância segue sendo "o primeiro dever de todos os seres vivos". Só é possível cumprir com esse dever se nos orientamos até a morte, si vis vitam, para mortem, pois a vida se nos faz mais "suportável" quando concedemos mais valor à verdade, em particular frente à morte. (BINSWANGER, L. La Concepción Freudiana del Hombre. Articulos y Conferencias Escogidas. Madrid: Gredos, s/d)
“… o mundo, monturo de forças instintivas, que em todo o caso brilha ao sol com tons palhetados de ouro claro e escuro. (…) Um terramoto e um massacre não têm para mim diferença senão a que há entre assassinar com uma faca e assassinar com um punhal. O monstro imanente nas coisas tanto se serve – para o seu bem ou o seu mal, que, ao que parece, lhe são indiferentes – da deslocação de um pedregulho na altura ou na deslocação do ciúme ou da cobiça num coração”.“há momentos em que a vacuidade de se sentir viver atinge a espessura de uma coisa positiva. Nos grandes homens de ação, que são os santos, pois que agem com a emoção inteira e não só com parte dela, este sentimento de a vida não ser nada conduz ao infinito. Engrinaldam-se de noite e de astros, ungem-se de silêncio e de solidão. Nos grandes homens de inação, a cujo número humildemente pertenço, o mesmo sentimento conduz ao infinitesimal; puxam-se as sensações, como elásticos, para ver os poros da sua falsa continuidade bamba. E uns e outros, nestes momentos, amam o sono, como o homem vulgar que nem age nem não age, mero reflexo da existência genérica da espécie humana. Sono é a fusão com Deus, o Nirvana, seja ele em definições o que for; sono é a análise lenta das sensações, seja ela usada como uma ciência atômica da alma, seja ela dormida como uma música da vontade, anagrama lento da monotonia”.(…) “A persistência instintiva da vida através da aparência da inteligência é para mim uma das contemplações mais íntimas e mais constantes. O disfarce irreal da consciência serve somente para me destacar aquela inconsciência que não disfarça.
Da nascença à morte, o homem vive servo da mesma exterioridade de si mesmo que têm os animais. Toda a vida não vive, mas vegeta em maior grau e com mais complexidade. Guia-se por normas que não sabe que existem, nem que por elas se guia, e as suas ideias, os seus sentimentos, os seus actos, são todos inconscientes - não porque neles falte a consciência, mas porque neles não há duas consciências.
Vislumbres de ter a ilusão - tanto, e não mais, tem o maior dos homens.” (Livro do Desassossego, nº 133, 155 e 149)
Da Mente e Cérebro:
Os estudos sobre o cérebro de Albert Einstein (1979-1955) não desvendaram, como muitos esperavam, a anatomia da genialidade. Pelo contrário. Saber que o órgão pensante do cientista pesava pouco menos que a média do cérebro de um homem adulto e tinha o córtex mais fino, porém com maior densidade de neurônios, só intrigou ainda mais os neurocientistas.Agora um grupo de paleontologistas da Universidade da Flórida identificou mais uma peça desse quebra-cabeça. Paleontologistas? Sim, e acostumados a analisar cérebros antigos e nas mais adversas condições. Vale lembrar que o cérebro de Einstein há tempos não é mais um órgão intacto. Os pesquisadores usaram técnicas paleoantropológicas para analisar fotografias dele, tiradas antes de ter sido literalmente retalhado. Assim conseguiram identificar alterações que até então passaram despercebidas pelos neurocientistas.Os resultados indicam características incomuns no córtex somatosensorial primário e no córtex motor. “É possível que esses aspectos atípicos do cérebro de Einstein expliquem a dificuldade que ele teve na aquisição de linguagem (só superada depois dos três anos), sua facilidade para formar imagens mentais e sua habilidade precoce para o violino”, escreveram os autores. O estudo será publicado em breve na revista Frontiers in Evolutionary Neuroscience, mas uma versão preliminar já está disponível para consulta pública no link
Embora desde que se desmentiu a frenologia seja estranho reduzir aspectos funcionais a meras circunvoluções anatômicas, o informe não deixa de ser interessante. Esperemos os resultados.
Sobre Einstein, seu cérebro, ou temas correlatos, alguns textos e referências:
- Honoré Daumier - ilustrações para Nemesis Médicale (1840)
- Vídeos de Psicologia do Mr. Frogg
- O affair sobre as bases biológicas da violência
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Qual é homem e mulher?
E outro informe interessante: um concurso elegendo as melhores ilusões visuais de 2009.