October 12, 2007
Uma demonstração científica da vida futura
Encontrei por acaso o A Scientific Demonstration of The Future Life, de Thomson Jay Hudson, publicado em 1896 (a edição do link é de 1895).
Leia maisEncontrei por acaso o A Scientific Demonstration of The Future Life, de Thomson Jay Hudson, publicado em 1896 (a edição do link é de 1895).
Leia maisAgora inventaram o Personal Friend:
Seus amigos não te ouvem? Está se sentindo só? Não tem companhia para dar uma volta no shopping? Seus problemas acabaram! Depois do personal trainer e do personal stylist, um novo profissional batizado com o modismo do prefixo em inglês chega ao mercado para atender aos solitários de plantão: o amigo de aluguel.
O personal friend (ou amigo pessoal), criação do empresário carioca Silvério Veloso, de 42 anos, surgiu em novembro do ano passado. A um preço que restringe a clientela a membros das classes média e média alta - R$ 300 por sessão, com duração de 50 minutos - ele já conta com cerca de 20 "amigos" fiéis.
- É como se eles estivessem comprando mesmo um amigo. A gente conversa sobre tudo. A pessoa fala o que quiser, é um amigo de confiança que ela tem ali, mas é tudo profissional - explica Silvério, graduado em educação física, com mestrado em gestão de negócios e especialização em empreendedorismo comportamental.
Escritório itinerante: O personal friend faz questão de enfatizar que não entra no ramo da psicologia. Seu diferencial seria o fato de ir aonde o cliente está. Sem escritório fixo, Silvério realiza as sessões em shoppings, restaurantes ou numa caminhada no calçadão
Espera aí: psicólogo é amigo em consultório? Uma relação amistosa entre cliente e serviço, na qual o serviço é a própria amizade, é uma relação de amizade?
Sempre houveram vínculos de amizade entre clientes e prestadores. Mas que estatuto damos à amizade, agora que ela é o próprio conteúdo da prestação de serviços?
O que torna uma atividade interessante imaginar como será no futuro o "mercado" de amigos: currículos nas agências de emprego, entrevistas, consultorias, amigos coletivos para motivação nas empresas, organizações terceirizadas…
Como o que vai para a entrevista com o currículo de "personal friend". Senta-se na cadeira, e para dar tom de credibilidade, menciona: "Fui indicado pelo Sr. Fulano". O entrevistador dá-se conta, e pensa: espere aí, se Fulano me indicou um personal friend, não deve ser meu amigo. Quem indicaria um personal friend? 
***
Uma descrição da função (no título, "Homem- hetero, personal friend"):
Ser Amigo Profissional, de forma Ética e Moral, acompanhando pessoas individuais, família, ou grupos de negócios, nas mais variadas situações, desde uma simples caminhada nos shoppings ou parques, a passeios por outras cidades ou eventos comerciais, de forma descontraída, ouvinte e motivadora, através de uma postura séria, para que a pessoa possa sentir-se segura e confortável com privacidade e sigilo preservados.
Outra descrição ("homem hetero - personal friend (mulheres)" ):
Você anda sem companhia para se divertir? Precisa de alguém para conversar? Sente-se sozinha? Personal Friend. Atencioso, simpático e inteligente. Qualquer dia ou horário. Roteiros personalizados. Sigilo absoluto.
Ainda, um anúncio de jornal. A coisa começa a se alastrar. Interessante também é elucidar o que significa esse "empreendedorismo comportamental".
"Reflexão sem experiência e experiência sem reflexão são ambos sem poder algum".
(Wundt, W. Lectures on human and animal psychology(1894-1907, p.![]()
O vídeo acima é uma espécie de programa de instrução sobre como controlar as emoções. Como vários vídeos e livros difundidos até o nascimento da literatura de auto-ajuda (lembremos que esse termo é bem recente), esse tipo de instrução sempre trouxe uma espécie de fascínio: eram os “cientistas”, “psicólogos”, “especialistas”, e afins, que entendiam de comportamento, e traziam o entendimento do comportamento correto para a prática cotidiana.
Nesse vídeo em questão, é curioso notar: o “especialista”, sério e equilibrado, explica o comportamento emocional com base em um esquema estímulo-resposta. Atualmente - e já era assim nos anos 50 - sabe-se que tal tipo de modelo explicativo não consegue dar conta de comportamentos complexos, e nisso constam também os comportamentos emocionais.
Mas o que se mostra mais interessante, nisso tudo, é que no fundo parece não haver necessidade de um princípio explicativo que dê conta da prescrição. Basta ela mesma. O especialista poderia adotar tanto esse esquema S-R, como qualquer outro, e a prescrição permaneceria em pé.
O que tudo isso diz? Que, em diversos momentos, certos tipos de relação são dadas como legítimas sem uma discussão prévia que as legitime. Em outras palavras, certas práticas sociais são dadas como evidentes e corretas simplesmente pelo pressuposto de partirem dos especialistas. Como na velha falácia do argumento de autoridade, com a diferença de que há algo mais do que o mero convencimento em jogo. Especialmente quando tal prescrição atinge o estatuto de comunicação de massa.
Para quem não conhece, Gustav Fechner é considerado um dos "criadores" da psicologia moderna, ao elaborar a famosa Lei de Fechner.
Também tinha inclinações místicas. É o que mostram duas raridades, sobre a questão da vida após a morte. Um dos livros abaixo é do punho do próprio Fechner (com um prefácio de William James). Outro, um comentário, de Hugo Wernekke. Duas edições originais, e preciosíssimas:
O SCIAM publicou a informação de um estudo no mínimo controvertido: "Somos predispostos para crenças políticas?". Pesquisaram 43 indivíduos. Inicialmente cada um se auto-classificava em uma escala de "extremely liberal" a "very conservative". Após isso, realizou-se um teste para averiguar como cada indivíduo adaptava respostas treinadas a novos estímulos.
Para medir o grau do conflito diante dos novos estímulos, lá estava o bom e velho cérebro, mais especificamente o cíngulo anterior cortical (anterior cingulate cortex ou ACC). Indivíduos auto-denominados "liberais" desempenharam maior sensibilidade para mudança do que os colegas "conservadores":
"People who have more sensitive activity in that area [ACC]'’, he notes, "are more responsive to these cues that say they need to adapt their behavior," reacting more quickly and accurately to the unexpected stimulus. On average, people who described themselves as politically liberal had about 2.5 times the activity in their ACCs and were more sensitive to the "No-Go cue'’ than their conservative friends.
"They are more sensitive to the need for change and more sensitive to the need to change their behavior," Amodio says about the politically left-leaning subjects.
Isso abre uma série de questões: que área cortical ou escala numérica poderia representar as opções políticas correspondentes ao Hamas e ao Fatah? E quanto ao Likud, ao Kadima, e ao Partido Trabalhista israelenses? O que dizer do Partido Comunista Francês? E os sociais democratas, onde ficariam nisso tudo? Comunistas chineses teriam resultados semelhantes aos cubanos? E mais: como caracterizar partidários de regimes ditatoriais financiados por democracias?
Esperemos os resultados mais surpreendentes: como seria o resultado ao comparar um Khoisan africano com um coroné brasileiro? Ou pensemos ainda, em um futuro próximo, nos estudos aplicados
(Essa vai para certos tipos de programas que vemos por aí.
) O que pode um cérebro? Essa pergunta é feita hoje em dia pelos mais diversos meios de divulgação da ciência, especialmente pela mídia de massa. Diz-se muito sobre o ‘poder do cérebro’, dos ‘cuidados’ para com ele, do que pode fazer, e dos grandes ’segredos’ da verdade sobre esse órgão. Mas, enfim, o que pode um cérebro?
Em primeiro lugar, um cérebro pode, quando obviamente ‘ligado’ (estar ligado já é redundante) ao corpo vivo qual faz parte, emitir uma série de sinais elétricos. Junto a esses sinais, é um complexo órgão que envolve toda uma cadeia de células e substâncias que, com os impulsos elétricos - e o corpo vivo a ele ‘ligado’ - auxiliam a auto-regulação de um organismo. Enfim, um cérebro - como os outros órgãos - preserva um corpo vivo, e faz parte das relações sistemáticas e funcionais inerentes ao organismo.
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Uma adolescente de 17 anos foi levada ao hospital na Grã-Bretanha depois de ter tido uma "overdose" de café.Jasmine Willis passou mal depois de beber sete cafés expressos duplos durante o seu turno de trabalho na lanchonete da família.
Inicialmente, ela teve acessos de riso e choro enquanto servia os clientes na lanchonete.
Os sintomas pioraram quando o pai a mandou para casa. A adolescente começou a ter febre e a hiperventilar e foi levada a um hospital local, onde os médicos confirmaram que ela havia tido uma overdose de cafeína.
Jasmine, de Durham, no norte da Inglaterra, já se recuperou, mas a experiência traumática a levou a sair a público para fazer um alerta às pessoas sobre os perigos de beber café em excesso. [bbc]