Dentro do caloroso debate sobre a última matança israelense na Faixa de Gaza, lembrei de um pequeno documentário de Robert Fisk, intitulado "The Road to Palestine". Um pouco antigo, mas com temas bem atuais. Trata precisamente das relações sociais, econômicas e políticas entre israelenses e palestinos.
Fisk visita e entrevista figuras dos dois lados do embate, inclusive acampamentos do Hamás. Pergunta sobre suas motivações, e deixa no ar um grande impasse.
Para quem não viu, Children of Men (2006) é um belo filme. Ilustra um futuro marcado por temas diretamente projetados por nosso presente: fascismo, guerras, doenças, e desilusão.
Várias cenas são de tirar o fôlego: algumas duram mais de 10 minutos, sem cortes. O youtube disponibiliza muitas (mas eu não recomendaria àqueles curiosos que gostam de fazer "clima" antes de ver um filme ). Além disso, o filme é repleto de detalhes, que às vezes acompanham o roteiro, ou mesmo denotam outros sentidos.
Aqui consta uma boa resenha, sobre filmagem e implicações. De nossa parte, chamamos a atenção a uma das curiosas cenas:
Não se parece com a capa de Animals, do Pink Floyd?
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E falando nesses futuros…
Depois de 25 anos da estréia de "Blade Runner" e após quatro versões, o diretor Ridley Scott está satisfeito com a última montagem do filme transformado em mito e que, ao contrário dos robôs humanóides que o protagonizam, parece ter vida eterna.
Assim garantiu o cineasta britânico, que completa 70 anos em novembro, na entrevista coletiva de apresentação do filme, exibido fora de competição no 64º Festival Internacional de Veneza.
Scott afirmou que, ao ver peças publicitárias e
vídeos musicais, se deu conta de que "’Blade Runner’ estava tendo uma influência muito forte nas novas gerações".
Além disso, "é uma obra artística" que "influiu muito no mundo da moda e também na obra de arquitetos de prestígio, que disseram que o filme tinha mudado seus conceitos", acrescentou.
Com o título de "Blade Runner: The Final Cut" (a montagem final), esta versão definitiva foi exibida pela primeira vez no sábado (1º) em Veneza.
A paisagem do festival não podia ser mais diferente da obscura, caótica e tecnológica Los Angeles do ano 2019 no qual o filme é ambientado, uma mistura de cinema negro e ficção científica existencialista repleta de metáforas religiosas.
Para os que viram a versão anterior, "Blade Runner: The Director’s Cut" (a montagem do diretor), de 1992, a nova apresenta pequenas inovações que não alteram o espírito do filme, como ocorreu com o original, de 1982.
A versão de 2007 apresenta planos que contribuem para perfilar os personagens e suas relações, especialmente a do policial e a personagem interpretada pela atriz Sean Young, assim como alguns ajustes na inesquecível trilha sonora composta por Vangelis.
Outros planos que nunca convenceram Scott foram retocados graças à tecnologia digital.
Entre eles, estão a inclusão do rosto da atriz Joanna Cassidy na seqüência da perseguição de sua personagem, onde antes era possível perceber a presença de uma dublê na cena.
Também foi modificado o vôo da pomba que finaliza o famoso monólogo final do ator Rutger Hauer, presente na entrevista coletiva e cujas "naves em chamas além de Orión" ficaram marcadas na mente de várias gerações.
"Poucos trabalhos me deram tanta satisfação e prazer", ressaltou Hauer sobre a produção baseada no romance "Os andróides sonham com ovelhas elétricas?", de Philip K. Dick, sobre um grupo de replicantes - robôs de aspecto humano com vida limitada a quatro anos - que se rebelam e devem ser exterminados.
"É difícil explicar porque foi tão difícil a rodagem", mas o certo é que "quando o filme foi finalizado e foram realizadas as exibições prévias, o resultado foi ruim e alguns críticos me massacraram", lembrou Scott.
Os produtores concordaram com Scott em eliminar um plano no qual Ford sonhava com um unicórnio - chave para entender o personagem -, gravar uma locução que explicasse seus pensamentos durante todo o longa e procurar um final feliz.
Sobre isso, o diretor de "Alien" afirmou que fez "ajustes porque havia coisas que não funcionavam bem".
Em relação ao futuro da sétima arte, o diretor disse não ter idéia dos rumos do cinema e comentou que não é contra a onda de segundas partes de filmes de sucesso em Hollywood, porque "são divertidas, e isto é uma indústria".
Talvez o Catatau chegou atrasado para a festa, mas… a versão final é boa?
O atual affairdos supostos livros didáticos "bolcheviques" brasileiros (que "manipulariam" a "alma" de "nossas crianças"), deixou mais uma vez escancarada uma idéia um tanto trivial: de que certas figuras do jornalismo brasileiro são no mínimo precipitadas para julgar o que julgam; que o rigor do julgamento não corresponde ao rigor da apuração dos dados; e que enfim, nada mais fazem do que apoiar sua suposta competência nas posições que ocupam. Escrever com mínimo rigor, que é bom…
Tropa de Elite não passou desapercebido por alguns desses pseudo jornalistas, intelectuais, blogueiros e "filósofos" (muitas aspas!). Não passou desapercebido, mas segundo o princípio exposto acima: muitos foram enfáticos em criticar negativamente aquilo que nem chegaram a ver.
Afora a violência exacerbada, e toda a montagem que se assemelha muito a filmes "da moda", Tropa de Elite tem uma série de boas idéias desenvolvidas. Se o crítico não conceder que o enredo é bom, não há como negar que o filme é bom nas entrelinhas. Por mais que o espectador possa em alguns momentos recair nos velhos hábitos de enxergar mocinhos e bandidos, o filme escancara aquilo mesmo que ocorre: uma guerra de fato, numa sociedade civil de direito; a "merda com chip´s" (a melhor expressão de Arnaldo Jabor, em toda uma carreira de duvidosas expressões) convivendo em um mesmo regime de relações com "nós, da classe média e média alta" (portanto, "nossos" modos de vida são flagrantemente comprometidos com esses outros, desprivilegiados); a corrupção generalizada e sua tênue fronteira com o "jeitinho brasileiro"; e a crônica confusão entre as esferas pública e privada.
Para quem não conhece, Silvio Rodriguez é um cantor cubano. Lutou na Revolução, foi trabalhador em barco pesqueiro, e hoje é deputado. Seus temas refletem a situação da América Latina desde a segunda metade do século XX.
A primeira vez que ouvi a canção“Sueño con Serpientes” foi pelo conjunto Viento Sur, de Curitiba. Pertence ao primeiro disco desse grupo, que me fez conhecer, dentre outras preciosidades, Daniel Viglietti. É daquelas músicas de "tremer a espinha". Essa versão foi gravada em um documentário, em VHS. A imagem não está tão boa, mas o clima da gravação é bem legal!
"Hay hombres que luchan un día y son buenos.Hay otros que luchan un año y son mejores.Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.Pero hay los que luchan toda la vida:ésos son los imprescindibles".
Lembram do filme Evil Dead 3 (Uma Noite Alucinante 3, disponível aqui)? Em uma das cenas mais cômicas, o protagonista pronuncia (ou esquece de pronunciar) as palavras "mágicas": Klaatu… Barada… Nikto!
Googlei sobre as palavras, e não é que elas aparecem no cinema e na mídia mundial desde os anos 50? Diz-se que a primeira enunciação data do filme "O Dia em que a Terra Parou", em 1951. A função das palavras era impedir que o robô destruisse o mundo (??). Passando por filmes como Tron, jogos como Duke Nukem, até jogos e quadrinhos de 2007, lá estão as 3 palavras incompreensíveis.
Será que, como em Evil Dead, as palavras geram efeitos mágicos? Há quem diga que sim…
Encontrei esse pequeno filme, porém sem informações adicionais. Alguém o conhece? Trata-se de um longa, ou do prenúncio de que algum está sendo feito? Ou apenas uma pequena produção?
Gostei muito da fotografia, e das trilhas sonoras. Termina com um trecho do Adagio for Strings, de Samuel Barber.
Ainda, vale relembrar o Van Gogh de Kurosawa, em ‘Sonhos‘.
O Jethro Tull virá a Curitiba agora, dia 25/4/2007, para realizar um novo show na cidade. No mesmo horário, enfrentarei uma viagem de dez horas e meia, para assistir a apenas uma aula no outro dia (faltar gera 90% de chances de péssimas consequências), e já retornar. E agora? Alguma alma indulgente com suma autoridade poderia me ajudar? Trata-se de um show do Jethro Tull, compreendem?
Falando em música, uma banda curitibana chamada Motorocker - considerada um dos melhore covers do AC-DC - tem feito um bom sucesso ultimamente. Faltei ao show deles no sábado, mas… no mesmo dia não faltaram os "prazeres da carne - costelada, frango assado e churrascão"
Lembrando ainda alguns amigos leitores: sempre que encontramos alguma referência na internet, faz parte da netiqueta postar a origem, concordam? Tenho percebido vários leitores vincularem-reproduzirem-copiarem dados parciais ou totais, ou mesmo referências vinculadas aqui no Catatau, porém sem mencionar de onde veio o toque. Poxa vida, às vezes o trabalho de unir referências num post é gigantesco. Como diz o velho ditado, "mencionar é citação; copiar é plágio".
Sobre Curitiba, o blog Curitibocas tem um projeto interessante: lançar um livro de entrevistas com várias figuraças carimbadas da cidade. Até na porta do Vampiro já bateram.
Enfim, a respeito do vídeo "Eu gosto de Cu…ritiba", música de autoria de Carlos Careqa, foi interpretada das mais diversas formas, desde o sério civismo, ao culto (quase a la Rafael Greca) à terra das araucárias. Atentando ao jeito despojado de Careqa, a música mostra de fato um bom lugar para "ir fundo, no meio do mundo, aqui é o meu lugar"