do Malvados (clique para ampliar)
Um self made man, familiar ao ambiente corporativo, prestava entrevista para elucidar o "conceito" (não seria noção?) de "responsabilidade social". Ostentando a figura retórica do "homem prático" (não esses teóricos infames, perdidos em conjecturas e abstrações, sem resultados práticos na realidade), ele inicia comparando "responsabilidade social" das empresas com "filantropia".
(more…)Temos idéia da dimensão de uma única empresa digitalizar e controlar o acesso de boa parte do acervo mundial?
(more…)Diversas vezes chamamos a atenção aos estudos de Venicio de Lima, sobre as relações entre mídia e política no Brasil e no mundo. Lima estuda tanto a cobertura quanto a relação da cobertura com os mandatários das empresas de comunicação, notadamente as privadas.
Por vezes seus estudos lembram alguns de "semiótica", por exemplo focados nas histórias em quadrinhos ou nas relações entre cor e som no cinema. Lima, por sua vez, analisa a "montagem" tática das informações na edição de um jornal, por exemplo (pelo menos é parte do procedimento de Mídia: Crise política e poder no Brasil, [preços, Cultura]).
Nesse contexto é interessante o pequeno texto "A mídia como partido político", de onde cito um trecho sobre a briga Obama x Fox News:
Os grandes grupos privados de mídia – como a News Corporation, de Murdoch – seus sócios e aliados em todo o planeta, por óbvio, vão continuar reiterando cotidianamente suas acusações de não democráticos, autoritários e/ou totalitários a esses governos.Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?
O que está em jogo? Um fator novo, nas relações entre mídia e política: o governo Obama, reconhecendo a tendência editorial da Fox News, passa a encarar a emissora como uma fonte de oposição deliberada. "Encara" não sob o formato dos governos ditatoriais (que simplesmente eliminam os opositores), mas dentro do debate, forçando a emissora a assumir suas tendências.
"Qundo o presidente fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita" – ela [Anita Dunn, Diretora de Comunicações de Obama] explicou. – "O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição"
Como se o mito da neutralidade da mídia se colocasse em questão não por seus estudiosos, mas no próprio debate midiático. Ou em outras palavras, como se agora uma mídia devesse assumir suas tendências (sempre encaradas de modo geral como "neutras", ou com certa intenção de neutralidade), para manter sua credibilidade.
Ahora comienza un duro, una inexorable viaje en busca de la posibilidad más lejana
Tunner : We’re probably the first tourists they’ve had since the war.
Kit Moresby: Tunner, we’re not tourists. We’re travelers.
Tunner : Oh. What’s the difference?
Port Moresby: A tourist is someone who thinks about going home the moment they arrive, Tunner.
Kit Moresby : Whereas a traveler might not come back at all.
Tunner: You mean I’m a tourist.
Kit Moresby : Yes, Tunner. And I’m half and half.