Dentro do caloroso debate sobre a última matança israelense na Faixa de Gaza, lembrei de um pequeno documentário de Robert Fisk, intitulado "The Road to Palestine". Um pouco antigo, mas com temas bem atuais. Trata precisamente das relações sociais, econômicas e políticas entre israelenses e palestinos.
Fisk visita e entrevista figuras dos dois lados do embate, inclusive acampamentos do Hamás. Pergunta sobre suas motivações, e deixa no ar um grande impasse.
Depois de 25 anos da estréia de "Blade Runner" e após quatro versões, o diretor Ridley Scott está satisfeito com a última montagem do filme transformado em mito e que, ao contrário dos robôs humanóides que o protagonizam, parece ter vida eterna.Assim garantiu o cineasta britânico, que completa 70 anos em novembro, na entrevista coletiva de apresentação do filme, exibido fora de competição no 64º Festival Internacional de Veneza.
Scott afirmou que, ao ver peças publicitárias e
vídeos musicais, se deu conta de que "’Blade Runner’ estava tendo uma influência muito forte nas novas gerações".
Além disso, "é uma obra artística" que "influiu muito no mundo da moda e também na obra de arquitetos de prestígio, que disseram que o filme tinha mudado seus conceitos", acrescentou.
Com o título de "Blade Runner: The Final Cut" (a montagem final), esta versão definitiva foi exibida pela primeira vez no sábado (1º) em Veneza.A paisagem do festival não podia ser mais diferente da obscura, caótica e tecnológica Los Angeles do ano 2019 no qual o filme é ambientado, uma mistura de cinema negro e ficção científica existencialista repleta de metáforas religiosas.
Para os que viram a versão anterior, "Blade Runner: The Director’s Cut" (a montagem do diretor), de 1992, a nova apresenta pequenas inovações que não alteram o espírito do filme, como ocorreu com o original, de 1982.
A versão de 2007 apresenta planos que contribuem para perfilar os personagens e suas relações, especialmente a do policial e a personagem interpretada pela atriz Sean Young, assim como alguns ajustes na inesquecível trilha sonora composta por Vangelis.Outros planos que nunca convenceram Scott foram retocados graças à tecnologia digital.
Entre eles, estão a inclusão do rosto da atriz Joanna Cassidy na seqüência da perseguição de sua personagem, onde antes era possível perceber a presença de uma dublê na cena.
Também foi modificado o vôo da pomba que finaliza o famoso monólogo final do ator Rutger Hauer, presente na entrevista coletiva e cujas "naves em chamas além de Orión" ficaram marcadas na mente de várias gerações.
"Poucos trabalhos me deram tanta satisfação e prazer", ressaltou Hauer sobre a produção baseada no romance "Os andróides sonham com ovelhas elétricas?", de Philip K. Dick, sobre um grupo de replicantes - robôs de aspecto humano com vida limitada a quatro anos - que se rebelam e devem ser exterminados.
"É difícil explicar porque foi tão difícil a rodagem", mas o certo é que "quando o filme foi finalizado e foram realizadas as exibições prévias, o resultado foi ruim e alguns críticos me massacraram", lembrou Scott.
Os produtores concordaram com Scott em eliminar um plano no qual Ford sonhava com um unicórnio - chave para entender o personagem -, gravar uma locução que explicasse seus pensamentos durante todo o longa e procurar um final feliz.
Sobre isso, o diretor de "Alien" afirmou que fez "ajustes porque havia coisas que não funcionavam bem".
Em relação ao futuro da sétima arte, o diretor disse não ter idéia dos rumos do cinema e comentou que não é contra a onda de segundas partes de filmes de sucesso em Hollywood, porque "são divertidas, e isto é uma indústria".
Chego pelo review de Robert Fisk.
O atual affair dos supostos livros didáticos "bolcheviques" brasileiros (que "manipulariam" a "alma" de "nossas crianças"), deixou mais uma vez escancarada uma idéia um tanto trivial: de que certas figuras do jornalismo brasileiro são no mínimo precipitadas para julgar o que julgam; que o rigor do julgamento não corresponde ao rigor da apuração dos dados; e que enfim, nada mais fazem do que apoiar sua suposta competência nas posições que ocupam. Escrever com mínimo rigor, que é bom…"Hay hombres que luchan un día y son buenos.Hay otros que luchan un año y son mejores.Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.Pero hay los que luchan toda la vida:ésos son los imprescindibles".Bertolt Brecht.
Lembram do filme Evil Dead 3 (Uma Noite Alucinante 3, disponível aqui)? Em uma das cenas mais cômicas, o protagonista pronuncia (ou esquece de pronunciar) as palavras "mágicas": Klaatu… Barada… Nikto!
Googlei sobre as palavras, e não é que elas aparecem no cinema e na mídia mundial desde os anos 50? Diz-se que a primeira enunciação data do filme "O Dia em que a Terra Parou", em 1951. A função das palavras era impedir que o robô destruisse o mundo (??). Passando por filmes como Tron, jogos como Duke Nukem, até jogos e quadrinhos de 2007, lá estão as 3 palavras incompreensíveis.
Será que, como em Evil Dead, as palavras geram efeitos mágicos? Há quem diga que sim…
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A propósito…
"O Dia em que a Terra Parou", no F.A.R.R.A, para download. Grande achado, da turma do Eudes. Como o antigo filme dos Transformers, de 1986, para download.
))
Encontrei esse pequeno filme, porém sem informações adicionais. Alguém o conhece? Trata-se de um longa, ou do prenúncio de que algum está sendo feito? Ou apenas uma pequena produção?
Gostei muito da fotografia, e das trilhas sonoras. Termina com um trecho do Adagio for Strings, de Samuel Barber.
Ainda, vale relembrar o Van Gogh de Kurosawa, em ‘Sonhos‘.